A parte 8 do nosso rolê de “Pré Inverno” nos levou até a cidade de José Bonifácio.
Na verdade, o primeiro post feito sobre essa viagem foi sobre a partida que assistimos lá, entre o time local e o VOCEM. Você pode ler um post só sobre essa visita com mais detalhes clicando aqui. Mas, para quem não leu, e para registro oficial, vamos a uma versão resumida. O time da cidade é o José Bonifácio EC.
O time teve seu grande momento, quando sagrou-se campeão da Terceira Divisão Paulista, em 1972, com o time abaixo:
Fizemos o tradicional rolê pela cidade, registrando os principais pontos que fazem de José Bonifácio um lugar tão bacana…
Fomos até lá para conhecer e registrar o Estádio Municipal Antonio Pereira Braga!
E nada melhor do que fazer isso em um dia de jogo…
Logo de cara, ficamos mais do que contentes de ver que a cidade tem no estádio, um importante registro da história do futebol local.
O Estádio Antonio Pereira Braga, ou “Pereirão” tem capacidade para quase 10 mil torcedores. Vamos dar uma olhada por dentro?
Atrás do gol, fica sua torcida organizada: A “Serpente do Vale”.
O placar não saiu do zero no embate frente ao VOCEM:
Mas para nós foi mais do que especial, já que nos permitiu conhecer mais um templo sagrado do futbeol do interior de São Paulo.
Além disso, pudemos conhecer um pouco da torcida do José Bonifácio, que tem se feito presente cada vez mais.
Saímos com a alma lavada e com a certeza de que mais do que um time, a cidade possui um ícone cultural que dificilmente será apagado da memória!
De José Bonifácio, começamos nosso caminho de volta, rumando até Araraquara!
SalvarSa
Atualização: em 2022, demos uma nova passada na cidade, e mesmo sem ter o time do José Bonifácio EC disputando as competições oficiais, demos um pulo para ver como estava o estádio:
17 de junho de 2017. Mais uma oportunidade incrível de registrar não apenas dois times tradicionalíssimos do interior paulista, mas também um estádio que até então não conhecíamos.
Falamos da cidade de José Bonifácio, que fez parte do nosso “Rolê de Pré Inverno“, realizado no último feriado de Corpus Christie, onde passamos por outras 10 cidades, que em breve serão apresentadas aqui no blog!
Como o jogo seria apenas no sábado a tarde, e chegamos na sexta feira a noite, pudemos conhecer um pouco sobre a cidade, onde vivem cerca de 36 mil pessoas. A começar pela praça da igreja (com direito a coreto também!) e pelo comércio local!
A gente almoçou no La Bodeguita, um restaurante bem legal tocado pelos próprios donos!
E jantamos no Ateliê da Pizza, num incrível rodízio de Pizzas, regado à Refrigerante Poty (de Potirendaba, outra cidade visitada nessa tour!).
De tarde ainda enchemos a cara em frente ao estádio, tomando suco de laranja e água de coco!
Mas… era o momento certo para conhecer a cultura futebolística de José Bonifácio! E lá fomos nós! Essa é a casa do José Bonifácio EC, que enfrentaria nada mais nada menos que o líder da competição, o VOCEM, de Assis!
O Estádio também é conhecido como “Pereirão” e a pressão da torcida local tem ajudado o time na luta para garantir uma das quatro vagas para a segunda fase!
O estádio não é tão antigo, segundo a placa lá instalada, ele foi fundado em 1979.
E como a ideia é sempre apoiar, fizemos questão de comprar nossos ingressos!
Assim, enfim entramos em mais um templo do futebol, até então desconhecido por nós!
E logo na entrada, uma surpresa: um lindo painel reunindo fotos antigas do time e do futebol na cidade!
Uma iniciativa que poderia se repetir em todos os campos profissionais!
A presença da torcida local foi boa, e deve melhorar caso o time consiga se classificar para a próxima fase.
A campanha até então levara o José Bonifácio EC ao 3º lugar do Grupo.
Vamos conhecer um pouco do estádio via alguns vídeos feito por nós?
Taí o goleirão local, Jean Carlos que teve a missão de segurar o ataque do melhor time da competição até então!
O jogo começou truncado, como a maioria das partidas da tradicional “Bezinha“, a quarta divisão paulista!
A equipe local fazia seu máximo para tentar derrubar o líder e o VOCEM respondia nos contra ataques.
Destaque para a torcida Serpente do Vale, que apoiava o time o tempo todo!
Com direito a faixa, batuque e bandeirão, o pessoal da Serpente transformou o Pereirão num caldeirão!
Vamos ouvir o pessoal da torcida cantar:
O estádio conta com 3 arquibancadas, duas nas laterais e uma atrás do gol, onde fica o pessoal da Serpente. A lateral com a arquibancada coberta estava bem cheia!
As arquibancadas no interior tem sempre uma pegada diferente do que se costuma ver nos grandes jogos.
Com direito ao pessoal da rádio praticamente no meio da torcida e o pipoqueiro lá embaixo fazendo a festa do pessoal!
Em campo, o jogo seguia equilibrado, com ambas as equipes parando as iniciativas do adversário com faltas, muitas delas que levavam perigo ao gol.
Foi numa dessas faltas, que o zagueiro Alan, do VOCEM acabou expulso, para a alegria da torcida local, afinal, com um a mais, parecia que enfim cairia a invencibilidade do goleiro do VOCEM (que não levou nenhum gol desde sua estreia há 7 jogos).
Mas, o primeiro tempo terminou com muito corre corre e com o zero a zero no placar…
No intervalo, deu pra trocar uma ideia com o pessoal da torcida local pra saber um pouco mais sobre eles:
A volta pro segundo tempo prometia um jogo ainda mais eletrizante.
E deu pra ver que o goleiro Neto do VOCEM realmente não está invicto a toa. Fez uma partida super tranquila, sem margem pra erros.
A torcida seguia fazendo seu papel e apoiando.
E também aproveitou da proximidade com o gramado pra botar uma pressão no goleiro visitante!
E olha quem apareceu pra tentar segurar o ímpeto da torcida local, do alto dos seus 1,50 metros… “Ditinho”, o preparador de goleiros do VOCEM, que já é uma figurinha carimbada desta série B.
Ditinho simplesmente assistiu o jogo no meio da torcida visitante, que soube levar na amizade e o tratou com muito respeito, mesmo sendo um adversário. Exemplo pra outras torcidas!
O jogo foi se encaminhando para o final e mesmo pressionando, aproveitando-se do jogador a mais, mas… o zero a zero já se mostrava como placar definitivo para a tristeza da torcida local, que mesmo sabendo da importância do empate contra o líder, ouvia pelo rádio que a combinação de resultados tirava o time do José Bonifácio do G4.
Vale a pena valorizar mais um jogo sem levar gols do goleiro do VOCEM.
Também um destaque para a equipe técnica local que soube dominar o jogo, ainda que não tenha sido convertido em vitória.
Ao fim do apito, o placar apresentava…
Mas pra nós que estivemos vindo de tão longe pra conhecer o estádio e a torcida, foi muito emocionante. Um grande abraço para o amigo Gabriel, que foi um pouco do nosso “embaixador” local.
E da nossa parte, fica o orgulho de ter participado e vivenciado mais uma experiência mágica!
Espero que possamos voltar à cidade para novos encontros… Por hora, obrigado a todos que fizeram da nossa viagem, um momento tão marcante..
Nessa quarta feira, a série A2 voltou à ativa. Sem dúvida os estádios do interior de São Paulo terão dias de emoção, diversão e agito!
Nós fizemos nossa parte como torcedores e fomos até o Estádio Municipal Doutor Augusto Schmidt, em Rio Claro para assistir à estreia do Santo André frente ao Rio Claro.
Aproveitamos a faixa pra fazer um “merchan” da nossa banda, o “Visitantes“.
Os estádios seguem como sempre… Torcidas Organizadas, faixas, pouco público… E tudo o que for necessário pra sua proteção…
A torcida local compareceu, aqui o pessoal da Sangue Azul.
Fomos bem recebidos pelo público local e mesmo próximas as duas torcidas não se provocaram, mantendo um clima familiar na estreia.
Em campo, um jogo difícil de jogar e de assistir. Partida disputada e truncada, atrapalhada pela falta de ritmo dos dois times.
O Estádio Municipal Dr. Augusto Schimidt Filho possui ainda um lado coberto, que contou com a presença de alguns torcedores.
Aí estão os dois lados da cor azul…
Embora fosse a estreia da série A2, pra nós já era a terceira viagem do ano, após acompanhar o time na copinha, na cidade de Leme.
Fica aí nosso alo para os torcedores das duas equipes que acabaram empatando por 1×1. E preparem-se para 2012, porque o ao promete jogos e estádios fantásticos!
Sexta feira de muito sol pelo interior de São Paulo e após uma estrada sem nenhum trânsito, chegamos rapidamente à cidade de Leme. Nosso objetivo: o Estádio Municipal Bruno Lazzarini!
É o primeiro jogo do ano e tinha que ser do nosso clube do coração, o Santo André, frente a outra potência futebol brasileiro, o Internacional-RS.
Se a torcida do Santo André não é das maiores, sem dúvida tem se tornado uma das mais presentes. Para nossa surpresa até que tinha bastante que saiu de Santo André para acompanhar o time.
O pessoal da Fúria Andreense mais uma vez homenageou o jovem Lucas Moraes que faleceu no final do ano, em Itanhaém.
A torcida do Internacional também apareceu por lá! Aliás, tanto Ramalhinos quanto torcedores do Inter foram muito bem recebidos pela torcida local.
Torcida local que ficou bastante triste ao ver no jogo de abertura mais uma derrota do Lemense, que acabou eliminando o time da fase seguinte.
A eliminação precoce castiga o trabalho muito bem feito pela Prefeitura e por toda cidade que se envolveu e que tem se acostumado à realidade da Copinha. Até informativo eles distribuíram.
Falando um pouco do jogo, o Inter veio com tudo pra cima do Santo André, no primeiro tempo. Tudo o que o Ramalhinho pode fazer foi se defender e contar com a boa atuação do seu goleiro. O calor estava muito forte, desgastando os atletas e a torcida…
Durante o intervalo, aproveitei para conversar com alguns torcedores locais, infelizmente como estava tendo uma série de sorteios, anunciados pelo sistema de som, o áudio da entrevista que fiz ficou ruim, mas fica aí a imagem do amigo José, torcedor do Lemense, em apoio à idéia “Apoie o time da sua cidade”.
O estádio recebeu um bom público!
O jogo recomeçou e para a surpresa da imprensa (que insiste em “desconhecer” o Santo André) o Ramalhão fez 1×0. Festa em azul e branco, nas arquibancadas do Brunão (por coincidência, o Estádio do Lemense chama-se Bruno Lazzarini).
Mas, o segundo tempo estava recheado de emoção. Pouco após o gol, o Santo André teve um jogador expulso. E pouco após a expulsão começou a chover. Mas choveu muito. E o time do Inter veio com a mesma força em busca do empate. O Ramalhinho lavou a alma do time e da torcida. A chuva ajudou a limpar qualquer resquício de 2011 e assim, fomos pra rede mais uma vez. Santo André 2×0 Internacional. E fim de papo. E fim de chuva. Restou aos poucos encharcados assistir ao apito final.
E a comemoração foi como a que todo torcedor sonha… Com raiva, felicidade, respeito ao adversário, mas sobretudo dedicação… De ambas as partes, do time à torcida.
Confesso que não gritava assim há algum tempo. Esses meninos nos fizeram reencontrar o orgulho perdido em 2011. Taí a prova:
Só restava voltar para casa. Com a alma (e o corpo) devidamente lavada!
No feriado de 12 de outubro tentei ver um jogo da Inter de Bebedouro, mas não consegui (veja aqui porque). Ao menos aproveitei para dar um rolê pelas cidade vizinhas e pude fotografar os estádios locais. Uma dessas cidades foi Monte Azul Paulista! É em Monte Azul que encontramos o “Ninho do Azulão” estádio que abrigou orgulhosamente o time da cidade em sua primeira disputa de primeira divisão paulista.
Aparentemente, sua capacidade de pouco mais de 11 mil torcedores pode parecer pequena, mas vale lembrar que a cidade tem população de 20 mil habitantes, o que fez com que o Atlético Monte Azul fosse o time da cidade com a menor população da primeira divisão.
Trata-se do Estádio Otacília Patrício Arroyo. Um estádio lindo! É uma pena que o time tenha sido rebaixado à A2…
Esse é o lado de traz do Estádio, que simplesmente acaba numa área verde que dá um charme especial.
E olha que loca a estradinha que pode levar ao fundo do estádio (é o caminho dos visitantes!).
Ali perto fica a sede da Torcida Guerrilha Azul:
Para quem quer ver um pouco dos caras em ação:
E para se ter uma ideia de como é o Estádio visto de cima, peguei essa foto do site do time (www.atleticomonteazul.com.br):
Aliás, essa é uma das camisas que estou buscando, caso alguém da diretoria queira apoiar e me enviar, entre em contato!
Mais um domingo ensolarado e quente pelo interior paulista.
Dia da rodada final da segunda fase da Série B do Campeonato Paulista e dentre vários jogos, escolhemos ir até Limeira acompanhar uma das decisões desta fase.
O Estádio é o Major José Levy Sobrinho, tradicional Limeirão, onde a Internacional manda seus jogos. O adversário do dia é o “CATS” (Clube Atlético Taboão da Serra). Confesso que já acostumei com o horário dos jogos da série B, o domingo matinal já está tomado na minha agenda para ir aos jogos com a Mari.
Pelo movimento do lado de fora, achei que o campo estaria cheio, só depois me dei conta que estava rolando um evento de cowboys e que infelizmente, o povo boleiro de Limeira não era muita gente…
Essa é a realidade do futebol no interior paulista. Ao menos quem foi, foi para apoiar. E lá estávamos nós…
Esse Estádio é magnífico. Não só pelo tamanho e pela beleza, mas principalmente pelo seu valor histórico. A vista também é muito boa…
Do lado “descoberto”, as organizadas da Inter ditavam o ritmo, cantando e apoiando o time, que precisava vencer a partida e ainda torcer por um tropeço do “Primeira Camisa” (time de São José) contra o Desportivo Brasil, em Jaguariúna.
Mais do que fazer sua parte, a torcida ainda tinha que ficar atenta ao radinho ouvindo as novidades do outro jogo.
O clima era de tensão total e para dar uma forcinha, a diretoria da Inter conseguiu começar o jogo com quase 20 minutos de atraso pela falta de um médico responsável.
O time da Inter começou vindo para cima, mas falhava nas finalizações. Na parte coberta, com pouco mais de 25 minutos o pessoal também já não tinha mais unha para roer, tamanha era a ansiedade pela classificação.
O placar era de 0x0, mesmo resultado do jogo em Jaguariúna.
Embora o time do Taboão já estivesse classificado, em momento algum eles deixaram de jogar com seriedade, dificultando a vida do time local.
Mas a verdade é que para ficar ainda mais bonito, o Estádio merecia um público maior…
E era bola na área, chutes de longa distância, pressão no árbitro… A Inter fazia de tudo para abrir o marcador e no mínimo fazer a sua parte.
As bandeiras tremulando lembravam a importância do resultado não só para a torcida, mas para a cidade de Limeira.
E a galera da Internação seguia com a bateria lembrando o time que “TEMOS QUE VENCER!!!
Momento artístico, retratando a torcida, os trapos, holofotes e demais objetos que fazem parte do dia-a-dia de quem curte estádio.
Basta olhar para as instalações do Estádio que a lembrança faz-se presente: 1986, a Inter, campeã paulista.
O pessoal da Interror sabia que era parte importante do esquema tático no jogo e fez bonito. Os torcedores cantaram e apoiaram o time, fazendo valer o fator campo.
E se não bastasse a torcida das pessoas presentes, lá estava uma outra figuraça do Estádio: o cão “Neguinho’‘, com direito até a camisa do time.
O tempo ia passando e cada minuto fazia o nervosismo aumentar. Dali de cima víamos que a Inter não conseguia traduzir em gols o domínio em campo.
É sempre emocionante acompanhar a luta de um time e sua torcida por um objetivo. Que bom seria se conseguíssemos levar isso para outras áreas da vida…
A união é o ato de maior força entre as pessoas, independente da vitória. A Inter vivia mais um dia de fortes sentimentos com seus torcedores.
E o sol forte minava as forças de quem se envolvia com o jogo até a última das emoções…
A Mari até aproveitou pra pegar um bronze…
E no meio de tantos sentimentos, percepções e preocupações… Saiu o tão esperado gol da Inter! Festa no Limeirão…
Depois do gol, aproveitamos para bater papo com alguns torcedores e quando vimos, já estava terminado o primeiro tempo.
Aproveitamos para dar uma volta pelo Estádio e principalmente experimentar o Mega-Gelinho que eles vendem por lá, a R$2:
Aproveitamos também para conhecer melhor o “Neguinho”
No intervalo, não existe nenhum tipo de ação com os jovens torcedores, como vimos no domingo passado em Paulínia. Coincidência ou não, o número de crianças presentes no jogo foi pequeno. Ao menos, mulheres não pagaram pra entrar!
Fomos assistir ao segundo tempo na sombra e acho que não teríamos aguentado se tivéssemos ficado no sol. Não só pelo calor do dia, mas pelo calor do jogo. Em Jaguariúna, o time do “Primeira Camisa” apertava o Desportivo Brasil, mas a grande dor aconteceria ali mesmo, no Limeirão. Após bela jogada individual de um dos atletas do Taboão, a bola sobrou para o atacante visitante marcar e chegar ao empate. O silêncio imperou por longos minutos…
A notícia do empate fez os jogadores da Primeira Camisa comemorarem, em Jaguariúna, mas a festa durou pouco. Minutos depois a Inter chegou ao seu segundo gol para delírio dos torcedores locais.
Dali pra frente, o jogo ficou morno. O Taboão aceitou a derrota e a Inter agradeceu.
As emoções agora estavam por conta do jogo de Jaguariúna. E o final em 0x0 foi mais comemorado que os gols da Inter. A combinação dava ao time de Limeira a classificação para a terceira fase da série B.
Agora é a hora do torcedor abraçar o time, esperamos retornar ao Limeirão e conferir um público maior, que é o que um time como a Inter merece.
12 de junho de 2010, dia dos namorados… Uma noite que merece um passeio especial para comemorar… Assim, não tive dúvidas em escolher como programa romântico, uma ida até Limeira para assistir a Independente x Internacional, pela segunda divisão, no Estádio Comendador Agostinho Prada:
Chegamos um pouco atrasados, e acabamos nos assustando com a bilheteria fechada…
Tivemos que convencer o pessoal a nos vender dois ingressos, afinal, estávamos vindo de Santo André só para o dérbi…
Chegamos no estádio e o público até que nos surpreendeu, de ambos os lados:
Aliás. o estádio do Independente me surpreendeu. Além de ser maior do que eu estava esperando, ele também está muito bem estruturado.
As torcidas do Independente estiveram presentes com suas faixas e cantos:
Até uma faixa no estilo europeu hooligan, apareceu por lá…
E também não faltou provocação ao rival local…
A galera gritou e apoiou bastante, deixando pra lá a atual má fase que passa o time do Independente.
Lá do outro lado, a torcida da Internacional também fazia sua festa, com direito a um belo bandeirão.
E se o jogo estava quente, o mesmo não podia se dizer do tempo… Um ventinho gelado fazia a temperatura parecer ainda mais baixa do que estava…
A gente tentou fugir do frio, apelando pra pipoca, mas… Estava mais pra sorvete do que para pipoca…
Mas o pessoal da Guerreiros não desanimou nem mesmo com o frio e seguiu apoiando o jogo todo!
E em campo, o bicho pegou! Nenhum dos dois times aceitava perder o dérbi…
Todo mundo colocou a canela na dividida, mostrando que a rivalidade entre as duas equipes já contagia o gramado!
E se a rivalidade tá assim no gramado, como é que andam as arquibancadas?
Bom, mas o jogo rolou sem nenhum problema extra campo. Quer dizer, ao menos pro torcedor da Internacional, as coisas saíram bem, já que a Inter marcou 1×0 e decretou mais uma vitória em sua brilhante campanha feita até o momento, com incrível marca de 100% de aproveitamento em 6 jogos. Ao torcedor do Independente, valeu a presença do torcedor, e valeu também reclamar junto ao alambrado!
Ou ao menos aproximar-se do alambrado para comprar um quitute, para o capítulo “Gastronomia de Estádio”…
Pra nós, valeu mesmo é ter participado de mais um capítulo importante da história do futebol, estando presente a um estádio maravilhoso, e vivenciando um dérbi, que já tem uma rivalidade enorme!
Itapira, 11 de abril de 2010. Conforme prometido, fomos até Itapira acompanhar o último jogo da Sociedade Esportiva Itapirense pela série A3-2010.
Chegamos fácil no Estádio (fica bem perto da entrada da cidade), e os carros estacionados na rua mostravam que teríamos um bom público no jogo.
Também… Prometia ser um belo jogo! A Itapirense enfrentava o Taubaté e precisava de uma vitória para escapar do rebaixamento para a terrível e temível série B do Campeonato Paulista. O jogo seria no Estádio Municipal Coronel Francisco Vieira,
A torcida local aparentava estar chateada com a má campanha do clube neste ano, e pegou no pé dos jogadores da casa o tempo todo.
A raiva atingiu o limite quando o Burro da Central abriu o placar, num contra ataque, após uma sequência de bons lances mal aproveitados pelo ataque da Esportiva.
Mesmo assim, em meio às reclamações e cobranças, a torcida seguia apoiando e ajudando o time a pressionar o Taubaté!
É interessante como a torcida se identifica com o jogador Joel, zagueiro e capitão do time.
O Estádio já é de bom porte (cabem quase 5 mil pessoas), mas mesmo assim, já iniciou-se a construção de uma nova arquibancada atrás do gol.
O símbolo do time, e as cores vermelho e branco estão espalhados por todo o Estádio.
Ah, mais uma vez, enfrentamos um belo calor (jogo às 10hs tem disso…), e o jeito foi experimentar os sorvetes de Itapira!
O clima do estádio era muito bom, mesmo com a derrota. Como eu sempre digo, o futebol tem coisas muito mais importantes do que o resultado. É uma sensação única poder ver a cidade reunida em torno de um mesmo fato!
Muita gente que acompanha o time há bastante tempo estava lá pra ver o “Coelho” manter-se na A3.
Falando em Coelho, o pessoal da “Kueio Loko” também compareceu em peso e animou a festa!
Veio o intervalo e fomos conhecer o pessoal da diretoria e da imprensa do clube. Acabamos batendo um bom papo com o Humberto Butti (do excelente site www.esporteitapirense.com.br ) e até com o prefeito, que é sobrinho do Belini, o capitão da seleção de 1958, que enchia os olhos com sua garra em em campo!
Assim, o tempo passou rápido e quando vimos o segundo tempo já havia começado, e ali estavam os últimos 45 minutos do jogo, para a Itapirense marcar 2 gols, virar o jogo e manter-se na A3. E não é que logo de cara a Esportiva mandou 1×0 pra cima do Taubaté, colocando fogo no jogo!!!
E quando tudo parecia caminhar para um final feliz para a torcida de Itapira, o Taubaté mostrou porque ainda sonhava em ocupar a 8a vaga do G8. Gol do Taubaté… 1×1. A tristeza caiu como chuva na cabeça das pessoas que minutos antes tinham certeza na virada. Muitos se levantaram e começaram a deixar o Estádio, menosprezando qualquer reação do time da casa. A equipe 10 de esporte da 91,1 FM não podia acreditar.
O jogo ficou triste, sem graça, teve até cachorro entrando em campo, a torcida ficara quieta, como se aguardasse o passar do tempo para assumir a sentença proferida… A queda para a série B…
Foi quando poucos acreditavam, que o milagre começou… O pessoal do Kueio Loko, já tava quase dentro de campo, ali no alambrado e demorou até acreditar… Era penalty para a Itapirense… O goleiro foi expulso, um jogador da linha foi para o gol do Taubaté… E gol da Itapirense!
Eu e a Mari já registrávamos nossa presença em mais um estádio do interior paulista quando o improvável aconteceu… Nem lembrei de fotografar o que vivíamos… Não dava pra acreditar… Joel… aos 48 do segundo tempo, Joel, o herói da torcida fez o gol de desempate…
Gente chorando, gritando, pulando no alambrado… Foi o grande momento do ano. Nos despedimos com alegria pela festa da torcida local. Nos vemos pelos estádios….
De volta à pequena, bela e acolhedora cidade de Votorantim, para assistir uma partida histórica, num dia que deve ficar marcado na memória dos torcedores do VotoratyFC!
Da última vez que estivemos por lá, vimos o Votoraty FC ser campeão da copa Estado de São Paulo (Veja aqui como foi).
A cidade toda estava mobilizada para ver o time, logo em sua primeira participação na Copa do Brasil, enfrentar o poderoso e copeiro Grêmio FBPA!
O Grêmio trouxe vários ônibus do Sul e vários torcedores das redondezas.
O jogo quase começando e a torcida gremista não parava de chegar.
Vale lembrar que a torcida gremista segue o estilo das barras argentinas, com direito a muitas faixas, trapos e canções cantadas de um jeito bem peculiar.
A diretoria do Votoraty foi muito legal com a torcida gremista, vendendo os ingressos a um preço relativamente baixo (R$ 20 e R10 a meia entrada), e possibilitando uma estadia bastante tranquila. As arquibancadas eram aquelas “removíveis”, mas que oferecem o mesmo conforto de qualquer arquibancada de cimento.
A torcida do Grêmio também teve um bom comportamento. Era possível ver famílias e pessoas torcedoras do Grêmio que viam seu time jogar, pela primeira vez.
E dá lhe tirantes e trapos do pessoal da Geral!
E claro, a banda!
E com a banda, a festa…
Para a maior parte dos torcedores que vieram do Sul, o Votoraty é uma grata novidade no futebol brasileiro, que merece todo o respeito em campo e fora dele.
Do outro lado, era dia de festa. Mais que isso, era dia de colocar o nome do time, da cidade e dos torcedores num outro nível. Até os jogadores pareciam ansiosos para o início do jogo!
O pessoal da Grená Manguaça já praticamente lotava a arquibancada, quase meia hora antes do jogo começar!
Dê uma olhada como estava o clima por lá, antes do jogo começar:
https://www.youtube.com/watch?v=I3OEArYoA68&t=2s
Destaque para a torcida local: Geração Votoraty!
O Estádio Domênico Paolo Mettidieri é um daqueles estádios incrustados na cidade. Veja como é próximo do terminal de ônibus:
A entrada do time recebeu uma bela nuvem de fumaça colorida da torcida:
Veja como foi :
https://www.youtube.com/watch?v=bqYlaIpXiV8
Fiquei contente de poder presenciar esse momento histórico tanto pro Votoraty quanto pro Grêmio.
Mas foi emocionante acompanhar um jogo em que ambas as torcidas cantaram e apoiaram seus times. O pessoal de Votorantim multiplicou suas vozes tentando apoiar o time local. E parece que deu certo!
O time da casa foi pra cima e imprimiu um bom ritmo, principalmente no primeiro tempo, calando aqueles que não acreditavam no potencial do time. Vale relembrar que esse tipo de comportamento foi mais da imprensa, do que da própria torcida ou equipe gremista.
O jogo foi assistido e curtido pelas duas torcidas.
E mesmo que reclamem do estádio do gramado, foi muito legal tanto da Federação Paulista, quanto da própria CBF e até do Grêmio, terem aceitado o estádio como o local do jogo. Porque futebol é isso, é paixão de bairro, paixão de quem mora ali, e vivenciou 90 minutos de magia, talvez nunca imaginado como possível, alguns anos antes.
Agora, mesmo não sendo tarefa simples, a prefeitura e a diretoria podem dar uma melhorada em algumas partes do campo, né?
Alguns jornalistas da chamada “grande imprensa” podem até reclamar, mas a torcida agradeceu!
O primeiro tempo virou 0x0, com boas chances para ambos os lados.
Além de mim e da Mari, el Pibe Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) esteve por lá, e fez uma matéria para o blog dele:
O Gabriel, do FotoTorcida também esteve por lá. Em breve deve postar suas fotos.
Infelizmente para os torcedores locais, o segundo tempo trouxe o gol do Grêmio, e selou a derrotado time grená por 1×0, ao menos garantindo a não menos histórica partida entre as duas equipes no estádio Olímpico, no dia 1o de abril.
Fica nosso agradecimento ao pessoal de ambas as torcidas e o desejo de boa sorte! Para quem acha que a disputa já está definida, vale aguardar…
E valeu Votorantim! Por conseguir manter-se interiorana, natural e com um time como o Votoraty!
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
Ou passe todas as 4ª feiras da sua vida trabalhando.
Se para algumas pessoas, domingo de manhã é hora de se recuperar do rolê de sábado a noite, para quem gosta de futebol, esse domingo não teve moleza! Saímos de Cosmópolis às 8 horas para ir ao Estádio Domenico Paolo Mettidieri, na cidade de Votorantim, para acompanhar a final da Copa Paulista de 2009, o grande momento do Votoraty FC. Para quem não se programou, logo de cara uma má notícia…
Como eu já esperava por isso, pedi pro meu pai (que estava em Votorantim desde 6a feira) comprar os ingressos, e assim fomos tranquilo. Na entrada pude ver que realmente os prometidos mais de 4 mil torcedores realmente compareceram.
Também… Esse seria um jogo histórico para a cidade, independente de quem vencesse. Por isso, essencial uma foto com o Tigre, mascote do Votoraty!
Dentro do estádio não haviam muitos lugares, as cadeiras cobertas completamente tomadas, e os demais poucos lugares eram debaixo de um sol de 40 graus…
Mas nada desanimou a torcida local, que preencheu cada lugar das arquibancadas!
Ainda teve quem ganhasse um boné de um parceiro/patrocinador (não sei ao certo), para encarar o sol ardido que queimava sem perdoar.
Mas, no geral, a solução foi enfrentar o calor com o coração. Assistir o jogo inteiro de pé, cantando e pulando, sem parar, como fizeram os torcedores da “Grená Manguaça“:
Além deles, o pessoal do “Guerreiros do Tigre” e da “Geração Votoraty” animou o jogo todo!
A festa inclui fumaça colorida…
E até balões que literalmente levaram o nome do time pra cima!
Não que do outro lado, a torcida do Paulista não fizesse barulho e festa, mesmo com apenas 500 torcedores.
Lá estavam torcedores anônimos e as organizadas que acompanham o clube de Jundiaí.
Mas a cidade de Votorantim queria esse título de qualquer jeito, e a torcida local pressionou muito, pulando na arquibancada:
Ou colado no alambrado…
E o Tigre por lá, levantando quem ousasse sentar um minuto!
Com tamanha pressão, o time do Votoraty não bobeou, e de penalty, fez 1×0, veja o momento do gol:
Com o estádio em festa, o Votoraty arrumou um jeito de marcar mais 2 gols ainda no primeiro tempo. E com 3×0, a taça, embora ainda bem protegida pelos seguranças da FPF já parecia ter dono…
E verdade seja dita, o estádio estava lindo nesse domingo, merecendo ficar com a taça…
Pra onde quer que olhasse havia uma faixa, uma bandeira, um torcedor gritando…
O atleta símbolo do “Sport Club Savóia” observava orgulhoso os atuais filhos da cidade repetirem os feitos heróicos que há quase um século aconteceram pela região (isso fica prum próximo post).
O segundo tempo trouxe mais 3 gols, dois do Votoraty e um do Paulista, ou seja… Parabéns torcedores do Votoraty, vocês são campeões… Mais que isso, ano que vem teremos Copa do Brasil passando por Votorantim. Solte o grito...