21 de janeiro de 2026. Jogo no início de noite de uma 4ª feira, e infelizmente a distância não combina com o trabalho, impedindo a ida de boa parte da torcida do Santo André para a partida contra o CA Votuporanguense.
Pra quem não poder ir, não foi dia de estrada, de arquibancada ou de ingresso na mão. Foi dia de mesa de bar, TV ligada e celular acompanhando cada lance como se estivesse ali. Decidimos resgatar uma antiga tradição da cidade e reunimos alguns torcedores no tradicionalíssimo “Buteko do Mazinho“.
O Buteko do Mazinho fica na rua das Hortências, 132 e faz parte da antiga geração de bares de Santo André.
Sem aquela visão 360º, restava comentar cada ataque e transformar cada erro naquela resenha típica de quem sofre junto há anos.
Entre uma cerveja e outra, o tempo parecia passar mais devagar. A transmissão caía, o sinal oscilava, e a tensão só aumentava. Torcer fora do estádio tem disso: a gente perde o cheiro da arquibancada, mas ganha a ansiedade compartilhada, o grito preso na garganta esperando a confirmação do lance, o olhar fixo na tela como se isso pudesse ajudar a bola a entrar.
Mas, claro que contamos com nossa torcida presente lá no Estádio entre eles o Arthur (@Umtorcedorqualquer) que fez esse vídeo:
E se não deu pra torcer lá no estádio, a gente fez da rua nossa bancada!
Infelizmente, o CA Votuporanguense, dirigido por Paulo Roberto, fez 1×0 no segundo tempo, placar final…
Torcer também é isso: estar longe, mas nunca ausente. Seja no Brunão, na estrada ou no buteko do Mazinho, o Ramalhão sempre arruma um jeito de juntar a gente. E hoje, restou compartilhar a dor entre os presentes e torcer, como sempre, por uma nova recuperação, na próxima partida, em Limeira, contra a Inter.
Estivemos no Espírito Santo na passagem de 2025 para 2026 e além de conhecer um pouco das maravilhas do litoral capixaba também fomos registrar estádios e… de presente extra, acompanhamos nosso 1º jogo do ano.
E não poderia ser melhor: a Supercopa Capixaba, valendo taça, no Estádio Salvador Venâncio da Costa.
Ainda fora do Estádio, o clima era de festa pela torcida do Vitória!
Além da partida em si, o torcedor do Vitória aproveitou pra renovar o armário e adquirir a nova camisa do time.
A Torcida Sangue Azul fez a sua parte e não parou de cantar um minuto mesmo muito antes da bola rolar…
E como o jogo não foi oficializado pela Federação Capixaba (um grande lapso da Federação, na minha opinião), a pirotecnia pode rolar solta!
Muitas faixas e bandeiras também deram ao Estádio cara de decisão!
E olha o time do Vitória entrando em campo!
Noite inesquecível para as crianças que entraram em campo com os atletas!
E com certeza, as crianças que estiveram apoiando na arquibancada mesmo…
Cerimonial de abertura em dia e em alta emoção…
Os bares faturaram alto também… Afinal era uma noite quente, na capital capixaba.
E lá do outro lado, inaugurando as novas arquibancadas do Estádio, a torcida do Rio Branco também não deixou barato! É lotação máxima!
O clima de jogo foi aumentando conforme o seu início se aproximava e foi incrível como teve gente chegando até os 20 minutos de jogo.
E se liga no clima que estava o pessoal da Sangue Azul!
E começa a decisão!!!
O Vitória veio com tudo pra cima!
Mas o time do Rio Branco logo equilibrou o jogo e passou a criar boas chances que acabaram em más finalizações ou em defesas do goleiro Paulo Henrique. Mas a torcida local não desanimou e foi apoio total!!!
Mas, aos 19 minutos, o Capa-Preta viu o seu bom início de jogo ir por água abaixo, quando Tony Ribeiro fez Vitória 1×0!
O gol deu ânimo ao time do Vitória que começou a pressionar para ampliar o placar…
O Rio Branco reagiu e voltou a criar chances, animando sua torcida.
Aos 32″ do primeiro tempo, empatou em um golaço de Breno Melo, com um lindo chute de fora da área no ângulo, sem chances para o goleiro.
Mas a torcida local estava mesmo inspirada e parecia empurrar o time…
E nesse embalo, aos 37, Carlos Vitor colocou o Vitória à frente, novamente.
Já nos acréscimos do primeiro tempo, Gustavo Tonoli marcou o terceiro após passe de Carlos Vitor, em lance inicialmente anulado e validado posteriormente pelo VAR.
No segundo tempo, o Vitória ainda ampliou, aos 22 minutos, com Tony, de Penalty.
Aos 32, Gustavo ainda marcou o 5º gol, transformando a vitória em goleada.
A torcida foi à loucura…
E aí rolou o tradicional “Olé”, mesmo faltando mais de 20 minutos pro fim do jogo…
O Rio Branco ainda perdeu pênalti para delírio da torcida do Vitória…
Torcida Sangue Azul começa o ano comemorando titulo!!!
Em tese, o jogo já acabou, falta só o árbitro apitar, por isso o público e aglomera ali no alambrado…
Fim de jogo e o Vitória leva a Taça da Supercopa pra casa!
Os jogadores vieram comemorar com a torcida!!!
É campeão!!!
Aqui, a foto de Henrique Montovanelli para o site da Globo, mostrando melhor o time levantando a taça!
Agradeço a boa recepção dos torcedores, em especial do amigo Leidimar!
Em novembro de 2025, resolvi celebrar meu aniversário reunindo a família na pacata cidade de Águas de Santa Bárbara, mas, como o interior é cosmopolita, aproveitei para revisitar a cidade de Óleo e conhecer Manduri, onde aproveitei para registrar mais um estádio.
Já estive em Águas de Santa Bárbara há muitas décadas, mas não lembrava da cidade… Possivelmente está região foi ocupada pelos povos tupis e kaingang que se beneficiavam do ambiente gerado pelo rio Pardo. Olha que cenário lindo!
A chegada dos europeus fez ser fundada a vila de São Domingos, às margens do Rio Pardo, em 1868. O nome da vila acabaria alterado para Santa Bárbara do Rio Pardo em homenagem à Santa Bárbara e o local foi elevado à categoria de cidade em 1876. Em 1978, o nome foi alterado para Águas de Santa Bárbara para reforçar a sua fama como estância hidromineral.
Infelizmente, o futebol em Águas de Santa Bárbara tem pouca história. A cidade nunca teve um time profissional e nem mesmo uma equipe que marcou época nas disputas amadoras da região. Atualmente existe uma certa movimentação em torno da fomentação do time do Águas de Santa Bárbara FC, mas não existe nenhuma ação concreta, como a disputa de um campeonato ou filiação em alguma liga ou federação.
Fomos visitar o Estádio Municipal de Águas de Santa Bárbara, e ele reforça o momento atual (isso em 2025) do futebol da cidade.
Ainda não há arquibancadas, apenas a estrutura que se vê abaixo.
Pior que durante nossa visita caiu uma chuva, deixando o visual ainda menos animador.
Como se pode ver, o campo ainda não tem um sistema de drenagem muito eficiente.
Mas, tudo pode mudar. Aqui, o meio campo, onde pode ser construída uma arquibancada na lateral.
Aqui, o gol da direita. E também existe espaço ao fundo do gol para novas estruturas, caso necessárias.
Aqui, o gol da esquerda, lá atrás passa uma rua de acesso, onde você pode ver o valente Mobi branco.
Enfim… Ficamos na torcida por dias melhores do futebol local!
Aproveitamos o feriado da consciência negra de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país. E é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos antirracistas em todos os ambientes. Pra pensar um pouco mais sobre o tema, vale a pena entender o que é o racismo, e o GOG pode ajudar nessa ideia:
E já que você ouviu ele falar, ouve o que, pra mim, é um dos maiores cantores do nosso país e que devia ser ouvido nas escolas antes mesmo de lermos Machado de Assis.
Também aproveitamos o feriado para cair na estrada e fomos até Ribeirão Preto para finalmente registrar o Estádio Palma Travassos (veja aqui como foi).
No caminho para Ribeirão, aproveitei para fazer algumas paradas. A primeira delas, em Santa Cruz das Palmeiras, só pra rever o EC Palmeirense, clube fundado em 7 de setembro de 1908 e que segue com forte vida social e um belo campo de futebol (veja aqui como foi o rolê que fizemos por lá em 2018).
A terceira parada foi em Cajuru, para “completarmos” a visita que iniciamos em 2018, quando fomos até o Estádio Dr Guião, mas não conseguimos registrar seu interior. Relembre aqui como foi! E veja aqui, como foi o rolê este ano.
Finalmente em Ribeirão, além de registrar o Estádio do Comercial, também demos um rolê pela cidade, fomos conhecer o Mercadão.
Olha que lindo o prédio do Teatro Pedro II, ali no centro, pertinho, no mesmo quarteirão da famosa choperia Pinguim.
Também paramos na Sorveteria do Geraldo, um verdadeiro patrimônio de Ribeirão Preto!
Finalmente chegamos ao Estádio Santa Cruz…
O estádio foi inaugurado em 21 de janeiro de 1968, com um amistoso entre o Botafogo e a Seleção da Romênia, e o time da casa meteu logo um chocolate nos gringos: 6×2.
Animado em registrar um estádio com tantas histórias, fui correndo bater na porta para poder reencontrar a parte interna do Santa Cruz.
O Estádio é a casa do tradicional Botafogo de Ribeirão Preto!
Estive lá em 2014 acompanhando a final da Copa Paulista: Botafogo x Santo André.
Mesmo embaixo de forte chuva durante os 90 minutos, o público foi bem interessante.
E o Ramalhão ainda saiu campeão…
De lá pra cá algumas coisas mudaram… O Botafogo virou SAF e o Estádio, uma arena com nome de empresa. Na prática? Gente sem nenhuma conexão com o time trabalhando por lá, recebendo com muito mal humor quem, como eu, se interessa pelo Estádio. Que diferença de como fomos tratados no estádio do rival…
Perguntei se existia alguma maneira de pelo menos ver o campo e a resposta foi “nenhuma chance”. Me pergunto se a diretoria do Botafogo sabe quem cuida do estádio em dias “normais”. Eu prefiro acreditar que sempre existe um jeito e fui caminhar dando a volta no estádio.
Olha que legal a loja (ou as lojas?) do time:
Enfim… Dando a volta cheguei em dois restaurantes que ficam junto do estádio e, adivinhe, têm vista pro campo. Um deles é o Hard Rock Café, e, pô, rockeiros sempre se ajudam, mas… não hoje. A moça foi quase tão chata quanto o funcionário do Estádio. Sempre achei que por trás desse falso título de rock o tal Hard Rock Café fosse um nojo. A moça só comprovou.
E aí… Restava o Bar do Zeca Pagodinho… E os caras foram muito gente boa e me deixaram entrar para registrar o campo ali da parte de dentro do bar…
Não só me deixaram entrar como ao verem que eu estava tirando foto do campo, atrás da janela de vidro, me convidaram a acessar a área das arquibancadas… E assim, lá fomos nós…
Logo de cara já registrei o campo como tradicionalmente faço, aqui o gol da esquerda:
O gol da direita:
E o meio campo:
Claro que fiquei contente de poder registrar esse lindo estádio e acabei mais feliz do que chateado por achar que o funcionário do Botafogo que trabalha no estádio poderia no mínimo ter me dito “Tenta lá nos restaurantes”…
Mas fico me perguntando se esse cenário está mesmo correto… Se o clube não poderia explorar melhor o estádio como ponto turístico ou mesmo para ampliar a relação com sua torcida.
Vivenciar um rolê assim, conhecendo o estádio em um dia sem jogo é uma maneira diferente de se relacionar com o espaço, com o local, com o time…
Eu n˜ão consigo deixar de pensar que se eu fosse dar ouvidos ao cara que oficialmente trabalha no clube e deveria ser o mais interessado nisso, eu teria ido embora sem ver o sol brilhando no Estádio Santa Cruz…
E olha que linda a arquibancada tricolor! Foi muito bacana a experiência e agradeço demais o pessoal do Bar do Zeca Pagodinho, foram os mais boleiros do dia! Estádio não é só concreto e ferro, é memória, afeto e deveria ter gente que carrega o clube no peito.
Será que o destino é traçado previamente por alguma força superior? Ou as coisas se aglutinam e se repelem de acordo com nossas escolhas? A história de hoje começa lá em 2021, no meio da pandemia, quando, para não ficar maluco, passei a visitar, sozinho, de máscara e em horários esdrúxulos, os campos do futebol amador de Santo André.
Ali nasceu um interesse pelo futebol amador que foi crescendo até que, incentivado pelo amigo Mário Casimiro, passei a acompanhar o Campeonato Amador do Estado, a segunda competição mais antiga da Federação Paulista de Futebol.
Por coincidência, as últimas duas finais envolveram times do ABC, o que me permitiu que acompanhar a primeira partida destas decisões. Em 2023, vimos Nacional da Vila Vivaldi x CA Bandeirante de Brodowski, em São Bernardo.
E em 2024, Belenense x CA Bandeirante de Brodowski, em Mauá…
Naquele dia, acabei conhecendo o pessoal da diretoria do CA Bandeirante e foi com eles que iniciamos os programas onde entrevistamos presidentes dos clubes, veja como foi:
Desde então, eu e o Mário fizemos a promessa de ir até Brodowski caso mais uma vez o Bandeirante chegasse na decisão, e, como você já deve saber… Foi o que aconteceu em 2025! Seja bem vindo a Brodowski!
Depois de algumas horas de estrada, com direito a paradas em Porto Ferreira, Cravinhos e Jardinópolis, chegamos a Brodowski, muito conhecida por ser a cidade natal de Cândido Portinari. Claro que fomos lá conhecer sua casa, que hoje sedia um museu em sua homenagem.
A cidade é cheia de detalhes que a tornam inesquecível, como os bancos com inscrições de décadas atrás…
A arquitetura antiga também está preservada e pode ser vista ali pelas ruas…
A igreja matriz, de 1905… Bonita?
A antiga estação ferroviária…
Os bares que ainda reúnem as pessoas em cadeiras e mesas nas calçadas…
E o atual hotel do próprio Bandeirante, onde pudemos jantar com o elenco do time local e tornar o rolê ainda mais inesquecível!
Só faltou fazer uma foto no supermercado onde fizemos umas comprinhas, o “Nosso Mercado“.
Mal sabíamos nós que ele foi construído no espaço do antigo estádio do Bandeirante…
Voltando ao Campeonato Amador do Estado, vale lembrar que o Mário ficou tão apaixonado que escreveu o Guia do Campeonato e ficou muito legal (clique aqui para baixá-lo!).
Pra quem não sabe quem é o Mário Casimiro, taí a foto!
Logo que chegamos, percebemos que a final era o assunto da cidade! Haviam muitos folhetos como este espalhados por todos os lugares por onde andávamos.
Confesso que foi emocionante chegar até o Estádio Mário Lima Santos, a “Arena Jaburu”, como é conhecida popularmente!
Tem até essa escultura em frente ao Estádio que literalmente faz voar os atletas bandeirantinos!
Divido a experiência da chegada ao Estádio, da entrada até a arquibancada, para ver se você também se empolga e faz esse rolê até Brodowski, porque vale muito a pena!
Você viu no vídeo o portão que une presente e passado e cabe explicar que ele ficava no Estádio antigo do CA Bandeirante e é considerado uma verdadeira relíquia para diretoria e torcida! Ah, esse aí na foto é o Brasileiro, outro amigo que esteve conosco acompanhando a decisão.
Interessante como o pessoal do Bandeirante conseguiu registrar sua história em fotos, lembranças e até mesmo nessas placas que pouco a pouco relembram cada passo do clube!
A torcida conta com a “Bateria Tsunami“, que literalmente faz a arquibancada vibrar!
Pra quem não conhece o estádio, vale o nosso tradicional registro. Olhando da arquibancada coberta, aqui está o lado esquerdo do campo:
O meio campo:
E o gol da direita. Ali no fundo fica a área para convidados.
O Estádio é muito bem cuidado e cada espaço acaba sendo aproveitado.
Aqui, a arquibancada coberta, sem ela o sol faria grandes estragos…
Nesse setor, atrás do gol, fica uma boa sombra das árvores e também acaba sendo um lugar bastante disputado pelos torcedores!
E esse é o Jaburu, mascote do time!
A torcida do União FC também se fez presente e ficou em um espaço com sombra!
O bar estava preparado: salgados, água, refrigerantes…
Difícil não pegar carinho pelo clube… Nesse momento, já estávamos “contaminados” pelo mesmo sentimento que envolvia metade da cidade (não se esqueça que a outra metade é Brodowski FC).
Hora da entrada dos times, com toda cerimônia oficial da Federação Paulista!
Foto oficial dos times perfilados…
Dos capitães e da arbitragem…
A foto oficial da final…
E a foto em frente à torcida…
O União também posou para a foto!
E assim… Começa a partida!
Bola rolando, a torcida local cumpre bem o seu papel e transforma a Arena Jaburu em um caldeirão alvi rubro!!!
Bacana ver que a nova geração também está comparecendo!
E as tradicionais fumaças também coloriram o ar do estádio!
E dá lhe bateria!
Com tanta animação, difícil ficar parado…
Mas… o calor é grande… e tem momentos que o pessoal prefere guardar as energias para o fim do jogo…
Ou quem prefira manter se hidratado durante todo o jogo!
Enfim… Todo mundo feliz curtindo os amigos, familiares em torno do futebol!
Em campo, um primeiro tempo de muita marcação, que até chegou a ter um gol marcado pelo Bandeirante que acabou anulado pelo bandeira.
O fim do primeiro tempo trouxe um alívio: o céu recebeu uma porção de nuvens que ajudaram a amainar o calor.
O segundo tempo começou com ainda mais tensão.
A torcida, que a essa altura já havia enchido boa parte da Arena Jaburu parecia sentir o peso de cada passe, cada dividida, cada chute travado.
A Bateria Tsunami, incansável, segurava o ritmo do time e do povo como se cada batida fosse um lembrete: “Estamos juntos. Até o fim.”
E foi justamente no fim que o drama começou. Aos 40 minutos do segundo tempo, quando o jogo parecia caminhar para um empate nervoso, que levaria a decisão por penaltys, Max, sempre ele, encontra o gol do time da casa!
A Arena Jaburu que já estava barulhenta se tornou ensurdecedora…
Por alguns minutos, parecia que o tempo havia parado e em cada rosto havia um sorriso. Olho pro celular e faço as contas: o tempo regulamentar já. se esgotou… É questão de pouco tempo até o Bandeirante se sagrar campeão.
Mas… o futebol é único. E quando tudo parecia resolvido e o título parecia uma realidade, a zaga bandeirantina comete penalty… E o União FC empata o jogo para a alegria da torcida Atibaiana!
Foi um choque geral…. Uma catarse negativa para a torcida local. Semblantes tensos, mãos na cabeça, olhares perdidos. Quem estava sentado se levantou e quem estava de pé se segurou pra não cair com o baque do gol… E foi ali, no momento mais delicado, que o time fez um verdadeiro milagre. Sabe aquela jogada que a gente ensaiava nos tempos de escola? Da saída do meio campo ao gol em menos de 5 toques? Pois aí está:
O estádio inteiro voltou a cantar, a bateria Tsunami voltou com tudo, as crianças gritavam, os mais velhos ergueram os braços como quem conversa com o destino. Abraços e mais abraços… Era impossível não se arrepiar. Impossível não existe pra esse time…
É fim de jogo!!! O Clube Atlético Bandeirante de Brodowski é o campeão de 2025!!!
A Arena Jaburu explode.
Gente chorando. Gente pulando. A torcida do Bandeirante mais uma vez escreveu seu nome no destino. E o destino, respeitosamente, respondeu: “Hoje, vocês merecem ser campeões.”
O placar final mostra mais uma vitória dos heróis!
O time fez questão de celebrar muito junto da torcida…
E na arquibancada, após uma verdadeira chuva de cerveja… todos voltam a gritar “É campeão!!!”
Na hora da entrega das medalhas e troféu, dá uma certa tristeza de imaginar o aperto no peito do time de Atibaia e de sua fiel torcida que viajou até Brodowski, mas por ser apenas a segunda participação do time, o vice campeonato foi bem comemorado.
Um misto de sentimentos ao ver que é hora da foto dos campeões! O time fundado em 16 de agosto de 1933 é mais uma vez campeão e fico feliz em ver isso, mas ao mesmo tempo, triste por saber que nossa aventura chega ao fim…
Melhor ver a foto do Mário que fez lá, bem em frente ao time:
O que dizer de um momento desses? Uma cidade que respira futebol e que é apaixonada pelo Campeonato Amador do Estado recebendo mais um título!
Hora de extravasar, de celebrar de saber que na próxima vez que esta camisa for usada, ela não será mais a mesma: mais uma estrela estará bordada em seu distintivo!
Jogadores e comissão se abraçando sob o olhar do Jaburu ali ao fundo… Manhãs como essa transformam pessoas…
Hora de ir embora com aquele sorriso no rosto que demora a sair. Corpo anestesiado, de tantos arrepios e emoções que passamos. Parabéns ao povo de Brodowski, em especial aos torcedores bandeirantinos… Vocês são demais!
Só me resta agradecer ao Mário, ao Brasileiro e à Letícia, amigos de arquibancada e da vida.
Ao Marcelo, Márcio, Guilherme e família e todo mundo da diretoria do Bandeirante por ter nos apoiado nesse rolê inesquecível.
E ao futebol por ser essa cultura tão louca que faz a vida de tanta gente ser ainda mais divertida!
Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país. E, infelizmente, é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos todos antirracistas em todos os ambientes que a gente vive: escola, trabalho, amigos e futebol. Só pra reforçar o tema, vale assistir o vídeo do Eduardo Bueno que relembra quem foi e o que simboliza Zumbi dos Palmares e a data de 20 de novembro.
Também aproveitamos o feriado para pegar a estrada. Fomos até Ribeirão Preto!
Devido à sua ascensão como grande centro produtor de café no final do século XIX, houve extensivo uso de mão de obra escravizada, e mesmo com a abolição, muitas lavouras da região ofereceram resistência ao fim da escravidão. Encontrei alguns levantamentos quantitativos realizados por Luciana Suarez que destaca a população da cidade em 1874 como: 4.695 livres e 857 cativos. Dados de 1887 mostram que a população livre somava 9.041 e a escravizada 1.379. Por isso, é importante entender a realidade dos dias de hoje com base nessa história recente, porque se você acha que isso é coisa do passado, leia esta notícia de 2022 sobre idosa que era mantida em condições análogas à escravidão.
Nosso principal objetivo na cidade era registrar o Estádio Palma Travassos, o único das 5 divisões do Estado de São Paulo de 2025 que a gente ainda não conhecia.
E, felizmente, deu tudo certo! Da bilheteria até a parte interna do Estádio, conseguimos passar uma boa tarde vivenciando o Palma Travassos!
Faltou apenas ver a loja “Garra do leão” e aproveitar algum desconto, mas como diz um grande economista, melhor do que um desconto é não gastar.
Gostaria de agradecer todo o pessoal do estádio e da assessoria de imprensa que possibilitaram a visita e nos deixaram super a vontade para registrar cada detalhe.
Na parte interna ainda, existe uma série de itens históricos, como esta camisa linda:
Aliás, já escrevemos sobre a camisa e história do Comercial, veja aqui. Faltava mesmo o registro do Estádio e antes de adentrá-lo dei uma boa volta em seu entorno e muito interessante ver que existe uma vida própria ali com bares e restaurantes.
Voltando a falar sobre os objetos históricos dispostos ali internamente, vale citar os troféus, os quadros com os presidentes e fotos históricas, muito bonitas, como a do antigo estádio!
Mas,já era hora de, finalmente, entrarmos ao campo, vamos lá?
Como mostrei no vídeo, achei legal também esses painéis homenageando figuras importantes da história do Comercial FC.
É mesmo um estádio muito bonito, e sem dúvidas que estar ali em dia de jogo é uma experiência que ainda quero passar!
Olha que linda a parte coberta da arquibancada:
E aí está o distintivo gigante no próprio campo:
No dia da visita, estavam acontecendo melhorias no estádio e no campo, mas nada que atrapalhasse o nosso registro.
A arquibancada possui cadeiras um pouco diferentes das atuais tradicionais:
Uma honra estar em um estádio com tanta história e uma torcida tão apaixonada…
Olha o placar que bacana:
Aqui, um olhar no lado direito do campo:
O meio campo:
E o gol do lado esquerdo:
Enfim, foi muito emocionante poder caminhar ali pela parte de baixo, bem ao lado do gramado e imaginar quanta coisa já passou por aí.
Esses são os meus sonhos de criança… Estar em cada um dos estádios que povoaram minha imaginação ou mesmo o acompanhamento dos campeonatos nestes 48 anos de vida… Só tenho que agradecer a oportunidade…
É… Tudo muda. Tudo segue se transformando com o tempo. Tem coisas tradicionais que deixam de existir e também coisas novas que nascem. Em 2012, estivemos por Porto Ferreira para conhecer e registrar o Estádio Municipal da Vila Famosa (veja aqui como foi), também chamado de Vila Formosa.
Na época, o Estádio era a casa da Sociedade Esportiva Palmeirinha, um time que atuava na série B do Campeonato Paulista.
Em 2016, o time disputa seu último Campeonato Paulista pela série B, e no ano seguinte, voltamos a passar pelo estádio, para uma nova visita (veja aqui como foi).
Em 2023, chegou a notícia que o Estádio fora abandonado e estaria prestes a ser demolido. Torcendo para ser apenas um boato, no feriado da consciência negra de 2025 passei por Porto Ferreira e, para a tristeza de todo apaixonado por futebol, confirmei a notícia…
Me pergunto se pra quem mora na cidade realmente fez sentido essa demolição para se ter um…. “nada” no lugar… Ok, provavelmente algo será construído nos próximos meses ou anos, mas ainda assim, dói ver essa imagem, não?
A cidade é referência na produção e comércio de cerâmicas, e não é difícil pensar que algo nesse sentido pode tomar esse espaço, ou quem sabe um novo espaço para o esporte municipal?
E pensar que, assim como as cerâmicas, o time fez parte do dia-a-dia da cidade por tantos anos…
Olha que linda a foto do Marcier Martins quando goleiro do time (do acervo Marcier Martins):
É um time com muita história…
E com uma torcida bastante apaixonada!
No início da carreira, o goleiro Aranha teve uma passagem no gol do Palmeirinha!
E o que dizer de 1967, quando o time sagrou-se campeão da terceira divisão.
Muitos fizeram história com essa camisa…
Assim, com a demolição do Estádio e o fim do Palmeirinha, a cidade parecia fadada a não ter mais um time de futebol nas competições da Federação Paulista. Mas, no dia 26 de abril de 2022, uma família da cidade decidiu criar o Porto Foot Ball Ltda, o primeiro clube-empresa de Porto Ferreira.
Se você quer saber um pouco mais sobre o time, batemos um papo com o presidente do clube, confira:
O time nasce com a missão de juntar a cidade, e por isso soma o preto e branco do antigo Porto Ferreira FC e o verde do Palmeirinha, além disso, passou a mandar seus jogos no tradicional Estádio Ferreirão…
E é aqui que o futuro se une ao passado já que o Estádio Ferreirão foi a casa do Porto Ferreira FC, primeiro time da cidade a participar de competições da Federação Paulista, fundado em 1912.
Em 1916, seu primeiro campo (1 no mapa abaixo) deu lugar ao Jardim Público que é a atual praça Cornélio Procópio, obrigando-o a se mudar para onde hoje está o Hospital Dona Balbina (2 no mapa abaixo), de lá, mudou-se em 1923 para a área onde hoje está o clube social (3 no mapa abaixo) e permaneceu por lá até 1968, quando finalmente mudou para a atual área do Estádio (4 no mapa abaixo).
Em 1925, disputou dois amistosos com o Clube Atlético Paulistano, recém-chegado de excursão pela Europa, vencendo ambas (3×0 e 2×0). Em 1926, o Clube Atlético Paulistano novamente visita Porto Ferreira e dessa vez apenas uma partida: um empate em 0x0. Nesse mesmo ano, o Porto Ferreira FC filiou-se na Liga dos amadores de Futebol e segundo o livro “Os esquecidos”, estreia no Campeonato do Interior na Região C.
No ano seguinte disputa a Zona da Paulista:
Em 1952, foi Campeão amador do setor 9.
E se mostramos lá em cima um desfile com a bandeira do Palmeirinha, o Porto Ferreira FC também teve seu momento…
O alvinegro de Porto Ferreira foi o primeiro time a conquistar o coração da população…
E que demais esse uniforme, hein?
Dessa forma, fomos conhecer o Estádio Ferreirão, que teve sua inauguração oficial em 25 de julho de 1982, como indica a placa abaixo:
Então, venha conosco para um rolê por este verdadeiro elo entre o passado e o futuro!
Olha que bem estruturado é o estádio em se falando de arquibancada. Temos estes degraus em torno da lateral de entrada e também atrás do gol esquerdo:
Sempre gosto de comparar com outros times que estão disputando a série B do Campeonato Paulista para pensar se um estádio teria condições de abrigar o futebol profissional novamente, e no caso do Ferreirão, acredito que com algumas poucas melhorias teríamos condições de ver o Porto Foot Ball alçando voos mais altos!
Além das atuais arquibancadas, existe espaço do outro lado do campo para eventuais novas estruturas, como se vê nesta foto do meio campo!
Ali ao lado direito, também temos parte da arquibancada quase até o gol.
Aqui, o já supra citado gol do lado esquerdo.
Uma pena só ter o registro do time que este ano foi finalista da Série B do Campeonato Paulista Sub 20 no Estádio de Paulínia.
Ainda estamos devendo acompanhar um jogo por aqui… Era pra gente ter vindo na final, vencida pelo Paulinense, mas ano que vem teremos o time na Série A do sub 20 e quem sabe podemos enfim registrar um jogo.
Com tantos roles pelo interior, as vezes sinto que registro pouco o futebol da capital, que, sem dúvida, tem uma história única no futebol brasileiro. Assim, aproveitei um deslocamento pela cidade para registrar o Estádio e um pouco da centenária história do União dos Operários FC.
O União dos Operários FC foi inaugurado em 1º de maio de 1917, uma data cheia de significados para a cidade de São Paulo. Pra entender o “caldo cultural” da sua fundação, precisamos voltar ao fim do século XIX, quando São Paulo passa a se industrializar e a receber milhares de operários vindos especialmente da Itália, Espanha e Portugal. A foto abaixo registra a hospedaria dos imigrantes da época e onde funciona atualmente o Museu da Imigração / Memorial do Imigrante:
Muitos deles trouxeram consigo uma formação anarquista, com influência de pensadores como Bakunin, Kropotkin e Malatesta, que defendiam conceitos como a autogestão dos trabalhadores, ação direta (greves, boicotes, ocupações) como forma legítima de luta e a solidariedade de classe, sem depender de partidos políticos ou do Estado.
Tradicionalmente, no feriado de 1º de maio, sindicatos e associações operárias organizavam atos e comícios em São Paulo para reivindicar melhores condições de trabalho. Com a Primeira Guerra, houve um o aumento do custo de vida e do número de pessoas passando fome pelas periferias da capital, fazendo com que a manifestação de 1º de maio de 1917 não fosse apenas uma comemoração, mas um verdadeiro ato político, organizado em boa parte pelos sindicatos libertários e pelos grupos autônomos de trabalhadores. Foto do site do PCB:
Como sempre, o Estado reagiu e a forte repressão policial assassinou o operário Antonio Martinez. Com isso, as reivindicações se transformaram em uma greve geralautogerida, levando mais de 50 mil pessoas às ruas da cidade. Comitês de bairro, cozinhas coletivas e decisões tomadas em assembleias abertas tornaram-se parte do cotidiano da cidade.
Embora a greve tenha sido duramente reprimida, ela deixou marcas profundas, consolidando o 1º de maio como dia de luta, reforçando a presença do anarquismo no imaginário político brasileiro mostrando que era possível organizar trabalhadores sem partidos ou líderes hierárquicos. Com a chegada do governo de Getúlio Vargas, e uma série de ações populistas, como a legislação sindical corporativa, o anarquismo perdeu espaço institucional. Mas, o próprio União dos Operários fica como legado até os dias atuais.
A sede do clube e seu estádio ficam localizados no Belenzinho, próximo da Ponte de Vila Maria e nasceu idealizado por operários da região.
Com tanta história, dá até emoção de pisar em um campo que há mais de 100 anos está dedicado não só ao futebol como ao futebol operariado, oferecendo abertura aos trabalhadores que muitas vezes não tem essa oportunidade.
Além do campo, existe uma estrutura dedicada a outros esportes e ao social no clube, como se pode ver ali atrás do gol da direita:
Sua arquibancada de madeira é simples, mas muito charmosa. Me pergunto se algo dessa estrutura ainda é original…
Ao fundo do gol da esquerda, um estacionamento, item importante nos dias de hoje:
E aqui, o meio campo, com algumas belas árvores ao fundo.
Minha dúvida, ao ver o mapa de 1958, é que aparentemente não havia campo ali, mas haviam outros campos ali pra baixo:
Veja o mapa atual e perceba ue apenas o campo da Camisa 12 segue ali abaixo do Estádio do União dos Operários FC.
Um pouco do que rolou na mídia relacionado ao time, começando lá em fevereiro de 1921 quando o time se limitava aos amistosos e à várzea (detalhe importante é que o adversário AA Estrela de Ouro já disputava os campeonatos da FPD daquele ano):
Agora pra falar de sequência do time, vou usar como base as informações do livro “Esquecidos”, o velho testamento do futebol paulista.
No livro, entendi que após a fase de amistosos e disputas não oficiais, em 1927, o União dos Operários Futebol Clube passou a disputar a Série Principal da Segunda Divisão da LAF, vencendo 2 jogos (2×1 frente o CA Brasil, 2×1 no HúngaroPaulistano) e empatando em 2×2 frente o CA Tiradentes, antes de abandonar o campeonato se transferir para a APEA.
Assim, no ano seguinte, em 1928, passou a disputar a DivisãoMunicipal da APEA (acima dela estava a Divisão Especial, a 1ª e a 2ª divisão).
Em 1929, passa a disputar a Segunda Divisão da APEA:
Em 1930, teve uma boa participação na segunda divisão da APEA, terminando na 5ª colocação:
Em 1931, o União dos Operários foi vice campeão da segunda divisão da APEA!
Com a boa colocação, no ano seguinte em 1932, o União foi disputar a primeira divisão da APEA, que equivalia ao segundo nível do futebol paulista, não se confunda… Ainda existia a Divisão Especial, onde o Palestra Itália sagrava-se campeão.
Campeonato de 1933:
O Campeonato de 1934 marca a despedida do União dos Operários dos campeonatos organizados pelas diferentes Federações.
Mas, fuçando um pouco pelos jornais, encontrei alguns registros de aventuras do time como aqui, em 1955, fazendo o jogo de abertura de um Portuguesa x Palmeiras:
Em 1957, o Palmeiras participou da celebração do aniversário do time:
Enfim… O mundo mudou, o time mudou, mas seu distintivo segue vivo no campo em que estivemos, que talvez nem seja o mesmo do seu início… Mas a história dos operários segue viva no esporte!
No fim de semana de 8 e 9 de novembro, estivemos por Cosmópolis e a cidade estava respirando futebol! No sábado pela manhã, o Cosmopolitano Sports (agora de distintivo novo, como se vê abaixo) emprestou o Estádio Telmo de Almeida para que o Guarani disputasse a partida de ida das semifinais do Campeonato Paulista sub17.
Dê uma olhada em como estava bacana o clima no Estádio Thelmo de Almeida, mesmo em uma manhã chuvosa…
Cosmópolis tem respirado futebol de um jeito especial. A cidade carrega uma relação histórica com o esporte, por meio dos seus 2 times (Cosmopolitano e a Funilense) parece voltar a se acostumar a conviver com partidas decisivas.
O Estádio está praticamente pronto para receber a copinha de 2026!
Em campo, os visitantes não deram muita bola pro campo, nem o adversário e venceram a partida por 2×1!
Aqui, o gol da esquerda:
Gol da direita:
Meio campo:
O Guarani levou perigo tentando empatar…
Vista da arquibancada visitante:
Torcida do Guarani saiu meio brava com o resultado, mas o Bugre chegou até a semifinal revertendo fora de casa placares adversos, então… A esperança sobrevive!
A estrutura do Thelmo de Almeida impressiona pela organização e cuidado. Arquibancadas limpas e gramado bem tratado. A cada reforma, o espaço reafirma seu papel como casa do futebol cosmopolense e símbolo de resistência esportiva no interior paulista. Não a toa teremos copinha aqui em 2026…
Mudando de campo e de organização, seja bem vindo ao campo do Mancha Futebol e Samba, onde duas partidas das quartas de final do campeonato amador de Cosmópolis acosnteciam!
Se no sábado a manhã foi chuvosa no Estádio Thelmo de Almeida, o domingo brindou a torcida com forte sol!
Esses torneios amadores revelam o verdadeiro coração do futebol: paixão sem contrato, rivalidade sem violência e muito amor pela camisa. É nesse ambiente que surgem os novos talentos e onde o torcedor se sente parte da história, celebrando o jogo como um ato coletivo de alegria. E esse time, alguém aí conhecia?
E hoje chegamos à 224ª camisa do acervo com uma estreia ilustre: a seleção nacional de Malta!
A camisa foi presente do amigo Rafa, que por tantos anos morou por lá e agora está de volta ao Brasil, muito obrigado!!! Malta é um país pequeno, uma ilha com visuais inacreditáveis… Veja onde fica, no mapa abaixo, ali no meio do mar Mediterrâneo:
O país possui uma história futebolística que vale a lembrança. A seleção maltesa estreou nos gramados internacionais em 1957, em um jogo contra a Áustria, e só dois anos depois filiou-se oficialmente à FIFA.
Sabe quem esteve no país em 1975? Pelé!
Na época, ele estava viajando como embaixador do futebol em nome da Pepsi e ele chegou a comandar uma sessão de treinos, no Empire Stadium, em Gzira, um campo que, devido à escassez de água na região, não era de grama, mas sim de areia e cascalho, o que resultava em frequentes lesões.
A visita de Pelé a Malta deixou um legado que perdura até hoje e que fortaleceu os laços entre a população maltesa e o futebol brasileiro. Malta nunca disputou uma copa do mundo, mas tem sido presença constante nas eliminatórias.
Esse ano segue na disputa das eliminatórias levando sua torcida à loucura a cada mínima conquista como o empate frente a Lituania.
Assim, embora um país importante e muito bonito, é uma seleção “azarona”, cuja camisa acabou se transformando em símbolo de resistência, paixão e orgulho de uma torcida que acredita em dias melhores, mesmo contra os gigantes da bola. Lembrando que esse orgulho nacional tem representatividade histórica já que o arquipélago passou boa parte da sua história sob o domínio dos outros povos.
Destaco duas coisas na camisa: a cor vermelha, que dá sentido ao apelido da seleção “Os Vermelhos” e a Cruz de Malta, essa cruz de oito pontas, baseada em desenhos das Cruzadas, que simboliza a ordem de São João, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários, e a própria ilha de Malta.
A camisa da seleção de Malta representa um pedaço da história de um país pequeno, mas cheio de paixão e representa o amor pelo futebol que resiste, mesmo sem títulos ou glórias, mas com orgulho e identidade.