
Finalizando nosso rolê pelos Balcãs, chegamos à Romênia, para conhecer sua bela capital Bucareste e o futebol local.

Tudo graças à Tarom, companhia aérea da Romênia!


A Romênia tem uma história super interessante, muito antiga (há registros de habitação desde a pré história) e dinâmica. Existe uma série de museus na cidade que ajudam a contar essa história, como o Museu Nacional de história:

Um dos mais importantes é o Museu Nacional de Arte da Romênia, que fica dentro do Palácio Real na Praça da Revolução, no centro de Bucareste. Possui coleções de arte romena medieval e moderna, bem como a coleção internacional montada pela família real romena.


Nos portões da frente havia uma intervenção com nomes de todos que morreram durante os protestos de 1989 (quando o então presidente Nicolae Ceauşescu foi deposto e depois executado).

Além de ser época de fim de ano, a cidade (e o páis) estavam em festa porque em dezembro eles celebraram os 100 anos da unificação da Transilvânia, Bucovina e Bessarábia ao Reino da Romênia, praticamente o nascimento do país como ele é hoje.

Então, um brinde à Romênia!

Várias manifestações em homenagem a este centenário!

Tem rock por lá?

Pra mim, o que chamou mais a atenção em Bucareste foi a arquitetura dos prédios e as largas avenidas…




E se a ideia é falar de arquitetura e grandiosidade, que tal o prédio do parlamento… É uma coisa impensável, simplesmente gigantesco!
Ele representa bem a ideia do sistema de governo que tentava se chamar de comunista, mas que tinha muita coisa em desacordo com o “comum”…
Não que eles não tivessem conseguido fazer muita coisa bacana, mas era uma grande concentração de poder na mão dos governantes, enquanto o povo ralava pra segurar essa conta, uma visão errônea do que poderia ter sido um real sistema socialista.

Mas falar da Romênia é também lembrar da lenda de Vlad Tepes, o “empalador” que ficaria conhecido no livro / filme Drácula de Bram Stoker, que realmente viveu no século XV na região de Bran.

E sim, tem um monte de coisa relacionada ao tema.


E já que estávamos na Romênia,decidimos ir até Bran, onde fica o castelo eternizado pelo filme do drácula!

Oficialmente, o Castelo do Drácula se chama “Castelo de Bran” e situa-se na fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia e abriga um museu e do lado de fora um cenário muito bacana.


Antes de chegarmos lá, passamos no Castelo de Peles.
Mas, claro que de terror o lugar não tem nada, ao contrário, é um ponto de turismo bastante visitado.


O dia estava gelado e a neve dava um clima ainda mais frio.


Em frente ao castelo existe essa cruz que dá asas à imaginação de quem espera por vampiros e mortos vivos.


Existe ainda todo um comércio nas proximidades, e claro que tem atrações baseadas nesse clima de terror.

Mas, fora a lenda do Drácula, a Romênia tem um dia-a-dia bastante similar ao nosso…

A comida por lá é muito boa! E tem suas particularidades, mas também tem as coisas do dia-a-dia.



Em homenagem ao deácula, que tal uma sanguinária sopa de tomates?


Vale até curtir uma dança típica no restaurante!
E que tal esse exército de soldadinhos de chumbo!

Também tivemos a oportunidade de curtir um pouco da poesia visual vendo os pássaros espantarem o frio comendo umas frutinhas…

As ruas de Bucareste ganharam nossos corações…

O centro velho possui uma série de Pubs e atrações pra curtir a noite!

A cidade é bastante arborizada e possui vários parques.


Enfim… Bucareste se mostrou uma cidade muito aprazível e, cabendo no seu orçamento, recomendo a visita!
Mas… Agora chegou a hora de falarmos do futebol da cidade, começando pelo FC Dinamo!

O FC Dinamo nasceu em maio de 1948, num a época em que o mundo vivia o pós guerra e formava seus dois macro blocos: capitalistas x socialistas.
Além da competição no âmbito político e econômico, os esportes também representavam um importante cenário de disputa.

Assim, a União Soviética incentivou a criação de times e o desenvolvimento do futebol em todos os países do eixo comunista.

E a Romênia também fez parte deste cenário. Assim, da fusão do Ciocanul București e do Unirea Tricolor București nascia o Dinamo Bucareste.


A noite cai rápido no inverno romeno e mesmo sendo pouco mais de 5 da tarde, parecia tarde da noite quando finalmente fomos conhecer o Estádio do Dinamo Bucaresti.


Conseguir adentrar ao estádio ainda era uma incerteza, quando finalmente chegamos a uma catraca que nos deu acesso à parte interna!

O Dínamo é considerado um dos grandes times romenos, e já conquistou 18 campeonatos nacionais, entre a temporada de 1954/55 e a de 2006/07 (data da sua última conquista)

O Stadionul Dinamo tem uma bela atmosfera, imagine estando lá sem mais ninguém e nessa escuridão!


Veja o mesmo estádio “iluminado”:

O curioso é que o local por onde entramos nos levou às arquibancadas atrás do gol.


Dá pra ver que existem arquibancadas em ambas as laterais do estádio:




Cenário marcante para o resto de nossas vidas!
O estádio foi inaugurado em 1952, e atualmente tem capacidade para 15.138 torcedores, como você (não) pode ver nas fotos abaixo:

Mesmo no escuro, dá pra perceber que ele fica no meio de um bairro residencial, cheio de prédios que se levantam com a chegada e desenvolvimento do capitalismo na Romênia.

Outra foto da Wikipedia pra dar uma ideia do estádio iluminado:

Mesmo sendo uma visita noturna (e não muito oficial hehehehe) valeu muito a pena.

Falar da torcida é ter a certeza de um fanatismo e dedicação total ao time! Aqui, assim como em boa parte da Europa, se vive a cultura dos Ultras!



O ódio ao futebol moderno é um tema comum por lá, principalmente porque o futebol romeno tem sido invadido por capital externo.

Mais uma bilheteria para a nossa coleção!


Deixamos o estádio sabendo que iríamos sentir o que eu sinto agora… Uma saudade absurda daqueles poucos minutos em que pudemos viver por ali…



Uma última recordação frente ao distintivo do Dinamo…


Ao sair, pude reparar melhor num detalhe importante, logo na entrada do estádio existe uma estátua em homenagem ao ex jogador Catalin Hildan.


Fui descobrir só depois que trata-se de um atleta que morreu em campo e desde então é reverenciado pela torcida.


O outro time da cidade de Bucareste que decidimos dedicar atenção foi o Steaua Bucuresti, o “Estrela Bucareste“

A história recente do time passou por uma enorme reestruturação. O distintivo atual do time é esse:

O time foi fundado em 1947 por soldados do exército romeno e logo tornou-se o principal clube do país, vencendo 26 edições do campeonato nacional (a última em 2015).

A equipe alcançou o auge de sua glória na temporada 1985/1986, quando bateu o Barcelona nos pênaltis e sagrou-se campeão da antiga Taça dos Campeões, atual Champions League.

O time mandou seus jogos no Estádio Ghencea até 2015, quando a disputa entre o Departamento de defesa romeno e o empresário responsável pelo time impediu de uma única vez o uso do nome do time e também do estádio.


Pois bem, este estádio lindo que viu os principais times do Estrela de Bucareste jogar, infelizmente … foi ao chão.

O curioso é que foram os militares que decidiram”desistir” da gestão do time, em 1998 e passaram às mãos da gestão particular.

O mais louco é que desde 2017, o exército decidiu criar um time e trazer a marca “Steaua Bucuresti” de volta à ativa…
Ou seja… Existem atualmente dois Estrelas de Bucareste… Um, que não pode usar o nome original e se chama FCSB e o time que usa o nome de sempre mas que nasceu apenas em 2017…
Fomos até lá para comprovar o que sobrou do estádio…

O estádio é de fácil acesso, embora não fique muito perto do centro.

Os muros são tomados por pixações da torcida.



Adesivos também:

Mas ao entrarmos, já não existe mais nada do estádio…

Só um imenso vazio no local onde antes havia a vida futeboleira de Bucareste!

Mas, a atmosfera da entrada do estádio ainda é inacreditável…

Nunca imaginei que pudéssemos estar num lugar tão mágico pro futebol… O estádio do time do leste europeu que desbancou o Barcelona numa Champions…

Quem sabe um dia voltamos pra ver um jogo no estádio reconstruído?

E falando em contruir, reconstruir, destruir, é necessário uma rápida citação sobre o outro time de Bucareste: o Rapid Bucareste!

Fundando em junho de 1923, o time passou por uma crise tão grande, que em 2016 acabou sendo excluído da liga romena de futebol e voltando apenas em 2018 para a então IV divisão do futebol local.
O time mandou seus jogos no Estádio Giulești Valentin Stănescu, mas em decorrência das dividas será fechado em 2019.




A partir de então, o Rapid Bucareste passará a mandar seus jogos na Arena Nationala, a casa da seleção romena e também de clássicos.

Fomos até lá para conhecer a Arena, mas, infelizmente ela estava fechada:

Olhando pelo Google dá pra se ter uma ideia de quão grandiosa ela é:




Ela faz parte de um centro esportivo que conta com ginásio e um parque.

Uma espiadinha lá dentro…

Fica mais um registro de um grande estádio no leste europeu!

Uma coisa interessante é que soube do Uniti Sub Tricolor, um grupo de Ultras que apoiam a seleção Romena.


Um último olhar e hora de irmos embora!

No dia seguinte, ainda tivemos tempo de conhecer o Estádio de Cotroceni, a casa do FC Progresul Bucuresti!

O estádio foi construído em 1995, sendo o primeiro estádio construído, após a Revolução Romena de 1989. Possui capacidade para 14.542 torcedores.

O FC Progresul Bucureşti é também conhecido como FC Naţional Bucureşti e disputa a Liga IV.
Infelizmente o estádio foi comprado pelo Banco Nacional e eles não permitem entradas 🙁

A pior situação possível.. O estádio ali … e nós do lado de fora…

Pra fechar o ciclo do futebol romeno, lembra que fomos até o castelo do drácula, lá na Transilvania? Pos bem, naquela noite, pudemos visitar a cidade de Brasov.


Demos um rolê pelo centro da cidade…
A cidade conta com um time de futebol defendendo suas cores, o FC Brasov.

O clube nasceu em 1936 e chegou à Primeira Divisão em 1957.
O FC Brasov manda seus jogos no Estádio Silviu Ploeșteanu e embora não tenhamos conseguido visitá-lo, seguem algumas fotos:





E assim, com certa dor no coração, de saudades e de nostalgia, nos despedimos da Romênia, encerrando assim o ciclo de posts sobre o futebol no leste europeu.
Espero que tenham curtido!


O FC Zenit São Petersburgo (em russo: ФК Зенит Санкт-Петербург) considera como data da fundação o início do time formado na Usina Siderúrgica de Leningrado, em 1925 e conhecido como Stalinets (homenagem a Joseph Stalin).
A usina acabou desativada pelo ministério de armamentos, nos anos 40 e o antigo Stalinets tornou-se de propriedade da União de Óptica Mecânica de Leningrado.
Se o futebol em geral sofreu com a segunda guerra mundial, imagine Leningrado que ficou cercada pelos nazis durante 900 dias.
Assim, somente em 1944, depois de findado o cerco, o futebol voltou a se organizar e logo de cara o time do Zenit venceu a Taça Soviética.
O Zenit teve décadas evoluindo, mas nada comparado a 1984 quando os 4×1 em cima do Metalist Kharkiv, sagrou o Zenit como campeão Soviético!
Mas, os anos 90 jogaram água na vodka russa dos torcedores do Zenit, que viram o clube descer de divisão, para apenas em 1999, retomar sua força com a conquista da Taça da Rússia.
Em 2007, com a chegada do técnico Dick Advocaat o Zenit conquistou o campeonato russo pela primeira vez.
Em 2008, o Zenit chegou à final da Taça UEFA derrubando adversários como o Villarreal, Olimpic Marselha, Bayer Leverkusen e Bayern Munique. A final foi contra o Glasgow Rangers, que não foi páreo para o esquadrão russo!
Com a conquista, veio a chance de mais um título, o da Supertaça Europeia frente ao Manchester United e o Zenit fez bonito, tornando-se o primeiro time russo a vencer este troféu.
Infelizemente atos assim, mesmo que não representem o todo da torcida do Zenit, queimam o filme do time e da torcida, por isso nem vou postar nenhum vídeo dos torcedores.
Em 2009, viria mais um título, o da Taça da Rússia e em 2010, mais uma campeonato nacional.
Em 2010, veio a segunda Copa da Rússia e o bicampeonato russo, e em 2012 o tricampeonato.
Atualmente colhe os frutos dos investimentos feitos via patrocínio da Gazprom, maior empresa gasística do mundo.
Um dos ídolos do time é Lev Burchalkin, jogador que mais vezes vestiu a camisa do clube e quem marcou mais gols pelo time: 78 gols em 400 partidas.
Graças às conquistas recentes, o Zenit tem hoje a maior torcida da Rússia.
Seu grande rival é o Spartak Moscou, tanto que o próprio hino do time cita “Quando lutares com o rival Spartak, não te esquece de teu ataque!”.
Manda seus jogos no estádio Krestovsky, com capacidade para 69.000 torcedores.
Em 2014 a equipe russa fez um acordo com a Century Fox e anunciou Bart Simpson como seu novo mascote.


















































































Dando sequência ao rolê futeboleiro pelo leste europeu, é hora de aterrissar em outro país da ex-Iugoslávia: Bósnia Herzegovina, nosso objetivo, conhecer a capital Sarajevo, cidade que sofreu vários horrores durante a guerra entre 1992 e 1995.
A cidade de Sarajevo é cortada pelo rio
A cidade é incrível… Possui um centro histórico com calçadões e ruas de pedra onde pedestres circulam e visitam as várias lojinhas ali presentes.
A cidade é considerada o encontro entre o leste e o oeste e existe um marco que oficializa essa “fronteira”:
Esse “encontro de culturas” fica ainda mais claro quando você percebe que estão ali, bem próximas uma das outras uma igreja católica, uma mesquita, uma igreja ortodoxa e uma sinagoga.
Um dos pontos de encontro das diversas ruelas é a
O lugar também é conhecido como a Praça dos Pombos!
Sarajevo é rodeada por montanhas e não é preciso andar muito para se topar com uma ladeira…
Uma dessas ladeiras levam direto ao cemitério Šehidsko Mezarje Kovač.
Muitas lápides mostram os anos de 1993 a 1995 como data do falecimento, o que mostra o resultado do cerco e dos assassinatos cometidos durante a guerra pela separação da Bósnia Herzegovina da Iugoslávia.
Subindo um pouco mais, chegamos a um ponto marcante da cidade, a Fortaleza Amarela, construída entre 1727 e 1739 na área chamada Jekovac. E dali, a vista simplesmente maravilhosa…
Ali perto fica o outro “forte” conhecido como “Forte Branco”.
Fizemos um vídeo pra ter um pouco mais de ideia de como é o lugar:
Embora seja uma exposição simples, se você realmente ler cada mensagem, é difícil não se emocionar…
Pra quem gosta de uma pizza, saiba que elas são bem grandinhas em Sarajevo…
A cidade possui muitas construções antigas, algumas delas se transformaram em museus, como o museu da cidade.
Também mantiveram registros de ruínas da época dos romanos, bem ao lado do mercadão local.
Outra coisa que mexe com quem passa pelo centro são as “rosas de Sarajevo”:
A “Rosa de Sarajevo”nada mais é do que a utilização de tinta acrílica para reforçar em vermelho os vestígios de bombas e explosões ocorridas durante a guerra.
Existem várias espalhadas pela cidade, o que reforça na memória o quanto deve ter sido difícil o período da ocupação da cidade pelo exército sérvio…
A expressão acabou virando título de
Outro fato importante a ser registrado é que agora em 2019, Sarajevo será sede do Festival Olímpico Juvenil de Inverno. E a cidade está muito orgulhosa, até porque remete às lembranças de 1984 quando recebeu os jogos Olímpicos de inverno, antes da guerra.
Um outro ponto que visitamos foi o monumento da “flama eterno”, com a chama que queima incessantemente em homenagem aos que lutaram contra o fascismo na segunda guerra.
Esse aí atrás foi o nosso hotel durante a estadia em Sarajevo… O “Old Town“, localizado no centro da cidade e com bons preços!
A cidade tem criado uma série de pontos, mostras e museus dedicados a não deixar de lembrar a tragédia da guerra, essa sequência mostram fotos de locais que foram atingidos durante a guerra e como eles estão atualmente.
O principal destaque vai para a mostra SREBRENICA, com diversos documentos e fotos mostrando os abusos sofridos pelas pessoas nessa cidade, tanto por parte dos sérvios quanto até mesmo pelos soldados da ONU.
E a montanha sempre nos guardando…
Bom dado esse rolê pela cidade, que tal falarmos sobre o futebol local? Assim como fizemos em Belgrado, selecionamos 3 times da cidade para entender o futebol de Sarajevo. Começemos pelo FK Sarajevo (
Vale lembrar que o time já teve outros distintivos, começando por um que continha a estrela vermelha, símbolo do comunismo e uma engrenagem em azul, representando a industrialização socialista:
Outros dois distintivos vieram até a chegada do atual:
O FK Sarajevo foi fundado em outubro de 1946, na época como SD Torpedo. Um ano depois, o nome foi alterado para SD Metalaca Sarajevo e a partir de 1949 adotou o nome atual.
Em 1967, tornou-se o primeiro clube bósnio a vencer o campeonato iugoslavo.
Em 1985, veio o segundo título iugoslavo.
Conquistou a “BósniaPremijer Liga” por duas vezes, em 1998-1999 e 2006-2007 e 5 Copas Bósnia de Futebol (temporadas de 1996-1997, 1997-1998, 2001-2002, 2004-2005, 2013-2014).
Como o futebol é uma “língua universal”, o FK Sarajevo é considerado um embaixador da Bósnia e manda seus jogos no Estádio Asim Ferhatović Hase. Fomos até lá para conhecê-lo pessoalmente.
Contamos com a ajuda do Bajro, torcedor do FK Sarajevo que não falava muito inglês, então a comunicação entre nós era muito engraçada!
Vamos dar uma olhada na parte de dentro do estádio!

E, mais uma vez, obrigado Bajro!!!
O Estádio Asim Ferhatović Hase foi inaugurado em 1947 e atualmente possui capacidade de 34.500 torcedores. Possui arquibancadas em todos os lados do campo.
No dia da visitam, como pode se ver, a neve havia coberto a cidade e o campo, consequentemente.
Vale lembrar que a Seleção Nacional da Bósnia e Herzegovina também manda seus jogos aí!
O estádio foi inaugurado em 1947 e em 1984 foi reconstruído para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1984.
O estádio foi renovado pela terceira vez após a Guerra da Bósnia, em 1998.
O resultado é um grande estádio, com bastante espaço para os torcedores locais.
A torcida em Sarajevo também leva a sério o futebol, e prova disso é a Horde Zlae Sarajevo:
A Guerra também teve influência no futebol local e as disputas nacionais foram paralisadas. O FK Sarajevo só disputava partidas amistosas viajando pelo mundo.
Boa parte dos torcedores, incluindo os membros da Horde Zla juntaram-se ao Exército da República da Bósnia e Herzegovina e lutaram na guerra. Somente na temporada 1994-95, o futebol voltou a ativa com o primeiro campeonato da Bósnia e Herzegovina.
Na temporada 2006-07, Sarajevo jogou pela primeira vez na UEFA Champions League com esse time (
Em 2013, Vincent Tan, um empresário malaio comprou o FK Sarajevo e logo de cara saiu campeão da Copa da Bósnia.
Um último olhar antes de irmos embora…
E nos despedimos do estádio do FK Sarajevo para conhecermos um pouco da história do seu grande rival, o Fudbalski Klub Željezničar (
O bairro também tem uma história triste relacionada à guerra. Segundo o que ouvimos, na avenida que está bem em frente ao estádio, um grupo de sérvios ocupou o lado direito e passou um fim de semana todo atirando em pessoas dos prédios em frente.
O Estádio está tão incrustrado no bairro que existem várias lojas abertas ao público que ficam embaixo das arquibancadas.
Željezničar significa “ferroviário” em Bósnio e foi escolhido porque o time foi fundado por trabalhadores da estrada de ferro em Sarajevo, em 1921.
O Fudbalski Klub Željezničar, time dos ferroviários manda seus jogos no Stadion Grbavica, que fica no bairro homônimo, na periferia de Sarajevo. Fomos até lá, mas num primeiro momento ver o portão fechado nos desanimou…
Mas, com a ajuda de uma moça que surgiu do nada com as chaves na mão nos permitiu entrar em mais um templo do futebol. Vamos conhecê-lo?
O Fudbalski Klub Željezničar é conhecido por ser um celeiro de bons jogadores, e o resultado é que em 1972 venceu o campeonato iugoslavo, em 1985 chegou às semifinais da Copa da UEFA (primeira vez que um time da Bósnia chegou a tal colocação), e em 1998, venceu seu primeiro campeonato nacional, feito repetido em 2001 e 2002. O clube também detém três títulos da Copa da Bósnia (2000, 2001 e 2003).
O Estádio Grbavica foi construído em 1940, e atualmente cabem pouco mais de 20 mil pessoas em suas arquibancadas!
O Estádio está incrustrado no meio do bairro e das suas arquibancadas se pode ver a cidade e também as montanhas ao fundo.
Além dessas arquibancadas ao redor do campo, vale registrar a grande parte coberta (que foi por onde entramos).
Os bancos de reserva ficam bem em frente ao “setor VIP”, espero que não sejam muito corneteiros.
Um último olhar e é hora de nos despedirmos deste lugar mágico!
Ali está a saída!
E é hora de finalizar nosso rolê boleiro por Sarajevo, conhecendo o Estádio Otoka, a casa do Fudbalski Klub Olimpic Sarajevo.
O time utilizou esse outro distintivo por vários anos, e alguns torcedores não curtiram muito a troca…
O Fudbalski Klub Olimpic Sarajevo foi fundado em Outubro de 1993 e desde então manda seus jogos no Estádio Otoka, construído durante a época do cerco à cidade e tornando-se a principal opção de esportes do distrito.
O estádio parece pequeno, olhando por fora, mas é super bem aproveitado.
Possui arquibancadas dos dois lados do campo.
Incluindo uma arquibancada em forma oval, dando uma caracterítica visual única à cancha.
Vamos dar uma olhada?

E assim, nos despedimos de uma cidade que com certeza roubou uma parte de nosso coração. Não só pelo futebol, mas por sua história e pelo jeito das pessoas que vivem ali. Pelo respeito às diferenças e por tudo o que nos ensinou nos poucos dias que estivemos por lá, eu espero que possamos voltar à Sarajevo…
Mas, ao mesmo tempo é mais uma chance de rever esse belo estádio, principalmente em um momento tão importante para o Nacional Atlético Clube: seu centenário! Parabéns à sua torcida e em especial ao pessoal da Almanac que segue apoiando o time em todos os jogos.
Outra figuraça da torcida do Nacional é o Leandro Massoni Ilhéu que acaba de lançar o livro “Nacional: nos trilhos do futebol brasileiro” contando um pouco da história do time. Quem quiser adquirir, pode falar diretamente com o
Voltando ao estádio, mesmo sendo em um feriado prolongado, até que o público esteve razoável…
Pessoal da Fúria Andreense, da TUDA e também os torcedores autônomos compareceram ao Nicolau para tentar estragar a festa do Naça:
Em campo, o Nacional fez valer seu mando de campo e teve mais posse de bola, mas o Santo André saiu ganhando e foi pro segundo tempo com 1×0 graças a esse gol de penalty:
Outro destaque para a primeira partida do Ramalhão da nossa sobrinha, a Bia!
Mas, os destaques ficam por aí…
No segundo tempo, o sol forte parece ter fritado a cabeça dos atletas e o que se viu foi a virada do Nacional (treinado pelo querido Jorginho, ex atleta do Ramalhão) pra cima do Santo André.
Vitória merecida do Nacional. O Santo André precisa voltar aos trilhos caso ainda queira o acesso… Mesmo com a derrota, seguimos na oitava posição…
A viagem começou pela Itália, pela cidade de Fiumicino, vizinha à Roma, e conhecida por ser o local onde está o maior aeroporto da região e também por ser um local tranquilo no litoral do mar Tirreno.
A cidade não só é super arborizada, como é fácil encontrar laranjeiras pelas ruas locais.
Este é um afluente do Rio Tibre que lá no fundo desemboca no oceano…
Encontramos um mercado de pulgas no coração da cidade, pra quem gosta de economizar…
Também é muito legal aproveitar as barracas de frutas espalhadas pelas ruas de Fiumicino.
Bom… o jantar não podia ser outro…. Pizza !!!
A cidade ainda guarda várias construções antigas.
E tem ainda um bom cuidado com a natureza local.
O futebol local tem a atenção e o carinho dos moradores, principalmente dos mais velhos que ainda guardam na memória lembranças dos times da cidade.
Vamos conhecer dois deles, começando pelo SFF Atletico.
O SFF (
Fregene e Focene são dois “distritos” da cidade, e como cada um tem um estádio de futebol, o Atletico de Fiumicino tem várias “casas”.
O SFF Atletico pode escolher entre mandar seus jogos em Fragene, no Estádio Aristide Paglialunga (antigo estádio do Fregene) ou no Estádio Vincenzo Cetorelli em Fiumicino.
Assim, aproveitamos o rolê para conhecer o Estádio Vincenzo Cetorelli.
O Estádio fica na região central da cidade e possui uma estrutura mínima capaz de receber jogos, com apenas uma arquibancada descoberta em uma das laterais do campo:
E embora sejam apenas 4 lances de arquibancada, ela é compriiiiiiiidaaaaa:
Vamos dar uma olhada melhor:
Ao menos o estádio conta com um sistema de iluminação:
Para quem está na arquibancada, este é o gol do lado esquerdo:
Este é o lado direito (repare que a pista de atletismo, embora dê um aspecto mais profissional ao estádio, acaba tirando a proximidade da torcida com os jogadores e com o bandeira):
Mas, o campo está bem cuidado e pode seguir recebendo os jogos menores, enquanto os demais são jogados no Estádio Aristide Paglialunga embora tenhamos ouvido de um senhor que o time pensa em construir um novo estádio para 2020.
Em 2017, o clube subiu para a Série D e em 2018, terminou como o terceiro do grupo G, perdendo o que seria o segundo acesso consecutivo, para o Trastevere nas semifinais da série D.
Assim, vamos falar do outro time da cidade de Fiumicino, o A.S. Fiumicino 1926.
O Fiumicino 1926 tem esse nome porque o clube que o originou (o Fiumicino Calcio) foi fundado em 1926.
O time manda seus jogos no Estádio Pietro Desideri, e pudemos dar um role por lá pra dividir com você um pouco da cara do estádio, confira:
Depois de muito tempo jogando a série D, finalmente o Fiumicino 1926 alcançou a série C (Grupo Promozione Lazio).
Assim, desde o ano passado, o Estádio Pietro Desideri, recebe partidas ainda mais importantes.
O estádio tem capacidade para cerca de 2.500 torcedores.
Assim, mesmo se tratando de uma cidade menor, Fiumicino segue viva com seu futebol local! A bandeira segue tremulando!
O Estádio possui arquibancada dos dois lados do campo, mesmo sendo super próximas das casas da vizinhança.
E pelo visto, possui até um grupo de Ultras!
Basta uma rápida pesquisa na Internet para conhecê-los:
Fica nossa homenagem aos torcedores locais, convidando-os a conhecer a casa do nosso time, o EC Santo André.
Antes de ir embora, uma olhada do gol do lado direito:
Meio campo:
E o gol do lado esquerdo. Parece a versão (ainda mais) italiana da rua Javari!
Andando pelo bairro conhecemos algumas pessoas que apoiam o futebol local!
Pra terminar o rolê, um passeio noturno pela praia local… Pena que não dá pra ver hehehehe:

































































Assim como diversas cidades, Laranjal Paulista cresceu em torno da ferrovia. A estação da cidade foi inaugurada pelo próprio D. Pedro II.
Os nossos “anfitriões” eram esse trio: Esdras, Kiki (a cachorrinha) e o Carlos.
Recentemente, a cidade teve destaque nos noticiários por terem pixado o sobrenome (“Queiroz”) de um ex assessor do atual presidente na tradicional laranja gigante que fica na entrada da cidade.
Mas, a população de Laranjal Paulista tem um grande motivo de se orgulhar! Trata-se da Associação Esportiva Laranjalense.
A Associação Esportiva Laranjalense foi fundada em março de 1943 e chegou a disputar cinco edições da terceira divisão do Campeonato Paulista (1971, 1972, 1974, 1975 e 1976) e quatro da quarta divisão (1969, 1977, 1978 e 1979).
Aqui, o time de 1971 (na foto está escrito 2a divisão, porque na época existia a primeira, a “especial” e a segunda):
Em 1977 chegou a semifinal da terceira divisão, contra o Primavera, perdendo o primeiro jogo em Indaiatuba por 2×1 e o jogo de volta (em Laranjal) por 3×2. Esse jogo ficou marcado na história como a maior caravana já feita pela torcida do Esporte Clube Primavera, veja a torcida tricolor no Accácio Luvisotto:
Esse é o time de 1978:
Aqui, também uma imagem que retrata um tempo em que torcida e time se viam com grande frequência!
A AE Laranjalense mandava seus jogos no Estádio Municipal Accácio Livisotto.
E se tem estádio com distintivo do time pintado na parede… Aí estamos nós!
Uma bilheteria a mais na nossa coleção.
E que tal dar um rolê por dentro do estádio?
Do outro lado, temos dois lances de arquibancadas cobertas:
Ao fundo, pode se ver a cidade, ainda sem os prédios tão comuns às grandes metrópoles.
O Estádio possui ainda um sistema de iluminação daqueles tradicionais.
Do outro lado, o ginásio de esportes, que também contribuiu para a vida esportiva da cidade.
E esse é o Carlos, professor de educação física e que tem uma relação bem especial com o estádio. Desde cedo ele frequenta o campo, seja pra assistir (algumas vezes até pulando o muro…) seja para jogar.
E ele (e várias pessoas) ainda sonham em ver esse campo cheio de torcedores e atletas locais, ocupando uma parte tão importante da cidade, que já foi responsável por tanta alegria.
Nós torcemos para esse dia chegar logo…