Em novembro de 2025, resolvi celebrar meu aniversário reunindo a família na pacata cidade de Águas de Santa Bárbara, mas, como o interior é cosmopolita, aproveitei para revisitar a cidade de Óleo e conhecer Manduri, onde aproveitei para registrar mais um estádio.
Já estive em Águas de Santa Bárbara há muitas décadas, mas não lembrava da cidade… Possivelmente está região foi ocupada pelos povos tupis e kaingang que se beneficiavam do ambiente gerado pelo rio Pardo. Olha que cenário lindo!
A chegada dos europeus fez ser fundada a vila de São Domingos, às margens do Rio Pardo, em 1868. O nome da vila acabaria alterado para Santa Bárbara do Rio Pardo em homenagem à Santa Bárbara e o local foi elevado à categoria de cidade em 1876. Em 1978, o nome foi alterado para Águas de Santa Bárbara para reforçar a sua fama como estância hidromineral.
Infelizmente, o futebol em Águas de Santa Bárbara tem pouca história. A cidade nunca teve um time profissional e nem mesmo uma equipe que marcou época nas disputas amadoras da região. Atualmente existe uma certa movimentação em torno da fomentação do time do Águas de Santa Bárbara FC, mas não existe nenhuma ação concreta, como a disputa de um campeonato ou filiação em alguma liga ou federação.
Fomos visitar o Estádio Municipal de Águas de Santa Bárbara, e ele reforça o momento atual (isso em 2025) do futebol da cidade.
Ainda não há arquibancadas, apenas a estrutura que se vê abaixo.
Pior que durante nossa visita caiu uma chuva, deixando o visual ainda menos animador.
Como se pode ver, o campo ainda não tem um sistema de drenagem muito eficiente.
Mas, tudo pode mudar. Aqui, o meio campo, onde pode ser construída uma arquibancada na lateral.
Aqui, o gol da direita. E também existe espaço ao fundo do gol para novas estruturas, caso necessárias.
Aqui, o gol da esquerda, lá atrás passa uma rua de acesso, onde você pode ver o valente Mobi branco.
Enfim… Ficamos na torcida por dias melhores do futebol local!
Em 2010, estivemos em São José do Rio Preto e além de registrar o Estádio do América, aproveitamos para conhecer o tradicionalíssimo estádio do Palestra Esporte Clube, time que marcou o início da história do futebol de São José do Rio Preto.
Aqui tem uma imagem aérea do próprio clube:
Não consegui entrar para fotografar a parte interna do campo, mas ao menos deixei registrada nossa passagem por esse marco histórico.
O Palestra foi fundado em 15 de março de 1931 com o nome de Palestra Itália Futebol Clube, às margens do rio Preto. Seu nome foi alterado para Palestra Esporte Clube em 1939, devido à 2ª Guerra Mundial. Atualmente o clube vive uma dramática crise, correndo o risco de ter que vender partes de sua sede para sanar a economia.
O terceiro e não menos importante Estádio é o Anísio Haddad, o popular Rio Pretão, onde o Rio Preto manda seus jogos.
E lá estávamos nós em mais uma cancha…
O Estádio também é bem grande. Tem capacidade para quase 19 mil torcedores e foi inaugurado em 1968.
Seu nome é uma homenagem ao ex presidente do clube, Anísio Haddad.
E dessa vez, marquei presença com a minha camisa pirata do Boca.
O Estádio é todo verde, merecia uma nova mão de tinta, que deixaria o estádio ainda mais mágico.
Vi essa placa e fiquei me perguntando se a sede era ali no mesmo lugar, ou se simplesmente levaram a placa para lá.
Assim, ficamos contentes em visitar uma cidade tão importante para o futebol e economia nacional.
Quando estivemos em Rio Preto em 2022, também demos uma renovada nas fotos do Estádio Anísio Haddad:
E ainda aproveitamos para rever alguns amigos do ABC que agora são cidadãos riopretenses, caso do Ronaldo Pobreza (vocal da banda mais foda do Brasil de skate punk, o Grinders):
E do amigo Orides, que segue gerindo a tradicional Taberna Canova lá na cidade:
Fica aí um início de dia inspirador pra quem sabe convencê-lo a conhecer São José do Rio Preto:
Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade em nosso país. Foi fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos todos antirracistas nos ambientes em que vivemos. Aproveite o vídeo da professora Selminha e faça o teste para identificar o racismo nos ambientes que você frequenta:
Também aproveitamos o feriado para fazer mais um rolê boleiro e decidimos finalmente registrar o Estádio Palma Travassos, que era o único das 5 divisões do Campeonato Paulista que ainda não havíamos fotografado.
Antes de chegar lá, fizemos algumas paradas, como em Santa Cruz das Palmeiras, para rever a casa do EC Palmeirense. Se você nunca esteve lá, dá uma olhada no vídeo que fizemos em 2018 (ou veja aqui como foi aquele role!)
Mas de volta a 2025, passamos em Tambaú para almoçar e relembrar da cidade que possui dois rivais na mesma rua: o EC Operário e o EC União! Estivemos lá antes também e você pode ver aqui como foi. Ou veja um pouco dos dois estádios:
Ainda aproveitamos para finalmente registrar o interior do Estádio Dr Guião, a casa do CR Cajuruense, em Cajuru, veja aqui como foi esse rolê de 2025.
Mas antes de chegar a Ribeirão Preto, ainda teríamos uma última parada: a cidade de Serrana, que tantas vezes nos acolheu no rolê punk em especial no CECAC e no Festival Caipiro Rock, aliás, olha a gente aí na edição de 2010.
Mas dessa vez, fomos para conhecer e registrar o Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos, que será a casa do LG Sports nas disputas das categorias de base da Federação Paulista, a partir de 2026.
O time nasceu como uma escola de futebol de alta performance em Ribeirão Preto agora vai mandar seus jogos na cidade de Serrana, no Estádio Municipal “Luiz Antônio de Mattos”, e por isso, lá fomos nós conhecê-lo!
Quem nos recebeu foi o Ricardo Brasileiro, amigo que também faz essa trajetória entre o punk, a música independente e o futebol e o organizador do Festival Caipiro Rock.
Então, venha conosco para conhecer não só mais um estádio como o novo time e… seu presidente !
Segue o tradicional registro do meio campo:
O gol da direita:
E o gol da esquerda:
Aqui dá pra ter uma ideia geral:
E enquanto fazíamos os registros, o pessoal seguia trabalhando sob um sol escaldante…
Fizemos o Lucas, atual presidente do LG Sports dar uma paradinha pra bater um papo rápido:
Pois é… Quem diria que anos após termos conhecido Serrana pela cena punk, agora voltaríamos para registrar sua “cena boleira”…
Que as arquibancadas do Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos possam acolher muitas e muitos torcedores…
E, principalmente, que seu campo receba jovens promessas do futebol oriundos da própria cidade, transformando-se em um verdadeiro catalisador sócio-esportivo.
O primeiro gol já está aí, registrado:
E que também possa gerar empregos e fazer do futebol um motor para a cidade!
A mim, só resta, como sempre, agradecer a oportunidade de rever o amigo Brasileiro e de poder registrar o “novo-velho” campo…
Como você viu em um post na semana passada, o CA Bandeirante de Brodowski conquistou o 5º título do Amador do Estado e foi uma festa absurda…
Como tivemos muito conteúdo naquele post, não deu pra apresentar ali uma das coisas mais legal que fizemos que foi a coleta de uma série de depoimentos de torcedores históricos do CA Bandeirante, que estiveram presentes nas arquibancadas do Estádio Mário Lima Santos. Então, aproveito este post para divulgar estes vídeos:
Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país. E é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos antirracistas em todos os ambientes. Pra pensar um pouco mais sobre o tema, vale a pena ouvir esse vídeo da Djamila, e mais legal ainda é você ler o “Pequeno Manual Antirracista“, escrito por ela.
Também aproveitamos o feriado para cair na estrada e fomos até Ribeirão Preto para finalmente registrar o Estádio Palma Travassos (veja aqui como foi).
No caminho para Ribeirão, aproveitei para algumas paradas. A primeira delas, em Santa Cruz das Palmeiras, só pra rever o EC Palmeirense, clube fundado em 7 de setembro de 1908 e que segue com forte vida social e um belo campo de futebol (veja aqui como foi o rolê que fizemos por lá em 2018)
Também demos uma parada em Tambaú para almoçar no Restaurante Sabor e Sede, uma ótima opção para quem estiver pela região.
A terceira parada foi em Cajuru, para “completarmos” a visita que fizemos em 2018, quando fomos até o Estádio Dr Guião, mas não conseguimos registrar seu interior. Relembre aqui como foi!
Naquele post mostramos um pouco da rica história do time que mandou seus jogos neste estádio: o Clube Recreativo Cajuruense (imagem do incrível site “Escudos Gino“):
E agora em 2025, 75 anos depois da fundação do time, será que vamos conseguir entrar no estádio?
Sim!!! Finalmente conseguimos adentrar ao estádio e registrar a casa do Clube Recreativo Cajuruense.
Essa é a saída dos vestiários, era por aí que os jogadores passavam para enfim adentrar ao campo onde verdadeiras batalhas seriam disputadas.
Uma vez no campo, eram saudados pela sua torcida, presente em suas belas arquibancadas…
E que bom que finalmente pudemos registrar sua arquibancada coberta que carrega. tantas histórias.
Algo que me chamou muito a atenção foi essa inscrição em um dos portões do estádio: “Menta”. Será um patrocínio das máqunas agrícolas de mesmo nome?
Era uma tarde quente como muitas outras devem ter sido, mas o campo parecia bem cuidado, como se estivesse sendo aguado regularmente. Essa é a visão do gol da esquerda para quem olha para a arquibancada:
Aqui, o gol da direita:
Mais uma vez, muito a agradecer pela oportunidade de estar presente e registrar mais um estádio cheio de histórias!
É… Tudo muda. Tudo segue se transformando com o tempo. Tem coisas tradicionais que deixam de existir e também coisas novas que nascem. Em 2012, estivemos por Porto Ferreira para conhecer e registrar o Estádio Municipal da Vila Famosa (veja aqui como foi), também chamado de Vila Formosa.
Na época, o Estádio era a casa da Sociedade Esportiva Palmeirinha, um time que atuava na série B do Campeonato Paulista.
Em 2016, o time disputa seu último Campeonato Paulista pela série B, e no ano seguinte, voltamos a passar pelo estádio, para uma nova visita (veja aqui como foi).
Em 2023, chegou a notícia que o Estádio fora abandonado e estaria prestes a ser demolido. Torcendo para ser apenas um boato, no feriado da consciência negra de 2025 passei por Porto Ferreira e, para a tristeza de todo apaixonado por futebol, confirmei a notícia…
Me pergunto se pra quem mora na cidade realmente fez sentido essa demolição para se ter um…. “nada” no lugar… Ok, provavelmente algo será construído nos próximos meses ou anos, mas ainda assim, dói ver essa imagem, não?
A cidade é referência na produção e comércio de cerâmicas, e não é difícil pensar que algo nesse sentido pode tomar esse espaço, ou quem sabe um novo espaço para o esporte municipal?
E pensar que, assim como as cerâmicas, o time fez parte do dia-a-dia da cidade por tantos anos…
Olha que linda a foto do Marcier Martins quando goleiro do time (do acervo Marcier Martins):
É um time com muita história…
E com uma torcida bastante apaixonada!
No início da carreira, o goleiro Aranha teve uma passagem no gol do Palmeirinha!
E o que dizer de 1967, quando o time sagrou-se campeão da terceira divisão.
Muitos fizeram história com essa camisa…
Assim, com a demolição do Estádio e o fim do Palmeirinha, a cidade parecia fadada a não ter mais um time de futebol nas competições da Federação Paulista. Mas, no dia 26 de abril de 2022, uma família da cidade decidiu criar o Porto Foot Ball Ltda, o primeiro clube-empresa de Porto Ferreira.
Se você quer saber um pouco mais sobre o time, batemos um papo com o presidente do clube, confira:
O time nasce com a missão de juntar a cidade, e por isso soma o preto e branco do antigo Porto Ferreira FC e o verde do Palmeirinha, além disso, passou a mandar seus jogos no tradicional Estádio Ferreirão…
E é aqui que o futuro se une ao passado já que o Estádio Ferreirão foi a casa do Porto Ferreira FC, primeiro time da cidade a participar de competições da Federação Paulista, fundado em 1912.
Em 1916, seu primeiro campo (1 no mapa abaixo) deu lugar ao Jardim Público que é a atual praça Cornélio Procópio, obrigando-o a se mudar para onde hoje está o Hospital Dona Balbina (2 no mapa abaixo), de lá, mudou-se em 1923 para a área onde hoje está o clube social (3 no mapa abaixo) e permaneceu por lá até 1968, quando finalmente mudou para a atual área do Estádio (4 no mapa abaixo).
Em 1925, disputou dois amistosos com o Clube Atlético Paulistano, recém-chegado de excursão pela Europa, vencendo ambas (3×0 e 2×0). Em 1926, o Clube Atlético Paulistano novamente visita Porto Ferreira e dessa vez apenas uma partida: um empate em 0x0. Nesse mesmo ano, o Porto Ferreira FC filiou-se na Liga dos amadores de Futebol e segundo o livro “Os esquecidos”, estreia no Campeonato do Interior na Região C.
No ano seguinte disputa a Zona da Paulista:
Em 1952, foi Campeão amador do setor 9.
E se mostramos lá em cima um desfile com a bandeira do Palmeirinha, o Porto Ferreira FC também teve seu momento…
O alvinegro de Porto Ferreira foi o primeiro time a conquistar o coração da população…
E que demais esse uniforme, hein?
Dessa forma, fomos conhecer o Estádio Ferreirão, que teve sua inauguração oficial em 25 de julho de 1982, como indica a placa abaixo:
Então, venha conosco para um rolê por este verdadeiro elo entre o passado e o futuro!
Olha que bem estruturado é o estádio em se falando de arquibancada. Temos estes degraus em torno da lateral de entrada e também atrás do gol esquerdo:
Sempre gosto de comparar com outros times que estão disputando a série B do Campeonato Paulista para pensar se um estádio teria condições de abrigar o futebol profissional novamente, e no caso do Ferreirão, acredito que com algumas poucas melhorias teríamos condições de ver o Porto Foot Ball alçando voos mais altos!
Além das atuais arquibancadas, existe espaço do outro lado do campo para eventuais novas estruturas, como se vê nesta foto do meio campo!
Ali ao lado direito, também temos parte da arquibancada quase até o gol.
Aqui, o já supra citado gol do lado esquerdo.
Uma pena só ter o registro do time que este ano foi finalista da Série B do Campeonato Paulista Sub 20 no Estádio de Paulínia.
Ainda estamos devendo acompanhar um jogo por aqui… Era pra gente ter vindo na final, vencida pelo Paulinense, mas ano que vem teremos o time na Série A do sub 20 e quem sabe podemos enfim registrar um jogo.
20 de setembro de 2025. Celebramos o aniversário da Mari com um rolê pelo tradicional Circuito das Águas Paulistas, e aproveitei para conhecer 3 estádios. Os dois primeiros deles foram em Socorro: o Estádio Nego, a casa da AA Socorrense e o Estádio João Orlandi Pagliusi. Você pode ver o post sobre estes dois estádios aqui!
E agora, chegamos ao terceiro deles: o Estádio Municipal Pedro Torteli, em Lindóia.
Não encontrei nenhuma informação oficial sobre quais eram os povos indígenas que ocupavam a área antes da chegada dos portugueses, mas sabe-se que no geral, a região foi habitada por diversas etnias naquele como os Tupi, Tamoio, Tupiniquim entre outros. A formação da atual cidade se deu por estar no caminho entre o litoral e as minas de Goiás.
No início, o pequeno povoado tinha o nome de Brotas do rio do Peixe. Com a construção do ramal férreo da Cia. Mogiana, de Serra Negra em 1890, a região adquiriu um canal para escoamento de sua produção agrícola. Em 1938, foi criada a “Estância Hidromineral de Lindóia“, futura Águas de Lindóia, e a partir de 1953, se tornou sede de cidade, enquanto Lindóia passou a ser apenas Distrito de Paz. Em 1965, Lindóia adquiriu a sua emancipação Política Administrativa O futebol surgiu na cidade ainda nas primeiras décadas do século XX mas nunca se aventurou pelo profissionalismo. Mesmo assim, mantém desde 1972 o lindo Estádio Municipal Pedro Torteli, a casa do futebol local, e assim, lá fomos nós conhecer e registrá-lo!
Olhando das arquibancadas, este é o lado esquerdo. Lá ao fundo, temos uma linda quadra de bocha.
A quadra segue em uso contínuo!
Aqui, o gol do lado direito:
E aqui, o meio campo:
O singelo Estádio tem capacidade para 2 mil torcedores.
Vamos dar um rolê para conhecer:
É sempre uma aventura cheia de aprendizados estar em mais um Estádio do interior de SP!
Pra quem pergunta quais times utilizam este estádio, conheça alguns deles:
Aqui, uma imagem de um time posado com uma camisa identificando-o como EC Lindoia.
Bacana o lugar, não?
O Estádio Pedro Torteli não é apenas um espaço esportivo, mas um ponto de encontro comunitário, onde famílias se reúnem, jovens têm seu primeiro contato com o futebol e assim, mantém viva a tradição do esporte como ferramenta de integração social, fortalecendo o vínculo entre o passado e o presente de Lindóia.
E, como em tantos outros estádios do interior, sua importância vai além do placar ou das competições: ele representa a identidade de uma cidade que, mesmo pequena, encontra no futebol um motivo de orgulho.
Visitar o Pedro Torteli é testemunhar a resistência da cultura esportiva local e valorizar a memória de quem construiu essa história, sempre lembrando da importância de apoiar e preservar o time e o campo da sua cidade.
Mais um patrimônio do futebol do interior paulista registrado!
20 de setembro de 2025. Celebramos o aniversário da Mari com um rolê pelo tradicional Circuito das Águas Paulistas, e aproveitei para conhecer 3 novos estádios. Os dois primeiros deles foram em Socorro, começando pelo Estádio Nego Bonetti.
O Estádio Nego Bonetti é a casa da AA Socorrense:
Segundo a própria Federação Paulista, a Associação Atlética Socorrense foi fundada em 28 de abril de 1918 e eu gostaria muito de saber porque no estádio e em outros locais do clube, eles dizem 1919…
Sua sede fica na Av Doutor Renato Silva, 222, mas nós entramos pelo acesso direto ao estádio que fica na pracinha da rua Ferrucio Beneduzzi.
O time tem muita história! Começou disputando amistosos e estreou em competições oficiais em 1921 no Campeonato do Interior, organizado pela APEA e jogando a Zona Mogiana. Neste ano, só pra vc ter ideia da importância desse campeonato, o Comercial de Ribeirão Preto foi o vencedor da Zona Mogiana e o Paulista de Jundiaí foi o campeão.
A AA Socorrense participa também do Campeonato de 1930, dessa vez jogando na 2ª região, que teve o Amparo AC como vencedor.
O time retorna às disputas em 1943, e no campeonato de 1944, acontece o dérbi socorrense com o União FC.
O União FC foi fundado em 1942 e atua até os dias de hoje!
Em 1945, a AA Socorrense jogou a 6ª região, em um grupo com 23 times, que teve a Ponte Preta campeã da região, e também vice campeã geral (o título foi do Batatais).
Disputando a forte 3ª Zona, a AA Socorrense fez história ao bater o Guarani (que seria campeão da Zona e vice campeão geral), como noticiado pelo Diário da Noite.
Não a toa ganhou apelidos regionais como o “Tigre da Mogiana” e “Esquadrão de Aço”. Em 1947, sagrou-se campeã do Setor 7, classificando-se para a fase de “Zona”.
Os setores de 5 a 9 jogavam a Zona 2, e desta vez quem se classificou foi o Bragantino, mas o campeão final foi o Rio Pardo FC.
Em 1947, a FPF instituiu a divisão profissional do interior, paralela à divisão amadora do interior e em 1948, instituiu a Lei do Acesso, transformando a divisão profissional do interior na segunda divisão profissional e a AA Socorrense participa deste Campeonato histórico jogando a Série Vermelha!
O campeonato amador do interior continuou a ser disputado até hoje, com o nome de Campeonato Amador do Estado e nestes muitos anos, várias vezes a AA Socorrense se fez presente. A Gazeta Esportiva trouxe na edição de 22 de abril de 1955 uma foto do “Esquadrão de aço” campeão do setor 11 e Zona 2 do Campeonato Amador daquele ano:
A IA deu uma mexida na foto:
É deste ano também a reportagem da mesma Gazeta sobre o bravo goleiro Wando:
Além de uma matéria sobre mais uma “vítima” do time de Socorro (que queria a anulação do jogo porque o juiz escalado para a partida não compareceu).
Voltando ao presente, aí estamos nós, em frente a essa arquibancada incrível do Estádio Nego Boretti, a casa da AA Socorrense, que tantas partidas presenciou…
Ao fundo, as montanhas marcam o visual típico da região.
O campo está sofrendo os efeitos da dura seca do inverno de 2025… Mas segue sendo cuidado.
Olhando pela arquibancada, este é o gol da esquerda:
Este é o meio campo, com o ginásio ao fundo:
E o gol da direita:
Mas o grande ponto desse estádio é sua arquibancada em madeira…
Interessante notar os detalhes como essa pequena cerca que separa a arquibancada dos bancos de cimento…
O telhado também é muito bonito.
O futebol é mesmo essa mistura de arquitetura, geografia, história e emoções.
O banco de reserva também construído com materiais que parecem de outros tempos…
O segundo estádio que estivemos presentes, ainda em Socorro, foi o Estádio João Orlandi Pagliusi (imagem da Fanpage “Postais de Estádio”):
Já fez um drive trhu de estádio? Seja bem vindo:
O terceiro novo estádio deste rolê foi o Estádio Municipal Pedro Tortelli, em Lindóia, mas isso fica para o próximo post.
Empate frustra a torcida local, mas mantém aberta a disputa pela vaga à série A4 de 2026.
Manhã de domingo, 10 de agosto de 2025. Dia dos pais. Nosso destino hoje é o Estádio Comendador Agostinho Prada, para registrar a primeira partida da semifinal da série B do Campeonato Paulista.
Jogo importante para a torcida do Independente, que se fez presente em bom número (cerca de 900 pessoas) para a primeira parte da decisão do acesso.
Pra você não perder o costume, segue o registro do gol da direita:
Do meio campo (e olha quanta gente!!!):
E do gol da esquerda:
O pessoal do Tanabi foi representado pela equipe técnica do time, mas espera-se que sábado lá no interior, a torcida local também dê um show!
Últimas conversas e momento pra foto que pode ser histórica!
Tudo pronto? Então vamos lá!
Jogo rolando e a GaloBeer comanda a festa!
Que suba o bandeirão!!!!
Mais uma vez a bateria é nota 10 na arquibancada do Pradão!
Talvez para quem só viva o dia a dia dos chamados “times grandes” seja muito difícil imaginar o que é apoiar o Independente FC.
Mas… Pra esses que fazem da bancada do Pradão sua segunda casa…. Não existem limites para essa paixão!!
Vale se abraçar no manto pra sentir mais segurança? Vale!
O que se vê, é uma festa da torcida do Galo da Vila Esteves!
Cada um fazendo o que pode para ajudar o time em campo a bater o poderoso Tanabi!
Até camisa da tradicional torcida Guerreiros da Nação Galista estava presente na bancada do Pradão!
Pela melhor campanha nas fases anteriores e até mesmo pelas duas vitórias frente ao Galo, havia um certo favoritismo para o time visitante, mas em campo… Esqueça as tendências e probabilidades…
O Independente igualou a partida e jogou como todo bom mandante devia fazer: marcando forte e chamando a responsabilidade das jogadas…
Alguns dizem que torcida não ganha, mas somando-se o clima da arquibancada com a postura do time em campo, o time de Limeira começou a desenhar um cenário favorável!
Claro, o Tanabi também tentava criar suas chances, mas a zaga do galo fez um primeiro tempo perfeito!
Quantos ali estavam cheios de vontade de entrar em campo e ser mais um jogador do Galo!
Mas, o que podia ser feito foi feito na arquibancada…
Um enorme orgulho em poder acompanhar uma manhã desta ali no meio da torcida!
Era mais do que apoiar, era ao mesmo tempo celebrar! Um time, um bairro e parte da cidade estavam ali para comemorar o simples fato do Independente ter chegado ali contrariando tantos prognósticos (ok, a outra parte da cidade, estava celebrando a conquista da Internacional para a fase seguinte da série D).
Tem ou não tem clima de decisão?
E tem emoção, afinal mesmo jogando sem dar espaços, o Tanabi arriscava pelas pontas!
Mas era dia do “xodó” da torcida brilhar: Colômbia aproveitou uma jogada ensaiada e abriu o placar para iniciar a festa no Pradão.
E agora? Quem segura esse time? Quem segura essa torcida?
O torcedor galista ainda ficou no quase em uma segunda chance incrível de Juan Mosquera (esse é o nome do Colômbia), que mandou uma bola na trave colocando ainda mais combustível nesse incêndio de emoções que rolava na arquibancada!
Termina o primeiro tempo e o que não termina é a empolgação do torcedor local…
Como era dia dos pais, nada melhor do que dar voz a estas 3 gerações de torcedores do Independente. E você ainda pergunta se é ou não tradição apoiar o galo…
Também aproveito pra registrar as faixas que dão vida à arquibancada:
O 2º tempo está pra começar e a GaloBeer parece pronta pra tudo!
Só não esperavam que o Tanabi fosse voltar aceso e apertando desde o começo da segunda etapa…
Dá pra sentir a tensão no ar… Um gol do Tanabi deixaria tudo mais difícil….
Até por isso, o galo tenta fazer o segundo gol e assim ficar mais tranquilo…
Mas, um momento de silêncio e incredulidade na torcida local: aos 23 minutos do segundo tempo, Fábio, de cabeça, empata o jogo para o Tanabi…
Após assimilar o golpe, a mensagem segue clara: Vamos subir, Galo!
E mesmo nos minutos finais do jogo, o apoio é incondicional…
Mas a partir daí, o tempo parece passar rápido demais…
O juiz apita o fim do jogo e é um misto de emoções: de um lado, o time soube se portar bem, fez um primeiro tempo incrível e vai pra Tanabi dependendo de uma vitória simples, que não tem nada de impossível. Do outro lado… o 1×0 garantia um pouco mais de tranquilidade…
Um final um pouco indigesto para o almoço do dia dos pais dos torcedores do Independente, mas… Não tem nada decidido… Vamos ver o que acontece em Tanabi!
Fizemos um breve vídeo que reúne essas e outras imagens e que dá um pouco mais de fluidez ao que vivemos em Limeira:
Ah, e se você quer tentar descobrir a fórmula do sucesso dos dois presidentes destes times que estão a um passo do acesso, seguem as entrevistas que fizemos com eles:
Rodando por estas estradas, no caminho para Presidente Prudente, tivemos a oportunidade de visitar mais uma cidade que tem no futebol parte de sua cultura,
Falamos da cidade de Maracaí!
Maracaí esta localizada na chamada “região da Sorocabana”, distante mais de 470 km da capital do estado. Sua fundação se deu no início do século XX, com Joaquim Gonçalves de Oliveira e Melchior de Camargo estabelecidos na região desde 1903. Segundo o site da Prefeitura, Maracaí era o nome pelo qual o povo carijó chamavam o trecho em que o rio Capivara conflui com o do Cervo. Interessante porque pensava que esta região era habitada pelo povo kaingang…
Fomos até Maracaí para conhecer o Estádio Municipal José Maria de Souza, e relembrar um pouco da história do futebol na cidade, principalmente graças a dois times que disputaram o Campeonato do Interior de São Paulo, provavelmente neste campo.
Aparentemente, houve uma reforma no pórtico de entrada dando uma nova cara ao Estádio.
Dê uma primeira olhada no Estádio e veja como está bem cuidado para quem sabe pelo menos ter um time no Campeonato Amador do Estado:
Fico me perguntando se a singela arquibancada coberta ainda tem vivido dias de glória como outrora…
Veja uma imagem antiga desta mesma arquibancada, datada provavelmente dos anos 70, retirada da fanpage Memórias de Maracaí:
Além da arquibancada coberta, também existem dois lances de arquibancadas descobertas no outro lado:
Pelo que conversamos, Maracaí segue com grande tradição no futebol amador e esse gol segue sendo o objetivo de muitos times da cidade e da região…
O tradicional registro do meio campo:
O gol do lado direito (para quem olha da arquibancada descoberta):
E o gol do lado esquerdo:
Mais um estádio bacana e com potencial para vôos mais altos no futebol…
Antes de ir embora, registramos a homenagem a Marcos Antonio de Lima, o “Índio”, um dos meu ídolos no Santo André no fim dos anos 90 e que é nascido na cidade de Maracaí e ganhou notoriedade ao ser campeão mundial pelo Internacional de Porto Alegre, como recorda a placa:
Se você não lembra dele, aí está uma recordação:
Os dois times que fizeram a cidade se oficializar na história das competições oficiais da Federação Paulista foram o Maracaí FC, primeiro time da cidade a disputar o Campeonato do Interior em 1942. A fanpage Memórias de Maracaí traz algumas fotos do Maracaí FC:
O outro time é a Associação Atlética Maracaiense, que disputou as edições de 1950…
A de 1958, jogando o setor 33…
E ainda foi vice campeã do seu setor em 1964, com o time abaixo: