114- Camisa do São Bento

A 114ª camisa do blog vem de uma cidade próxima à São Paulo e que teve muito de sua história escrita graças à Estrada de Ferro.

E onde há Estrada de Ferro, há Futebol (e trens…). A cidade é Sorocaba!

O time, dono da camisa é o Esporte Clube São Bento.

Seu mascote é o pássaro Azulão, abaixo na versão do meu xará, Maurício Tadeu:

O São Bento foi fundado em setembro de 1913, por operários da Ferreira e Cia, ainda sob o nome Sorocaba Athletic Club e o começo da sua história está bastante ligado à atual cidade de Votorantim, um dos “ninhos” do futebol brasileiro, graças ao time Savóia.

Na época, outras equipes figuravam no cenário boleiro local, como o Sorocabano, o Fortaleza Club, o A.A. Scarpa e o Estrada de Ferro Sorocabana F.C.

No ano seguinte à sua fundação, o clube mudou seu nome para Esporte Clube São Bento, em homenagem ao mosteiro de São Bento, que ficava próximo do campo onde mandava seus jogos.

A partir daí, ingressa na disputa de campeonatos profissionais, principalmente os tradicionais torneios do interior.

Em 1953, disputa a segunda divisão de profissionais junto de outros 19 times, entre eles Corinthians F.C. de Santo André, Paulista de Jundiaí, Jabaquara de Santos, Bragantino, São Caetano E.C. (que não é o atual A.D. São Caetano), E.C. Taubaté. O primeiro jogo oficial foi contra o Bragantino (uma derrota por 2×1).

Em 1962, sagra-se campeão da segunda divisão, conquistando o acesso à divisão de elite do paulista. Momento mágico para a cidade, graças ao time abaixo:

Logo no seu primeiro ano, em 1963, conseguiu terminar o campeonato em 4° lugar, ficando na frente de várias potências do estado como Portuguesa e Corinthians. O céu parecia o limite para o São Bento!

O time de 1964 também fez boa campanha. As fotos abaixo, consegui do ótimo site do Milton Neves “Que fim levou?” e permite visualizar ao fundo um pouco da cidade :

Aqui, o time de 1972. Dá pra ver o público que comparecia aos jogos:

Os anos 70 passaram rápido e a cidade era tão ligada ao time que era impossível alguém acreditar que décadas depois, esse amor sumiria… Aqui, o time de 1978, dá pra ver ali agaixado o ex jogador Lance que também marcou a história do Santo André:

O São Bento disputou ainda o Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão de 1979, ficando em 15° lugar.

Então vieram os anos 80.

A década que marca o “início do fim” da paixão dos torcedores locais pelos times de suas cidades.

E isso também aconteceu em Sorocaba, com o São Bento. Foram os últimos anos onde a torcida realmente se mobilizou e parou a cidade, como o time merece.

Nessa década, o time disputou, a Taça de Prata de 1981 e 1983.

Aqui, o time de 1986:

Infelizmente, nos anos 90, o time realizou más campanhas e logo em 1991 foi para a série A2, após quase 30 anos consecutivos na primeira divisão.

E se as coisas pareciam ruins, ficariam ainda piores.

Em 1994, devido às famosas mudanças da Federação Paulista, o São Bento passou a disputar a Série A3.

Em 1998 chegou a ser rebaixado a quarta divisão, mas conseguiu permanecer na A3, já que o XV de Novembro de Caraguatatuba não conseguiu aumentar a capacidade de seu estádio, tendo sua participação vetada.

O clube quase foi fechado e somente na década seguinte, pode se reorganizar.

Assim, em 2001, conquistou o acesso à A2 com o título da Série A3.

No ano seguinte, além de disputar a Série A2, o São Bento conquistou o título da Copa Futebol do Interior, atual Copa Paulista.

Em 2005, o time volta para a primeira divisão após 14 anos.

Infelizmente, em 2007 o clube sofreria novo rebaixamento, desta vez sob o comando de Freddy Rincón.

Em 2009, o time realizou uma recente mudança em seu Estatuto, e “aportuguesou” seu nome para “Esporte Clube São Bento”.

Em 2011, após péssima campanha na série A2, voltou a ser rebaixado para a série A3, terceira divisão do futebol paulista.

O São Bento manda seus jogos no Estádio Municipal Walter Ribeiro, o popular CIC (Centro de Integração Comunitário).

Estivemos lá vendo um jogo do São Bento, pela Copa Paulista em 2010, veja como foi aqui!

Essa foto foi num jogo contra o Barueri:

Aqui, dá pra ver a torcida em ação, no estádio. Bonita festa em azul e branco:

O Estádio Municipal foi inaugurado com a intenção de aposentar o Estádio Humberto Reale, que atualmente está sendo reformado para tornar-se um centro de treinamentos e alojamento.

Já demos uma passada por lá, mas estava fechado:

Esse é sem dúvida, um estádio histórico, tendo passado por ele vários craques, do Santos de Pelé ao Nacional de Montevidéu.

O time faz o dérbi local contra o Atlético Sorocaba e é semrpe certeza de casa cheia, como na foto abaixo:

Para maiores informações, existe o site oficial e dois blogs muito legais: http://vamossubirbento.com.br/blog/ e  http://esporte-clube-sao-bento.blogspot.com/

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A possível volta do Jaboticabal ao profissionalismo!

Brasão Jaboticabal

Após o Santo André ser eliminado da Copa do Brasil 2011 pelo Palmeiras e rebaixado para a série A2 do Campeonato Paulista, decidi escapar para o interior e tentar esquecer o lado triste do futebol.
Assim, lá fomos eu e a Mari pela estrada, ao nascer do sol…

E a ideia não podia ter sido melhor.
Dessa vez acompanhados do casal de amigos Tuca e Andra e da filhota Júlia, fomos até Olímpia curtir as Termas dos Laranjais (passeio que já havíamos feito, ano passado e que merecia repeteco).

Depois de “esfriar a cabeça nas águas quentes” do parque, consegui voltar a pensar em futebol e fomos dar um pulo na cidade de Jaboticabal, ali pertinho, pra comprovar se os boatos da volta do Jaboticabal Atlético, o “Jotão” eram reais.

Jaboticabal Atlético Clube

O Jaboticabal Atlético foi fundado em 30 de abril de 1911 e além de ter disputado diversas edições das categorias de acesso (foram 23 participações na série A2, entre 1956 e 1993, 16 na A3, entre 1955 e 2005 e 13 no quarto nível, a segunda divisão do Campeonato Paulista entre 1978 e 2012).

O time foi campeão da série A3 de 1990, e o amigo Rodolfo Stella conseguiu uma imagem de uma reportagem da época:

Jaboticabal Atlético

O Jotão foi ainda campeão do quarto nível do futebol paulista (na época chamado de “Segunda Divisão”) por 2 vezes, em 1989 (foto abaixo) e 1996.

Em 2002, o Jaboticabal foi vice campeão da Copa Futebol do Interior.

Encontrei ainda uma foto do time de 1957 na Gazeta Esportiva:

Olha o time de 1958:

Aqui, o time de 1961:

Jaboticabal Atlético 1961

Outra foto, sem a data:

Jaboticabal Atlético

Olha que linda foto do time em 1978:

Jaboticabal Atlético

Este o esquadrão de 1987:

Jaboticabal Atlético 1987

E olha o adesivo que encontramos espalhado pela cidade:

Jaboticabal Atlético - Jotão

Animados pela confirmação, fomos até o Estádio Doutor Robert Todd Locke, onde o Jaboticabal manda seus jogos.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Mais um templo do futebol registrado em nosso blog!
O estádio estava recebendo os últimos acabamentos (pintura, pequenas reformas) e está muito bonito, pronto pra série B do Campeonato Paulista. Até a bilheteria estava com cara de nova!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Aproveitamos as obras para entrar até o campo e conferir que está tudo ok para a série B!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Conhecemos um dos novos dirigentes do clube que nos mostrou uma visão bem bacana do trabalho que pretende realizar com o time, envolvendo-o muito mais com a população da cidade.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

O Estádio tem capacidade para pouco mais de 10 mil pessoas, distribuídos pelo estádio, como se pode ver na”tosca” montagem que fiz:

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

O estádio tem arquibancadas nos quatro lados do campo.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

E parece que novos patrocinadores e apoiadores estão pintando no clube, como o Frupic!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

A cidade merecia ter o time de volta ao profissionalismo!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

As antigas faixas, ainda amarradas nas grades sentiram saudades do calor e dos gritos da torcida.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

O campo volta a ter vida!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

E como pode se ver está tudo muito bonito!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Infelizmente, não conseguimos comprar a camisa do time, pois a loja ainda não está pronta. Vamos ver se mais pra frente conseguimos.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Para maiores informações sobre o Jaboticabal, acesse o site: www.jaboticabalatletico.com.br.

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O Estádio Benedito Teixeira, o “Teixeirão”, em São José do Rio Preto!

Em 2010, fomos conhecer São José do Rio Preto, uma cidade gigante do interior de SP. E esse desenvolvimento social e econômico, no futebol pode ser visto pelo fato da cidade ter dois times!
Assim, aproveitamos nossa viagem para conhecer os estádios destes times que fomos até lá!
O primeiro estádio é o Benedito Teixeira, o “Teixeirão”, onde o América FC manda seus jogos.

O Estádio é bastante recente, foi inaugurado em 1996 e nós demos o azar de pegar um dia em que ele estava sendo reformado…

Mesmo em reformas, deu pra ver a grandeza do Estádio, que chegou a receber vários clássicos do futebol paulista, graças ao seu porte.

O jogo de inauguração foi entre o América e o São Paulo e o time da capital venceu por 3×2. A capacidade atual do estádio é de quase 33 mil torcedores. Olhando de fora, dá pra ver o espaço que ele ocupa.

Ah, achei um novo mascote pro time hehehe:

O Estádio leva as cores do time (vermelho e branco) em diversos muros…

O estádio nasceu graças ao idealismo do Prefeito Dr. Wilson Romano Calil que via o time como a maior propaganda da cidade. A ideia foi apresentada à cidade no período da visita do então presidente Benedito Teixeira e por isso leva o seu nome. A prefeitura cedeu o terreno e ainda conseguiu a doação de 11.500 sacos de cimento, ao América ficou a responsabilidade das obras, o que obrigou a venda de jogadores importantes.
Uma coisa que eu aprendi a gostar são os ônibus dos times, olha o do América aí:

Na despedida, fiz mais uma lembrança de um estádio importante.

Em 2022, voltamos ao Estádio Benedito Teixeira e fiz esse vídeo:

E renovamos as fotos do campo:

São José do Rio Preto

Ou você prefere uma chuva concentrada?

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Final da Copa Paulista 2010

Pois é…. Mesmo acompanhando os shows do Doble Fuerza no final de semana, ainda conseguimos um tempo para ir até o Moisés Lucarelli, para acompanhar alguns momentos da final da Copa Paulista, entre o Red Bull e o Paulista de Jundiaí.

E como não tenho muita identificação com os times que tem suas gestões marcadas pelo “futebol moderno”, preferi ficar do lado dos visitantes (aliás, já escrevi sobre a camisa do Paulista, clique aqui para ler…)

E fui pé quente, assim que eu entrei, o Paulista fez 1×0, para a alegria da sua torcida que compareceu em bom número ao Majestoso, assim como já havia feito no ano passado na final contra o Votoraty (veja aqui como foi).

E a torcida do Paulista fez uma bela festa, com faixas, bandeiras e cantando o tempo todo! A torcida sabia que a vitória nesse primeiro jogo era importante não só pelas circunstâncias normais, mas também porque uma das características da equipe de Jundiaí nessa Copa Paulista tem sido os maus resultados em casa. Assim, valeu até a presença do Papai noel para apoiar o time! Ah, mas para quem pensava que o Red Bull não teria torcida, até que teve bastante gente do lado dos “Touros Lokos“. Mas, a torcida e o time de Jundiaí pareciam não se importar com os adversários e faziam de tudo para se sentirem em casa, no campo e nas arquibancadas… Veio o segundo tempo e o Paulista se acomodou nos contra ataques… O estádio da Ponte tem um visual muito legal para os visitantes, não? E a rapaziada do Paulista seguia agitando, afinal com o 1×0, até mesmo uma derrota pelo mesmo placar daria ao seu time o título! Com todo o clima positivo, a torcida visitante parecia não acreditar quando viu o empate do time de Campinas…

Agora, a partida de volta terá ainda mais atenção… O Red Bull joga por uma vitória simples.

A torcida promete lotar o Jaime Cintra e ajudar o time a quebrar o estigma atual dos maus resultados em casa e levantar o caneco!

O time do Red Bull promete estragar a festa.

Só podemos aguardar até sábado e ver o que acontecerá…

Mais um encontro entre a velha guarda do futebol contra o modelo moderno de gestão do futebol.

(Agora, anos depois, já posso adiantar e relembrar que o Paulista foi campeão! Acompanhe a cobertura que o pessoal dos Jogos Perdidos fez, clicando aqui!)

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O Estádio Maria Teresa Breda em Olímpia!

Olha aí o marcador do nosso Celtinha. Batemos a marca dos 100 mil kilometros rodados, boa parte deles em busca de histórias e fotos ligadas ao futebol. Dessa vez, a cidade visitada foi Olímpia.

O Estádio é o tradicionalíssimo Maria Teresa Breda, onde manda os jogos o time homônimo da cidade.

O estádio foi inaugurado em 1949, num jogo entre o Olímpia e Palmeiras, (resultado final 4 a 1 para o Palmeiras). As vezes eu penso que a maioria das pessoa nem se dá conta que um lugar como esses está ali, acompanhando a história das pessoas há mais de 60 anos…

Em 1989, uma reforma exigida pela Federação, fez com que o estádio tivesse sua capacidade aumentada para 15 mil torcedores, 11 anos depois, no ano 2000, novamente a Federação exigiu um aumentou de capacidade, desta vez para 20 mil lugares.

No dia da nossa visita, o Olímpia havia perdido momentos antes para o Santos, pelo Sub 20 de 2010, até batemos um papo com alguns atletas.

O Estádio tem um setor coberto bastante diferenciado e muito bonito.

E o Olímpia está dando bastante atenção ao sub-20, já que foi rebaixado para a série B de 2011, onde se joga praticamente com o time todo do sub-20.

E é assim que o futebol vai sobrevivendo em Olímpia e na maioria das cidades do interior paulista.

Série B (que na verdade é a 4a divisão do futebol estadual) e o campeonato paulista sub 20 é a realidade de boa parte das equipes que seguem enfrentando as dificuldades e se mantém na ativa.

O que importa é que o distintivo do time da sua cidade siga vivo, que o estádio siga sendo o palco de embates e encontros…

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Frequente seu estádio!

98- Camisa do Votoraty

A 98ª camisa do blog me traz um sentimento especial. Pertence a um clube muito jovem, mas que infelizmente já foi extinto. Mesmo em sua curta existência, conseguiu mobilizar a torcida da cidade que defendeu, a bela Votorantim, ali pertinho de Sorocaba:

O time dono da camisa é o Votoraty Futebol Clube.

O Votoraty foi fundado em 2005 para que um local tão tradicional e importante na história do futebol brasileiro pudesse ter um time disputando as competições profissionais. A história do surgimento do futebol no Brasil é bastante diversificada, mas sabe-se que o time do Sport Club Savóia, fundado por italianos no início do século XX, dentro das indústrias texteis da região de Votorantim é um dos primeiros times de futebol do nosso país.

A cidade ainda contou com o Clube Atlético Votorantim (distintivo abaixo) formado pelos operários ingleses e por outros dois times, o Sport Club Germânia e o Sport Club Colonial.

O time foi fundado sob a influência das novas gestões esportivas, por um grupo de empresários da empresa Cascadura. Nascia o “Tigre de concreto”, o mascote do Votoraty.

Um ano depois, a equipe conseguiu o acesso a série A3 do Campeonato Paulista, com o time abaixo:

Nos dois anos seguintes a equipe bateu na trave e não conseguiu garantir o acesso para a série A2. Tamanho sucesso fez com que o clube fosse adquirido pela holding Manoel Leão S/A, sediada em Ribeirão Preto. E em 2009, com o caixa cheio, o clube montou um bom elenco, sob o comando do ex atleta Fernando Diniz. O resultado foi o título de campeão da série A3, com direito ao acesso à série A2. Ainda em 2009, o time conseguiu surpreender e conquistar também a Copa Paulista, vencendo o Paulista de Jundiaí. Nós estivemos lá, lembra? Veja aqui como foi. Vale a pena rever os gols do título que deu ao time a possibilidade de participar da Copa do Brasil do ano de 2010.

Em 2010, faltou pouco para o valente time chegar à série A1. O time encantava a cidade e a torcida aumentava a cada jogo. Mandava seus jogos no Estádio Domenico Paolo Metidieri, com capacidade para pouco mais de 10 mil torcedores. Chegava a hora de estreiar numa competição nacional, a Copa do Brasil. Seu primeiro jogo foi contra o Treze-PB e um 4×0, em Votorantim mostrou que o Tigre não entrou pra brincadeira. No jogo de volta, mesmo perdendo por 2×1 garantiu sua classificação para a segunda fase. O jogo seguinte seria contra nada mais nada menos que o Grêmio. O primeiro jogo foi sem dúvidas uma das partidas mais emocionantes que já fui. Não só pelo jogo em si, onde o Votoraty engrossou e vendeu caro uma derrota por 1×0, perdendo várias chances de empatar a partida. Mas mais do que o jogo em si, a cidade parou… Se mobilizou, fez surgir um orgulho em se viver em Votorantim, veio gente das cidades vizinhas, enfim… Foi o momento mágico do estádio. Nós também estivemos lá, nesse jogo especial, confira aqui. Infelizmente, o time foi eliminado no segundo jogo, no Olímpico ao perder por 3×0. Esse seria o último jogo da história grená. Em abril de 2010, o Votoraty se mudou para a cidade de Ribeirão Preto passando a se chamar Ribeirão Futebol Clube, acabando com o nome Votoraty e com a alegria dapopulação de Votorantim, carente de um time desde então. O Comercial ainda entraria para o mesmo grupo, ficando com a vaga da equipe na série A2 (o queabriu uma quinta vaga para s equipes da série B deste ano, preenchida pela Santacruzense). Aparentemente a saída se deu por falta de incentivo da Prefeitura. A torcida tentou reagir, mas não havia mais o que fazer. Em 2011, a cidade de Votorantim não terá uma equipe em nenhuma divisão do futebol paulista. E isso pode acontecer com você, como já aconteceu com tantos times (o mais recente, com o Guaratinguetá).

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Você é dono das suas ruas, do seu time, tome o poder!

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O Estádio Otacília Patrício Arroyo, em Monte Azul Paulista

No feriado de 12 de outubro tentei ver um jogo da Inter de Bebedouro, mas não consegui (veja aqui porque).
Ao menos aproveitei para dar um rolê pelas cidade vizinhas e pude fotografar os estádios locais.
Uma dessas cidades foi Monte Azul Paulista!
É em Monte Azul que encontramos o “Ninho do Azulão” estádio que abrigou orgulhosamente o time da cidade em sua primeira disputa de primeira divisão paulista.

Aparentemente, sua capacidade de pouco mais de 11 mil torcedores pode parecer pequena, mas vale lembrar que a cidade tem população de 20 mil habitantes, o que fez com que o Atlético Monte Azul fosse o time da cidade com a menor população da primeira divisão.

Trata-se do Estádio Otacília Patrício Arroyo.
Um estádio lindo!
É uma pena que o time tenha sido rebaixado à A2…

Esse é o lado de traz do Estádio, que simplesmente acaba numa área verde que dá um charme especial.

E olha que loca a estradinha que pode levar ao fundo do estádio (é o caminho dos visitantes!).

Ali perto fica a sede da Torcida Guerrilha Azul:

Para quem quer ver um pouco dos caras em ação:

 E para se ter uma ideia de como é o Estádio visto de cima, peguei essa foto do site do time (www.atleticomonteazul.com.br):

Aliás, essa é uma das camisas que estou buscando, caso alguém da diretoria queira apoiar e me enviar, entre em contato!

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Enfim, o acesso do Paulínia FC!

Se tem um time que acompanhamos de perto em 2010 é o Paulínia!
E com o acesso garantido não iríamos perder o jogo da festa!
Nós e vários torcedores locais…

O jogo era contra o já desclassificado Primavera de Indaiatuba (que também assistimos por várias vezes esse ano…).

A série B de 2010 acabando… Mas a gente esteve lá, em mais um jogo!

O pessoal da TUP também estava lá apoiando!

E fazendo a festa em azul e amarelo…

Mas o torcedor comum da cidade também compareceu e ajudou a encher a arquibancada do estádio.

Em campo, mesmo sabendo da sua prévia classificação à série A3, graças à vaga aberta pelo Comercial (que disputará a A2 em 2011, no lugar do agora extinto Votoraty), o time de Paulínia FC foi pra cima do Primavera!

As crianças dos projetos de base do time também estiveram presente em bom número à festa!

Não demorou muito tempo para a torcida comemorar…

O Paulínia FC fazia 1×0 para a alegria da galera!

Contra o sempre quente estádio, o jeito foi apelar para um fantástico sorvete de creme, incrementando nossa tradicional seção “gastronomia de estádio”.

E quem achou que o jogo ia ficar morno, errou, o Dino manteve-se no ataque criando chances para aumentar o placar.

E assim, ainda no primeiro tempo veio o segundo gol…

Já no intervalo aproveitei para ouvir o pessoal da TUP sobre o acesso:

E no intervalo mais uma vez, a hora é do Dino aparecer e empolgar a galera, a Mari até saiu na foto com ele!

Ah, e também no intervalo eu conheci o editor do Blog do Paulinista, o jovem e talentoso Richard, que segue a linha do “Faça Você mesmo” e criou o blog para divulgar o time, parabéns Richard!!!

Bom, o jogo deu uma esfriada no segundo tempo e era só uma questão de tempo até o time carimbar seu passaporte para a A3, pela primeira vez.
Ao torcedor, coube esperar..

Quando menos se percebeu, o jogo acabou.
Paulínia 2×0 Primavera.
Seja bem vindo, Dino, à 3a Divisão Paulista!

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90- Camisa do Catanduvense

A 90ª camisa da coleção vem mais uma vez do glorioso interior paulista, especificamente da cidade de Catanduva!

A cidade, assim como outras do interior teve vários times, mas sem dúvida, o mais conhecido é dono da camisa acima, o Grêmio Catanduvense de Futebol!

O time já atuou com diferentes nomes, numa tradicional manobra das equipes do interior para escapar de dívidas adquiridas durante sua história. Como a cidade de Catanduva é carinhosamente chamada de “Cidade Feitiço” (quem a visita fica enfeitiçado e não quer mais deixá-la), o mascote do time é a Feiticeira:

Para entendermos a história do time, devemos voltar à 23 de abril de 1953, quando foi fundado o Catanduva Esporte Clube, que dois anos depois começou a disputar os campeonatos profissionais da Federação Paulista.

Disputou a Terceira Divisão de 1955 a 1963, quando foi campeão conseguindo o acesso à Segunda Divisão, da qual participou de 1964 até 1968, quando, pela primeira vez fechou suas portas devido a problemas de gestão.

Em 1970, a cidade voltou a ter futebol, com o Grêmio Esportivo Catanduvense, ocupando a vaga do Catanduva Esporte Clube.

Sob esse novo nome, o time disputou por 18 anos a Segunda Divisão, até 1988, quando finalmente conquistou o acesso à Primeira Divisão. Vale lembrar, que em 1974, o time foi campeão da Segunda Divisão, mas não havia promoção à elite, naquele ano. Seu primeiro ano de A1 foi razoável, já que embora não tenha se classificado para segunda fase, esteve longe do rebaixamento. Destaque para o 2×1 sobre o Corinthians, em Catanduva, e sobre o Santos, na Vila Belmiro. Ainda em 1989, o Grêmio Catanduvense disputou o Campeonato Brasileiro da Série B e acabou eliminado pelo Bragantino, que garantiria o acesso à série A. No ano seguinte, o rebaixamento levou o time à segunda divisão (agora Grupo Amarelo da 1ª divisão) e depois de dois anos de disputas e muitas dívidas, em 1993, veio mais uma mudança de nome. Surgia o Catanduva Esporte e Clube, que já em 1995 seria rebaixado para a série A3 e em seguida fecharia suas portas.

Somente em 1999, a cidade ganharia um time, agora com o nome Clube Atlético Catanduvense (aja criatividade para criar tantos os nomes, hein?).

Muda-se o nome e mudam-se as cores. O vermelho e branco voltavam para os uniformes do clube que irira ter que disputar a Quinta Divisão (Série B-2) do Campeonato Paulista. Três anos depois, mais uma vez o time era extinto. Em 2004, surge o novo Grêmio Catanduvense de Futebol, que disputou a Segundona do Paulista (agora a última divisão) até 2006. Aqui, o time de 2004:

Em 2005, assim como no ano anterior, o time jogou bem, contou com o apoio da torcida, mas parou na terceira fase .

Somente em 2006, que a equipe conquistou o vice-campeonato e subiu para a Série A-3, com um uniforme que lembrava o Boca Juniors.

A sequência do time foi brilhante, logo na volta à A3, o time conquista a vaga para a Série A-2 de 2008. O time que disputou a série A2 de 2008:

Em 2009 e 2010, o time ficou nas posições intermediárias da série A2, guardando para 2011 o sonho do acesso para a série A1. Manda seus jogos no Estádio Sílvio Sales:

Estádio em que já estivemos por algumas oportunidades:

Entre as várias organizadas, destaca-se o pessoal da Comando:

 O site oficial do clube é www.gremiocatanduvense.com.br

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Estádios, Ferrovias e W.O.: um passeio pelo futebol da alta Sorocabana

Um pacato e tranquilo fim de semana em julho de 2010, me deu a chance de pegar a estrada e (re)visitar o lado oeste do estado e escrever um pouco sobre o futebol em algumas cidades da região.

Rodovia Castelo Branco

Começamos pela cidade de Santa Cruz do Rio Pardo.

Assis, Santa Cruz do Rio Pardo, Ipaussu, Chavantes

A cidade conta com um time bastante tradicional, a Esportiva Santacruzense, que vem bem na série B do Campeonato Paulista.

Associação Esportiva Santacruzense

Com a ajuda do nosso GPS, chegamos rapidamente ao Estádio Leônidas Camarinha, com sua entrada estreita, tão comum nos campos do interior antigamente.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

A capacidade do Estádio é de mais de 10.000 torcedores.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

Até conseguimos falar com algumas pessoas ligadas ao time, na busca por uma camisa, mas voltamos de mãos vazias, ao menos pudemos adentrar ao campo…

O estádio foi inaugurado em 1950, com o nome de Estádio Municipal de Santa Cruz o Rio Pardo.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

O jogo inaugural foi entre o Santos e a Santacruzense. O placar é daqueles manuais, bem tradicionais…

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

Após entrar no campo e pisar na grama local, era hora de seguir viagem, afinal, não tínhamos muito tempo, para tantos planos.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

Nossa próxima parada era a cidade de Ourinhos, para a visita do CAO (Clube Atlético Ourinhense).

Clube Atlético Ourinhense

O CA Ourinhense foi fundado em 5 de junho de 1919 e disputou uma edição da série A2, em 1952 e seis da série A3, de 1961 a 1966.

Clube Atlético Ourinhense - Ourinhos

O Estádio fica dentro do próprio clube, bem próximo da Raposo Tavares e da linha do trem.

Aqui, a entrada do clube social que abriga o estádio:

Clube Atlético Ourinhense - Ourinhos

O distintivo do CAO é daqueles antigos, que trazem consigo tradição e história.

Clube Atlético Ourinhense - Ourinhos

O campo mantém também a essência de uma época áurea que infelizmente não deve voltar.

Estádio do CA Ourinhense

Eu e a Mari fizemos questão de marcar nossa presença em mais um estádio antológico do futebol paulista.

Estádio do CA Ourinhense

Ao fundo, um primeiro prédio mostra o que pode ser o futuro da cidade: a verticalização.

Estádio do CA Ourinhense

Por ficar numa área abaixo da cidade, o Estádio ficou conhecido como “Estádio da baixada“.

Estádio do CA Ourinhense

Ourinhos já teve outros times jogando o profissional, como o EC Gazeta:

Distintivo do EC Gazeta

O Esporte Clube Gazeta foi fundado em 7 de setembro de 1948, com o fim do CA Ourinhense.
O Gazeta ficou conhecido como “O Líder das Excursões” e levou a cidade de volta ao futebol profissional ao disputar a 5a divisão de 1979 e depois a série A3 de 1980 a 82.
O time voltou a jogar o profissionalismo a partir de 2000, quando jogou a série B2 em 2000, caindo pra B3 onde jogou até 2002. Aqui, o time de 2001, foto do Site “O curioso do futebol“:

EC Gazeta de Ourinhos

Outro time que disputou o profissional foi o Esporte Clube Operário.

Esporte Clube Operário - Ourinhos

O site História do Futebol produziu os antigos distintivos do time:

Esporte Clube Operário de Ourinhos

O EC Operário foi fundado em 16 de junho de 1920 e disputou 2 edições da série A3, em 1954 e 1958. Esse foi o time de 1949:

Esporte Clube Operário - Ourinhos

O quarto clube a disputar o profissionalismo pela cidade foi o EC União Barra Funda.

EC União Barra Funda - Ourinhos

O Esporte Clube União Barra Funda foi fundado em 23 de Março de 1972 e entrou pra história ao disputar o Campeonato Paulista da Quinta Divisão de 1978, com o time abaixo:

Esporte Clube União Barra Funda - Ourinhos

Veja maiores informações sobre o futebol em Ourinhos clicando neste link.
Saindo de Ourinhos, nossa parada agora era Palmital, cidade do extinto Palmital Atlético Clube.

Palmital

O Estádio visitado foi o Manoel Leão Rego, onde o Palmital Atlético Clube mandou a maior parte de de seus jogos.

Palmital Atlético Clube

O Pamital Atlético Clube nasceu em substituição do Operário Futebol Clube:

Operário FC - Palmital

O Operário FC foi fundado em 1929 e fez história no futebol local.
Vale conferir a página sobre o time: https://www.facebook.com/palmitalac
Aqui, o time do Operário FC de 1946:

Mas o grande sonho viria a ser realizado a partir de 1964 com a disputa do Campeonato Paulista Profissional, jogando a quarta divisão (na época chamada de “Terceira Divisão), quando sagrou-se campeão de seu grupo, com o time abaixo:

Em 1966, o time foi vice campeão da quarta divisão, conquistando o acesso à divisão equivalente à atual A3 do Campeonato Paulista.
E para conquistar maior empatia com o torcedor local, decidiu-se mudar o nome do time para Palmital Futebol Clube, mantendo as cores do Operário FC.
O Palmital FC mandou seus jogos no “Estádio dos Eucaliptos“, que viria a mudar de nome para Estádio “Manoel Leão Rego”, e depois no Estádio Municipal Miguel Assad Taraia . Fomos até o Estádio “Manoel Leão Rego” registrá-lo!

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

O Palmital FC disputaria diversas edições do Campeonato Paulista entre a terceira e quinta divisão, com destaque para a incrível conquista da série A3 de 1987.

Palmital AC
Palmital AC - Campeonato Paulista A3 - 1987

E pensar que esse campo viu toda essa história acontecer!

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Imagino as arquibancadas lotadas a empurrar o time!

Atualmente, o  Estádio “Manoel Leão Rego” tem atendido ao futebol amador local.

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Vamos dar uma olhada:

Ao fundo, pode se ver que a cidade está cada vez mais perto.

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

As arquibancadas já tem o telhado deteriorado… Para mim, estes estádios deveriam ser tombados como patrimônio histórico da cidade…

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Em 1991 o Palmital AC voltou a disputar a série A3, jogando até 93.
Depois, em 97, jogou a quinta divisão do Campeonato Paulista (chamada na época de série B1-B), fazendo uma campanha bastante irregular e marcando, ao menos temporariamente o fim do futebol profissional do Palmital FC, e seu o belo estádio só é usado nas partidas amadoras.
Bom, mas já era hora de ir embora… A estrada chama por nós!

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Deixamos a cidade e rumamos à Assis, nossa base nessa viagem, já que minha família por parte de pai mora lá.
A cidade acabara de fazer aniversário e haviam várias festas em comemoração, por isso o palco ali atrás.

Assis

Aliás, nosso guia na cidade foi meu tio Zé, o “Alemão” que não apenas torce como já jogou por quase todos os times da cidade. Abaixo meu pai, o tio Zé, eu e a Mari.

Assis

O supermercado Amigão possui uma série de fotos históricas nos caixas, e dentre delas, uma da Ferroviária, com o Alemão (o 4º agachado da esquerda para direita):

AA Ferroviária de Assis

Assis ainda mantém várias casas feitas em madeira, o que dá um ar muito diferente à cidade, principalmente para quem está acostumado a realidade cinza das grandes cidades (a maioria dessas casas foi construída em sistema de cooperação pelos funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana).

Casas de madeira - Estrada de Ferro Sorocabana - Assis

Mas, falando de futebol, nosso primeira estádio na cidade foi o Estádio Dr. Adhemar de Barros, onde a Vermelhinha da Rua Brasil (apelido da Ferroviária) mandava seus jogos.

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

A arquibancada vermelha sobrevive, como as histórias do time que ali jogou e que até hoje são contadas pela região. Muitas dessas histórias meu pai conta até hoje na época em que ele e meu avô (funcionário da Ferrovia) acompanhavam a vermelhinha!

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

Mais uma vez, eu e a Mari registramos nossa passagem por um estádio clássico!

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

E uma foto com meu pai, que também jogou e torceu bastante pelos times de Assis. Ele e meu avô eram presença fiel no estádio, para ver a Ferroviária.

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

Sem dúvida um belo estádio…

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

As arquibancadas começam a sofrer com a ação do tempo, assim como a iluminação do campo que foi levada embora.

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

Ainda assim, os detalhes do estádio e das bancadas são únicos!

Por coincidência, ao irmos embora, encontrei o atual gestor do time do VOCEM (na verdade, uma academia que disputa campeonatos infantis). Olha que linda camisa…

VOCEM

Ele não conseguiu me arruma nenhuma, mas felizmente o craque Bolão (outro que jogou em diversos times da região) conseguiu uma para mim:

Bolão - VOCEM

Ainda conseguimos bater umas fotos do time sub-15 do VOCEM disputando a final do municipal.

Um sentimento bastante nostálgico ao ver as arquibancadas repletas de torcedores do VOCEM!

Nossa próxima visita foi no campo do DERAC de Assis, o Estádio Aristeu Rocha de Carvalho.

Estádio Aristeu Rocha de Carvalho - DERAC - Assis

O DERAC teve um grandes times e marcou época no futebol amador da cidade! A foto abaixo também está no Supermercado Amigão.

DERAC de Assis

O campo segue em boas condições de uso, e o distintivo materializado é de fazer inveja a vários grandes times…

O Estádio do DERAC chama-se Aristeu de Carvalho, e fica próximo da fábrica da Malta, cervejaria que por anos patrocinou o Assisense.

O dia estava bonito e decidimos ir para Cândido Mota, cidade vizinha, conhecer e fotografar o Estádio Municipal Benedito Pires.

Era aí que o CAC (Clube Atlético Candidomotense) mandava seus jogos..

Tudo isso com o tio Zé contando histórias sobre o futebol da região nos anos 60, 70 e 80.

Mais um estádio que sofre com a “modernização” do futebol, que a cada dia mata mais os pequenos clubes do interior.
Olha como era um jogo no campo em 1987:

Só pra lembrar, o CAC foi fundado em 10 de Junho de 1957, sendo o primeiro time da cidade a disputar uma competição oficial da Federação Paulista, em 1963. Depois dessa, o time ainda disputou mais 11 campeonatos.

Outro time da cidade que disputou o profissional foi a União Atlética Ferroviaria Candidomotense fundada em 15 de novembro de 1949 por operários da Estrada de Ferro Sorocabana. O distintivo do time é bem curioso (e por isso o time era chamado de canarinho), encontrei esse no site História do Futebol:

Time de 1961:

Aqui, o time de 1962:

Mas também existe esse outro distintivo:

Por dois anos -1964 e 1965- o CAC e a Ferroviária se enfrentaram até as duas equipes desistirem do profissionalismo.

Em 1980, o CAC ainda viria disputar a Terceira Divisão, subindo para a segunda divisão até 1988, quando retorna à Terceira Divisão e em 1989, desativa seu departamento profissional.

Ou seja, falamos de um estádio com muita história.

Estádio Municipal Benedito Pires - Clube Atlético Candidomotense -Cândido Mota

Quer dar uma olhada no estádio? Veja:

E eu e a Mari oficializamos a presença em mais um campo!

Estádio Municipal Benedito Pires - Clube Atlético Candidomotense -Cândido Mota

O que é mais legal nos campos do interior é a quantidade de árvores em volta. Mais parecem parques!

Voltamos para Assis e já era tarde. Após comer na 10ª Festa do Milho, fomos dormir.
No dia seguinte, logo de manhã fomos à Paraguaçu Paulista, reencontrar o tradicionalíssimo Estádio Municipal Carlos Affini, campo do Paraguaçuense. (Disntintivos do site Escudos Gino)

Aqui, para quem como nós é torcedor do Santo André é um lugar pra se guardar na memória, graças aos confrontos emocionantes entre Paraguaçuense e o Ramalhão.

O Paraguaçuense subiu de divisões rapidamente, mesmo tendo, segundo os torcedores, a administração da Federação da época (Farah) como adversário maior.

A Federação tentou proibir o acesso à série A2 devido às arquibanadas não comportarem 15 mil lugares, como manda a regra. O resultado? Uma campanha entre torcedores da cidade e da região construiu o que foi preciso num tempo recorde!

A cidade na época não tinha sequer 40 mil habitantes e um estádio onde cabiam 15 mil pessoas!

Quer conhecer mais? Veja nosso tradicional vídeo!

E que fique eternizado nosso respeito a história de um time que fez tremer grandes potências do interior!

Torço para que um dia esse estádio volte a receber clássicos contra as equipes da região!

Uma última olhada do lado oposto, enquanto nos preparamos para ire embora para a última parte de nosso rolê boleiro…

Saímos de Paraguaçú Paulista e voltamos à Assis a tempo de assistir o jogo entre o Assisense e Ilha Solteira, no Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão.

Já escrevi sobre a camisa do Assisense, mas esta é a primeira partida do time, que vejo pessoalmente e por isso nem me importei com o preço do ingresso.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

O Estádio fica perto do parque Buracão (nome dado devido à erosão típica do local, que gerou um buraco que engoliu de casas à arvores antes de ser transformado em parque), e pode se dizer que o Estádio também é um buracão, já que você entra pela parte alta e o campo fica lá embaixo.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Tudo estava perfeito! Dois times que nunca vi jogar, um estádio incrível…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Mas aí, veio a notícia que abalaria os 10 torcedores presentes…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Nem toda beleza e grandiosidade do Estádio foram suficientes para convencer o time adversário a sair de Ilha Solteira e vir pra Assis…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Estávamos presenciando um W.O….

Demorei pra acreditar, mas… Infelizmente meu passeio durou pouco mais de meia hora, tempo suficiente pra se dar o jogo como encerrado…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Desci até o campo para tirar umas fotos de ângulos diferentes…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Se não teria jogo, ao menos fotografar os jogadores do Assisense em campo…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Os próprios atletas ficaram surpresos (embora esse fosse o segundo W.O. seguido do time do Ilha Solteira).

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Aproveitei que estava lá embaixo e fotografei um dos jogadores de perto pra mostrar a nova camisa, num tom azul mais claro.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Também aproveitei e tirei uma foto com um dos diretores do time, o Vilela:

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Uma última olhada no estádio, antes de irmos embora. Acabei não ficando tão triste em perder o jogo, já que pelo menos pude visitar vários estádios e cidades.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Ufa… Sei que o post foi longo, mas achei melhor publicar tudo de uma vez, do que ficar dividindo em várias partes, que parecem nunca ter fim.
O que ficou para nós após tantos estádios, é o mesmo que temos repetido no blog e nas ruas…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!