Resumo de Catanduva FC 0x1 CA Taquaritinga

Enquanto produzimos o post com fotos e vídeos do rolê por Catanduva, fique com o já tradicional clipe documentário do jogo:

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CA Taquaritinga x Rio Branco EC (Segunda Divisão 2023)

Sábado, 2 de setembro de 2023.
Data pra ficar na memória da torcida e da cidade de Taquaritinga.
O jogo ainda não valeu o acesso, mas foi o último passo para o momento decisivo, e teve como palco o Estádio Municipal Dr Adail Nunes da Silva, o Taquarão:

As duas organizadas mostraram que a rivalidade só existe dentro do jogo, fora dele, respeito total. Rivais sempre, inimigos nunca!

Ingresso em mãos (R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia), vamos conhecer finalmente a parte interna do Taquarão!

Se liga aí como estava o clima para entrar no estádio:

Estivemos por lá em 2015, pra lembrar esse rolê, clique aqui!

Só pra lembrar, de forma resumida, a história do Estádio: em 1982, o CAT conseguiu o acesso à “Primeira Divisão” do Campeonato Paulista do ano seguinte, entretanto o estádio não possuía as condições exigidas pela Federação Paulista para abrigar jogos deste campeonato.
Com medo de uma possível exclusão, a população se mobilizou, e em uma incrível prova de amor à cidade, ao clube e ao futebol, construiu em sistema de mutirão, um estádio para 35 mil pessoas em tempo recorde: três meses.
O resultado você vai ver neste post!

Fazia tempo que eu não via uma movimentação tão legal para um jogo da “Bezinha”…

É sempre um grande orgulho fazer parte de histórias como essa!

E lá vem os times!

Em campo, os dois tradicionais times do interior mediram forças após empate no primeiro jogo, ou seja, quem vencesse levava a vaga!

A torcida do Rio Branco EC também fez a sua parte e compareceu ao Estádio para deixar a festa ainda mais importante!

Eu considero a Malucos do Tigre uma das torcidas mais criativas e diferentes com faixas relacionando a paixão pelo time com outros amores como o rock, Raul Seixas, o Reggae entre outros temas!

Fico contente por já ter partilhado momentos importantes ao lado deles, em especial com o amigo, Rogérião, que já nos deixou, mas que estará sempre vivo na nossa memória… Taí o seu legado, meu irmão:

Mas, do lado local, também temos uma torcida que merece todo o respeito! A Jovem Garra do Tigre é atualmente a organizada responsável pela festa na bancada!

E no jogo de hoje, em especial, não seria diferente!

É bandeirão que você quer para a festa ficar mais colorida? Ta aí!

Mas, no caso de Taquaritinga, ainda existe um público bem representativo que são os torcedores comuns, autônomos, ou como chamamos na bancada “o povão”.

Mesmo povão que ajudou a levantar cada tijolo desse estádio que hoje recebe uma partida decisiva, mas que chegou a ficar sem futebol por alguns anos com o licenciamento do CAT.

O CAT chega ao ataque com alguns erros de pontaria…

E é bom que melhorem, porque hoje o povão está aí e quer que o CAT siga na luta pelo acesso!

O CAT tem como mascote o leão, devido à sua bravura, mas o leão que comparece nos jogos tem uma cara de gente boa…

É que ele tem outra importante missão: formar os futuros leõezinhos…

Confesso que a energia da arquibancada estava tão bacana que eu demorei uns 20 minutos pra me ater no jogo em si… Preferi ficar admirando o cenário tricolor que tomou conta do Estádio, a começar pelas bandeiras!

Me pergunto quando as autoridades responsáveis pelo futebol vão entender que essa festa só acontece por completo quando temos as bandeiras de mastro…

Mas outros detalhes dão um caráter todo único para os jogos do CAT. Os quase 40 graus precisaram de armas poderosas para se proteger do sol!

Po, e olha que lindo o boné que estava sendo vendido lá mesmo no Estádio.

O jogo em si não foi dos melhores. Ainda que muito disputado, ambos os ataques não conseguiam chegar a oferecer perigo real aos goleiros.

Como a festa na bancada estava muito mais linda, deixei os jogadores e o jogo em si para serem registrados por outros veículos e voltei meus olhos ao que cada um estava fazendo ali na bancada pra demonstrar o amor pelo time da cidade…

Então voltemos às lindas imagens da torcida!

Olha que momento incrível: a cena começa com as primeiras palavras pronunciadas pela torcedora mirim, passando pelo futebol da molecada ali ao lado do alambrado até chegar no jogo em si. Quando foi que o Allianz, Morumbi ou Maracanã vivenciaram uma cena dessas?

Enquanto isso, tudo o que a Jovem Garra pedia era… “Honrem essa camisa”… Será que esses jogadores tem ideia do valor do distintivo que eles carregavam no peito nessa tarde?

Já ia me esquecendo de fazer o nosso tradicional registro do campo, começando pela região central:

Aqui, o lado esquerdo, lá atrás daquele gol é onde estava se posicionando a torcida visitante:

E aqui, o lado direito, onde está o portão de entrada:

A torcida viu com certa preocupação o primeiro tempo se encerrar como começou: 0x0.

Do lado dos visitantes, o fim do primeiro tempo foi um alívio já que não havia uma única sombra e o sol estava escaldante!

E há que valorizar uma partida que tem como adversário um time capaz de trazer uma torcida que também se esgoelou os 90 minutos e fez uma linda festa com seus bandeirões.

Eu também dei uma arriada embaixo do calorão…

Mas deixemos pra descansar na estrada no caminho de volta…. Vamos registrar as faixas das torcidas e pra isso, fui até a entrada novamente:

O bar lotado garantiu importante renda extra… Po, e olha aí a camisa da outra organizada a Fúria do Leão!

O tempo corre demais… Começa o segundo tempo e a torcida local volta com a corda toda! Leão eô!

Raça, amor e tradição. Não uma tradição dessas que se preocupa em perpetuar os erros do passado, mas uma tradição em se valorizar o que é seu como cultura, que foi construído por essas pessoas, assim como esse estádio…

Talvez estivessem ali sentadas pessoas que participaram do mutirão em 1982 e que há algum tempo não se lembrava de como foi importante o seu trabalho para a perpetuação desse amor pelo time que leva adiante o nome da cidade, de pouco mais de 50 mil pessoas…

Ou talvez ali estejam seus filhos, seus netos, que contam com orgulho a façanha dos antepassados na loucura que deve ter sido construir um estádio que comporta 25% da população da cidade…

São momentos assim que me fazem valorizar o futebol não apenas como esporte e cultura mas como um verdadeiro manifesto, ou documento histórico.

E fico muito feliz em poder estar no meio dessa festa e fazer essas fotos e vídeos sem grandes técnicas, mas que eu espero poder alcançar hoje, e quem sabe no futuro, parte das pessoas que participaram disso tudo.

Opa, olha a falta perigosa pro CAT.…

E também teve falta perigosa pro Rio Branco!

Pô, juizão, o professor (e o auxiliar) não tão te entendendo kkkkk.

As torcidas seguiam no apoio… Uma de cada lado!

Ao fundo a não menos heroica torcida Riobranquense se esforça para tentar apoiar o time em busca de um gol que traria a classificação para a decisão do acesso…

Olha aí o placar final…

E o jogo, que no fundo acabou sendo apenas um pano de fundo para tanto amor e tanta festa chega ao final… Vamos aos penaltys e infelizmente uma das torcidas sairá do Taquarão com a alma ferida…

Todos preparados? Acho que é melhor acompanhar a cobrança lá de perto… Assim eu posso passar pela arquibancada e mais uma vez registrar esse dia incrível!

A bancada principal está lotada …

Fiquei me perguntando o quanto seria difícil pra essas pessoas que praticamente se conhecem e convivem diariamente se olharem no dia seguinte, caso o Leão fosse eliminado…

Assim como pensei nos amigos da Malucos do Tigre e no sofrimento que já se perdura por tantos anos nessa 4ª divisão…

Momento único: o “narrador” do estádio pede uma homenagem aos torcedores que não tiveram como entrar e decidiram assistir ao jogo em cima das árvores do entorno:

Nas bancadas, nem todos sabiam que a decisão iria pra penalty, mas logo a informação circulou e todo mundo estava de novo focado no campo!

Jogadores prontos para a decisão por penaltys…

Torcida também!

Os penaltys são um momento difícil para ambas as torcidas. Mas, o CAT garantiu suas 3 primeiras cobranças e viu o Rio Branco perder 2 dos 3 penaltys, o que levou o time local à 4ª batida podendo encerrar a disputa. E foi o que aconteceu:

A partir daí o que se viu foi uma explosão coletiva de felicidade.

O presidente da Garra Junior expressou a importância dessa vitória:

E aí? Você quer que eu tente traduzir o que se passava na cabeça e nos corações de quem estava ali vivendo essa catarse?

Me arrepiei todo e quase chorei ao cruzar com um homem com os olhos mareados de emoção…

Importante reforçar a proximidade que o elenco tem (ou aparentou ter) com os torcedores, afinal, eles merecem. Os jogadores chegam e saem. Nós, torcedores, estaremos sempre na bancada! Respeita a gente!

Vale chorar, se abraçar e até mandar o recado pra quem está longe: “Estamos classificados!!!”

Aos amigos de Americana, compartilho da sua tristeza, o Rio Branco não merece estar onde está e assim como um dia acompanhei o título da A3 e a volta para a A2, não tenho dúvidas que um dia estaremos juntos celebrando o acesso do Tigre!

Ao povo heróico que um dia construiu um estádio em nome do próprio time, vocês tem a minha total admiração, meu mais profundo respeito. Que esse amor não termine nunca!

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CA Taquaritinga 0x0 Rio Branco (Teaser)

Pessoal, enquanto o post oficial do nosso rolê não fica pronto, segue um clip que resume a nossa tarde tão bacana por Taquaritinga, no segundo jogo das quartas de final da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, onde o CAT bateu o Rio Branco nos penaltys:

Aliás, se você ainda não acompanha o nosso Canal no youtube, clique aqui e passe a seguir.

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EC Santo André 1×1 EC Democrata (GV): o fim da série D para o Ramalhão

23 de julho de 2023.
É dia de tudo ou nada para o EC Santo André.
Estando na zona de classificação, um ponto à frente do 5º colocado (o Vitória FC do Espírito Santo) bastava vencer o jogo em casa para passar ao mata mata.

Assim, mesmo com muitas críticas ao time atual, parte da torcida, encabeçada pela Fúria Andreense decidiu fazer uma recepção para o time, o que levou algumas dezenas de torcedores ao estádio 3 horas antes da partida.

Isso significa que muitos nem almoçaram pra estar aí embaixo de um sol escaldante em pleno inverno para demonstrar seu apoio a um time que infelizmente não deslanchou.

Rojões, fumaças, bandeiras… É o amor por um time, por uma cidade materializado em cores e sons…

Não faltou carinho nem dedicação por aqueles que realmente amam o time e sabem da importância da classificação para uma fase decisiva! Aliás, a torcida acompanhou o time em TODAS as partidas, dentro ou fora de casa…

Até porque todo mundo ali vivia uma certa ilusão criada em cada mente, em cada coração, onde sairíamos dali para o mata-mata, provavelmente nos obrigando a viajar até o Distrito Federal para acompanhar a sequência do campeonato…

O time demorou pra chegar… Já era mais de 13h30 quando finalmente o ônibus apontou para a festa da torcida local:

Mesmo com o time já dentro do estádio, ainda demorou pra torcida desistir de gritar reforçando aquilo que nunca faltou: apoio incondicional.

Torcer não é lógico. Muitos reclamaram do time. Do treinador. Da diretoria. Muitos reclamaram dos péssimos resultados mesmo quando viajamos centenas de kms para acompanhar o time…
Mas estávamos todos ali para apoiar, para nos permitir sonhar…

Times em campo, é hora da decisão para o EC Santo André!!!

O jogo começou com forte pressão do time local frente o Democrata, que soube sofrer e se segurar…

A faixa ainda mostrava o sentimento da torcida local: EU ACREDITO!

O primeiro contra ataque já causou susto na torcida local: gol dos visitantes anulado pela arbitragem….

A tensão domina a bancada ramalhina…

Vale ressaltar a fibra que manteve o pessoal da Fúria Andreense, desde as 12hs gritando sem parar….

A Esquadrão, embora não tenha comparecido à recepção do time, também apoiou durante o jogo.

Olha aí a dupla: Valter & Gó!

Aos 28 do segundo tempo: festa na bancada local. Guilherme Liberato faz 1×0 pro Ramalhão.
Mas aos 37, em uma jogada azarada, Matheus Néris levou o segundo amarelo e acabou expulso.
Pra piorar… Na sequência da falta, o Democrata empata e decreta a eliminação do Santo André…

Fim de jogo… As bancadas e corações estão vazios…

Fecham-se as portas e termina o campeonato brasileiro para o Ramalhão…
Não há palavras pra explicar o sentimento dos cerca de mil torcedores que acompanharam atônitos o fim da partida.
É muito difícil explicar a dor pra quem não vive o dia a dia de um time como o Santo André…
Ficam os bons sentimentos ao lado dos amigos de bancada, misturados ao amargor da eliminação…

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EC Santo André 0x0 Portuguesa-RJ – Série D/2023

Sábado, 24 de junho de 2023.
10ª rodada da série D do Campeonato Brasileiro. Em campo, duelo de paulistas e cariocas:

Assim, como a torcida do Santo André foi bem recebida na Ilha do Governador, os cariocas também o foram no ABC paulista.

Em campo, o EC Santo André enfrenta o líder do grupo e sabe que não terá uma missão fácil!

A torcida do Ramalhão mais uma vez diminuta… Menos de 1.000 torcedores se fazem presente, mas ao menos, quem veio, veio para apoiar!

A começar por nós!

Méritos aos amigos cariocas que enfrentaram a Dutra para acompanhar seu time do coração:

Começa o jogo e a Esquadrão dá início ao apoio!

Destaque também para o pessoal da Ramalhonautas, grupo dedicado à pesquisa e memória do EC Santo André!

Pra quem perguntou da TUDA, no post passado (já que por descuido meu, não teve foto dos caras) ta aí eles no jogo de sábado:

A Fúria mais uma vez, sempre, presente:

Abraços ao Gó e à Simone!

Viramos o primeiro tempo segurando o 0x0, com alternâncias entre bons e maus momentos.
A Portuguesa teve menos domínio, mas quando chegou, foi mais perigosa!
No segundo tempo, até criamos as condições para definir o jogo, mas não conseguimos concluir em gol, terminando o jogo em um honesto 0x0..

O Ramalhão foi a campo com: Belliato; Will Viana, Miguel Baggio, Huilherme Mattis e Vermudt; Ruan, Rafael Chorão (Felipe Pará) e Guilherme Borges; Alexiel (Flávio Torres), Vitinho (Gabriel Ferreira) e Rodrigo Carioca (Xandy). O técnico foi Leandro Niehues, já que Matheus estava cumprindo suspensão. Assista a entrevista pós jogo dele:

No próximo sábado, o Ramalhão aposta suas fichas contra o Resende lá, no Estádio do Trabalhador, no Rio de Janeiro.

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EC Santo André 0x1 Athletic Club (MG) – série D 2023

Façamos uma breve pausa nos posts relacionados ao rolê que fizemos pelas cidades históricas de Minas (ainda que, na minha opinião, todas as cidades sejam históricas e que a história do território que hoje chamamos Brasil não tenha se iniciado em 1500) ….

Mas ainda falando de Minas Gerais, vamos dividir as fotos e vídeos da partida de sábado de 17 de junho de 2023, quando o EC Santo André perdeu por 1×0 para o Athletic Club de São João del Rei, em partida válida pelo returno da série D de 2023.

Seja bem vindo às arquibancadas do Estádio Bruno José Daniel, onde tentamos construir um ambiente de amizade e respeito!

O Carlão até fecha os olhos de emoção ao lembrar as emoções que já viveu nas arquibancadas e também no campo…

Olha ele aqui de olhos bem abertos enquanto dava entrevista com a camisa do, então, Santo André FC!

Se você quer curtir a partida apoiando 90 minutos, então cole com o bonde da Fúria Andreense!

E se a pegada das barras argentinas é o que te encanta, então pule com a Esquadrão Andreense!

Cansado do capitalismo e das injustiças sociais? Quer assistir a partida discutindo os problemas da atual conjuntura econômica? Então cola com esses “já não tão jovens” desajustados!

Recebemos informações de que estão sendo monitorados…

Empunhe ou amarre a sua bandeira e vamos ao jogo!

Aí estão os dois times em postura pré partida!

E como o Santo André foi a campo?

O jogo terminou 1×0 para os visitantes, mas esqueça o placar e siga com a gente!

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EC Santo André 0x1 São Paulo FC (Paulistão 23)

Domingo, 5 de fevereiro de 2023. Um dia de muita expectativa que terminou triste para a torcida do Santo André. A partida terminou com vitória dos visitantes por 1×0, com gol aos 48 do segundo tempo. Sinta o clima do jogo desde a chegada da torcida:

A garotada do Projeto Raízes esteve presente, quem sabe despertando a paixão pelo time da cidade nesses novos corações?

Um dos responsáveis pelo projeto é o nosso eterno craque Arnaldinho!

Outro envolvido é o Marcos Cidade, que também fez história no Ramalhão, aqui com o Ovídio e com outro que fez parte da nossa história, o Jobel!

Times perfilados… A partida está para começar!

Se a torcida visitante se fez presente, a nossa também esgotou os ingressos e lotou o nosso lado!

Mais um dia para viver o futebol do Ramalhão ao lado dos amigos! Até o Nicão, sumido, resolveu aparecer!

E se o jogo começou, é hora do bandeirão da Fúria aparecer!

O Ramalhão foi a campo assim:

Os bancos de reserva tem dois nomes que representam uma nova escola entre os treinadores: de um lado, Rogério Ceni.

Do outro, o nosso querido Vinicius Bergantin!

A torcida do São Paulo se fez presente em bom número!

Olha aí a Dragões da Real:

E aqui a Independente:

Em campo, Gérson Magrão teve uma incrível chance de abrir o placar para o Ramalhão, mas acabou sendo travado no último segundo… Lucas Frigeri, goleiro do Santo André também fez mais uma boa partida, assim como o sistema defensivo como um todo.

O primeiro tempo termina em 0x0 e na volta, o Ramalhão se apoia para buscar o improvável…

Olha a turma da TUDA aí!

Sem dúvida, um dia inesquecível! E vamos Ramalhão!!!

E na arquibancada, a gente não para!

O segundo tempo começa e o Ramalhão parece voltar melhor, tomando a iniciativa por várias vezes!

Mas a torcida também se assusta com as chegadas do São Paulo…

Mais uma vez, a torcida apoiou o tempo todo!

Vale o destaque pro craque Dudu Vieira!

E o pessoal da Esquadrão também tava por lá!

Curta essas lindas cenas de estádio cheio… Das pessoas da nossa cidade se divertindo em nossas arquibancadas…

Que possamos ver nossa bancada assim mais vezes!

E não é que o Ramalhão chegou aos últimos minutos da partida jogando melhor que o São Paulo e criando várias chances? Festa nas bancadas!

Massssssssss… O jogo só acaba quando…. Você sabe….
48 do segundo tempo… o jogo não terminou….
E mesmo com tanta luta da nossa parte, o São Paulo fez 1×0 e…. transformou essa tarde linda em um pesadelo.

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A Vila Olímpica Elzir Cabral – a casa do Ferroviário AC

O fim de 2022 nos reservou uma ótima surpresa: uma inesperada possibilidade de viajar até Fortaleza!!!

Sabe o que isso significa? Tempo de praias!!!

Rios que se encontram com o mar…

Paisagens inesquecíveis…

Rolê de buggy…

E também tempo pra conhecer um novo lugar e sua história… Seja bem vindo a Fortaleza!

O local em que hoje está a cidade tem sido ocupado por seres humanos há mais de 2 mil anos: os primeiros a chegar foram os indígenas tapuias. Num segundo momento, os tapuias acabaram expulsos para o interior pelos tupis que chegavam da Amazônia, entre eles os potyguara, os “comedores de camarão”.

Fortaleza guarda ainda um mistério: será que foi ali que em janeiro de 1500, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón teria desembarcado antes de Cabral?

A partir de 1603, os portugueses iniciaram a ocupação batizando o povoado de Nova Lisboa. Tempos depois, sofrem uma tentativa de ocupação holandesa que é duramente combatida. Vitoriosos, os lusos passam a se fazer cada vez mais presentes, invadindo os sertões, sendo enfrentados com muita luta e resistência pelos indígenas.

Em 1726, o povoado do forte foi elevado à vila. Em 1799, Fortaleza foi escolhida capital e em 1823 a vila se tornou a cidade. A partir do século XX cresce rapidamente, tornando-se uma verdadeira metrópole, mas que ainda mantém uma alma própria bastante simpática!

Vale reforçar que Fortaleza teve um posicionamento abolicionista muito forte que terminou em um levante popular em 1881, protagonizado pelos jangadeiros liderados por Dragão do Mar, que findou o tráfico de escravos na capital.

Foi lá que demos oficialmente início a este ano de 2023!

E como o ano não poderia começar sem um grande Estádio, fomos conhecer a Vila Olimpica Elzir Cabral, a casa do Ferroviário Atlético Clube!

Já escrevemos sobre as camisas do Ferroviário AC (confira aqui como foi), mas vale a pena ressaltar a origem operária do time, fundado em 9 de maio de 1933 (naquele momento com o nome Ferroviário Football Clube) por trabalhadores do Setor de Locomoção da Rede de Viação Cearense (RVC),

Mas tive que abrir espaço nos armários porque tem uma nova (e linda!!) camisa do Ferrão chegando!!!

Comecemos então a dividir o visual do Estádio, pelo seu pórtico de entrada:

Como podemos ver, o Estádio Elzir Cabral é todo decorado nas cores tricolores.

Veja como era a entrada na época da inauguração do estádio, em 1967:

Em frente o estádio está a praça dos Ferroviários, com uma estátua sem identificação… Quem seria?

Adentrando ao estádio, chegamos nas arquibancadas que ficam atrás do gol:

E antes de adentrar ao campo de jogo fui conhecer a incrível sala de troféus do Ferroviário AC.

Po, no meio de tantas taças eu fui encontrar uma que eu desejo demais… a da série D!

Também passamos pelo painel da imprensa e pude entrevistar a nova contratação do Ferrão!

Mas acho que chegou a hora de adentrar ao campo…

Há arquibancadas também na lateral do campo, onde pode se ver quatro cabines (3 pra imprensa e uma pra PM)…

Além de reforçar que você está na casa do primeiro campeão brasileiro da capital cearense!

O estádio não costuma receber grandes jogos, porque tem uma capacidade de público pequena, mas é um verdadeiro alçapão!!

Aí está o banco de reservas do FAC:

Como sempre fazemos, segue o registro do meio campo (aqui, olhando do lado da arquibancada):

O gol da esquerda, onde pode se ver um pequeno prédio que serve de apoio:

Aqui dá pra se ter ideia da estrutura:

Aqui, o gol da direita (foi por ali que entramos!):

Atrás do gol também temos a arquibancada tricolor!

O gramado estava pronto pra receber o treinamento daquela tarde, que serviria de preparação para o jogo da “Pré-Copa do Nordeste” que rolaria no dia depois de nossa volta 🙁

Aqui, a visão estando do outro lado, o meio campo:

O gol da esquerda:

E o gol da direita:

O estádio tem vários espaços diferentes com muito cuidado com a imagem do time.

Po, e que tal esse momento com o craque e agora treinador Paulinho Kobayashi?

Um último olhar estando nas arquibancadas atrás do gol por onde entramos:

Um grande abraço ao amigo Lenílson, que fez possível esse nosso registro. Ele é o assessor de imprensa do Ferroviário e tem feito um belo trbaalho de resgate de memória e valorização do clube!

E um abraço especial também pro pessoal da torcida Resistência Coral!

Só nos restava fazer parte “teoricamente” do jogo da noite seguinte…

O rolê por Fortaleza foi mágico. O Nordeste brasileiro tem algo de apaixonante… O povo, a natureza, o clima… Espero poder voltar.
E boa sorte ao Ferroviário AC nas disputas de 2023!

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Futebol Amador em Santo André: A.A. Náutico

Eae, você conhece os times da Liga de Futebol Amador de Santo André? Se não, dê uma olhada nesse link e conheça todos eles!

Provavelmente você tem um time profissional do coração pelo qual é apaixonado, mas espero que um dia você tenha a chance de participar do time da sua área, do seu bairro… Independente do lugar onde você mora, acredite: seu bairro é algo muito importante para você. Mesmo que você trabalhe ou estude longe, o seu bairro é a sua casa. Talvez ele já tenha um time e você nem saiba disso. Pode ser que seja a hora de você dar um pulo para ver se não pode participar jogando, torcendo ou mesmo apoiando os diversos projetos que normalmente rolam ao lado de um time amador, principalmente nas periferias. Hoje, a gente deu uma chegada no Parque Erasmo…

Nosso objetivo era registrar o campo e um pouco da história do Náutico (embora se diga “o” Náutico, o nome do time é Associação Atlética Náutico).

Para saber um pouco mais da história, contamos com a ajuda do amigo Mauro de Britto, um cara muito envolvido com o Náutico (dentro e fora do campo) e com o futebol da cidade (também é grande frequentador das arquibancadas do Brunão).

Ele não só conversou bastante, como conseguiu contato de várias pessoas ligadas à fundação do Náutico que nos ajudaram a entender um pouco da história desse tradicional time de Santo André.

O time foi fundado como Associação Esportiva Náutico em 5 de maio de 1965 por moradores do bairro: Paulinho, Zitão, Josué, Maurinho entre outros. O nome do time foi dado pelo Nelsinho (lateral direito), provavelmente em homenagem ao Náutico Capibaribe. Já o distintivo seria uma homenagem ao do Santos.

Outras boas lembranças saíram da conversa com o pessoal, por exemplo, foi citado o Zé Macedo, que chegou a ser Presidente do clube, o Wilsinho, o Baixinho, irmão do Mazolinha e… o Lambão, cujo nome é João Carlos e é considerado por muitos como o melhor goleiro da história do Náutico, olha ele aí:

Um dos pioneiros que ainda frequenta a Arena Coná até hoje é o Vilelinha, ponta esquerda insinuante, alegria dos jogadores e da torcida com as suas brincadeiras. Na época em que jogava, o campo não tinha vestiários e os jogadores vestiam os uniformes no barranco.

Outro fato bacana que foi lembrado foi a partida de estreia do Náutico. O jogo foi fora de casa contra o SECI (na época: Sociedade Esportiva Cidade Imaculada). O segundo quadro venceu por 1×0, com gol olímpico do Betinho (goleiro do primeiro quadro e que jogou na linha no segundo quadro). O resultado do primeiro quadro… Ninguém lembrou hehehe… Se alguém aí souber, comente aqui!

Os primeiros times jogavam com as camisas brancas:

Logo adotaram as camisas com listras:

Aqui, Josué e Valtão, dupla de ataque inesquecível do Náutico, de 1968:

Ainda em 68, esta outra fotografia nos relembra grandes jogadores da história do Náutico. E também grandes dirigentes. Dentre eles, o quarto em pé, também foi diretor do Náutico é o Kidão falecido recentemente e o Nelsão terceiro em pé da esquerda para a direita.

Nelsão hoje é fazendeiro!

Em 1977 quando o Náutico estava meio parado e com dificuldades financeiras, os diretores da época (Nelsão, Kiko do bar, Valtão e Josué) junto do presidente Fernandinho decidiram mudar a denominação do time (de Associação Esportiva para Associação Atlética Náutico) zerando as dívidas da época.

Outra informação bacana, é que o time revelou vários jogadores profissionais, como Dadinho, que começou no Saad, e se tornou o maior artilheiro da história do Remo. Esse é o Dadinho, atualmente:

Além dele, também passaram pelo Náutico Donizete Chapecó, Césinha e essa craque da foto abaixo: Moacir Severínio, o “Passat“, que jogou na maioria dos times da várzea do ABC, e como nasceu ali pertinho do campo, foi cria do Náutico . Chegou a jogar profissionalmente no Santo André, no Aclimação, no Operário de MT, no Jabaquara de Santos, entre outros…

Além disso, nos anos 60, Tulica,um dos maiores craques do Ramalhão, também fez parte do time, olha ele aí, o segundo agachado da esquerda para a direita:

Esse era o segundo quadro daquele time:

Destaque também para a Família Alencar, com 6 jogadores no time do Náutico. Nessa foto: Tião, Naldo, Rubens, Ninha (conhecido como Carrero nas categorias de base do Palmeiras) e Erivaldo. Na outra foto abaixo, está o Nenê (Edvaldo).

Aqui, a família Silva que também contribuiu com cinco atletas para o Coná: quatro irmãos e um sobrinho que é o Sandro. Da esquerda para a direita: Sandro, João Carlos, Nepês, Bicão e Prê. Todos bons jogadores, o Sandro chegou a jogar na Portuguesa de Desportos e Mauaense, Bicão jogou em vários clubes da várzea e Prê o mais velho foi o grande craque da família com passagens pelo juvenil do Santos, jogou na seleção de São Bernardo e grandes times da várzea.

Na época em que o Náutico estava com as atividades em baixa, em 1975 surgiu na área esse time histórico, o “MEC” (Movimento Esportivo Congonhas), obra do Zé Borges “Zézinho”, do Mauro e o Dadinho! Os vários craques nesse time como Alfredinho, o Baianinho, Dia (irmão do Bona) faziam a galera acompanhar o time até nas outras cidades nas disputas da Copa Diarinho. Foram tão bem que trouxe ânimo pro pessoal voltar a por o Náutico pra jogar.

Havia também outro time de salão, o CAP, que tinha o Tulica como um dos destaques, e que também era formado por jogadores do Náutico.

O Nelsão comentou lembrando outros nomes: Paulinho, irmão do João Luiz, que na época jogava no time do Ouro Verde, e que fez parte da fundação, Vartão e o Josué jogavam no Nacional, e também fizeram parte da fundação. Outros como: Albeja, Zé Flor, Fernandinho Istrupicio massagista, Goiaba pai do Tulica, Capilé irmão do Tulica, Sr. Francisco, Eduardo da Padaria. E tem também o “Bibi”, que se estivesse vivo, estaria com 61 anos, um dos maiores torcedores e responsáveis por marcar os jogos com outros times. Um dos protagonistas na história do Náutico, altruísta, abnegado, amou o time na sua forma mais sublime.

Aqui, o Chiquinho, um grande quarto zagueiro, provavelmente está numa seleção de todos os tempos do Náutico de quem o viu jogar. Uma técnica apurada, liderança e muita raça dentro de campo. Na época em que as empresas contratavam os grandes jogadores da várzea para disputas de campeonatos, foi parar na Ford, onde se aposentou. Hoje vive no litoral com a esposa e é cantor nas casas de shows do Baixada Santista.

Aqui uma foto dos anos 80:

Uma foto de um time mais recente, de 1989:

Esta sem data correta, mas de um festival vencido pelo Náutico!

Aqui, outra formação do Náutico. Entre os jogadores de camiseta branca Evandro, um dos grandes dirigentes da nova geração. De camiseta vermelha, Carequinha que era juiz, técnico, massagista, roupeiro, um autêntico faz tudo na equipe. Ao seu lado o Fernandinho que foi o presidente na volta do Náutico em 1977. Uma pessoa que amava tanto o time que até se comprometeu com o SPC com dívidas do time. Carequinha e Fernandinho são falecidos.

O time de 1996:

O time de 2014:

O Náutico também é chamado de Coná (de certo modo um anagrama que nasceu de quando a torcida cantava repetidamente “NáutiCOOONAAAAutico). Por isso, o campo do Náutico é conhecido como “Arena Coná“. Vamos dar uma olhada?

Embora ainda seja o tradicional “terrão“, o campo é muito bem cuidado e considerado uma verdadeira joia da região.

Uma visão do meio campo da Arena Coná:

O gol do lado direito:

O gol do lado esquerdo:

Tem sido uma nova experiência conhecer mais de perto os times e campos do futebol amador de Santo André.

Olha que bonita a sala de troféus do time! Quantas conquistas, vitórias e histórias…

O time segue jogando e mostrando a importância do futebol no aspecto cultural do bairro. Esse é o atual presidente, o “Ratão”, que também foi goleiro no Náutico.

Aqui, o time posado de 2018, com a faixa de sua torcida organizada, a FANÁUTICOS, criada pelo Evandro Damasceno, que foi jogador – invicto 2 anos sob a presidência do “Mu”- e vice presidente, sendo o responsável pela melhoria no telhado do nosso Coná:

Esse, o time semifinalista da Copa juvenil de Santo André de 2002:

Encerro o post com uma foto mais que especial, pois mostra a força do futebol amador! No meio da foto está o amigo Mauro Britto, que ajudou a reunir todo esse material, ao seu lado, de azul está o Kiko grande centroavante que fez história no Náutico, e o de amarelo, é o Zé Borges, conhecido como “Zezinho” que já trabalhou no São Paulo e atualmente é um treinador bastante renomado no Camboja, depois de ter feito sucesso na Tailândia!

Agora no fim de 2021, rolou um encontro pra fechar o ano e teve a presença de várias pessoas como Bicão, Vilela, Gilberto, Batata e Bona.

Sandro, diretor do Náutico e também o faz tudo na equipe e Fininho, dono da Padaria Brasil Gigante e um dos patrocinadores do time.

Esse é o Molinari, que conseguiu com o Zé dos Bilhares Bezerra, a construção dos primeiros vestiários no campo do Náutico.

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O futebol na cidade paulista de Cruzeiro

Brasão cidade Cruzeiro

Ainda pelo Vale do Paraíba, saímos de Cachoeira Paulista (onde fomos conhecer a história do Cachoeira FC) e chegamos à não menos mítica cidade de Cruzeiro!

Cidade de Cruzeiro (São Paulo)

Cruzeiro fica estrategicamente localizada entre as capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, porém, não está às margens da Dutra, como outros municípios vizinhos.

Cidade de Cruzeiro (São Paulo)

A cidade está situada aos pés da Serra da Mantiqueira, próxima da divisa com o estado de Minas Gerais.

Cidade de Cruzeiro (São Paulo)

Cerca de 75 mil pessoas vivem atualmente em Cruzeiro. A história da origem da cidade está ligada à Estrada de Ferro D. Pedro II e por estar na rota do café e do ouro, entre Minas, Rio e São Paulo.

Cidade de Cruzeiro (São Paulo)

Demos o nosso tradicional rolê pela cidade e ainda almoçamos por lá, no Restaurante “Menina Gerais”.

Restaurante Cruzeiro-SP

Na hora de pagar a conta, encontramos o ex-árbitro Paulo César de Oliveira (logo de cara disse que eu torcia pro Ramalhão, relembrando que na primeira final do paulista de 2010 ele deu uma “forcinha” pro Santos).

Paulo César Oliveira - Cruzeiro-SP

Um dos pontos “sinistros” da cidade é o Frigorífico Cruzeiro, que teve importância histórica para a cidade e que atualmente é apenas uma estrutura abandonada.

Frigorífico - Cruzeiro - SP
Frigorífico - Cruzeiro - SP

Tentamos um olhar por dentro, mas a entrada está completamente lacrada…

Cidade de Cruzeiro (São Paulo)

Mas há no Youtube, um vídeo feito por meio de um Drone:

Em sua época áurea, o Frigorífico chegou a ter um time de futebol, o Frigorífico Atlético Clube.

Frigorífico Atlético Clube

O Frigorífico Atlético Clube foi fundado em abril de 1935, e após anos no futebol amador aventurou-se no profissionalismo disputando a série A3 do Campeonato Paulista em 1957 e 1958.

Frigorífico Atlético Clube

Esse prédio que se vê ao fundo, atualmente é essa ruína:

Frigorífico - Cruzeiro - SP

Aqui, duas imagens dos times do Frigorífico AC, na época do amadorismo:

Frigorífico Atlético Clube
Frigorífico Atlético Clube

O site Só Futebol oferece um modelo da camisa para quem quiser voltar no tempo…

Além do Frigorífico Atlético Clube, a cidade contou ainda com 3 times: O Cruzeiro FC, o Expulancex e o União Cruzeirense de Esportes.

O Cruzeiro Futebol Clube, também chamado de “Papagaio do Vale” foi fundado em setembro de 1914. O time passou por várias alterações em seu distintivo:

O Cruzeiro FC teve um primeiro período todo dedicado às competições amadoras, aqui, o time de 1939:

Cruzeiro FC

Aqui o time da década de 40:

Cruzeiro FC

E aqui, o quadro de 1950:

Cruzeiro FC - 1950

Aqui, o time de 1957:

Cruzeiro fc 1957

Somente em 1977, o clube se filiou à Federação Paulista de Futebol e estreou no Campeonato Paulista da Quinta divisão (na época chamada de “Terceira divisão”).
Em sua segunda participação (em 1978), o time sagrou-se campeão.

Cruzeiro FC - 1978

Assim, em 1979, o Cruzeiro disputou a Quarta Divisão (chamada na época de “segunda divisão”) e fez ótima campanha, terminando em 3º lugar, atrás do Fernandópolis e do Jaboticabal.

Em 1981, o “Papagaio do Vale” conquistou mais um título, considerado por muitos o bicampeonato da Terceira Divisão, mas vale reforçar que só a partir de 1980 a terceira divisão passou a valer como o “terceiro nível”.

Cruzeiro FC campeão 1981

Desde então, jogou a série A2 até a edição de 1987.

Cruzeiro FC
Cruzeiro FC
Cruzeiro FC

O time chegou a ter até torcidas organizadas, como a Geração Alviverde:

Cruzeiro FC
Torcida Organizada Cruzeiro FC

No ano seguinte, a diretoria do Cruzeiro Futebol Clube decidiu mudar o foco do clube para as atividades sociais, e assim, permanece até hoje. Demos um pulo nasede social pra conhecer o local.

Cruzeiro Futebol Clube
Cruzeiro Futebol Clube

A estrutura que eles possuem é de dar inveja a muitos clubes grandes.

Cruzeiro Futebol Clube
Cruzeiro Futebol Clube

E ele fica na parte alta da cidade, com uma vista linda:

Cruzeiro Futebol Clube

E ainda guardam alguns tesouros nas paredes, cartazes que anunciavam os jogos do time:

Cruzeiro Futebol Clube
Cruzeiro Futebol Clube
Cruzeiro Futebol Clube

Destaque para um que anuncia o derbi:

Cruzeiro x Frigorífico

E também alguns quadros do time:

Cruzeiro Futebol Clube
Cruzeiro Futebol Clube

Com a saída do Cruzeiro FC, o futebol da cidade passou a ser representado pelo União Cruzeirense de Esportes.

União Cruzeirense de Esportes

O União Cruzeirense foi fundado em fevereiro de 1989 e logo em 1990 passou a disputar o profissional, jogando o Campeonato Paulista da Quarta divisão. Jogou ainda três edições do Campeonato Paulista da série A3 (de 1991 a 1993) e três edições da já extinta quinta divisão (1994, 1995 e 1997).

O time de 91 chegou até a virar time de botão nas mãos de um fã:

União Cruzeirense

Aqui, o time de 1993:

união cruzeirense 1993

Por fim, a cidade de Cruzeiro ainda viu o Expulancex Futebol Clube representá-la nos campos profissionais.

Expulancex

O Expulancex foi fundado em 1961 por trabalhadores da Fábrica Expulancex, que ficava em Cruzeiro e  que produzia acessórios para a industria têxtil.

Embora tenha nascido como um momento de lazer para os funcionários, o time acabou se aventurando no profissionalismo e jogou a quarta divisão do Campeonato Paulista em 1964.

A Só Futebol lançou uma camisa comemorativa ao time, quem quiser comprar, basta acessar o link clicando aqui:

Conhecendo os times, passamos a pesquisar onde eles mandaram seus jogos.

Descobrimos que o primeiro Estádio da cidade era simplesmente chamado de “Ground do Cruzeiro” e foi utilizado a partir de 1915, até o dia em que os donos da área em que ele ficava a pediram de volta.

Para dar sequência ao futebol na cidade, um novo terreno foi adquirido, com a ajuda do Professor Virgílio Antunes de Oliveira e em outubro de 1920 foi inaugurado o Estádio Rosalina Novaes dos Santos (localizado na Av. Major Novaes).

Cartaz Inauguraçao estadio

A fanpage Vila da Nossa Senhora da Conceição do Cruzeiro disponibiliza algumas fotos antigas deste estádio:

Estádio Rosalina Novaes dos Santos - Cruzeiro-SP

É duro imaginar que lá no passado, a cidade de Cruzeiro possuia um estádio tão lindo quanto esse.

Estádio Rosalina Novaes dos Santos - Cruzeiro-SP

Era no Estádio Rosalina Novaes dos Santos que aconteciam os jogos dos times da cidade, entre eles o Cruzeiro FC.

Estádio Rosalina Novaes dos Santos - Cruzeiro-SP

Uma arquibancada que mais parecia uma casa…

Estádio Rosalina Novaes dos Santos - Cruzeiro-SP
Estádio Rosalina Novaes dos Santos - Cruzeiro-SP

O Estádio Rosalina Novaes dos Santos manteve-se de pé até 1955 quando desentendimentos entre a diretoria do clube e do poder público, ela acabou sendo desapropriada.

No lugar, atualmente existe uma praça, conhecida como a “praça nova”, mas com o nome oficial de Dr. Antero Neves Arantes.

Praça Dr. Antero Neves Arantes - Cruzeiro-SP

Com o fim do Estádio Rosalina Novaes, os times profissionais da cidade passaram a utilizar o Estádio Professor Virgílio Antunes de Oliveira e fomos até lá para conhecê-lo.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira
Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

O Estádio fica localizado na

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

Aqui, uma vista aérea mais antiga do Estádio Professor Virgílio Antunes de Oliveira:

Estádio Professor Virgílio Antunes de Oliveira

Vamos dar uma olhada na parte interna!

Diferente do antigo estádio Rosalina, o Virgílio Antunes tem uma capacidade maior, para mais de 4 mil torcedores, distribuidos em seus vários lances de arquibancadas.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP
Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP
Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

O entorno do campo ainda é composto por casas, perceba que ainda não existe nenhum prédio sujando o horizonte.

Ali atrás das arquibancadas fica localizada a Escola Superior de Educação Física de Cruzeiro.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP
Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

Opa…. olha ali o primeiro prédio, só pra desmentir nossa afirmação anterior.  O gramado está acima da média se considerarmos que atualmente o estádio serve apenas os jogos amadores.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

O banco de reservas feito de alvenaria, pronto para receber os times.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

A arquibancada coberta também mostra-se muito bem cuidada.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP
Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

Uma vista do meio campo:

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

Aqui, uma visão do gol esquerdo:

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

E aqui o gol direito:

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

A tribuna de imprensa presta homenagem ao radialista Bechara Boueri, que sempre esteve a frente da Rádio Mantiqueira de Cruzeiro.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

O estádio ocupa uma área tão grande que atualmente até de estacionamento ele serve.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

A arquibancada de cimento também mostra-se resistente ao tempo.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

Enfim, embora o Estádio Professor Virgílio Antunes de Oliveira siga ali, a ausência de times profissionais dá um certo ar bucólico ao local. Consegui conversar com um senhor que estava sentado na arquibancada olhando para o campo e embora ele não tenha permitido um registro oficial ele se mostrou bastante descontente com o rumo que o futebol teve em sua cidade…

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

Hora de ir embora, identificando-se com o porteiro…

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

E sonhando com dias melhores para o futebol de Cruzeiro.

Estádio Municipal Professor Virgílio Antunes de Oliveira - Cruzeiro - SP

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