O futebol em Caçapava-SP

Nesses mais de 15 anos do As Mil Camisas, poucas missões para registrar estádios falharam.
Infelizmente a cidade de Caçapava foi um destes casos, mas mesmo assim, hoje vamos recordar um pouco da linda (e antiga) história do futebol por lá.

Esta é mais uma cidade que nasceu dos conflitos entre os povos originários e bandeirantes que buscavam novas terras, pedras e minerais preciosos além de escravizar os indígenas.
Alguns destes sanguinários bandeirantes seguiram o curso do Rio Paraíba do Sul, enfrentando o povo Puris, pertencente ao tronco linguístico macro-jê, aqui, registrados no século XIX por Van de Velden:

E aqui, por Johann Moritz Rugendas, no século XIX:

Os Puris acabaram abandonando suas terras em direção da Serra da Mantiqueira, mais ou menos como o Iron Maiden canta em “Run to the Hills“, em referência à história americana:

Aos poucos, os invasores passaram a ocupar o vale do rio Paraíba originando o que seriam as cidades do leste do estado, como São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e a querida Caçapava, cujo nome deriva do termo tupi guarani caá-sapab (algo como “mato vazio”, devido à clareira que existia no local).

Inicialmente pertencente à Taubaté, o povoado de “Cassapaba” foi crescendo ao redor da capela construída em 1706 que daria origem à Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda.

A partir do século XIX, questões políticas levaram a população a viver na fazenda de João Dias da Cruz Guimarães, onde existia uma capela de São João Batista.
Ali, iniciou-se o núcleo que se tornou a atual cidade de Caçapava. O velho povoado tornou-se o bairro do “Caçapava Velha“.

A base da economia era a produção cafeeira realizada pelos escravizados, com fazendas importantes em Caçapava, que também produzia cana-de-açúcar, fumo e gêneros alimentícios.
Até hoje, o comércio local movimenta a economia, esse é o Mercado Municipal:

Em 1° de outubro de 1876 é inaugurada a estação ferroviária.

A ferrovia ajudou a trazer a industrialização para a cidade que passou a contar com empresas do ramo têxtil, depois chegaram a Mafersa (material ferroviário) e a Providro (que também teve um time profissional como veremos na parte final deste post).
Olha quantas indústrias existem atualmente só ali às margens da Dutra:

Assim, chegamos à Caçapava de hoje em dia que vê o desenvolvimento chegar com força total e fez no futebol mais uma vítima desse crescimento…
Estivemos na cidade pouco tempo depois da demolição do estádio da AA Caçapavensena região central.

A Associação Atlética Caçapavense foi fundada em 9 de dezembro de 1913 e tinha sede na rua Capitão João Ramos (atual agência do Banco do Brasil) mudando-se em 1941 para a Avenida Cel. Manoel Inocêncio, onde estava o Estádio Capitão José Ludgero de Siqueira até 2013 quando foi vendida e completamente demolida…

Estivemos lá alguns meses depois da demolição e já havia um estacionamento construído na esquina do terreno, onde antes ficavam as bilheterias…

Fiquei tão decepcionado que não encontrei as fotos que fiz do local… Por sorte o Google Maps ainda mantém como imagens um cenário bem parecido com o que visitamos.

O local é bem no centro da cidade e imagino que realmente não fazia mais sentido um campo, há décadas dedicado apenas ao futebol amador, ocupar um espaço tão importante…

Dá pra comparar com uma imagem mais antiga:

Após vários anos disputando amistosos e torneios amadores, em 1918, a AA Caçapavense estreia no Campeonato do Interior (organizado pela APEA), na Zona Central do Brasil.
Em 1920, se classifica para a fase final, mas perde para o Corinthians de Jundiaí.
Em 1921 venceu o Elvira e empatou com o Taubaté, em partida que teve invasão de campo pela torcida de Caçapava. Esse era o time de 1921:

A área do Estádio Capitão José Ludgero de Siqueira foi adquirida em 1915 e em junho de 1922 enfim foi inaugurado com uma incrível partida entre a AA Caçapavense e o Clube de Regatas Flamengo!

O Flamengo leva para casa a Taça Elias, ofertada por comerciantes da cidade, vencendo o Caçapevense por 5×0.

A partir de 1922, a Zona Central do Brasil passa a ser bastante disputada, com times de diversas cidades da região.

Esse é o time de 1925:

Em 1928,, a AA Caçapavense sagra-se campeã da sua região, mas acabou sendo desclassificada na fase final. A AA Caçapavense disputa o Campeonato do Interior até 1930, apenas deixando de participar das edições de 1924 e 29.
Imagina se você dissesse pra essa galera que esse lugar ia virar um estacionamento, algumas décadas depois…

Talvez tenha faltado passar esse amor pelo futebol para seus filhos, filhas, netos e netas…

Claro… O mundo hoje é outro, mas fico me perguntando como deve ter sido mágico vivenciar as aventuras da AA Caçapavense na primeira metade do século XX…

E como era linda a arquibancada coberta do Estádio Capitão José Ludgero de Siqueira:

Olha que uniforme lindo!

A AA Caçapavense volta às disputas locais até 1946, quando disputa novamente o Campeonato Paulista do Interior, agora organizada pela Federação Paulista e embora campeã da sua zona, o time foi eliminado na fase regional.

Após esta disputa única, o time mais uma vez se ausenta das competições oficiais e volta a jogar torneios amadores e regionais.

Aqui o time de 1958:

O time de 1961:

A AA Caçapavense ressurge na década de 60 para aventurar-se no profissionalismo disputando a Terceira Divisão da Federação Paulista de 1964, e o time terminou na 6a colocação da 1a série.

Em 1965, terminou a 5a colocação:

Em 1966, o time sagra-se campeão do seu grupo…

Mas acaba abandonando a 2a etapa da competição e desistindo do profissionalismo.

Atualmente, a AA Caçapavense, centenária desde 2013 possui uma nova sede no Jardim Maria Cândida, voltada aos associados.

Antes de finalizar o post, vale falar um pouco mais da empresa Providro citada anteriormente.

A empresa tinha tamanha importância na cidade e envolvimento com seus funcionários que acabou dando origem a um time de futebol em 17 de agosto de 1964: o Clube Providro. Segundo o site Futebol Nacional existiram dois distintivos:

Em 1966, o Clube Providro se aventurou no futebol da Quarta Divisão.

Só achei uma foto no Facebook dizendo ser do time, mas já nos anos 70:

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AA Internacional de Limeira 0x1 EC Santo André

12 de fevereiro de 2023.
Um domingo de verão chuvoso ajudou a esfriar a cabeça dos torcedores do Ramalhão que vinham de duas derrotas em casa.
A Inter de Limeira que vem bem no campeonato seria o adversário da noite…

Pra dificultar ainda mais a vida do Ramalhão, o jogo seria em Limeira, no Major José Levy Sobrinho o tradicional Limeirão, lindo estádio inaugurado em 1977, com o jogo Inter 2×3 Corinthians para 44 mil torcedores.

Em campo, duas equipes com campanhas muito próximas, ainda na busca dos pontos necessários para parar de se preocupar com rebaixamento e finalmente começar a sonhar com classificação.

Hoje, a capacidade de público do Limeirão é de 18 mil pessoas, mas talvez a chuva tenha dado uma desanimada no público que chegou a ocupar pouco mais de 10% do tamanho total (cerca de 2.242 torcedores)…

Sente aí o clima do pré jogo:

Vale reforçar que a Inter de Limeira possui várias organizadas, que tem apoiado o time dentro de fora de casa!
É importante valorizar a presença do torcedor local.
A cada dia é mais difícil times fora dos “óbvios” conquistarem os corações dos jovens, e mesmo assim, o time do interior tem conseguido se manter firme junto à população local.

A Inter começou no ataque, até por jogar em casa, mas logo o Santo André passou a responder não só nos contra-ataques mas também propondo alguns ataques!

Depois de muitos anos sem acompanhar a Inter no campo, os últimos anos trouxeram diversas oportunidades para ver o time de Limeira contra o Santo André, incluindo uma final de A2!
E eu fico muito feliz de poder estar tantas vezes nesse estádio, que é de uma importância enorme para o futebol brasileiro.

A torcida da Inter de Limeira vem fazendo bonito nos jogos, e mesmo que neste jogo não estejam com tanta gente quanto o esperado, fizeram bastante barulho em apoio ao time local!

Mas nossa torcida também tem apoiado, mesmo fora de casa cantando sem parar!

Olha aí nosso banco de reservas:

No segundo tempo o Santo André voltou muito melhor. Arrisco dizer que foram os melhores 45 minutos do campeonato. De encher os olhos.

E depois de alguns dias de dor de cabeça, de críticas e medo, chegou a nossa hora de comemorar: Inter 0, Santo André 1!!!

Não há como negar… Estávamos preocupados com os resultados que não vinham, com o rebaixamento e mesmo com a atuação do time… Por isso o resultado foi ótimo!

A nossa turma que pegou uma baita chuva até chegar em Limeira voltou feliz pra casa!

Claro que eu fiquei hiper feliz! E agradeço aos amigos de viagem: Ovídio, Marques e Sandro Gaúcho!

Por fim, destaque pro Júlio Vitor, que entrou no segundo tempo e que fez a alegria da nossa torcida!

Todo respeito à Inter, sempre! Mas como foi bom poder celebrar uma vitória num momento t˜ão complicado!

A festa foi até o vestiário!!

E pra quem quer saber quanto o time está identificado com o projeto, se liga nos próprios jogadores cantando o hino do Ramalhão no vestiário

Acho que o torcedor em geral tem sofrido com certa falta de paciência independente da divisão do seu time.
O Paulist˜ão é um campeonato cada vez mais competitivo e muitas vezes acabamos vendo nosso time não produzir o que esperamos.
Será que nessas horas o nosso papel não deve ser de apoiar antes de tantas críticas?

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EC Santo André 0x2 EC Água Santa – Paulistão 2023

9 de fevereiro, o Paulistão 2023 não para! E mesmo em um horário difícil (18hs) lá vamos nós acompanhar mais um jogo do Ramalhão, que foi assim a campo:

Um fim de tarde quente de verão… Água pra refrescar o campo e os poucos (cerca de 970) torcedores que compareceram ao jogo. Mal sabiam o quanto sua cabeça ia esquentar até o fim do jogo.

Os times entram em campo para mais um “derbi regional do ABC”.

Sem dúvida, 2023 ficará marcado pelas bandeiras de mastro que voltaram a desfilar em nosso estádio!

A torcida do Água Santa (que sempre nos recebe bem lá em Diadema) também compareceu!

E lá vamos nós para mais uma experiência!

O Santo André teve um primeiro tempo “morno”, ainda que algumas chances tivessem animado a torcida local.

Mas Bruno Mezenga, aos 16 minutos fez 1×0 pro Água Santa.

Volta o segundo tempo e o Santo André prometia correr atrás do placar…

Mas novamente Bruno Mezenga ampliou a vantagem dos visitantes: Água Santa 2×0 para a tristeza da torcida ramalhina…

O Santo André fez uma série de substituições e até chegou perto do seu gol…

Mas o placar acabou 2×0 e deixou desolada a torcida Ramalhina… Aos amigos e demais torcedores fica a nossa solidariedade… Nos vemos em Limeira, no domingo!

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O Estádio Ulrico Mursa – casa da AA Portuguesa

Santos é uma cidade bastante próxima de Santo André. Por várias vezes já estivemos lá seja por conta de trabalho, pra curtir a praia o futebol ou mesmo pra curtir a orla e ficar procurando prédios tortos.

É também uma cidade com uma história incrível! Teve sua ocupação inicial feita pelos indígenas, depois pelos europeus, mas ainda no século XVI (no natal de 1591), chegou a ser invadida pelo corsário inglês Thomas Cavendish… Enfim, dava pra fazer um verdadeiro filme (ou série) de aventura sobre a Santos!

Existe uma porção de igrejas que também atraem os religiosos, e dentre elas a Basílica de Santo Antônio do Embaré sempre me chama a atenção pelo visual gótico (embora ela seja neogótica), inaugurada em 1945, mas que tem como origem uma capela de 1875, erguida pelo “Visconde do Embaré”.

Também me chama a atenção o prédio da antiga estação de trem, atual Estação da cidadania:

Mas hoje, nossa visita vai falar de importante herança portuguesa em Santos, o Estádio Ulrico Mursa, a casa da Associação Atlética Portuguesa, a Portuguesa Santista, ou mais carinhosamente, a Briosa!

O nome do Estádio é uma homenagem a Ulrico de Souza Mursa, engenheiro e diretor da Cia. Docas de Santos, que doou em 1914 o terreno para a construção do estádio da Portuguesa em 1917.

O Estádio tem uma localização muito boa, na região central da cidade, na Av Senador Pinheiro Machado, 240 no bairro do Marapé, ao lado da Santa Casa de Misericórdia.

O Estádio Ulrico Mursa foi inaugurado em 5 de dezembro de 1920, sendo o 9º estádio mais antigo do país e o 2º mais antigo do Estado de São Paulo. E chegou a hora de você conhecê-lo por dentro!

Atualmente, sua lotação máxima é de 7.635 torcedores, sendo cercado por arquibancadas em 3 lados, na lateral da entrada do estádio.

Veja que lindo o placar:

Aqui, o meio campo:

O gol da direita:

O gol da esquerda:

Olha que linda a arquibancada coberta:

A inauguração do Estádio foi logo com uma goleada: Portuguesa Santista 6 x 0 Sírio, em 5 de dezembro de 1920.

O recorde de público ocorreu em 1952, em jogo contra o Corinthians, onde 12.500 torcedores compareceram ao Ulrico Mursa.

Uma das conquistas mais importantes da Briosa foi a Fita Azul em 1959, e ela tem uma placa no estádio que lembra os 35 anos desse lindo momento!

O Santos FC estreou no estádio em 1923, e a AA Portuguesa venceu por 1×0.

Ali estão as cabines para transmissão:

Em 1929, a AA Portuguesa recebeu e goleou o Vitória de Setúbal por 4 a 0, na primeira partida internacional do estádio.

Mas a vida do torcedor da briosa não é fácil, nos últimos anos surgiram boatos da venda do estádio e foi preciso união entre torcedores e a cidade para não deixar uma loucura dessas ir adiante.

Que o time leve seu lema cada dia mais a sério e que a AA Portuguesa siga lotando esse lindo estádio!

Um abraço aos torcedores da Briosa…

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EC Santo André 0x1 São Paulo FC (Paulistão 23)

Domingo, 5 de fevereiro de 2023. Um dia de muita expectativa que terminou triste para a torcida do Santo André. A partida terminou com vitória dos visitantes por 1×0, com gol aos 48 do segundo tempo. Sinta o clima do jogo desde a chegada da torcida:

A garotada do Projeto Raízes esteve presente, quem sabe despertando a paixão pelo time da cidade nesses novos corações?

Um dos responsáveis pelo projeto é o nosso eterno craque Arnaldinho!

Outro envolvido é o Marcos Cidade, que também fez história no Ramalhão, aqui com o Ovídio e com outro que fez parte da nossa história, o Jobel!

Times perfilados… A partida está para começar!

Se a torcida visitante se fez presente, a nossa também esgotou os ingressos e lotou o nosso lado!

Mais um dia para viver o futebol do Ramalhão ao lado dos amigos! Até o Nicão, sumido, resolveu aparecer!

E se o jogo começou, é hora do bandeirão da Fúria aparecer!

O Ramalhão foi a campo assim:

Os bancos de reserva tem dois nomes que representam uma nova escola entre os treinadores: de um lado, Rogério Ceni.

Do outro, o nosso querido Vinicius Bergantin!

A torcida do São Paulo se fez presente em bom número!

Olha aí a Dragões da Real:

E aqui a Independente:

Em campo, Gérson Magrão teve uma incrível chance de abrir o placar para o Ramalhão, mas acabou sendo travado no último segundo… Lucas Frigeri, goleiro do Santo André também fez mais uma boa partida, assim como o sistema defensivo como um todo.

O primeiro tempo termina em 0x0 e na volta, o Ramalhão se apoia para buscar o improvável…

Olha a turma da TUDA aí!

Sem dúvida, um dia inesquecível! E vamos Ramalhão!!!

E na arquibancada, a gente não para!

O segundo tempo começa e o Ramalhão parece voltar melhor, tomando a iniciativa por várias vezes!

Mas a torcida também se assusta com as chegadas do São Paulo…

Mais uma vez, a torcida apoiou o tempo todo!

Vale o destaque pro craque Dudu Vieira!

E o pessoal da Esquadrão também tava por lá!

Curta essas lindas cenas de estádio cheio… Das pessoas da nossa cidade se divertindo em nossas arquibancadas…

Que possamos ver nossa bancada assim mais vezes!

E não é que o Ramalhão chegou aos últimos minutos da partida jogando melhor que o São Paulo e criando várias chances? Festa nas bancadas!

Massssssssss… O jogo só acaba quando…. Você sabe….
48 do segundo tempo… o jogo não terminou….
E mesmo com tanta luta da nossa parte, o São Paulo fez 1×0 e…. transformou essa tarde linda em um pesadelo.

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Santo André apresenta suas camisas para 2023

Em evento realizado na noite de 13 de janeiro de 2023, o Ramalhão apresentou as 3 camosas oficiais para o ano de 2023.

A camisa 1, branca, traz a imagem do estádio de maneira quase sublminar.

A camisa 2, num azul escuro, traz uma imagem vibrante mas que eu ainda não consegui definir.

A camisa 3, bastante diferente do que se fez nos últimos anos, é uma homenagem a Inter de Milão… Pode ser que parte do público não se identifique, mas a moçada que representa o futuro do Ramalhão nas arquibancadas adorou!

E você? Qual sua preferida?

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O futebol profissional em Valinhos

Uma das primeiras cidades que visitamos para fotografar estádios foi Valinhos, láááá em 2008, mas… naquele dia, nada deu certo…

Não conseguimos autorização para entrar nos campos, não fizemos nenhum registro legal e por isso, programamos um retorno algum dia. Quase 15 anos depois, finalmente voltamos à cidade!

A região de Valinhos como todo o Brasil foi território indígena e é impressionante como existe pouca informação sobre as etnias que a ocupavam antes da chegada dos europeus… Se você tiver alguma informação sobre isso, por favor envie e eu complemento este post.

A história da formação da atual cidade de Valinhos nasce das trilhas que ligavam Jundiaí a Goiás e que fez surgir uma parada junto ao ribeirão Pinheiros. O lugar exato ninguém sabe dizer, mas acredita-se que fica na região do atual bairro da Capuava. A pousada teria existido por quase cem anos!

No início do século XIX é a vez do café chegar até a região que para atender às necessidades logísticas fez surgir a Companhia Paulista de Estradas de Ferro com um trem que ia de Valinhos para Jundiaí. E essa estação “dos Vallinhos” deu origem ao centro urbano da cidade (Foto de 1908 da revista o Malho / APHV.):

A ferrovia ampliou a população de Valinhos trazendo imigrantes europeus, para substituir a mão de obra escrava. A sequência desenvolvimentista foi o surgimento de indústrias. Em 1896, a vila de Valinhos foi elevada à categoria de Distrito de Paz, e em 1953 a município.

Os trilhos ainda cortam a cidade, e existem planos reais para que a ferrovia volte a fazer parte da realidade!

Importante ressaltar a produção de Figo Roxo, que é um dos principais produtos da cidade, junto da Goiaba. Se você curte frutas e festas, não deixe de participar da Festa do Figo (clique aqui e veja mais)!

E quando falamos de futebol, temos 5 times que fizeram história na cidade, e vamos recordar um pouco da história de cada um deles!

Começando com o mais antigo, falemos do Clube Atlético Valinhense, fundado em 20 de setembro de 1925, em um bar na Rua 7 de Setembro, em frente ao antigo Cine Paz.

Inicialmente, o time se chamava Sport Club Valinhense e teve seu primeiro campo na Rua Senador Feijó, construído em 1926, em um mutirão.

Como o local do campo (onde atualmente está a Unilever) era próximo a um brejo e alagava com frequência, em 1928 construíram um novo campo, onde hoje está a Igreja da Vila Santana. Neste ano, se filiou à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) e disputou o Campeonato do Interior, jogando o grupo da 3a região:

Em 1938, novas mudanças: agora seu nome passa a ser Clube Atlético Valinhensee comprou um novo terreno (onde está a rodoviária atualmente), que se tornou a casa do CAV por mais 25 anos.

Entre 1945 e 1949, o CA Valinhense conquistou o tetracampeonato do Campeonato Regional Amador da Liga Campineira. Aqui, o time de 1945 (fonte: site )

Em 1949, fez uma partida contra o time amador do Guarani pela 1a divisão da Liga Campineira de Futebol.

O time que sairia campeão desta competição!

A notícia do campeonato em 1950, o time foi bicampeão da Liga Campineira. Surgia o apelido do time “Esquadrão Fantasma”.

Em 1951, disputou um jogo treino com o São Paulo e perdeu por 6×0.

E também jogou com o Palmeiras!

O grande momento viria ainda em 1951, com a estreia do CA Valinhense no futebol profissional, disputando a 2ª divisão e com uma campanha mediana:

Em 1952, mais uma disputa da 2ª divisão.

Fica sem jogar em 1953, e em 1954 volta na 3ª divisão:

Em 1955, mais uma disputa da terceira divisão.

Aqui, uma foto do estádio em 1955:

Em 1957, um amistoso contra o Palmeiras marcou o aniversário do CAV (6×1 pro alviverde paulistano).

Em 1964, foi feito um pedido de desapropriação da área a mando da prefeitura, levando o CA Valinhense a uma nova mudança para a Avenida Onze de Agosto, seu endereço atual, inaugurado em 1970 e fomos registrar o clube!

Um olhar na entrada do clube:

Vamos conhecer a parte interna do estádio:

O atual estádio possui iluminação e um belo gramado. Aqui o meio campo:

O gol da esquerda:

O gol da direita:

O distintivo do clube ao fundo do gol dá uma charme ainda maior ao campo:

O banco de reservas:

A visão de traz do gol:

Sabemos que dificilmente o CA Valinhense voltará às disputas profissionais, mas sonhar… não custa, até porque a cidade não para de crescer e merece uma participação!

Falemos então do segundo time mais antigo da cidade, a Associação Desportiva Classista Rigesa, fundada em 23 de setembro de 1943.

A Associação Desportiva Classista Rigesa nasceu pela MWV Rigesa, empresa norte-americana produtora de papel, e até por isso seu primeiro nome era Papelão Futebol Clube.

O time se tornou conhecido ao ser vice campeão do amador de Interior em 1951.

Com essa conquista, mudou o nome para Rigesa Esporte Clube, em 1952. Aqui, o time no estádio do EC Mogiana:

Aqui, no próprio campo do Rigesa!

Em 1954 fez sua estreia no futebol profissional, disputando a 3a divisão junto do CA Valinhense e o time estreou com uma incrível campanha na primeira fase.

Na segunda fase, ficou em 4o lugar não chegando nas finais.

Em 1955, disputou um amistoso contra a Ponte Preta!

Em 1955 e 56, terminou a 1a fase em 4o lugar, em 1957 e 58, terminou em último do seu grupo e em 1959, em sua última participação na terceira divisão novamente em 4o lugar, não se classificando à segunda fase em nenhum desses campeonatos.

Em 1960, disputa a quarta divisão e se classifica em segundo lugar na primeira fase:

Na segunda fase, acabou em 3o, fora das finais.

O time ficou de fora dos profissionais por 6 anos, e voltou à 3a divisão em 1967 para enfim despedir-se do futebol profissional:

Time de 1977 que sagrou-se campeão do campeonato amador do interior:

Em 1979, mudou de nome novamente, para Associação Desportiva Classista Rigesa mas se afastou de competições profissionais de futebol.

Entre os anos de 1978 e 1981, o time teve como goleiro o (futuro) jornaista Flávio Gomes como goleiro das categorias de base. Aqui, ele – o primeiro à esquerda- no time de 1981:

Em 2015, o WestRock, grupo dono da Rigesa, encerrou as atividades do clube. Em 2017, a venda do espólio da ADC Rigesa foi debatida em plenário na Câmara de Valinhos, mas ao que parece ainda não se concretizou, e antes que isso aconteça, estivemos no Estádio para registrá-lo

Essa é a entrada do Estádio que além do campo, possuía outros equipamentos esportivos (até uma piscina!)

Por sorte ou por conta do destino, o estádio estava aberto e com um treino do time de futebol americano do Guarani de Campinas e assim pudemos registrar essa histórica arquibancada.

Olha como ela ficava nos dias de jogo:

Dá uma olhada como o espaço é lindo!

Aqui, o meio campo:

Gol do lado esquerdo

Gol do lado direito:

E lá vem o trem!!!

Aparentemente, o estádio passou por mudanças, será que esses bancos estavam aí antes? Mesmo assim, bateu um grande saudosismo de estar aí…

E pelas fotos, também existiam arquibancadas nos demais lados do campo.

Atualmente, nenhum dos lados possui arquibancada.

Olha aí a piscina que eu falei:

E a bocha!

Mais um estádio importante do futebol paulista registrado!

Falemos do terceiro time a surgir na cidade e que chegaria ao futebol profissional: a União Valinhense de Esportes, fundada em 1968.

O União Valinhense disputou no ano seguinte (1969) o campeonato paulista da terceira divisão (que equivalia ao quarto nível do futebol estadual aquele ano) pela primeira e única vez.

Depois dessa participação, o clube foi extinto. E alguns anos depois, em 7 de maio de 1972 surge o EC União Bom Retiro, fundado da fusão entre duas tradicionais equipes locais: Ribeiro e Concordia e seu nome homenageia o bairro onde ficava (Bom Retiro).

Em 1976, construiu o Estádio Eugênio Francischini com capacidade para 5 mil torcedores e que foi reaberto recentemente depois de anos fechado (atualmente é um equipamento público da prefeitura de Valinhos).

Olha aí o meio campo:

O gol da esquerda:

O gol da direita:

O estádio não tem uma fachada na entrada que o identifique… Mas tem uma boa estrutura por estar sendo utilizado para os projetos da prefeitura e para o futebol local. Tem uma cobertura na área superior que oferece bom conforto.

Arquibancada colorida e lá ao fundo vê se o ginásio que também faz parte do complexo esportivo da Prefeitura.

Possui arquibancadas ao fundo do gol também!

Em 1986, o EC União Bom Retiro filia-se à Federação Paulista de Futebol e estreia nas competições disputando a Terceira Divisão daquele ano, terminando em último lugar.

Em 1987, mais uma péssima campanha, terminando em último lugar 🙁

Em 1988, o time surpreende e faz uma incrível campanha na primeira fase, classificando-se como vice campeão!

Na segunda fase, um ponto o afastou da classificação para a 3a fase:

Em 1989, mais uma boa primeira fase, terminando na terceira posição e se classificando…

E passou os 6 jogos da segunda fase sem perder nenhuma partida!

Faltava uma só fase para chegar a final, mas dessa vez duas derrotas terminaram com o sonho do União Bom Retiro.

Em 1990, não disputa, retornando em 1991 em uma campanha bem ruim…

Em 1992 e 93, novamente campanhas ruins e em busca de novo ânimo, em 1994 altera seu nome para Valinhos Futebol Clube (imagem abaixo do site escudos Gino).

Infelizmente a FPF reformulou as divisões dos campeonatos e o Valinhos FC faz sua estreia na Quinta Divisão, de 1994 e embora o time tenha feito uma boa campanha acabou desclassificado da próxima fase por não ter um estádio que atendesse às demandas da Federação Paulista.

Disputa a sexta divisão em 1995, com uma campanha mediana sem se classificar para a fase seguinte. E finalmente chegamos a 1996, e uma campanha incrível levou o Valinhos FC ao quadrangular final. Campanha do primeiro turno:

A classificação após o primeiro turno:

A campanha e classificação no segundo turno:

E no quadrangular final, uma vitória na última rodada contra o Velo Clube deu o título ao Valinhos FC!

Time de 1996 (foto do amigo Ivan Gottardo):

Mas o título que poderia dar ainda mais ânimo ao Valinhos FC acabou sendo um tiro no pé… A Federação alegou que o seu estádio não atendia as exigências e impediu o seu acesso. Após esta trapalhada, o Valinhos FC se licenciou e desde então segue no amadorismo, mas infelizmente não conseguimos pegar um jogo deles…

Aí o banco de reservas:

Aqui, duas placas identificando o estádio e demonstrando suas reformas.

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Santo André 3×0 Santos (Copinha 2023)

Apertem os cintos, o piloto do destino sumiu. A noite de 4a feira 11 de janeiro é pra ficar guardada na memória da torcida ramalhina, independente dos próximos resultados.

Vamos começar do final: 3×0. Classificados em primeiro lugar, uma noite de gala feita por esses meninos: Gabriel Cabral; Leonardo, Henrique Cayres (Gabriel Silva), Renan Veltri (Rodrigo Canovas) e Lucas Serrano (Lucas Jesus); Caio Roger, Jhonatas (Marcos Vinicius), Pato e Bruninho; Cledson e Gabriel Ferreira (Rodrigo Fuzil), dirigidos por Ari Mantovani.

O que mais pedir pra um time de futebol? Que goleie um dos chamados “grandes” do futebol paulista? Feito! Que comemore com a torcida? Feito! Que peça pra tremular o bandeirão em pleno campo? Feito!

Em um momento tão difícil do nosso país com os atos terroristas que envergonharam a todos, me fez muito bem poder estar em um evento público, gratuito, que reuniu tanta gente… As vezes faz bem se permitir certas doses de felicidade…

Pra quem não conhece o Estádio Bruno José Daniel, vale reforçar que a torcida do Santo André é formada por diferentes grupos: são 3 organizadas (TUDA + Fúria + Esquadrão), um bom número de torcedores “autônomos” que só torcem pro Ramalhão e em jogos como esse da copinha, aparecem os tradicionais “turistas”, que serão sempre bem vindos, mas que não tem necessariamente uma grande ligação com o time.

De qualquer forma… o estádio estava cheio!

Tão cheio que os muros em torno do estádio se transformaram em um outro anel de arquibancada.

E teve bandeirão, teve festa…

Teve bandeira de mastro…

E teve um baile dos ramalhinhos em cima do Santos.

O pessoal da Esquadrão agora fica na lateral da entrada do estádio.

A torcida do Santos, óbvio, também merece grande destaque, mesmo com o placar adverso, se fizeram presentes do início ao fim.

Com tanta gente, os portões do estádio foram fechados e muita gente teve que acompanhar a partida de cima do muro…

Um abraço pra nossa família da arquibancada!

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Santo André 4×0 São Raimundo-RR (Copinha 2023)

E lá vamos nós para a segunda partida do ano, mais uma vez pela Copinha…

Hoje, teremos novidades na arquibancada…

Sim, elas voltaram!! As bandeiras de mastro, depois de mais de 30 anos se exibem no Brunão!

Antes do início da partida, houve uma homenagem (1 minuto de silêncio) ao Pelé.

A torcida do Santos (que faria a partida seguinte contra o Falcon) ficaria na arquibancada das cabines e nós no lugar de sempre!

Até bandeirão teve no jogo!

Logo no início do jogo um penalty (o goleiro do São Raimundo acabou indo pro hospital, mas não era nada grave). 1×0 pro Santo André!

O gol colocou fogo no público de mais de 4 mil torcedores do Santo André!

Alexiel fez o segundo gol numa bola que bateu na trave!

Mas o público queria e merecia mais e o Santo André encontrou mais 2 gols!

Aí foi a vez da torcida fazer a festa na arquibancada!

E olha a bela faixa da Esquadrão!

Tá frio, Furlan?

Quem faturou com o bom momento do time foi o querido vendedor de amendoim: Galinha!

Olha o penalty do 4º gol!

Dá lhe, Gó!

Antes de ir embora ainda deu pra registrar a atmosfera para o jogo do Santos, que também estava a mil:

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O futebol em Echaporã

No feriado de 15 de novembro de 2022, fizemos um incrível rolê até Bataguassu-MS. Veja os posts já feitos sobre essa viagem:
1) Estádio Municipal Tonico Lobeiro, na cidade de Óleo
2) Estádio Gilberto Moraes Lopes, em Piraju
3) Estádio Municipal Clube Ferroviário em Bernardino de Campos
4) Estádio Municipal Arnaldo Borba de Moraes, em Ipaussu
5) Estádio do Clube Atlético Ourinhense e o Estádio Djalma Baia, em Ourinhos
6) Estádio Romeirão, em Ribeirão do Sul
7) Estádio Manoel Leão Rego e Estádio Miguel Assad Taraia, em Palmital
8) Estádio Francisco Guímaro, “O Pirangueiro“, em Presidente Epitácio
9) Estádio Municipal “João Pereira de Souza”, em Bataguassu (MS)
10) Estádio Municipal José Francisco Abegão (antigo Estádio Antônio J. Andrade), em Presidente Venceslau
11) Estádio Municipal José Spaus da Silva, em Santo Anastácio
12) Estádio Dr Arthur Ramos e Silva Jr, em Presidente Bernardes
13) Estádio do Paulista FC em Álvares Machado
14) Estádio Municipal Amadeu Poleto e o Estádio Capitão Whitaker em Indiana
15) Estádio Coronel João Gomes Martins em Martinópolis
16) Estádio João Boim, em João Ramalho
17) Estádio Municipal Benedicto Dalla Pria, em Quatá

Agora é a hora do último estádio desse rolê, o Estádio Clemente Alberto de Sousa em Echaporã!

Com este relato me despeço não apenas do incrível rolê de 15 de novembro como também do ano de 2022. Que tenhamos novas aventuras boleiras em 2023 e que todos tenhamos muita saúde, trabalho, amor e grana pra poder estar nessa!

Antes de falarmos do futebol, é sempre importante ressaltar uma breve visão sobre o caminho trilhado até chegarmos a Echaporã dos dias de hoje.

Echaporã significa Bela Vista em Tupi Guarani, e este foi o nome da cidade por um bom tempo. A cidade se desenvolveu no mesmo modelo das que visitamos no oeste paulista: primeiro a chegada de alguns bandeirantes, depois a distribuição de terras ainda no papel para uns poucos poderosos e a partir daí uma verdadeira guerra com os habitantes originais indígenas, kaingangues em sua maioria.

No caso de Echaporã, além da expulsão e da matança, houve ainda um processo de catequização em pleno século XX, realizado pelos freis capuccinos, que teriam inclusive tentado ajudar na guerra contra os grupos que chegavam, mas… sem grandes resultados. Aqui, uma foto de 1910 dos indígenas com um padre da ordem dos Capuccinos (Fonte: Livro “As antigas fazendas Alta Sorocabana”):

Em 1922, Santiago Fernandes (que vivia na região ocupada pelos freis capuccinos) iniciou a construção da primeira igreja do local, dedicada a Nossa Senhora Aparecida. A região passa a se reunir no entorno da igreja e o Padre João di Longue batiza o nome do vilarejo como “Bela Vista” (o nome durou até 1944, quando mudou-o para Echaporã).

Em 1° de janeiro de 1939, o distrito passa à município de Bela Vista.

Em 1947, foi construída a igreja matriz da cidade:

E em homenagem à cidade, em 1935 foi fundado o time do Bela Vista Futebol Clube.

Em 1942, estreia no Campeonato do Interior disputando o grupo da 13a região, que teve a Ferroviária de Assis como campeã:

Em 1950, novamente jogou o Campeonato do Interior e ainda aplicou uma das maiores goleadas contra o time do Barra Funda de Assis:

A Gazeta Esportiva de 1957 trouxe uma citação sobre uma partida do time no Campeonato do Interior daquele ano:

Em 1966 faria sua estreia no Campeonato Paulista, mas pouco antes do início, desiste da participação que teria colocado o nome do time e da cidade ainda mais na história!

Esse era o time de 1968:

Aqui, uma foto do time jogando em Assis já nos anos 70:

Aqui, uma foto do atual time de veteranos:

Para viver um pouco dessa história, fomos até o Estádio Municipal Clemente Alberto de Souza:

O estádio fica num quarteirão bem aberto, sem muros em seu entorno, apenas alambrado, aqui o gol da esquerda:

O meio campo:

E o gol do lado direito:

Veja que linda a arquibancada coberta:

A visão por traz do gol:

Muitas árvores em seu entorno:

E uma área para atletismo em seu entorno:

Até uma pequena academia ao céu aberto:

FELIZ 2023!!!

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