O Estádio Doutor Arthur Gerhardt e o futebol em Domingo Martins-ES!

Fevereiro de 2013…
Um rolê incrível para o Espírito Santo nos permitiu curtir não só as praias como as montanhas capixabas, um lugar lindo, na cidade de Domingos Martins, na região sudoeste serrana do estado, onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

O território era cortado pela estrada que ligava Minas Gerais a Vitória, aberta a pedido do príncipe regente João VI de Portugal em 1816.
Mas foi a chegada dos imigrantes que intensificou seu crescimento e desenvolvimento.

A cidade tem na agricultura sua grande fortaleza, seja com o cultivo do café, a fruticultura, a pecuária e mais recentemente o desenvolvimento do turismo graças às suas cachoeiras e trilhas, e a famosa Pedra Azul, que fica no Parque Estadual da Pedra Azul, uma área de florestas preservadas, sobretudo de Mata Atlântica.

Claro que a religião também esteve ligada ao início da formação da cidade!

Dentre os imigrantes haviam vários luteranos e estes construíram um templo no Morro do Campinho, ainda no século XIX, e é o Campinho que vai dar nome ao principal time da cidade, o Sport Club Campinho:

O time foi fundado em 1º de janeiro de 1923 e construiu sua tradição nas competições amadoras da região ficando conhecido como o “Leão dos Alpes”, mas as cores atuais (vermelho e preto) só foram instituídas através de um regimento no estatuto do time em 1931. Antes, eram verde e branco, como se nota nos uniformes comemorativos:

O primeiro campo do clube ficava localizado na propriedade da família Koehler, nas imediações da atual Avenida Koehler.

Atualmente manda seus jogos no Estádio Doutor Arthur Gerhardt.

O nome do estádio, Doutor Arthur Gerhardt, é uma homenagem ao primeiro presidente do clube.

O Campinho é um dos mais antigos do estado em atividade, ao lado de equipes como o EC Alfredo Chaves, primeira equipe capixaba, fundada em 1910 e filiada em 1949 com o nome de Esporte Clube de Alfredo Chaves.

Aqui, uma cena no estádio em 1965:

Olha que detalhe lindo da porta do vestiário do Estádio:

Só para lembrar que em 2014 o Estádio recebeu partidas do Sport Linharense (na época chamado Sport Club Capixaba) na conquista do título de campeão da Série B.

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XV de Julho FC x Ouro Verde Popular FC: 1ª divisão da Liga de Santo André

Domingo, 25 de maio de 2025
Mais uma aprazível manhã de outono em Santo André.
Com o fim da Divisão Especial, a 1ª divisão ganha visibilidade e foi pra registrar um embate bem interessante que nos dirigimos à Arena Colorado.

Seja bem vindo a mais um campo de várzea de Santo André!

A Arena Colorado está muito bem organizada, com seu bar, e uma seção dedicada à memória do time.

Aqui você pode ver alguns dos troféus que estão lá exibidos.
Vale a pena a visita e no nosso caso, vamos tentar voltar para ver uma partida do Colorado jogando “em casa”.

A partida de hoje traz dois times muito bacanas: de um lado, o XV de Julho Futebol Clube, um time até que jovem, fundado em 15/07/1990 e apoiado por sua torcida: XV Loucos.

Olha aí o pessoal do XV de Julho fazendo aquela fotona com a torcida:

Do outro lado, um time tradicional e com uma história muito bonita: o Ouro Verde Popular Futebol Clube, fundado em 5 de fevereiro de 1950, no bairro Santa Terezinha, e que levou para o futebol a identidade das famílias que moravam nas casas populares construídas no bairro naquela mesma época e que até hoje estão ali.

E lá estão as faixas de sua torcida, principalmente aquela que lembra seu presidente Zé Luís.

E a rapaziada do Ouro Verde Popular estava presente, lá em cima do morro que margeia o campo, ainda que não tenham levado a bateria pra fazer aquela tradicional “cantoria”.

Lá de cima do morro, pude fazer o registro do campo do Colorado, começando pelo gol do lado esquerdo, onde ao fundo erguem-se os bairros vizinhos, como a Vila Suiça.

Aqui, você pode ver o meio campo, e lá atrás está a Vila Luzita:

É ali que está a sede social do Colorado:

O gol do lado direito, onde ao fundo estão bairros como o Jardim Silvania.

E vamos para o jogo!

Com a bola rolando, a torcida do XV de Julho tratou de cantar e fazer o time se sentir em casa!

A pressão surtiu efeito e o XV chegou ao seu primeiro gol (você pode ver o gol aqui no Insta do XV), mas o time do Ouro Verde alegou que a bola havia saído no lance que origina o gol e foi tanta reclamação que seu goleiro acabou expulso.
A festa do pessoal do XV Loucos só aumentou!

Por um infortúnio do mundo do futebol, o goleiro que assumiu o posto do titular e que deu até uma acelerada nas saídas de jogo, acabou errando uma destas bolas e entregou o segundo gol para o XV de Julho.

O XV ainda teve chances de ampliar o placar, mas faltou o detalhe final.

Assim, o primeiro tempo terminou em 2×0 para o XV de Julho.
Aproveitei o intervalo para conversar com um torcedor de cada time, registrando suas opiniões sobre a importância da várzea e dos seus respectivos times, o resultado foi esse:

O segundo tempo começou, o sol apareceu e o cenário parecia perfeito para quem quer curtir uma partida!

A comissão técnica do XV de Julho trouxe o time pro segundo tempo pensando em rapidamente marcar o 3º gol pra matar o jogo.

Isso deixou o jogo ainda mais animado porque o Ouro Verde é um time forte e levava muito perigo nos contra ataques.

E se alguém esperava que, mesmo com um homem a menos, o Ouro Verde se entregaria, é porque não conhece a história e a importância deste time para o pessoal das Casas Populares.
O Ouro Verde não só passou a dificultar a partida, impedindo um placar maior, como a se arriscar no ataque buscando diminuir a vantagem.
Mesmo com XV de Julho mantendo o apoio sem parar!

Os atletas do Ouro Verde corriam tanto que em determinados momentos nem dava pra lembrar que o time jogava com um a menos.
Era uma verdadeira guerra em campo!

E pro cenário ficar ainda mais divertido – pelo menos para quem como eu estava ali apenas assistindo a partida sem torcer por nenhum dos dois times- o Ouro Verde encontrou o seu gol para a alegria do pessoal do time que acompanhava o jogo lá de cima do morro.

Mas, a matemática é fria e com um jogador a mais, finalmente o XV de Julho aproveitar os espaços e o cansaço do adversário e encontrou o seu 3º gol,

Por fim, o XV de Julho ainda marcou seu 4º gol determinando o placar final.

Mas, mais do que um placar, fica a experiência de um novo estádio e de dois times que representam seus bairros com muito orgulho e valor.
Festa pra torcida vencedora que vê seu time na liderança do grupo e muita preocupação para o pessoal do Ouro Verde, que termina a rodada na última posição…

Fiquemos com a festa da bateria do XV Loucos e aguardemos as cenas dos próximos capítulos

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EC Rio Avante x EC Primeira Camisa: 1ª divisão da Liga de Santo André

Domingo, 25 de maio de 2025.
Dia de acompanhar a primeira divisão da Liga de Santo André, o segundo nível do futebol da cidade.
E escolhemos acompanhar um jogo do EC Rio Avante, em sua casa! Bem vindo à Arena Rio Avante, no Parque Miami, em Santo André!

Aqui, o Rio Avante é muito mais que o time do bairro, é motivo de orgulho, é o que identifica e faz boa parte de quem mora nesse lado da cidade se sentir pertencente a alguma coisa maior. Sim, é quase uma religião local!

O Parque Miami é um bairro bem distante do centro.
Veja no mapa abaixo, os círculos laranja mostram onde estão o zoológico de SP, e os centros das cidades de Santo André, São Bernardo e Mauá e lá embaixo, olha como é bastante distante do centro de Santo André, a Arena Rio Avante!

Desde 10 de outubro de 1978, o RA faz a cabeça, os corações e mentes da sua torcida!

E todo esse amor pelo time da quebrada se materializa não só na dedicação pelo Rio Avante mas também pelo respeito aos torcedores visitantes.

O time do Rio Avante vem bem na competição, único invicto e uma vitória hoje pode facilitar sua classificação para o mata mata.
Então venha conosco para o corredor de recebimento do time!
Os visitantes do EC Primeira Camisa passam primeiro e sentem a pressão da torcida.

Acendam os fogos que é hora dos donos da casa entrarem em campo…

Mais do que um jogo, um encontro de histórias, de gerações, de vozes que ecoam domingo após domingo nos campos da cidade. Cada lance carrega junto a memória de quem cresceu ali, de quem viu o time nascer e de quem o carrega no peito.

Que rolê animal!!!
E a festa é interessante porque coloca lado a lado time e torcida, mostrando que ao menos nesse momento somos todos iguais!

Manda ver, bateria!!!

Em campo, as faixas e bandeiras com as pessoas em torno do alambrado transformam o campo em uma verdadeira arena.
E todos ali querem a mesma coisa: a vitória do Rio Avante!

A foto do time tem que ser em frente o pessoal da 12 Avante, a torcida do time local,

Mas o adversário não está sozinho.

O EC Primeira Camisa também tem o apoio de sua pequena mas barulhenta torcida!

É hora da foto do time visitante:

O pessoal do Rio Avante se une antes do jogo começar: é tudo pela vitória!

E é nesse clima de festa e tensão que começa o jogo!

E a bancada visitante põe uma pimenta com seu show de fumaças!

E a torcida do Primeira Camisa tenta apoiar como pode!

Mas o campo está todo decorado com as cores e bandeiras rubro negras! Esta é a casa do Rio Avante!

E se ficar dúvida, olhe em volta e veja a massa que apoia o time do bairro!

Quantos ali na beira do alambrado sonham em estar ali dentro, vestindo o uniforme, representando o bairro.
E os mais velhos sorriem, lembrando dos craques que viram passar por aquele mesmo gramado.
A várzea tem esse poder: une passado, presente e futuro num mesmo grito de gol.

A nossa história está mais fora do campo do que dentro.
Assim, fomos ouvir o que a várzea e o Rio Avante representa para sua torcida!

E também fomos registrar a voz das minas, cada vez mais presentes na várzea de Santo André.

Muito bacana ver a Torcida 12 Avante abraçando o time nos jogos em casa!

Se você ainda não foi até o Parque Miami assistir uma partida do Rio Avante… Está na hora de ir!

E a torcida do Primeira Camisa não deixou quieto… Também entrou no ritmo do jogo!

Vale reforçar que o campo está bem ali aos pés do rodoanel:

Tem lance de perigo, mas… a falta foi mal aproveitada…

Não tem jogo fácil na primeira divisão da liga…

Veio o apito final e o Rio Avante fez valer o fator casa: vitória por 2×1.
Todo mundo vai embora falando do mesmo: o amor pela camisa.

No caso do Rio Avante, é mais que paixão — é identidade, é orgulho de onde se vem

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Estádio Comendador Luiz Meneghel, em Bandeirantes (PR)

No carnaval de 2025 fomos até Presidente Prudente assistir Grêmio Prudente x Santo André pela série A2 do Campeonato Paulista.

Na volta, demos um rolê pelo norte do estado do Paraná, começando por Alvorada do Sul, …

Depois paramos em Londrina para registrar o Estádio Uady Chaiben, a casa da Portuguesa Londrinense (PR) …

… além de acompanhar o resultado das obras de melhorias no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD” :

Também fizemos uma parada em Cornélio Procópio para conhecer e registrar o Estádio Municipal Ubirajara Medeiros.

E ainda fomos conhecer Santa Mariana…

E seu Estádio Municipal…

Mas a estrada nos ofereceu uma outra experiência incrível no norte do Paraná: a cidade de Bandeirantes, onde vivem cerca de 30 mil pessoas.

O local, que até o início do século XX era um território ocupado pelo povo kaingang, se converteu em cidade com a inauguração da estação Bandeirantes, que atendia à Estrada de Ferro São Paulo – Paraná.
Foto do Site Estações Ferroviárias:

A nossa presença na cidade tinha como objetivo conhecer e registrar o Estádio Comendador Luiz Meneghel, também chamado de Estádio Vila Maria.

Com capacidade para 8.000 torcedores, o Estádio Comendador Luiz Meneghel foi a casa do União Bandeirante Futebol Clube.

O União Bandeirante FC foi fundado no dia 15 de novembro de 1964, pelo comendador Luiz Meneghel, como uma forma de tirar a atenção do sofrimento causado pelo golpe militar que o país sofrera.
Para isso, o Guarani, que disputava o Campeonato Paranaense, se fundiu com o time da usina de propriedade da família Meneghel fazendo surgir o União Bandeirante. Não a toa o seu distintivo vem da marca da Usina.

O time entrou pra história ao ser vice-campeão estadual logo em 1966, no primeiro Campeonato unificado (antes disputavam 2 sedes, em norte e sul do estado), sendo disputado no formato pontos corridos.


Em 1969, mais uma vez o time chega à final, mas acaba derrotado pelo Coritiba.

Em 1971, o time coleciona mais um vice-campeonato.

Em 1989, novamente foi vice-campeão estadual perdendo o título para o Coritiba.

Aqui, o time de 1991:

Em 1992, o União vencia o Londrina, no segundo jogo da final por 2×1, resultado que lhe daria o título, mas cedeu o empate nos acréscimos, o que provocou o terceiro jogo. O Londrina venceu a partida seguinte e sagrou-se campeão.

Também fez história os irmãos Serafim e Paulo Meneghel, filhos do fundador do time e presidente e vice respectivamente por muitas décadas.
O Serafim é conhecido por uma história em que ele teria dado um tiro na bola para não deixar bater um pênalti contra o União, mas ele mesmo desmentiu o fato, segundo ele tendo sido inventado por José Carlos Malucelli.

Em 2006, o União Bandeirante decretou o encerramento de suas atividades, alegando dificuldades financeiras e também pelos problemas de saúde do patriarca Serafim Meneghel.

Voltando ao Estádio, ele foi construído em 1964 e seu nome homenageia o patriarca dos Meneghel, hoje já falecido.

Infelizmente hoje, o Estádio está abandonado e o pior… trancado.

Por sorte, encontramos algumas imagens feitas via drone e disponíveis em vídeo pelo canal Bandeirantudo!

É de partir o coração, ao mesmo tempo em que é muito emocionante ver o tamanho da sua estrutura… Olha essa arquibancada!

As cabines telefônicas seguem por lá. Vazias. Tristes. Solitárias…

O gramado… praticamente morreu…

Um dia essa cobertura deve ter sido proteção contra sol, ou chuva, para centenas de torcedores…

Será que dá pra sonhar com esse gol de volta ao jogo?

O alambrado é mesmo resistente. Está de pé até hoje.

Ao lado do campo, um espaço que possivelmente seria destinado a um campo de. treinamentos.

Infelizmente, desta vez ficamos do lado de fora…
Mas registramos o que era possível.

O pessoal de fora do estádio alerta “não entre sem autorização porque a viúva do Luis Meneghel mantém seguranças por ali”.
Não parece bem verdade, mas respeitamos os avisos.

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Independente FC 1×2 AD Guarulhos – 4ª rodada da série B 2025

Domingo, 11 de maio de 2025.
Nosso destino, mais uma vez, é Limeira, cidade tão legal e vizinha de Cosmópolis!

Pra quem nunca acompanhou um jogo do Independente, as partidas normalmente acontecem aos domingos no mesmo horário da feira, então… somam-se duas paixões brasileiras:

Para quem quiser conhecer mais o atual presidente e sua visão, veja a entrevista que fizemos com ele:

A estrutura do Estádio Comendador Agostinho Prada surpreende pela imponência em meio à Vila Esteves, o “lado” de Limeira onde o Galo é o time do coração da maioria dos moradores.

Ano que vem são 80 anos da inauguração do estádio, ocorrida em 10 de julho de 1946.

O Estádio foi construído e doado ao clube pela Companhia Prada, famosa pela fabricação de chapéus, encontrei essa imagem sendo da fábrica no site da Prefeitura de Limeira:

A Companhia Prada tinha como proprietário o sr. Agostinho Prada, que hoje dá nome ao Estádio.

Na época da sua inauguração, a região ainda era pouco urbanizada e durante muito tempo manteve os eucaliptos na parte onde atualmente estão as cabines de imprensa.

Ainda no estádio, existem diversas taças relembrando as conquistas do Independente FC, como a do vice campeonato da Série A3 de 2014:

Os ingressos estavam R$ 20 (inteira) e R$10 (meia), e com ele em mãos, entramos no estádio!

Bacana ver as faixas da Torcida Galobeer, mostra que o Independente não estará sozinho em campo hoje!

E aí vem os times ao campo do Pradão!

É nessa área que antes ficavam as diversas árvores, e atualmente temos um bom espaço para imprensa. Vale ressaltar que a imprensa local é bastante forte, principalmente as rádios.

O AD Guarulhos postou-se para a foto oficial do time!

Mas na hora de se reunir antes do jogo, o grito de guerra foi “Aster“, fortalecendo a ideia de que uma fusão realmente está próxima…

E começa a partida!!!

Como faz tempo que a gente não ia ao Estádio, fizemos um registro atualizado, olhando do lado de quem está na arquibancada, esse é o gol do lado esquerdo:

Aqui, o meio campo:

E aqui, o gol da direita:

E se em campo começa o jogo, na arquibancada é hora de apoiar!

E o pessoal da Torcida Galo Beer estava animado! Vai pra cima deles, Galo!

A torcida visitante também se fez presente.

Mas a festa mesmo ocorria no lado da torcida local:

Bacana ver que temos muitas camisas e esses chapéus tipo “bucket” da torcida:

Também vi a camisa da outra torcida: a Guerreiros da Nação Galista!

E o povão também se fez presente.
Enfim… Mesmo o público total sendo pequeno (anunciados 264 pagantes), a manhã foi bem aproveitável para quem ama futebol!

O mais importante é que tinha um clima de jogo no estádio!

Em campo, como havíamos acompanhado o jogo da semana passada (veja aqui como foi), tinha em mente que o AD Guarulhos entrava como favorito…

Acabei me surpreendendo com o bom começo do time local, avançando ao ataque com frequência e impedindo a finalização das jogadas do AD Guarulhos.

O jogo está fervendo… O lateral sinaliza, tem fome de bola!

O legal do Pradão é que a arquibancada fica acima do nível do campo, mas próxima o suficiente para deixar o torcedor praticamente dentro do jogo. Por isso muitos assistem o jogo nessa área.

Embora o clima fosse favorável na arquibancada e o Independente tivesse criado um maior domínio de jogo com as melhores chances, o AD Guarulhos não está com 100% de aproveitamento a toa.
O time soube ser cirúrgico e aproveitava as falhas do time local.

Em uma dessas falhas, o camisa 10, Dieguinho, fez o gol dos visitantes…

Um banho de água fria na torcida local, nesta já não ensolarada manhã de outono em Limeira…

Mas a Galo Beer não desanima nunca e mantém o apoio!

E o time se encoraja, mas não chega ao empate…

Escanteio para o Independente e…

É… Tem dias que nada dá certo… O primeiro tempo chega ao fim e o placar mostra 1×0 para o time de Guarulhos para a tristeza da torcida do Independente…

Ufa…. Uma pausa em tantas emoções…
Até a bateria merece um descanso.

Durante o intervalo pude conhecer o Fernando, jornalista de São Paulo e que sabe muito sobre o futebol do interior paulista!

Pô, e olha o bar, que da hora!

Todos de volta aos seus lugares, é hora do segundo tempo começar… São 45 minutos para o Independente buscar a virada!

E o jogo segue aberto. O AD Guarulhos aperta e o Independente responde na mesma linha!

Aos 13 do segundo tempo, Luan, o camisa 10 do Independente iguala o jogo!

É hora da torcida local comemorar!

Não viu o gol? Vacilei bem na hora né? Veja por aqui que fica mais fácil:

A partir daí, a torcida local vive seus melhores momentos…

O time do Independente cria várias chances de virar o jogo…

O gol da virada parece uma questão de tempo…

É o galo de Limeira, pô!

A galera tá confiante, cadê o gol?

Ele, o gol, veio.
Demorou, faltavam pouco mais de 5 minutos para o fim do jogo.
Mas não foi para o time local…
Em um rebote do goleiro, Yan fez 2×1 para os visitantes…

O futebol é incrível.
É amplo, plural, cheio de culturas e sub culturas.
Mas é cruel.
Pergunte pro pessoal da Galo Beer se isso não é verdade…

Ou pergunte pro Baiano… Tanto tempo de estádio acompanhando o Independente que nem ele mesmo sabe dizer há quantos anos apoia o galo…

Os últimos minutos foram melancólicos e altamente destrutivos para quem ama um time e sabe que não há o que ser feito…

O juiz termina o jogo e o time do Guarulhos sabe que merece registrar o dia de hoje porque esses três pontos não são fáceis de se conquistar em Limeira…

Seo Francisco, o “Baiano” (que segundo dizem, tem muito mais do que os 40 anos de bancada que ele afirma no vídeo) não desiste! Talvez só falte uma camisa do Galo no lugar dessa do Flamengo, mas… o coração segue focado!

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EC Primeira Camisa x Ipiranga FC pela Primeira Divisão da Liga Santoandreense 2025

Domingo, 4 de maio de 2025.
Mais uma partida válida pela Primeira Divisão, o segundo nível do futebol da liga Santoandreense.
O local do jogo é o campo do Guaraciaba, no recentemente inaugurado, Parque Guaraciaba.
Sente o clima do local:

Como é nossa primeira vez, segue um registro do meio campo, com destaque para seu gramado sintético:

Este é o gol da direita, onde está a entrada do parque:

E ali ao fundo, o gol da esquerda, onde está a “sequência” do parque:

Em campo, temos como mandante o time do EC Primeira Camisa, fundado em 10/01/2001.

O time jogou apoiado por sua torcida, a Fúria Azul!

E olha como as minas estão bem presentes na bancada da várzea!

Do outro lado, jogando como visitante, o time do Ipiranga FC, fundada em 2 de janeiro de 1980!

E quem apoia o Ipiranga FC é a Torcida Organizada Força Ipiranguense!

O pessoal da Força Ipiranguense coloriu de vermelho os alambrados, com suas faixas e padronização da torcida!

Confesso que senti falta de um espaço melhor para quem quer assistir a partida… Com tanta reforma, não custava ter deixado um lugar maior pra torcida, lembrando que o time dono do campo costuma levar bastante gente com a Fúria Vermelha…

Mas, independente do espaço, a festa está aí!

Pra quem ainda acha que a várzea é território perigoso, cenário de brigas e violência, olha que legal ver nessa imagem abaixo como as duas torcidas ficam próximas sem necessidade de polícia ou de maiores separações…

Ah, em campo, o jogo foi bem bacana!

O time do Ipiranga venceu por 2×1 e se não bastasse a vitória ainda conseguiram marcar esse golaço olímpico:

Enfim, agradeço por poder registrar mais um lindo domingo onde o futebol fez sua parte dentro da cultura da nossa cidade, Santo André.

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AD Guarulhos 2×0 São Carlos FC – 3ª rodada da série B 2025

Domingo, 5 de maio de 2025.
Do ABC pra Guarulhos, mais uma conexão na metrópole paulistana.
Em menos de uma hora estávamos na segunda maior cidade do estado.
Os portões foram abertos bem em cima da hora, chegando até a criar fila na entrada do Estádio Antônio Soares de Oliveira!

Fazia algum tempo que estivemos no estádio e foi bacana voltar a ver o Estádio Antônio Soares de Oliveira, ainda muito bem cuidado, mesmo que nas cores e em alusão ao outro time da cidade que folgou na rodada.

O Estádio ainda guarda lembranças de um passado que já não parece mais existir nos dias de hoje…

Embora entrem pelo mesmo portão, a parte atrás do gol foi dedicada à torcida visitante (aliás, senti falta do pessoal da Sancaloucos, uma organizada muito presente no futebol!).

Times prontos, é hora da cerimônia de entrada!

Graças ao Fernando do Jogos Perdidos, pudemos ter os dois times perfilados antes do início da partida!

Os dois times entram em campo carregando seus sonhos de vitórias, acesso, sucesso…

E se os jogadores em campo tem o desejo da vitória, entre os reservas o sentimento não era diferente!

O AD Guarulhos vem de uma parceria – que deve se transformar em fusão nos próximos anos- com o Aster (que deixou Itaquaquecetuba) e assim conta com uma base bem interessante para o campeonato, traduzida desde o começo do jogo em certa dominância na armação das jogadas e em ataques criados.

Pra quem ainda não conhece o estádio, segue o registro do gol do lado esquerdo, onde fica o portão da entrada:

O meio campo:

E o gol da direita (onde antigamente ficava a torcida visitante):

O público até que foi aumentando após o início da partida, e foi anunciado como 197 pagantes.

Vale ressaltar que alguns dos presentes portavam camisas do Aster.

Vale ressaltar a presença da Torcida Organizada Resistência Azul.

Se o domínio técnico do AD Guarulhos não se traduziu em gols logo de cara…

…em parte foi graças ao Max, goleiro do São Carlos.

Mas o goleiro Cauê também foi bem!

A atenção crescia entre a torcida local…

E também dentro de campo!

Até que aos 10 minutos, Dieguinho faz 1×0 para o AD Guarulhos!

Pode anotar aí no placar: 1×0!

A partir daí, o jogo ficou equilibrado.
Ainda que o AD Guarulhos mantivesse o domínio, o São Carlos teve várias chances de chegar ao empate, principalmente nos contra-ataques e nas jogadas de bola parada.

O AD Guarulhos também teve chances de ampliar, mas pecava na última bola…

Na arquibancada, mais um jogo em que o público decepcionou…

Lembre-se que estamos falando da segunda maior cidade do estado… E um estádio lindo, que merecia receber um público maior, mais famílias, mais crianças…

Claro que os times em campo sentem o clima…
E ainda acho que a presença de mais torcida e dos tradicionais cânticos de apoio, poderiam ter colaborado para um ambiente mais legal e materializando-se até em outros resultados…

E o Estádio tem uma boa capacidade de público e uma boa estrutura…

Intervalo de jogo é hora de dar uma circulada pelo estádio e ver o que temos na lanchonete local!

Volta o segundo tempo e sem grandes novidades…

O AD Guarulhos criava boas jogadas…

… e o São Carlos continuava criando chances nos contra ataques…

A torcida local sente que a não chegada do segundo gol alimenta a esperança do time do São Carlos pelo empate…

Chances para animar a torcida não faltaram…

Mas apenas aos 47 do segundo tempo, Gustavinho fez o segundo, selando o placar final!

Dor para o time do São Carlos que vinha fazendo um jogo equilibrado no segundo tempo e até teve chances de empatar a peleja.

O São Carlos deu a saída e seguiu os poucos minutos até o apito final…

Fim de jogo e 3 pontos importantes para a classificação para a próxima fase.

Festa na bancada…

Agradeço mais uma participação na história do futebol paulista!

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Santos FC 2×3 SC Aguaí (Campeonato Paulista Sub 20 – 2025)

Sábado, 3 de maio de 2025.
É dia de conhecer um novo campo de futebol: o Centro de Treinamento Rei Pelé, a casa do Santos FC e ver um time pela primeira vez: o SC Aguaí!

A Mari fez questão de registrar a presença na entrada do campo que fica no Complexo Modesto Roma.

Embora fosse um jogo válido pela categoria de base, o sub 20 de Santos e do Aguaí, trouxeram bom público ao CT!

Já estivemos por duas vezes em Aguaí e não conseguimos adentrar ao Estádio Dr Leonardo Guaranha (veja aqui como foi!), o jeito foi conhecer o time de Aguaí como visitante…

Essa galera em primeiro plano é do interior e veio acompanhar o time, enquanto o pessoal do Santos ficou do alambrado para traz:

O CT fica bem próximo da Vila Belmiro em meio a uma cidade que não para de crescer. Olha que prédio bonitão que já existe ao lado do Estádio:

Em campo um jogo que começou bastante desigual, dava pra apostar naqueles placares largos a favor do Santos.

Mas o time local demorou pra abrir o placar, só no fim do primeiro tempo.

Não que o Aguaí não tivesse criado algumas chances…

Já no segundo tempo, o Santos ampliou para 2×0. Será que a goleada vem?
Pois bem, assista aos melhores momentos e veja como acabou essa história…

Muito legal estar no CT do Santos e conhecer um local tão importante para as categorias de base do Peixe e do futebol paulista em geral.

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União Vila Sá FC vence o Madureira FC e chega à final da Divisão Especial de Santo André

Domingo, 27 de abril de 2025
Que momento, senhores e senhoras… Semifinal da Divisão Especial da Liga de Santo André. O palco é o campo do EC Jardim Stela.

Em campo, dois times bem tradicionais.
Começando pelo Madureira FC, fundado em 1º de outubro de 1948, e que hoje joga como mandante, pela melhor campanha.
Olha a festa da Torcida Lobos da Vila na entrada do time:

Seu adversário, o União Vila Sá, fundada em 20 de outubro de 1958, também teve uma recepção incrível pelo pessoal da Torcida Gang da Vila:

E olha a festa da torcida do União Vila Sá:

Começa o jogo e as emoções vão a mil.
O time da Vila Sá conta com 3 ex atletas do EC Santo André: Rodriguinho, Thiago Ulisses e Léo Apolnário. O time do Madureira também não deixava a desejar e o que se viu foi uma partidaça, como a cidade merece!!!

Mas, para mim, o show estava mesmo nas arquibancadas!

Se em campo o jogo foi disputado, entre as torcidas a competição também estava bonita!
Fosse entre os Lobos da Vila…

Ou, entre a Gang da Vila:

Vem o Vila Sá para o ataque…

Em uma descida do Vila Sá a jogada foi parada com falta dentro da área, e aí saiu o gol que decidiu a partida:

Mas a torcida do Madureira não desanimou com o gol.

Termina o primeiro tempo e daria pra fazer muitas e muitas fotos mostrando as diferentes artes que as torcidas criaram e trouxeram para o jogo:

Além da pirotecnia cada vez mais presente…

Estes torcedores do Madureira encarnaram de verdade a ideia do Lobo!

O tempo parece passar muito rápido quando a gente está se divertindo…
Acabei nem registrando o encontro com os amigos Artur e Sidnei Pelachine, companheiros de arquibancada do Santo André.

Assim, o 2º tempo começou sem dar tempo pra mais nada. E já começou agitado!

O 1×0 deu mais emoção para o jogo porque um gol do Madureira mudaria tudo, já que o time jogava pelo empate para se classificar…

Jogo decisivo é imprescindível a presença das gerações mais velhas que tanto viram esse time jogar…

A cada minuto passado, era um passo a mais para a torcida do Vila Sá rumo à final.

Mas esqueceram de avisar a Torcida do Madureira, que seguiu acreditando e apoiando, como deve ser…

Também em campo, o Madureira tentou de todas as formas, mas não conseguiu chegar ao empate…

Mas não teve jeito… O Vila Sá segurou o placar como pode e garantiu a vitória!

Fim de jogo e é hora da festa na torcida do Vila Sá!

Em um campeonato que teve um nível tão alto, as duas equipes estão de parabéns! E o Vila Sá faz história ao se classificar para a final a ser disputada no Estádio Municipal Bruno José Daniel.

Em campo, o time do Madureira se despediu com hombridade:

E o time do União Vila Sá foi celebrar com sua torcida!

Parabéns a todos do time e da gang!

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De volta ao Estádio Hudson Buck Ferreira, o “Ninho da Águia”

Sábado, 19 de abril de 2025.
Depois de alguns anos, voltamos ao Estádio Dr Hudson Buck Ferreira para acompanhar uma partida da SE Matonense válida pelo Campeonato Paulista sub 17.

A última vez que estivemos por aqui foi em 2010! Veja aqui como foi.

Os jogos da base não tem cobrança, mas vale a foto na bilheteria:

E já que não precisa ingresso, vamos ao campo!

Confesso que não tinha grandes expectativas em relação ao público por se tratar de uma competição de base, mas me surpreendi bastante com a boa presença de torcedores!

Se você nunca esteve no Estádio da Matonense, recomendo uma visita, porque ele é bastante peculiar.

As cabines de imprensa são um charme à parte.
As janelas e vitrais permitem a visualização do espaço onde os profissionais estão e mesmo aparentemente pequenas, certamente já abrigaram transmissões cheias de emoção.
A sensação é de que qualquer rádio AM que se preze já teve alguém narrando ali um “grande clássico regional”.

Degraus estreitos, arquibancadas relativamente altas, um forte tom azul com alguns detalhes em amarelo…
Seria exagero chamá-lo de “A Bombonera caipira“?

Essa é a vista do gol da esquerda, onde existe a sequência da arquibancada e que permite uma capacidade para mais de 12 mil torcedores.

Aqui, o meio campo, e é para onde está a maior parte da cidade.

E aqui, o gol da direita, onde não existe nenhuma arquibancada.

Olhando para a arquibancada principal, boa parte dela é coberta, oferecendo conforto aos torcedores e também dando uma característica visual ainda mais proprietária.

Na imagem abaixo dá para ver bem como as arquibancadas se juntam atrás do gol.

Entre tantos devaneios, lembranças e imaginações sobre quanta história já ocorreu neste estádio, quase acabei me esquecendo de prestar atenção na partida.
Mas o time do Rio Claro logo chamou minha atenção ao abrir o placar em um contra-ataque fulminante!

O time da Matonense sentiu o baque ao ter seu gol vazado tão cedo e estando nos seus domínios, mas logo os próprios atletas procuraram se tranquilizar e buscar o “recomeço” do jogo.

Mas o time do Rio Claro parecia motivado a sair com os 3 pontos, e seguiu lançando-se ao ataque.

As partidas do sub-17 de hoje em dia são bastante disputadas e os jogadores já se apresentam com um comprometimento tático e físico similar ao dos profissionais.

Cada canto abrigava um personagem: o adolescente sonhador com a camisa do time, a mãe que gritava o nome do filho em cada lance, o vendedor de pipocas sonhando com dias de melhores públicos…

Conforme o sol da manhã ia surgindo dentre as nuvens e iluminando as estruturas do estádio, revelando detalhes da pintura, as bandeiras e a simplicidade que só o tempo oferece.
Tudo ali parece ter parado para lembrar o que é o futebol raiz, mas muito bem cuidado!

Os meninos da SE Matonense foram guerreiros.
Mas o futebol não tem coração.
E não era o dia do time local…
O Rio Claro fez 7.
7×0…

Mas sinceramente? O resultado foi o que menos importou.
O importante foi reencontrar esse templo escondido do futebol paulista e registrar, mais uma vez, que os estádios também têm memória.
E que a Matonense ainda vive.

Alheias ao que ocorria no campo, as crianças jogavam sem pensar no amanhã…

O jogo foi chegando ao fim e claro que rolou um clima meio melancólico…

Com o apito final, ficou no ar aquela atmosfera que mistura silêncio, frustração e um certo carinho pela presença em mais um dia de vida do Estádio.
Era como se ao sair, o Dr. Hudson Buck Ferreira sussurrasse ao nosso ouvido: “Volte mais vezes, mesmo que o jogo não seja decisivo. O futebol sempre estará aqui.”

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