Tiradentes é mais uma cidade que surgiu no que antes era território dos povos Puri. E eles acabaram de criar um baita centro de memória virtual (clique aqui e veja):
A cidade atual se origina por volta de 1702, quando é descoberto ouro na Serra de São José, dando origem a um arraial, elevado à vila em 1718, com o nome de São José (homenagem ao príncipe D. José, futuro rei de Portugal) e elevada à cidade em 1860.
No fim do século XIX, o Brasil promove uma releitura de sua história, e em busca de ídolos e mártires nacionais e acabam voltando suas atenções à terra de Joaquim José da Silva Xavier, o “Tiradentes”, e o nome da cidade acaba trocado para o do herói, recém valorizado. Assim, em 1889, “nasce” a cidade de “Tiradentes”.
Já no século XX, em 1938, o conjunto arquitetônico da cidade foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Estivemos no centro histórico da cidade e também no charmoso vilarejo de Vitoriano Veloso (outro personagem da Inconfidência mineira) que é muito mais conhecido por “Bichinho” (que alguns dizem ser apelido do inconfidente).
E ali no centro fica o Sobrado do Aimorés Futebol Clube, time que representa a cidade no cenário futebolístico.
O Aimorés FC foi fundado em 19 de janeiro de 1919, por esportistas da cidade.
Mas para chegar até lá, foi uma longa estrada, e para torná-la mais animada, entramos em Três Corações para conhecer a cidade onde nasceu o rei Pelé e que graças a isso, a cada dia tenta se aproximar mais do futebol.
Segundo o mapa de ocupação indígena “Native Land“, a região que viria se tornar Três Corações era ocupada por indígenas Puri que acabaram fugindo, expulsos ou mortos pelos europeus e bandeirantes que passaram a ver Minas Gerais como a possibilidade de fácil enriquecimento.
Em 1737, o ouvidor Cipriano José da Rocha informa que existem pontos de mineração na região do “Rio Verde”, levando pessoas, como o português Tomé Martins da Costa a buscar ouro ali. Em 1832 é instalada a freguesia dos Três Corações do Rio Verde, elevada à Vila em 1860. Em 1884, a Vila recebe a visita do Imperador D. Pedro II para a inauguração da polêmica estrada de ferro Minas & Rio, que ia até Cruzeiro-SP.
Três meses depois, em 23 de setembro de 1884, a Vila foi elevada à cidade, chamada apenas de “Três Corações” a partir de 7 de setembro de 1923. Em 23 de outubro de 1940 nasce aquele que seria o filho mais conhecido da cidade: Edson Arantes do Nascimento, o rei Pelé!
E nos anos seguintes, a cidade cresceu bastante e hoje vivem lá quase 80 mil pessoas.
O futebol na cidade também nasceu cedo: em 13 de setembro de 1913, era fundado o Atlético Clube Três Corações.
A cor vermelha e suas iniciais (na época “Atlético Futebol Clube“) eram uma homenagem ao América do Rio de Janeiro. Tempos depois, o nome do time passou a ser “Atlético Clube Três Corações“.
O time passa a jogar com adversários da região, como o da cidade vizinha de Varginha. A primeira partida, em 1914, foi marcada por muita confusão e pancadaria (o Atlético venceu por 2×0).
Em 1941, a Liga Esportiva Tricordiana (LET), conquista a Taça Guaraína, a mais importante competição do sul de Minas Gerais. Naquele time jogava Dondinho, pai do Pelé.
De 1941 até 1966, manteve-se no amadorismo, conquistando em 1960, o Torneio sul-mineiro.
Em 1966, inaugura a sua sede social e, no ano seguinte, em 1967 estreia no profissionalismo, ficando em 5º lugar em seu grupo, o da Zona Sul.
Em 1968, termina em 4º no seu grupo:
Assim como em 1969:
Em 1970, disputa o Campeonato Mineiro da Primeira Divisão e consegue manter-se aí por alguns anos.
Destaque para a campanha de 1972, quando termina na 4ª colocação!
Em 1974, o time vai mal e se licencia do profissionalismo até 1977 quando joga o Módulo II, terminando em 5º lugar. Em 1980, disputa a 1ª divisão (11º lugar entre 21 participantes). Sua próxima participação é em 1986, quando sagra-se Campeão Mineiro da Segunda Divisão,
O time virou até matéria na Revista Placar!
Em 1987, o time termina na penúltima colocação e volta à segunda divisão, onde fica até 1992 quando novamente é campeão desta divisão!
O time disputa mais duas edições da Primeira Divisão (1993 e 94). Em 95 disputa a segunda divisão e paralisa suas atividades até 1998, quando volta na Terceira Divisão. Mesmo indo mal, volta para a segunda divisão em 1999 onde fica até 2006, quando passa por uma fase tão ruim que decidem encerrar as atividades.
Mas, os diretores do time tiveram uma ideia: e se pudessem começar de novo? Sem dívidas nem problemas, nascia em 13 de agosto de 2007: o Clube Atlético Tricordiano, que seria a sequência do futebol na cidade!
Assim, o Clube Atlético Tricordiano herda as cores e a torcida do antigo Atlético e estreia no futebol profissional em outubro de 2008, na 2º Divisão, terminando a competição na 4ª colocação.
Em 2009, o CA Tricordiano conquista o acesso para o Módulo II do Campeonato Mineiro, ficando na 3º colocação, com a melhor média de público da competição, cerca de 1.800 torcedores por jogo sendo que na decisão mais de 6 mil pessoas foram ao Estádio Elias Arbex, na vitória por 2×0 contra a Unitri. Foto do incrível Jogos Perdidos:
Em 2010, o CA Tricordiano faz sua estreia no Módulo II, porém acabou punido com a perda de 4 pontos, terminando a competição na 5ª colocação (com os pontos perdidos, estaria em 2º).
Em 2011, o CA Tricordiano classificou-se para o quadrangular final, brigando pela vaga e perdendo o aceso à Primeira Divisão em casa contra o Ituiutaba. Em 2012, disputa o Módulo II e por pouco não vai parar na 2º divisão. Em 2013 tem um desempenho melhor, mas sem grande destaque. Em 2014 mais uma vez teve chances de subir para o modulo I, mas acabou batendo na trave.
Em 2016, estreia no Módulo I do Campeonato Mineiro, terminando em um honroso 7º lugar.
Infelizmente, em 2017, acabou rebaixado para o Módulo II do Campeonato Mineiro com uma campanha sem nenhuma vitória 🙁
Em 2018, uma campanha mediana no Módulo II e em 2019, uma série de problemas, entre eles a interdição do Estádio Elias Arbex, fizeram o time abandonar a disputa do Campeonato, e assim acabou rebaixado à Segunda Divisão, além de ser suspenso de competições oficiais por 2 anos. Assim termina a participação do Tricordiano no futebol mineiro, porém…
Os diretores novamente se perguntam… E se pudessem começar tudo de novo?
Assim, o Atlético Três Corações ressurge e volta a ocupar a posição de time da cidade, disputando a “Segunda Divisão” (nome dado ao terceiro nível do Campeonato), onde está até hoje.
E toda essa história teve como palco o Estádio Elias Arbex, que até pouco tempo atrás tinha essa cara:
A cara mudou pois, desde 2023, o Estádio homenageia em seu nome o rei Pelé:
Fomos até lá para registrar um pouco do Estádio, a começar pelo portão de entrada:
Fomos recebidos por dos responsáveis pelas categorias de base do Atlético.
E aí está a bilheteria do estádio:
Aqui, a lateral do Estádio:
Mas vamos dar uma olhada na parte interna para conhecer um pouco da realidade do futebol de Três Corações:
O Estádio é incrível! Tem uma linda estrutura. Olhando da arquibancada coberta, aqui pode se ver o meio campo:
O gol da esquerda:
E o gol da direita:
Olha a faixa da torcida:
Ah, outra alteração em homenagem ao rei Pelé foi a inserção das coroas nos corações de seu distintivo:
A arquibancada coberta é mesmo linda!
E lá vai o Atlético contar uma nova história na terra do rei…
No Estádio, encontrei essa linda homenagem feita em 1984:
Existe uma loja dentro do estádio, mas infelizmente estava fechada 🙁
Olha que charmoso é o estádio:
O gramado está muito bem cuidado e pelo que entendi, recebendo os jogos da base.
Enfim, mais uma história registrada e mais um estádio incrível visitado!
Que a torcida siga fazendo dele um dos espaços de convivência que misturam o povo da cidade, ricos ou pobres, pretos ou brancos….
Chegamos a mais uma cidade histórica de Minas Gerais: Congonhas. E que também tinha muita história antes da chegada dos europeus: era território dos Puri!
A cidade de Congonhas também surge da febre do ouro que tomou conta de boa parte de Minas Gerais no fim do século XVII.
O ouro trouxe poder a alguns e fez surgir várias igrejas transformando alguns locais, como Congonhas em importantes centros religiosos. A Basílica do Senhor Bom Jesus de Matozinhos se tornou até hoje um local de grande interesse turístico e religioso.
Caso você não se lembre, o grande charme daBasílica são as doze estátuas de profetas, feitas em pedra-sabão por Aleijadinho e seus assistentes.
Dentro da igreja, várias obras religiosas:
Além das estátuas, existem várias capelas representando os passos da Paixão de Cristo:
É claro que vale a visita pelo valor histórico e artístico de tudo aquilo, mas Congonhas também tem um time com nome em homenagem a uma tradicional equipe carioca: o Bangu Esporte Clube, fundado em 10 de abril de 2008!
Com uma história recente, o time tem dado atenção às crianças do bairro do Joaquim Murtinho e para apoiar, em 2012, a Prefeitura entregou um Estádio Municipal!
O bairro tem grande importância, pois desde 1914 teve ali instalada a estação de trem.
E lá fomos nós conhecer o Estádio popularmente conhecido como “Dedezão”:
Hora de conhecer um pouco mais da casa do Bangu EC:
Eu acho muito bonito quando temos Estádios no meio de paisagens naturais como as montanhas que vemos no “Estádio Municipal Dedezão“.
Veja o meio campo:
O gol da esquerda:
O gol da direita:
O Bangu EC não teve nenhuma participação nas competições profissionais, mas em 2018 participou das competições sub 15 e sub 17 organizadas pela Federação Mineira de Futebol (melhor não dizer que terminou em último nas duas categorais…).
De qualquer forma suas arquibancadas pode se dizer que já entraram para a história do futebol mineiro!
Aí está, o alvi rubro banco de reservas do Bangu EC.
E olha o gol, e como o gramado está bem cuidado!
Hora de ir embora, mas antes, uma paradinha na paradisíaca cidade de Lagoa Dourada para uma vez mais deliciarmo-nos com seus rocamboles!
E se o presente e o passado pudessem se encontrar em um impensável dérbi? E se o jogo fosse em um estádio que atualmente serve apenas o futebol amador, mas que ainda mantém viva a emoção de todo um bairro? Foi o que aconteceu em 2019, no Estádio do Grêmio Taboão: dois times que fizeram história no futebol profissional em períodos diferentes se enfrentaram em um amistoso pra lá de histórico! Quem nos conta essa história, com base em suas pesquisas é o Victor Nadal, torcedor do Tigre!
O Grêmio Taboão completou 50 anos de história em janeiro de 2019 e convidou o São Bernardo FC para um amistoso em seu campo, para comemorar essa data e se preparar para a estreia da especial da cidade, que seria em março, contra o Orquídeas.
Além da falta de calendário, pelo amistoso acontecer durante a A2, o Tigre estava em uma péssima temporada com 4 derrotas e 4 empates no campeonato e mandou a garotada do Sub20 para o jogo festivo. Conduzido pelo eterno árbitro Coca, figura carimbada na várzea de São Bernardo do Campo e em amistosos do Tigre, e que veio a falecer em julho desse mesmo ano, o jogo acabou com vitória aurinegra por 2 a 1, com gols de Sandrinho e Mangolim.
Ficha técnica: GRÊMIO TABOÃO 1×2 SÃO BERNARDO Competição: Amistoso Quinquagenário do Taboão Local: Campo do G. E. Taboão, São Bernardo do Campo (SP) Data: 24/02/2019 Árbitro: Cosme Aprigio de Araújo Público: Portões Abertos Renda: R$ 0,00 Gols: Grêmio Taboão: Lulu / São Bernardo: Sandrinho e Mangolim GRÊMIO TABOÃO*: Guilherme Marques (Lucas Pereira), Juninho, Ney, Danilo Odair, Caio Roberto, Elton Luis (Matheus Mendes), Douglas Paulino (Vagner Correia), Antonio Carlos, Cleverson (Leandro Ventura), Italo e Lulu. Técnico: Manta SÃO BERNARDO FC: Matheus Biguetti (Gabriel Souza), Matheus Mendes, Felipe Santana (Yan), João Ribeiro, Rodrigo Rodas (Luis Almeida), Billy, Jefferson Fernandes, Roberto Cruz, Guilherme Robinho, Mangolin (Botucatu) e Sandrinho. Técnico: Cléber Ferreira *O time do Taboão foi montado através de relatos de quem acompanhou e jogou a partida, não temos documento oficial com os envolvidos.
No feriado de Corpus Christi de 2023, tivemos a oportunidade de acompanhar uma partida do EC Santo André em São João del Rei contra o time do Athletic Club.
Claro que aproveitamos para registrar o Estádio Joaquim Portugal e você encontra maiores detalhes no post que fizemos só sobre isso (veja aqui):
Mas a história do futebol em São João Del Rei é muito rica e acabamos indo atrás de maiores detalhes de outros times da cidade.
No segundo post sobre o futebol em São João del Rei, falamos sobre o Estádio João Lombardi, a casa do Minas FC (confira aqui o post)
No terceiro post sobre o futebol em São João del Rei, falamos sobre o Estádio Paulo Campos, a casa do Social FC e do Figuerense EC (confira aqui o post)
Nesse quarto e último post vamos falar sobre o América Recreativo e Futebol, time fundado em 14 de abril de 1939 e o seu incrível Estádio Ely Araújo.
O América Recreativo e Futebol foi fundado por apaixonados pelo futebol, entre eles João Veríssimo da Silva, pai de Telê Santana e um apaixonado pelo América da capital mineira (provavelmente o nome é uma homenagem). Em 1948, o próprio Telê jogou pelo time de São João del Rei!
O AméricaRF participou de diversas competições amadoras envolvendo os times da região, até que em 1967 se profissionalizou e disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão, terminando em 3º lugar no seu grupo.
Em 1968, nova disputa e dessa vez a 7ª colocação.
Em 1969, foi criada mais uma divisão no Campeonato Mineiro, e assim, o América RF passou a jogar a Terceira Divisão, mas apenas 2 equipes toparam participar no grupo: o próprio América e o Athletic, que venceu os dois jogos: 2×0 e 2×1 e fez a final com o Nacional de Muriaé.
O time se licenciou e só voltou a uma competição oficial em 2006, disputando o Campeonato Mineiro Feminino da 1ª Divisão em 2006, ficando na 3ª colocação do seu grupo e depois disputando o Campeonato Mineiro Feminino regional.
Atualmente está de volta às disputas amadoras:
E por isso fomos até o Estádio Ely Araújo, registrar o local onde o América vem escrevendo sua história.
O Estádio fica na Avenida Leite de Castro, e atrás dele passa um braço do Rio das Mortes. Essa é a entrada do Estádio, bem singela, eu diria, mas é um graaaande corredor até chegar no estádio (veja no mapa abaixo que vai entender).
Há uma pequena placa indicando o nome do Estádio: Ely Araújo!
Uma placa menor indica que em 99 houve a inauguração de uma parte das arquibancadas.
Entrando por esse corredor chegamos ao Estádio. Vamos dar uma olhada:
O distintivo do América está presente em várias as paredes do clube! Aliás, tem um lindo ginásio, mas acabei não fotografando 🙁
O futebol e a religiosidade sempre andaram meio juntos… E no caso do América e do Estádio Ely Araújo não é diferente: olha o pequeno altar que existe na entrada do campo:
Chegando ao campo, olha que bacana… O time veterano do América está se preparando para um amistoso! Só não entendi porque o uniforme do time agora é verde 🙁
E olha que louca a arquibancada coberta, logo do lado da entrada do Estádio:
Do outro lado, também existe um outro lance de arquibancadas cobertas:
Vamos curtir um pouco do clima do pré jogo:
E olha aí o time posando para a foto:
E pra finalizar, o nosso tradicional registro do gol do lado direito:
Aqui, o gol do lado esquerdo:
E aqui, o meio campo:
Foram apenas 2 dias pela cidade de São João del Rei , mas deu pra ter ideia da importância e da grandeza do futebol local para a cidade!
No feriado de Corpus Christi de 2023, tivemos a oportunidade de acompanhar uma partida do EC Santo André em São João del Rei contra o time do Athletic Club.
Claro que aproveitamos para registrar o Estádio Joaquim Portugal e você encontra maiores detalhes no post que fizemos só sobre isso (veja aqui):
Mas a história do futebol em São João Del Rei é muito rica e acabamos indo atrás de maiores detalhes de outros times da cidade.
No segundo post sobre o futebol em São João del Rei, falamos sobre o Estádio João Lombardi, a casa do Minas FC (confira aqui o post)
Nesse terceiro post vamos falar sobre o Social Futebol Clube, time fundado em 15 de setembro de 1939 e o seu lindo Estádio.
O Social FC nasceu no bairro humilde de Matosinhos, e teve como grande benfeitora a “Dona Cotinha” que doou o terreno para que fosse construído o clube. Seu primeiro presidente foi Joaquim Zito de Souza, que dividia a atenção do cargo sendo também o fanático chefe de torcida.
Conhecido como “O Xavante de Matosinhos”, remetendo à bravura dos indígenas que por tanto persistiram à invasão portuguesa e bandeirante, iniciou sua vida disputando competições e amistosos locais, e em 1948 conquistou seu primeiro título da Liga Municipal de São João del Rei.
Em 1951 veio e segundo título, e em 1955, o terceiro com o time abaixo:
O time passou a sofrer baixas entre seus atletas que acabaram “comprados” pelos times rivais, que tentavam não apenas se fortalecer, mas abalar o time socialino. Como solução à crise, a diretoria decide profissionalizar o time e em 1966 o Social FC disputa a “Zona Metalúrgica” da segunda divisão:
Em 1967, mais uma disputa da segundona:
Aqui, a tabela de 1968, quando termina em 8º lugar da sua chave, terminando sua participação no futebol profissional:
Em 1968, o Social FC passa por uma nova crise: sem os documentos que comprovassem a posse, perdem seu campo para os herdeiros de Dona Cotinha, e o terreno acaba loteado. Como última ideia sugere-se a troca da sede social por um terreno para se construir o estádio, obtendo a escritura oficial no ano seguinte. Mas de 1969 a 1975, o Social FC permanece inativo. Em 1975, tendo como presidente Octávio de Almeida Neves, irmão de Tancredo de Almeida Neves, começa a construção do atual estádio.
Em 20 de junho de 1976 é organizada a partida entre Social FC x Minas FC, para inaugurar o Estádio para a felicidade e emoção da torcida socialina, que mais uma vez veria o Social FC vencer em campo (2×0) e honrar a camisa ”xavante”. O sonho voltava a ser realidade!
De volta ao amadorismo, em 1979 o Social FC ganha outro título da Liga Municipal.
Em 30 de novembro de 1988, o Estádio Paulo Campos reabriu seus portões ao público para inauguração do lance de arquibancada e da nova iluminação, culminando com a entrega de faixas aos Campeões Invictos de 1988, contra o Tupi F. C. de Juiz de Fora.
O time ainda levantaria o caneco municipal em 1988, 1995–1996 e 2001. Este é o time de 2017:
E em pleno 2023, lá fomos nós conhecer o Estádio Paulo Campos
A placa interna do estádio datada de 1986deu a entender que só nessa data, foi oficializado o nome “Paulo Campos”.
Pausa para mais uma arquibancada registrada!
Mas sigamos curtindo o rolê pela área interna:
Em uma das paredes internas encontramos o hino do clube!
O estádio, embora pequeno, é super bem cuidado, veja que linda a arquibancada coberta:
Vale esclarecer que existe uma arquibancada na outra lateral, também coberta. Somadas, tem capacidade para cerca de 1.500 torcedores:
A presença em um estádio inédito é sempre emocionante…
Mas fica ainda melhor quando se tem a oportunidade de acompanhar uma partida de um time tão bacana quanto o Social Futebol Clube!
Aproveitei para registrar a foto da camisa do Social FC:
Curta aí o clima de um estádio histórico:
Olho no lanceeee!!!
Olha os bancos de reservas:
O jogo era dos times veteranos, mas mesmo assim estava bem corrido!
Nosso tradicional registro do meio campo:
O gol da direita:
O gol da esquerda:
Antes de encerrar, vale reforçar que outro time utilizou esse estádio como casa no futebol profissional: o Figuerense Esporte Clube!
O Figueirense Esporte Clube foi fundado em 19 de outubro de 1975, inicialmente como um clube amador. O nome é uma homenagem ao homônimo de Santa Catarina.
Com o sucesso nas disputas amadoras, a partir de 2005, o Figuerense EC decidiu se profissionalizar e disputou a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro (o terceiro nível do campeonato), fazendo uma campanha fraca em sua estreia:
Em 2006, nova disputa, e uma sensível melhora:
Em 2007, se licencia e abandona o profissionalismo, retorna para disputar a edição de 2015, quando sagra-se campeão do seu grupo, mas acaba eliminado no hexagonal final.
Volta em 2019.
Em 2020 desiste da disputa da Segunda Divisão, mas retorna em 2021, sendo eliminado na primeira fase:
Em 2022, mais uma vez eliminado na primeira fase:
O FiguerenseEC não disputará a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, tampouco o Social FC, o que significa que o Estádio Paulo Campos não terá futebol profissional neste ano…
No feriado de Corpus Christi de 2023, tivemos a oportunidade de acompanhar uma partida do EC Santo André em São João del Rei contra o time do AthleticClub.
Claro que aproveitamos para registrar o Estádio Joaquim Portugal e você encontra maiores detalhes no post que fizemos só sobre isso (veja aqui):
Mas a história do futebol em São João Del Rei é muito rica e acabamos indo atrás de maiores detalhes de outros times da cidade.
Nesse segundo post vamos falar sobre o Minas Futebol Clube, fundado em 15 de agosto de 1916. O distintivo, que veio do site História do futebol, tem suas cores (azul e branco) em homenagem à Nossa Senhora da Glória.
O time do bairro Tejuco é conhecido como o “Leão da biquinha“, por conta de um circo que ficou muito tempo nas cercanias e tinha um leão como principal atração e pela bica d’água que existia por ali (eu nã. Olha o leão eternizado em frente ao Estádio João Lombardi!
O Minas FC iniciou sua vida disputando partidas e torneios locais, entre eles amistosos com grandes potências, como o Botafogo-RJ.
Quem fez história pelo clube foi Tancredo Neves, que além de atleta, foi presidente entre 1942 e 1946. Aqui, o time de 1960:
Em 1961 foi a vez do Fluminense visitar o Minas FC e os visitantes venceram por 3×0. Olha o Telê Santana com a camisa do Flu:
Em 1966, o Minas FC aderiu ao futebol profissional, classificando-se para as finais do Campeonato da Segunda Divisão. Na fase semifinal acabou eliminado para o USIDA.
Em 1967, novamente disputou a segunda divisão, mas terminando na 6ª colocação.
Aqui, a classificação do Campeonato Mineiro da segunda divisão de 1968:
Em 1969, o time acabou desistindo antes do início do campeonato e limitou-se a seguir nas disputas da Liga Municipal de Desportos de São João del Rei, vencendo-a por 14 vezes.
E para ajudar a eternizar tanta história, lá fomos nós conhecer o Estádio João Lombardi!
Então, vamos lá para mais um estádio de futebol que recebeu o futebol profissional!
E olha o distintivo do Minas FC aí na entrada do Estádio João Lombardi:
Lá dentro, o estádio segue muito bem cuidado e fizemos o nosso tradicional olhar no meio campo…
O gol da direita:
E o gol da esquerda:
Olha aí o banco de reservas:
Foi aqui que o Minas FC fez suas disputas que marcaram a história do time! Curta mais um momento lá dentro!
Existe uma singela arquibancada atrás do gol de entrada:
E tem arquibancadas também em ambas as laterais:
O Estádio João Lombardi é mais um que sobrevive bem em meio ao centro da cidade, mas o ponto positivo é que fiquei com a impressão que ele é bastante movimentado!
Bom ver que a molecada tem participado com entusiasmo dos dias atuas do Estádio João Lombardi!
No dia em que estivemos por lá, ia rolar um jogo contra a AA São Caetano, local, um time cujo estádio não visitamos, mas que também tem sua importância.
Uma imagem retirada do Google Maps para registrar sua sede:
Quarta Feira, 7 de junho de 2023. A série D do Campeonato Brasileiro tem um jogão nessa rodada: Athletic Club x EC Santo André. Sendo véspera de feriado pudemos viajar até São João del Rei para conhecer novos estádios, em especial o Estádio Joaquim Portugal, a casa do Athletic Club.
Mas antes de falarmos sobre o riquíssimo futebol de São João del Rei, vamos relembrar um pouco da história da cidade.
Muito antes da presença europeia, a região era ocupada pelos incríveis Puris, indígenas do tronco linguístico macro-jê, registrados no século XIX pelo alemão Johann Moritz Rugendas:
Aqui, outro quadro histórico (“Dança dos puris” de Johann Baptist von Spix) que retrata os puris, já com a presença de forasteiros europeus:
A chegada dos portugueses e bandeirantes à região se deu no início do século XVIII, como consequência do ouro descoberto na região na serra do lenheiro. O povoado começa a se formar em torno da Capela de Nossa Senhora do Pilar, incendiada em 1709 durante a Guerra dos Emboabas. Como você não lembra deste tema, o Eduardo Bueno te lembra:
A Capela incendiada deu lugar à Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar concluída em 1750:
Aliás, São João del Rei é uma das cidades históricas da Estrada Real, o que significa a possibilidade de visitar várias igrejas e casarões dessa época.
A região também mantém boas lembranças da ferrovia, incluindo um museu!
Vale uma passada pelo mercado municipal também, afinal, quem não gosta de queijo, bom sujeito não é!
Enfim, lindos visuais históricos é o que não faltam nesta linda cidade!
Espero que você tenha a possibilidade de visitar a cidade um dia, porque além de tudo isso, São João del Rei conta ainda com vários times que fizeram história no futebol local, dos quais escolhemos 5 para conhecer mais.
Comecemos com o mais antigo deles, fundado em 27 de junho de 1909 com o nome de o Atlético Futebol Clube.
O nome atual, Athletic Club, só foi adotado a partir de 10 de agosto de 1913. Aqui, foto do incrível site História do Futebol:
Esse é o time de 1969:
E esse, o de 1970:
O Athletic Club é o terceiro time da sua região com mais participações na primeira divisão do Campeonato Mineiro, atrás do Olympic Club e do Villa do Carmo, ambos de Barbacena.
Em junho de 2009, o clube comemorou seu centenário, mas apenas em 2018, após 48 temporadas, retornou ao profissionalismo disputando o terceiro nível do Campeonato Mineiro, conquistando o acesso ao Campeonato Mineiro Módulo II de 2019.
Em 2020, o Athletic conquistou o vice-campeonato do Módulo II e o acesso ao Módulo I de 2021.
Assim, em 2021, o Athletic disputou o principal nível do estadual, o “Campeonato Mineiro Módulo I”, pela segunda vez em sua história, terminando em 8º lugar. Em 2022, foi eliminado pelo Cruzeiro, na semi final, mas sagrou-se Campeão do Interior e da Recopa.
Em 2023, mais uma vez chegou às semi finais, perdendo para o Atlético em um jogo bastante polêmico. Acabou mais uma vez Campeão do Interior. E ainda este ano está disputando a série D do Campeonato Brasileiro, e foi para um destes jogos que comparecemos a Estádio Joaquim Portugal.
Para registrar melhor o Estádio Joaquim Portugal fui até lá um pouco antes do jogo para aproveitar a luz do sol!
E consegui até chegar ao campo!
E à nossa bancada!
Dá uma olhada como é a vista:
Após um role pela cidade, era hora de voltar pro jogo, vamos lá!
Lá vem os times e a pirotecnia rola solta!
O Estádio é também chamado de Arena Unimed e fica no bairro de Matosinhos. Olha que bacana o placar eletrônico:
A nossa torcida se fez presente!
A capacidade do Estádio Joaquim Portugal é de 3.500 torcedores. E a torcida local fez uma verdadeira festa!
Durante o jogo eu parei pra pensar no que significa para a população local que ficou décadas sem ver o time em campo, vivenciar uma fase como a atual do Athletic…
Espero que os investimentos que foram feitos para este retorno sejam sustentáveis a longo prazo e que São João del Rei possa vivenciar outras noites como esta!
Os bancos de reserva ficam bem abaixo do espaço da torcida visitante.
Deu pra acompanhar o treinador do Santo André trabalhar desde o princípio.
O EC Santo André começou jogando bem, marcando alto e abriu o placar com um gol de penalty, mas após o gol, o time mudou a postura e se limitou a ficar na defesa.
E antes do final do primeiro tempo, o Athletic empatou!
Festa nas bancadas locais!
No intervalo é hora de conhecer e registrar detalhes do estádio.
Olha que bacana a cabine da imprensa:
Vem o segundo tempo e o time local aumenta a pressão…
E um penalty para o time local, traz a virada!
O Estádio vira um caldeirão, e dá pra sentir o quanto a cidade está abraçando a ideia de ter um time pra chamar de seu!
Pra nós… Resta acompanhar o término da partida e respeitar a vitória do adversário…
Nem o Ovídio no VAR pode evitar a derrota… A partida terminou 4×2 para os locais.
Embora o resultado tenha me deixado chateado, a oportunidade de registrar o Estádio Joaquim Portugal ajudou a minimizar a tristeza.
Mas hoje, é hora de falarmos sobre a história, a sede e o Estádio do Palmeiras FC.
A primeira coisa interessante é que o Palmeiras de São João da Boa Vista não é uma homenagem ao homônimo da capital. O time foi fundado em 12 de janeiro de 1924, quando o alviverde paulista ainda era o “Palestra Itália”. Outra curiosidade é que seu distintivo tem as cores menos esperadas para um “Palmeiras“: preto e branco.
Uma das origens do nome do time é o antigo Largo das Palmeiras (atual Praça Coronel José Pires), onde se reuniram os atletas que não se encaixavam em nenhum dos times da cidade e decidiram fundar o Palmeiras FC, tendo sua sede construída na mesma avenida.
Até hoje mantém duas palmeiras em frente o lindo prédio (só o tempo estava com uma carona de chuva kkkk).
Sua sede é imponente e chama a atenção até os dias de hoje. Segundo o amigo Dawison Rodrigues Romeiro o clube tem uma cessão de comodato com a Unifeob (uma universidade da cidade) e mantém uma diretoria eleita com sócios patrimoniais do clube, ou seja, o patrimônio ainda é do clube.
Assim, o Palmeiras FC começa a disputar as competições locais, amistosos e torneios, tornando-se cada dia mais conhecido. Aqui, o time de 1938, ainda no campo da Vila Manoel Cecílio:
A partir de 1942, passa a disputar o Campeonato do Interior, competição de grande prestígio e importância. Utilizamos o livro “Os Esquecidos – Arquivos do Futebol Paulista” para levantar os dados dessa competição de 1942 a 1947.
O livro apresenta o grupo da 7ª região, onde estava o Palmeiras FC.
Em 1943, mais uma vez participou da disputa. O que eu mais amo nesse livro é a possibilidade de conhecer outras equipes que em alguns casos sequer chegaram a participar de edições do Campeonato Paulista (com direito a conhecer seus escudos).
O Campeonato de 1944 traz como novidades outros times de São João da Boa Vista: o Clube Atlético Prata e o Comercial EC.
Aqui, o grupo de 1945:
Em 1946, mais uma disputa!
Em 1947, esse foi o grupo do Campeonato do Interior:
Sua rotina de fazer história no Campeonato do Interior segue, até que em 1950 sagra-se campeão! Pena que no poster abaixo não dá pra ler a campanha…
Em 1955 inaugura seu estádio contra o Guarani, mas após empatar em 1×1 no primeiro tempo, acaba derrotado pelo onze campineiro por 5×1.
O time segue evoluindo e em 1955 novamente sai campeão do seu setor no Campeonato do Interior!
Em 1956, disputa um amistoso com o SC Corinthians da capital (o alvinegro paulistano vence por 4×2) em 13 de maio. O público é considerado recorde do estádio! Ainda em 1956, faz sua estreia na Terceira Divisão do futebol paulista, classificando-se em primeiro no seu grupo, a “série C”:
Na segunda fase, acabou caindo de produção e o Elvira chegou à final.
O time abandona o Paulista mas em 1957 faz incrível campanha no Campeonato do Interior, conquistando o título do seu setor:
Aqui, uma linda imagem do derby contra a Sanjoanense, válido pelo 1º turno.
Em 1958, inaugura as arquibancadas do seu estádio:
No mesmo ano (1958) vence o setor 36 da zona 23 do Campeonato do Interior tornando-se tetra campeão.
Em 7 de janeiro de 1961, o Palmeiras FC inaugura os refletores do Estádio Getúlio Vargas Filho novamente contra o Guarani. Outra vitória dos campineiros (2×0).
Em 1962, retorna ao profissionalismo disputando a Segunda Divisão Profissional (o terceiro nível do futebol paulista), terminando na 6ª colocação da série João Havelange.
Em 1963, apresenta-se como um adversário difícil de ser batido! E assim, classifica-se em 2º lugar do grupo.
Na segunda fase, novamente classifica-se em 2º, dessa vez para a fase final.
Na fase final, termina em um honroso 4º lugar.
Em 1964, termina em 3º lugar e não se classifica para a fase seguinte.
Em 1965, termina em 2º no seu grupo (apenas a AA Orlândia se classifica para a fase final). Em 1966 vence o seu grupo, na primeira fase.
Na segunda fase acabou desclassificado, ainda que tenha terminado em 3º lugar.
Em 1967 foi convidado a disputar o segundo nível do Campeonato Paulista, mas vai mal na competição, terminando a primeira fase em 6º lugar. Ao fim do campeonato, o Palmeiras FC abandona o profissionalismo, retornando apenas em 1971, ainda na segunda divisão, terminando em 4º e não se classificando para as fases finais.
Em 1972, novamente não disputa, mas mantém-se na segunda divisão de 1973 quando também não avança à fase seguinte. Em 1974, desiste da competição antes do seu início, retornando em 1975, quando classifica-se para a segunda fase, mas não chega à final.
Em 1976 faz uma má campanha e passa a jogar o terceiro nível do futebol paulista a partir de 1977. Em 1978, joga a Primeira Divisão Profissional (o equivalente à terceira divisão do Campeonato Paulista), classificando-se para a segunda fase.
Na segunda fase, consegue se impor frente a difíceis adversários e classifica-se para a terceira fase, quando é eliminado da final.
Em 1979, faz história! Classifica-se para a segunda fase com uma campanha um pouco irregular…
Mas na fase final, vence 11 dos 12 jogos e torna-se campeão da 3ª divisão!!!
O Facebook do amigo Manolinho Gonzales (grande pesquisador do futebol do interior paulista) apresenta uma incrível foto do time que garantiu o acesso à segunda divisão!
Na foto abaixo, o capitão Gaúcho Lima e o presidente Dr. Antenor José Bernardes recebem o troféu!
Aí a foto do time com a faixa de campeão:
Naquele ano, o Palmeiras F.C. enfrentou a Ponte Preta celebrando a transferência do atacante Mirandinha Newcastle para São João da Boa Vista.
Em 1980 volta à segunda divisão e faz uma campanha mediana, terminando em 6º lugar na primeira fase e em 3º na segunda fase. Em 1981, um campeonato longo viu um Palmeiras FC bastante maduro, terminando a 1ª etapa da 1ª fase em 2º lugar.
Na 2ª etapa da 1ª fase, termina em 5º lugar.
Na 2ª fase, termina um honroso 3º lugar.
Assim, classifica-se para a fase final, quando termina em último do seu grupo.
Em 82,83 e 84 consegue bons resultados mas o Palmeiras FC não chega na fase final. Em 1985 tem uma campanha mais fraca, terminando a fase inicial em 7º lugar. Em 1986 e 87, volta a apresentar bons resultados mas sem chegar à fase final. O time de 1988 acabou se tornando emblemático porque vários daqueles jogadores vieram para o Santo André no ano seguinte, casos de Luciano, Rizza, Chaléu, Preta e Rildo. Mas na prática o time foi mal e não passou da 1ª fase…
Em 1989, embora tenha sido eliminado na primeira fase da chamada “Divisão Especial”, disputou em 3 de setembro de 1989 um amistoso contra o Corinthians no Estádio Octávio da Silva Bastos (CIC).
Não disputa o paulista de 1990, mas em 91 mantém se na segunda divisão, terminando a primeira fase em 5º lugar. Em 92, uma campanha ruim, terminando na última posição de seu grupo. Em 93, novamente termina em último. Com a reorganização do campeonato paulista, o Palmeiras FC joga a 4ª divisão, mas o time perdera sua força e termina em penúltimo. Em 1995, joga a série B1B e termina em 6º lugar, licenciando-se do futebol. Volta para o último suspiro, na 5ª divisão de 98, quando abandona o profissionalismo até os dias atuais.
Com tanta história, ficamos animados de poder conhecer e registrar o Estádio Getúlio Vargas Filho!
Em meio à tradicional arquibancada, existe uma cabine de imprensa que homenageia o narrador Luis Roberto de Múcio, natural da cidade de São João da Boa Vista.
Quem será o atleta retratado na parede ao fundo da arquibancada?
O estádio conta com sistema de iluminação até os dias de hoje.
Um olhar mais de perto da arquibancada…
O estádio fica literalmente colado à estrada de ferro.
Olha aí o portão 2:
Aqui, dá pra ter uma ideia geral do estádio e do campo:
É um verdadeiro alçapão!
Dá pra sentir no ar uma certa nostalgia de dias em que milhares de torcedores ocupavam suas arquibancadas para vibrar com o Palmeiras local!
Até uma pequena arquibancada coberta existe ali do outro lado:
E claro, registro minha presença em mais um templo do futebol!
Alguns degraus de cimento em torno de um gramado… Tem algo mais simples e mais romântico?
Lá ao fundo, é onde passa a linha do trem.
Achou que faltava o nome do Estádio? Aí está ele!
Até ali atrás do gol existe um pequeno espaço para torcedores.
Agradeço a vizinha que permitiu fotografar o estádio de cima do seu quintal!
Encontrei essa linda camisa exposta em um bar local!
E assim como a ferrovia coloca tudo em movimento, sigamos em busca de novas aventuras!
Domingo, 14 de maio, dia das mães, mas elas sabem que podem esperar, afinal é dia de dar um rolê até Limeira, e registrar a partida entre o Independente de Limeira e o Mogi Mirim, no Estádio Comendador Agostinho Prada, o “Pradão”.
Peguei meu ingresso ali na secretaria mesmo, mas está aí a antiga bilheteria:
O Estádio é a casa do Independente FC, fundado em 19 de janeiro de 1944.
Antes de entrar, vamos dar uma olhada em dois troféus que estão ali na secretaria do clube.
Esse mais recente é do vice campeonato da série A3 de 2014:
O time começou sua história disputando amistosos e torneios regionais, mas em 1972, passou a jogar o profissional, estreando no Campeonato da Segunda Divisão (que equivale à terceira divisão). Em 1973, foi campeão deste campeonato, conquistando direito a disputar a Divisão Intermediária (o segundo nível do campeonato), porém não pôde jogar porque seu estádio tinha limite para 2 mil torcedores. Em 1975, houve uma mobilização da cidade para construir as arquibancadas do Estádio Municipal Agostinho Prada, o Pradão, aumentando sua capacidade para 10 mil lugares.
Então pra quem tem curiosidade de saber como é o estádio, vem comigo no caminho pra arquibancada do Pradão!
Quanto custou o ingresso? R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia entrada.
Que bela manhã para uma partida!
Ideal para encontrar os amigos, familiares e até mesmo o companheiro de quatro patas!
Sinta um pouco o clima da arquibancada:
Quem deu o tom na bancada durante a partida foi o pessoal da Galo Beer!
Sempre que alguém critica as organizadas eu lembro que se não fosse por elas, os estádios atuais estariam muito desanimados.
A arquibancada estava bem bonita e com um ótimo clima! Ainda que o público não tenha sido dos maiores ( uma realidade do futebol brasileiro, principalmente no quarto nível do Campeonato Paulista), acompanhar o IndependenteFC em campo é um passeio que agrada diferentes perfis: da turma mais velha aos mais novos, meninos e meninas… As famílias de Limeira tem no Pradão a certeza de um rolê que permite momentos de interação cada dia menos comuns nesse mundo tão corrido…
Outro ponto curioso, é que o Estádio Comendador Agostinho Prada tem uma área bacana, e permite a presença na área lateral e também atrás do gol lá próximo ao bar. Foi de lá que eu fiz essa foto:
Na outra lateral, a área dedicada à imprensa, diretoria e demais convidados especiais.
Mais um estádio incrível com uma linda história e que merece mais apoio e maior presença do público.
O Independente é um time que mantém uma forte base de torcedores. Surpreende o número de pessoas com a camisa do time!
Aqui, o gol da direita:
O gol da esquerda:
O meio campo:
Muito bacana poder participar de um dia desses.
Olha os bancos de reservas:
O time do Independente começou o jogo nervoso e em uma falta da intermediária, o goleirão espalmou uma cabeçada para dentro da área e o atacante do Mogi Mirim não perdoou: Sapão 1×0. Com o gol eu encontrei a torcida do Mogi, não láááá atrás do gol, mas na lateral.
Fim do primeiro tempo e é hora de conhecer o bar do Estádio Pradão.
E nem as lindas faixas da torcida local, ajudaram… Mesmo enquanto o Independente jogava melhor, o Mogi fez 2×0 e praticamente matou o jogo…
A diretoria do time local (parece que eram eles) ficou louca lá naquela área do “predinho”.
A torcida deu uma desanimada, mas manteve o apoio até o fim.