Dando sequência às nossas aventuras na terra natal do meu vô Bruno, a Croácia, vamos mostrar hoje o estádio onde o NK TRNJE manda seus jogos.
O NK TRNJE disputa a 4ª divisão do Campeonato Croata, e nesse nível, a competição não é considerada profissional.
Mas vale lembrar que só nessa divisão, são 8 ligas regionais. O time foi fundado em 1924 pelos irmãos Bosnjak (Joseph, Ivo e Duka) e já em 1925 disputou a 4a divisão.
Nos anos 30 chegou a vencer a segunda divisão, mas houve uma reorganização feita pela federação e acabaram desclassificados.
Na década de 1940, Trnje é novamente campeão da segunda divisão, e chega à primeira divisão, mas a Segunda Guerra Mundial e o futebol local passa por uma longa paralisação.
Pelo que eu entendi, TRNJE significa ESPINHOS.
O estádio fica um pouco afastado do centro, num bairro mais residencial. Tirei um print do google maps pra se ter ideia:
Mas é uma região que procura incentivar os esportes, prova disso é o Centro Drustvo, que oferece diversos equipamentos para a prática esportiva.
Ele tem capacidade para 1.100 pessoas, como não consegui fazer fotos lá de dentro, achei algumas no site www.eug2016.com:
Achei algumas fotos pra conhecer um pouco da cara do time, esse de 1985:
O time de 1966:
Aqui, um lance de perigo em data desconhecida:
O time foi campeão da temporada 90/91, com o time abaixo:
E aqui algumas fotos do entorno (feitas por cima do muro hehehe):
Mais uma experiência única em um estádio do leste europeu!
Seguimos na estrada… Desta vez a cidade visitada foi São Manuel!
Pra quem conhece um pouco o interior de São Paulo, a cidade fica próxima a Botucatu, cerca de 270 km da capital.
Ruas ainda pacatas, características de cidades do interior, por onde circulam os quase 50 mil habitantes. Estão aí, a tradicional igreja e o coreto da praça!
Nossa missão era de conhecer e registrar o Estádio “Dr. Adhemar Pereira de Barros”, onde a Associação Atlética Sãomanoelense mandava seus jogos.
A Associação Athletica Sãomanoelense foi fundada em 21 de junho de 1919. No site O Debate regional encontrei a imagem abaixo, do início dos anos 20, numa época em que nem arquibancadas ainda existiam por lá.
Em 1921, recebeu o time do EC Sorocabano não só para um jogo, mas para uma vivência na cidade:
Em 1922, houve um amistoso com o Santos:
Já em 1923, passou a disputar o Campeonato do Interior!
E também encontrei essa matéria do jornal “A Cigarra” de 1924 sobre um amistoso com o SC Corinthians.
Disputou novamente o Campeonato do Interior em 1942, com o EC Bandeirante, também de São Manuel.
Em 43 e 44 mais uma vez a região teve a Ferroviária de Botucatu como campeã.
Em 45, o campeão do setor foi a Botucatuense e em 47, o Noroeste. O time dessa época (foto do site Tempodebola)
Aqui, notícias sobre o Campeonato de 1948:
Em 1957 rolou até um amistoso com o Palmeiras:
Seus anos de glórias foram a década de 60. Logo em 1961, um amistoso contra o São Paulo.
Depois, a AA Sãomanoelense foi campeã, em 1968, da quarta divisão.
Dá pra ver as suas tradicionais cores (vermelho e preto) na foto abaixo, do time dos anos 80 (também do site Tempo de Bola):
Aqui, o time de 1990:
Mas, o tempo do futebol profissional se foi e o Estádio “Dr. Adhemar Pereira de Barros acabou ficando para o futebol amador, mas ainda muito bem conservado.
O Estádio recebeu 12 participações no Campeonato Paulista de Futebol.
Infelizmente o clube não resistiu às mudanças do futebol e principalmente aos altos custos e acabou licenciando-se da Federação Paulista, deixando ainda mais órfã a região (que já possuiu clubes em Botucatu, Lençóis Paulista, Avaré, entre outras cidades).
A atual capacidade do estádio não passa de 2.000 torcedores, e mesmo sabendo que para disputar o profissional, seriam necessárias obras de expansão, esse tema vive sendo discutido entre os boleiros da cidade.
Falando em boleiros da cidade, taí uma parte deles que ainda frequentam o estádio (que tem um bar anexado, onde rola a tradicional sinuca).
Um último olhar sob a arquitetura antiga da cidade, e como o sol se vai… Nós também vamos…
Sim, a estrada é longa, mas não tão deserta… Depois de tantas horas dirigindo, chegamos a uma das últimas cidades do estado de São Paulo na direção Noroeste, sentido Mato Grosso do Sul: falamos de Santa Fé do Sul, uma estância turística que é tão bacana e surpreendente quanto longe, estávamos a mais de 650 km de casa!
A cidade possui uma população de pouco mais de 30 mil habitantes, que vivem bem por suas ruas largas, várias praças temáticas e monumentos que contam sua história e cultura em plena rua.
Pelo que pudemos ler, trata-se de uma cidade de clima quente, com sol na maior parte do ano, aumentando ainda mais a ideia de qualidade de vida e sossego do interior.
Você pode passear pelo parque das Águas Claras, Mata dos Macacos, museu a céu aberto ou se divertir entre um barzinho e outro.
Ah, e claro, tem a igreja da cidade!
Nosso objetivo era conhecer o estádio onde o time local mandava seus jogos: o Santa Fé F.C.:
O Santa Fé Futebol Clube atualmente está licenciado do futebol profissional, mas desde sua fundação, em 8 de março de 1966, até sua última participação (na 4a divisão de 1994) foram 15 participações no Campeonato Paulista de Futebol. A partir de 1969, o time passou a disputar o futebol profissional disputando a série A3, com o time abaixo:
Ainda disputaria a A3 em 1970, 80, 81 e de 1988 a 1991. E no meio dessa aventura, ainda conseguiu disputar a série A2 de 1982 a 87. Em 1982 fez uma campanha histórica, chegando muito perto do acesso! Em um campeonato com uma fórmula bem maluca, jogou o primeiro turno em duas fases, onde o Santa Fé FC não se classificou para a decisão do turno:
O campeão do primeiro turno foi o AE Araçatuba. E o segundo turno também foi em duas fases:
A boa campanha fez com que o Santa Fé FC disputasse a decisão do turno com o Dracena.
Passando pelo Dracena o Santa Fé FC conquistou o direito de disputar a decisão do grupo com o vencedor do primeiro turno (o Araçatuba). O vencedor iria para um quadrangular final de onde sairia o acesso à primeira divisão, mas infelizmente não deu pro time do Santa Fé…
Por fim, nos anos 90, o time aventurou-se com um novo distintivo e ainda jogou uma edição da 4a divisão paulista, em 94:
Em 2021, surge um novo Santa Fé FC na cidade e desde então passa a disputar as competições da categoria de base da Federação Paulista e até mesmo a receber a Copinha.
Recentemente, entrevistamos a atual gestão do time:
Esse é o time sub20 de 2025:
Nesse tempo todo, mandou seus jogos no Estádio Municipal Evandro de Paula, que infelizmente não tem mais uma identificação visual que o caracterize…
Mas, o estádio segue vivo, firme e forte, vamos conhecê-lo melhor?
Suas arquibancadas têm capacidade para cerca de 3.500 torcedores.
O gramado está muito bem cuidado, para a alegria dos times amadores que utilizam o campo.
A arquibancada é sempre uma imagem mágica… E merece estar aberta e, preferencialmente, cheia!
Ficamos orgulhosos em poder vivenciar alguns minutos nesse local que já gerou tanta energia e alegria para a população local.
Que as portas sigam abertas para os times, as torcidas….
E que as estradas também estejam prontas pra nós e sempre nos tragam novas amizades, experiências e permita dividir a felicidade que encontramos com aqueles que conhecemos!
Manhã quente de outono de 2014.
Depois de tantos posts falando do frio europeu, enfim, de volta à nossa realidade, nem por isso menos divertida.
Estamos em frente ao Estádio Municipal José Francisco Breda, em Hortolândia para mais uma partida da série B 2014, a quarta divisão paulista e ao mesmo tempo registrar a casa do futebol na cidade.
Ingressos a R$ 10 (meia a R$ 5).
Em campo, SEV Hortolândia e Paulínia FC, duas equipes que lutam para fugir da charmosa, mas complicada competição, que reúne quase 40 times em busca do acesso à A3.
A Sociedade Esportiva Votuporanga surgiu em 10 de maio de 2001, na cidade homônima por meio da família Pitarelli e em 2002 foi disputar a Série B3 (na época a sexta divisão do Campeonato Paulista, que já não existe mais) e chegou à Série A3.
Em 2005 uma péssima campanha levaria o time ao descenso, mas como a Inter de Bebedouro desistiu da competição, conseguiu manter-se na A3. No ano seguinte, o futebol se transferiu para Hortolândia. Nascia o Social Esportiva Vitória.
Em 2007, viriam parcerias com o Sport e com o Cruzeiro, para a disputa do Campeonato Paulista da série A3 e da Copa Energil C.
Em 2008, o time júnior do SEV jogou a Copa São Paulo de Futebol Júnior, pela primeira vez e tendo a cidade de Hortolândia como uma das sedes, o time sub-20 foi convidado pela University of the Southern Caribbean, para um torneio internacional em Trinidad e Tobago, do qual o time sagrou-se campeão!
Infelizmente naquele ano o time acabou rebaixado para a Série B, de onde se licenciou em 2011, voltando em 2013, onde o encontramos nesta partida contra o Paulínia.
O Estádio Municipal José Francisco Breda tem capacidade para 10 mil pessoas e estava bem ajeitadinho, só faltou um cuidado maior com o placar, já bem apagado.
Não consegui um bom ângulo para fotografar, mas um dos jogadores do Paulínia usava uma máscara de proteção, que dava um visual bem diferente!
Os vestiários ficam ali ao fundo, bem atrás do gol, embaixo as árvores.
Atrás do outro gol, um lance de arquibancada não utilizado, mas capaz de abrigar 4 mil torcedores.
E pra quem gosta de pressionar o juiz ou o bandeira, olha como é próximo o campo da arquibancada.
A torcia local agradece…
Vamos dar uma olhada melhor:
Consegui chegar ao fundo do gol, no intervalo, para um olhar por outro ângulo.
Embora em pequeno número, a torcida local estava brava, segundo eles, o juiz deixou de marcar vários lances favoráveis ao SEV.
A bronca aumentou quando no final do primeiro tempo, o time visitante abriu o placar.
O SEV Hortolândia chegou à cidade como Sociedade Esportiva Votuporanga e recentemente adotou como nome Social Esportiva Vitória, buscando uma maior proximidade com a população local.
Olhando um pouco do outro lado, pode-se entender melhor como o Tico Breda pode receber até 10 mil torcedores.
Na hora do intervalo, uma ação simples, mas que sempre dá ótimos resultados e agrada a todos: o torcedor adentrou ao campo para bater penaltys no goleiro juvenil do time do SEV. Durante o intervalo muita gente deixa o estádio para ir ao bar, do outro lado da rua. Coisas que você só vê na 4a divisão…
No segundo tempo, dei um pulo na arquibancada dos visitantes, onde encontrei o amigo Richard, torcedor do Paulínia.
Eu estava na torcida visitante quando o Paulínia aumentou a vantagem par 2×0.
O lobo está ferido. Em sua própria toca, o SEV Hortolândia ainda levou o terceiro gol.
A viagem rumo a Berlin começou com um imprevisto… Graças a um atraso do avião que nos levou à Barcelona, perdemos nossa conexão para Berlin e tivemos que passar a noite na capital Catalã. E já que eu não visitei nenhum estádio desta vez, vou apresentar um que visitamos ano passado e até o momento não havia postado aqui, o Estádio Nou Sardenya.
É mais um estádio pra quebrar a ideia de que em Barcelona só existe o poderoso Barça, e seu rival Espanyol. Lembrando que já mostramos aqui o estádio e o time do Sant Andreu (veja aqui como foi).
O Estádio fica no bairro da Gracià na esquina da rua Sardenya com a Ronda del Guinardó.
Demos a sorte de poder acompanhar um treino dos caras!
O Club Esportivo Europa nasceu em 1907, e é um dos fundadores da Liga Espanhola de Futebol, tendo vencido a Copa da Espanha em 1923.
O legal é que o Estádio é no meio do bairro. Olha o que tem de prédio do lado…
O treino começa igual aqui… Vamos correr, rapaziada! Mas repara como as arquibancadas estão bacaninhas. É que embora o time seja antigo, o Estádio é dos anos 90 e nele cabem cerca de 7 mil torcedores.
Não sei se dá pra reparar, mas a grama é artificial! E dizem que está será uma tendência muito utilizada no Brasil.
Deve ser bacana ver jogo ali, atrás do goleiro rival…
Alguém ficou de castigo, tendo que treinar sozinho hehehehe
Mais um belo estádio visitado de perto, com muito respeito e orgulho.
Porém, Barcelona tem ainda um outro estádio, além dos 4 já mostrados aqui.
Trata-se do Estádio Olímpico Luís Companys, também conhecido como Estádio Olímpico de Montjuic, construído para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929, e reconstruído em 1989 para os Jogos Olímpicos de Verão de 1992.
Vamos dar uma olhada:
Confesso que não me agradam os estádios que não atendem ao time (ou times) da cidade, parece-me que eles acabam sendo estádios sem alma… E depois que o Espanyol construiu seu estádio, este ficou apenas para a seleção.
Ainda que sejam muito bonitos e bem arranjados, sinto falta da energia que só o dia a dia de um clube pode oferecer.
O próprio nome já é “espinhento” para mim, já que Luís Companys Jover era um político da cidade.
O estádio tem capacidade para 56 000 torcedores.
O estilo é dos grandes. Arquibancadas espaçosas e distantes do campo.
Equipamentos de tecnologia de ponta, iluminação e cadeiras individuais.
E tem até um ar mais “artístico e cultural” que dificilmente encontramos em outros campos.
De Barcelona rumamos a Berlin, mas aí já é assunto para o próximo post…
Dando sequência ao nosso rolê boleiro pelo oeste paulista de junho de 2013, saímos de Marília e fomos conhecer a cidade de Lins e um pouco da história do futebol local, e registrar o Estádio Gilberto Siqueira Lopes, o “Gilbertão“.
E lá vai a Mari conhecer outra bilheteria!
Demos a sorte de conseguir pegar o final do jogo, válido pelo sub 17 entre o C.A. Linense e o Santacruzense (3×0), e assim conhecer o lado de dentro do estádio.
Se você nunca esteve no Gilbertão e quer ter uma ideia geral dele, veja o vídeo abaixo, lembrando que ele é de 2013 e o Estádio deve ter passado por transformações até o momento em que você está lendo isso, possivelmente 10 anos ou mais depois…
Dividindo um pouco da história deste Estádio, sua inauguração ocorreu em 1962, com o jogo Linense 2×4 Botafogo. A iluminação foi “presente” do então governador Dr. Adhemar de Barros, bastante influente na região.
Inicialmente, o estádio tinha capacidade para 11.000 torcedores.
Em 2009, aumentou sua capacidade para 15.000 torcedores e com o acesso do time à primeira divisão foi ampliada temporariamente a mais de 20 mil torcedores, graças a estas arquibancadas tubulares:
Como dissemos, deu até pra fotografar um pouco do jogo entre os jovens do Linense!
E como sempre, a torcida do Linense estava lá, presente! A estimativa é de que existam mais de 50 mil torcedores e/ou simpatizantes do Linense, na cidade.
O “Gilbertão” chegou a receber mais de 13 mil torcedores no Paulistão de 2013, contra o Corinthians, lotando as dependências do estádio!
Confesso que tenho muita simpatia pelo time do Linense!
O Linense não tem do que reclamar da fase atual. E pelo visto, o segredo vem de dentro de casa!
Que as arquibancadas sigam cheias, elas merecem!
Da nossa parte, fica um sentimento de orgulho de não só ter conhecido o tradicional estádio do interior, mas também ter visto um pouco de uma partida oficial do Linense, ainda que da equipe sub-17.
Porém, a história do futebol em Lins vai além (ou ao menos ia) do que o Estádio Gilberto Siqueira Lopes. Antes dele, vieram o Estádio Municipal dos Eucaliptos, o primeiro lugar onde o Linense jogou, até 1952 quando o time sagra-se campeão da 2ª divisão e a Federação faz uma série de exigências para a disputa da 1ª divisão do ano seguinte.
Assim, em apenas 60 dias, é construído um novo estádio, o “Estádio Roberto Gomes Pedrosa“, também chamado de “Gigantão de Madeira“, pelo fato de suas arquibancadas serem todas feitas de madeira.
O Gigantão de Madeira foi utilizado até 1959, quando foi demolido e seu terreno loteado. Atualmente, em seu lugar foi construído uma unidade do Amigão Supermercados. E se não podemos voltar no tempo para conhecer o Gigantão, ao menos pisamos no mesmo solo…
Pra quem quer conhecer o lugar, o endereço está na placa:
É triste, mas é real… Cada vez mais supermercados e igrejas tomam conta de áreas antes ocupadas pelos Estádios…
Conseguimos ouvir um depoimento de um senhor que participou dessa história, olha que bacana:
Aproveitei para comprar umas coisas e tenho uma ótima dica gastronômica: a melhor água de coco “industrializada” que já tomamos! Normalmente água de coco em garrafa ou lata são horríveis, mas essa da Amambi parece que saiu do coco, mesmo!
Final da Copa Paulista: Audax x Noroeste, em pleno Estádio Nicolau Alayon.
E lá estávamos nós, depois de tanto tempo sem assistir a uma partida, pelo trauma do rebaixamento do Santo André para a série D.
E quem diria, as arquibancadas do Estádio do Nacional estavam repletas. Do lado coberto, a torcida do Audax.
Do lado oposto, a torcida do Noroeste promoveu uma verdadeira invasão à capital!
Foi bacana ver tantos torcedores do Noroeste em plena São Paulo…
Mais do que uma invasão, o que se viu nas bancadas do Nicolau Alayon foi a presença de diversas torcidas de outros times que tem amizade com o pessoal de Baurú, como a Fúria Andreense, do Santo André, a Malucos do Tigre, do Rio Branco, a Sangue Azul, do São Bento, entre outras.
Em campo, jogo difícil, o Audax precisava reverter a derrota que sofreu em Bauru e veio com tudo pra cima do Norusca!
A torcida do Noroeste chegou a ficar preocupada, mas apoiou o tempo todo!
O primeiro tempo virou em 0x0, deixando o título com o time de Bauru, par a alegria da torcida visitante.
E a alegria virou emoção e fez chegar aos campos a energia de quem mantém a fé no time da cidade…
E quando isso acontece, não tem jeito. O Estádio estava contaminado. E logo o Noroeste fez 1×0. Nem a nossa máquina aguentou, a bateria só deu conta de filmar poucos segundos da festa do time e da torcida do interior…
E dá lhe bandeirão!!!
Como sempre expressamos, mais do que assistir a um jogo, mais do que se divertir ao lado de gente amiga e companheira, como o José Roberto Pavanello, da torcida Sangue Rubro (que nos recebeu em nossa visita à Bauru), acompanhar ao vivo uma partida como esta é ter a certeza de que se está vivenciando a história do futebol.
Ah, a Mari fez questão de reforçar a presença feminina na torcida do Noroeste. Parabéns! Lugar de mulher é nos estádios (e onde quiserem…)!
O tempo foi passando e o título da Copa Paulista chegando mais perto, e com ele a vaga na Copa do Brasil 2013. E dá lhe comemoração e festa no lado vermelho das arquibancadas!
Por alguns instantes, a torcida do Noroeste pode esquecer os fantasmas que ameaçaram o time esse ano, especulando sobre a falta de apoio para a sequência do time no futebol.
O grito de campeão veio carregado de sentimentos de comemoração, de orgulho, mas também de revolta contra uma época que valoriza cada vez menos a tradição e o futebol dos times que representam as cidades do interior.
Vencer o Audax e todo o poderio que o time da capital representa (que seja feita justiça, graças à boa gestão, bastante profissional) representa que ainda existe esperança romântica no futebol atual.
Agradeço aos deuses do futebol por me permitirem acompanhar de perto mais uma tarde mágica, de gente simples vindo até São Paulo e voltando feliz ao interior.
A 123a camisa da coleção vem de uma cidade satélite do Distrito Federal, com pouco mais de 50 mil habitantes chamada Brazlândia.
O time dono da camisa é a Sociedade Esportiva Brazlândia, que graças às cores do seu uniforme (azul, verde e branco) e à localização da cidade, é também conhecido como o “Tricolor da Chapadinha“.
Aliás, que camisa, hein? O desenho é uma homenagem à calçada do lago Veredinha, um ponto turístico da cidade desenvolvida pelo artista plástico Francisco Galeno. Deu até uma treta quando destruíram a tal calçada (veja aqui matéria do Correio Braziliense que conta como foi ):
O time foi fundado em 1995 e começou a disputar o Campeonato “Candango” em 1996, conseguindo chegar à segunda fase do torneio, surpreendendo pelo bom resultado, no primeiro ano. Mas não é fácil manter um time, e em 1997, o Tricolor da Chapadinha foi rebaixado para a segundona, reconquistando o acesso no ano seguinte, com o vice campeonato de segunda divisão. Embora um time sem grandes recursos financeiros, o Brazlândia se segurou na primeira divisão nos anos seguintes. Em 2001, conseguiu chegar às semifinais, após liderar a primeira fase do campeonato. Acabou eliminado pelo Gama.
Em 2002 e 2003, chegou em 6° lugar, mas 2004 foi cruel para a torcida e o time foi novamente rebaixado.
Somente em 2007, conseguiu voltar à primeira divisão estadual, vencendo na final, o badalado time do “Legião“, no Estádio Mané Garrincha, sagrando-se assim campeão da segundona, com o time abaixo (foto do pessoal do Jogos Perdidos, que acompanhou uma partida do time lá, no ano da conquista):
Conseguiu se manter na elite, em 2008, conquistando mais uma vitória sobre o Legião, como mostra o vídeo que encontrei no Youtube:
Em 2009, outra fraca campanha culminou com novo rebaixamento à segunda divisão candanga. Existe uma matéria legal sobre um jogo deste ano no blog “Campo de Terra”, confira em: http://www.campodeterra.blogspot.com/2009/02/brazlandia-vence-primeira.html. A crise se aplacou de vez e a equipe nem chegou a disputar a segundona de 2010, por falta de recursos. Somente em 2011, o time voltou a disputar a segundona e com uma excelente campanha, sagrou-se novamente campeão da Segundona e voltou à elite do futebol candango em 2012, mostrando que o coração ainda pode falar mais alto que o dinheiro!
O clube manda seus jogos no Estádio da Chapadinha, um alçapão com capacidade para 3.000 pessoas. Achei poucas fotos pela internet, dá uma olhada:
O mascote do time é uma Garça:
Ah, e não podia faltar uma organizada, a do Brazlândia é a Brazloucura, a comunidade deles no orkut: http://www.orkut.com/Community?cmm=44352189&hl=pt-BR. Em 2018, um grupo de empresários comprou a Sociedade Esportiva Brazlândia e transformou em Grêmio Esportivo Brazlândia.
Domingo, 25 de setembro de 2011. Eram 4hs quando fomos dormir, após uma noite de festa comemorando o aniversário da Mari. 9hs da manhã. Garoa no ABC. Não há tempo para o cansaço. Enfim, vamos ao Estádio Ulrico Mursa, para um jogo da Briosa!
Pouco mais de 40 minutos de Anchieta nos levam até o tradicional Estádio da Portuguesa Santista. A garoa nos acompanhou e somada à brisa gelada do mar estava pronto o cenário de desafio para o torcedor acompanhar a partida.
Mas, é bom perceber que ainda existem esperança nas arquibancadas. Centenas de torcedores não se importaram com o clima ou mesmo com a condição de pré classificada (graças à boa campanha nesta fase) e foram ao campo torcer pelo time da sua cidade. Veja como define esse amor, um dos torcedores da Portuguesa Santista.
Mas se nas bancadas a galera se animava, em campo, o jogo estava como o tempo. Frio. Jogando contra o ECUS, equipe já sem chance de classificação, a partida acabou encarada apenas para cumprir tabela.
Quer dizer, não que a torcida tenha deixado o time ficar na moleza. Cantaram e cobraram garra e atitude, afinal, agora só falta uma fase para a Briosa voltar para a série A3.
Enfim, para nós, mais um estádio tradicional e histórico, e mais uma partida acompanhada de perto, guardando na memória cenas de um time que pode entrar para a história da Portuguesa Santista trazendo o título de campeã paulista
Aproveitamos para bater um papo com a torcida. A expectativa é de ver enfim esse ano terminar e sem dúvida alguma com a Portuguesa Santista de volta à série A3, para poder brigar pela A2, já no ano que vem.
Vale ressaltar que a equipe praiana tem feito uma campanha de destaque, mas, o jogo do ontem acabou não servindo de parâmetro, e o primeiro tempo virou um daqueles 0x0…
O segundo tempo voltou um pouco mais animado. A Briosa foi pra cima em busca da vitória.
A garoa deu um alívio, mas a água que já tinha caído acabou deixando gramado do Ulrico Mursa bem castigado.
Melhor em campo, a Portuguesa Santista perdeu a chance de abrir o placar ao perder um penalty, defendido pelo goleiro do ECUS.
Pra quem não conhece o Estádio Ulrico Mursa, bem pertinho da vila Belmiro, vale lembrar que ele oferece uma proximidade bem legal entre torcida e a partida.
Abraço ao pessoa da Força Rubro Verde, sempre presente nos jogos!
É muito legal ver que o jogo da Briosa ainda traz ao campo torcedores de gerações passadas, muitas vezes acompanhados de seus filhos ou até netos, multiplicando a resistência ao futebol moderno.
Sobre a culinária do estádio, muitas opções, mas acabamos só na tradicional pipoca.
Só fiquei triste pela desclassificação do ECUS, que acompanhamos no jogo contra o Barretos.
O bom de fazer tantas fotos é que de vez em quando algumas saem bem legais, como esta:
Mas além de cenas bonitas, há curiosidades que valem a pena ser fotografadas, como o recado ao torcedor mais exaltado:
Por falar em torcedor exaltado, a Briosa fez 1×0 e conseguiu fechar a campanha nessa fase com mais uma vitória.
Assim, era hora de uma última olhada nas arquibancadas…
Última foto de recordação…
E pronto. Atravessar a rua, ou melhor, o canal, pegar o carro e subir a serra!
Mas ainda deu tempo de comprar uma balinha de coco, vendida na saída da cidade…
Sábado, 13 de agosto de 2011. Dia de conhecer uma nova amiga, a Bianca, recém chegada ao mundo, filha dos amigos corinthianos, Tuca e Andra!
E amigo de verdade é assim. Ri junto. Chora junto.
E aproveitando que estávamos na terra dos batateiros, fomos até o Estádio do Baetão, para assistir ao jogo do Esporte Clube São Bernardo contra a equipe do Tupã, do interior paulista.
O jogo era legal por vários motivos, mas principalmente porque mais uma vez ia conhece um time ao vivo, no caso, o Tupã.
E se os nossos amigos corinthianos, do começo do post, tivessem ido ao jogo, também teriam se divertido.
É que o Tupanzinho, o talismã da Fiel, natural da cidade de Tupã e envolvido na direção do time visitante, estava por lá!
A torcida do E.C. São Bernardo estava animada, mesmo com um início de segunda fase negativo, com duas derrotas, o que fazia o jogo contra o Tupã ser de extrema importância.
O time é carinhosamente chamado de “o Vovô do ABC“, pela sua tradição. O time foi fundado em 1928!
Em campo, um típico jogo da segundona paulista. Muita correria e muita vontade deixam o lado técnico do jogo em segundo plano.
O público não era dos melhores, e pra atrapalhar, o outro São Bernardo (o F.C.) jogava no outro estádio da cidade, pela Copa Paulista.
Mas a torcida local mostrou como se faz uma festa, com faixas, bateria, trapos e fogos de artifício!
E dá lhe fogos de artifício!
E enquanto a festa rolava solta na arquibancada, o time do ABC se mandava ao ataque…
Ah, e estavam lá alguns torcedores do Tupã, também!
O Tupanzinho ficou ali mesmo nas arquibancadas, junto do pessoal de Tupã.
Enfim, uma noite perfeita para o futebol!
E mais uma vez, registramos nossa presença, transformando mais um jogo em memória e consequentemente, história!
O gramado sintético do Baetão dá um visual legal, mas tem horas que eu acho que ele atrapalha umas jogadas.
A torcida local, demorou, mas comemorou. O time do E.C. São Bernardo fez 1×0.
Aliás, parabéns ao pessoal que tenta fazer ressurgir o amor pelo time de tantas histórias!
O São Bernardo ainda ampliou o placar no final do jogo, aos 38 minutos.
E mesmo o gol do Tupã não desanimou a rapaziada!
O E.C. São Bernardo venceu assim seu primeiro jogo, nessa segunda fase.
O time que foi a campo e fez a alegria da galera foi: Jefferson; Ranses, Alex, Danilo Bahia e William; Emerson, Carlos Henrique, Roben e Mancuso; Chuck e Deivid. Técnico: Julio César Passarelli.
Estamos pra postar a história do E.C. São Bernardo e sua camisa. Aguarde!