O futebol da cidade de Serra-ES

A pandemia mexeu tanto com a gente, que quase acabamos deixando passar o registro do nosso último rolê “pré Covid-19”.

Foi durante o já distante carnaval de 2020, em um destino que estava se tornando uma tradição: Vitória, no Espírito Santo.

Pra quem acha que não dá pra voltar tantas vezes pra Vitória, vale ressaltar os principais pontos que nos fazem querer repetir cada vez mais esse rolê.
O primeiro é a diversidade de coisas pra se fazer, como curtir o centro histórico…

O Espírtio Santo é riquíssimo em se falando da história do Brasil, vale ler um pouco sobre Vasco Coutinho, o português que foi donatário da capitania que englobava este território.

A cidade de Vitória é cheia de praias super gostosas e que são de fácil acesso!

Outro rolê legal é admirar o rio Santa Maria em sua chegada ao mar.

Tem muitas praias próximas da cidade, e sempre se acha um cantinho bucólico pra se fazer uma foto no fim da tarde…

Sugiro uma visita ao MUCANE (Museu Capixaba do Negro), um centro estadual de referência à cultura negra.

A gastronomia local tem cada vez mais opções para os vegetarianos …
A gente foi nuns lugares mais chiques dessa vez 🙂

E essa moqueca capixaba vegetariana sempre conta na hora de decidir voltar pra Vitória…

E eles também são bons de pizza…

Nós já estivemos outras vezes por lá conferindo um pouco do futebol local, veja aqui como foi! Dessa vez, fui conhecer a loja de fábrica da Icone, que patrocina entre outros times o meu Ramalhão!

Po, um passeio que vc não pode deixar de fazer é um rolê até a Golias Discos, pra pegar algum vinil!

A escadaria Maria Ortiz homenageia uma filha de espanhóis que nasceu em 1603, no território que se tornaria Vitória.

Naquela época, a Holanda era inimiga mortal da Espanha e o Brasil vivia a época da “União Ibérica”, o que levou, em 1625, o capitão holandês Piet Pitersz Heyn chegou à vila para um ataque que teve como principal ponto a Ladeira do Pelourinho, onde vivia Maria Ortiz que surpreendeu os invasores com um verdadeiro banho de água fervendo. A vizinhança contribuiu atirando paus e pedras, a movimentação acabou chamando a atenção de outras pessoas que conseguiram impedir a invasão naquele momento. Maria Ortiz faleceu em 25 de maio de 1646.

Mas nosso passeio dessa vez não ficou apenas na capital do Espírito Santo, nosso amigo Thiago nos levou até a cidade de Serra, e ainda demos a sorte de ouvir um pouco da história da cidade contada pelo poeta, cantor, escritor e compositor serrano Teodorico Boa Morte!

Mas também queríamos conhecer um grande amor de todos os cidadãos de Serra: a Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube!


O Serra Futebol FC surgiu em 24 de junho de 1930 e dedicou boa parte de sua existência ao futebol amador e tem como mascote a cobra coral!

Somente em 1997 a “Cobra coral” fez sua estreia no futebol profissional, disputando a Segunda Divisão do Campeonato Capixaba.

Após classificar-se em primeiro lugar na Chave Norte (ao lado de Botafogo, Canário e São Gabriel) jogou a 2a fase e chegou à final contra o Mimosense, sagrando-se campeão logo em seu primeiro ano, subindo para a 1a divisão.

Em 1999, viria o primeiro título da primeira divisão e no mesmo ano classificando-se para a série B do Campeonato Brasileiro tendo vencido o Fluminense, no Maracanã 2×1.

Em 2003, nova conquista do “Capixabão“, vencendo o Estrela do Norte na final, com direito à torcida invadindo o campo para comemorar com os jogadores.

Em 2004, vem o terceiro título estadual, com um 4 a 0 sobre o CTE Colatina.

Em 2005, conquista o seu terceiro título estadual consecutivo, fazendo a final contra o Estrela do Norte, com gol aos 45 minutos do segundo tempo do artilheiro Betinho.

O próximo título veio em 2008 e fez o Serra ser considerado o campeão do século XXI.

Entretanto, em 2012, o Serra é rebaixado para a Segunda Divisão e só alcança o acesso de volta à primeira em 2017, tornando-se bicampeão da segundona.

E no retorno à Série A do Capixaba, o time volta a fazer história conquistando novo título, na final contra o Real Noroeste.

Aproveitamos a carona do nosso amigão Thiago para conhecer o Estádio Municipal Roberto Siqueira Costa!

Mais uma bilheteria para a nossa coleção!

O nome do Estádio Municipal Roberto Siqueira Costa é uma homenagem ao goleiro que brilhou defendendo o time tricolor na década de 1980 e que depois foi funcionário do clube, e até técnico.

Vamos dar uma olhada no campo!

E um estádio como esse merece receber uma torcida apaixonada, correto?

Sim, eles fazem uma festa danada!

Está lá a arquibancada que tantas vezes viu o time campeão estadual. Uma pena não termos conseguido pegar um jogo aqui..

Em 2018, inauguraram-se os refletores do estádio.

Há um espaço coberto para a imprensa.

O placar é manual e bem antigo.

O distintivo do time pintado e meio à bancada ficou bem legal!

Encontrei um lote de cartões postais do estádio a venda pela Internet, com uma imagem aérea do estádio

Hora de voltar pra casa! Um grande abraço ao amigo Thiago, que mesmo torcedor da Desportiva, nos acompanhou até a casa do Serra FC!

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O futebol profissional em Pereira Barreto!

Já no caminho de volta para o ABC, depois de registrar um pouco da história e do futebol de Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste e Ilha Solteira, fomos conhecer a cidade que é considerada a “Meca” dos pescadores paulistas: Pereira Barreto, que fica pouco antes do rio Tietê encontrar o rio Paraná!

Porém, pouco antes de adentrar a cidade, uma imagem chama a atenção: o canal artificial “Deoclécio Bispo dos Santos“construído na década de 80 e que interliga os reservatórios de Três Irmãos e de Ilha Solteira permitindo a navegação e a geração de energia integrada dos dois rios.
É o segundo maior canal artificial de água doce do mundo (só perde pro canal de Suez, no Egito), com 9.600 m de comprimento e 50 m de largura.

Pereira Barreto é um nome tradicional para quem mora no ABC: é a principal avenida que liga São Bernardo e Santo André. Já a cidade, foi fundada oficialmente, em 11 de agosto de 1928, com o nome de Novo Oriente, já que era parte dos planos da Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda (BRATAC) para receber imigrantes japoneses para a lavoura. Em 1938, o então distrito de Novo Oriente foi elevado à categoria de município, e recebeu o nome de Pereira Barreto. Aqui, o monumento “Obelisco”, que fica próximo ao trevo da entrada da cidade, desenvolvido pelo artista Sarro, integrando as figuras de um pescador, um turista e um trabalhador.

Existe ainda um Monumento Alusivo ao Esporte, localizado na rotatória que liga as avenidas Jonas Alves de Mello e Humberto Liedtke:

Pereira Barreto ainda guarda fortes traços de seus fundadores, os imigrantes japoneses:

Até time de beisebol já existiu (e ainda existe) na cidade!

Destaque para o calor que estava fazendo aquele dia e para este singelo cupinzeiro (ou formigueiro…) que estava no nosso caminho…

Nosso objetivo em Pereira Barreto era registrar o Estádio Municipal “Joaquim Francisco Dias ‘Sabiá’ ”.

Sua bilheteria, um pouco mal cuidada, mas ainda de pé!

Uma pena não existir nenhum tipo de identificação com o nome do estádio…

O Estádio Municipal “Joaquim Francisco Dias” possui uma arquitetura bem única, como se pode ver:

Essa foi a casa dos 2 times da cidade nas aventuras de Pereira Barreto pelo futebol profissional. O mais antigo deles é o Esporte Clube XI de Agosto.

O Esporte Clube XI de Agosto foi fundado em 11 de agosto de 1963 e após amistosos e competições amadoras, estreou no profissionalismo em 1965 na 4a divisão, no grupo “3a série”, ao lado do Andradina FC, do CA Jalesense, do Mouran de Andradina, do SOREA (Auriflama) e da AE Aparecida, terminando em 4º lugar.

Jogou ainda mais uma edição da 4a divisão em 1966, no 7º grupo, terminando em último lugar o que levou o time a se licenciar por alguns anos.

O time só retornaria em 1973, na 3a divisão, jogando o grupo da Série C e amargando a última colocação.

Em 1974, o time estava inscrito, mas acabou desistindo de participar da 3a divisão e do futebol profissional até os dias de hoje. Ainda assim, o GRE Pereira Barreto siga existindo como clube, com sede social e até um campo de futebol próprio:

O outro time da cidade é o Grêmio Recreativo Esportivo Pereira Barreto, fundado em 25 de fevereiro de 1974. O distintivo abaixo veio do site “Escudos do mundo“:

O GRE Pereira Barreto surgiu para preencher o vazio deixado pelo EC XI de Agosto e estreou no Campeonato Paulista da 3a divisão em 1975, seguindo a sina do XI de Agosto e terminando em último lugar de um Campeonato que teve tantos problemas de regularização que a FPF declarou que não houve campeão naquele ano.

Em 1976, mais uma tentativa e… novo fracasso. Novamente termina em último lugar, fazendo com que mais uma vez o futebol profissional fosse abandonado pela cidade, o que dura até hoje.

Tristeza para a cidade, para a torcida e principalmente para o Estádio Municipal “Joaquim Francisco Dias ‘Sabiá’ ”, que nunca mais teve o sabor das disputas profissionais…

Para quem não teve a oportunidade de conhecer o estádio, aí está a foto do meio campo:

Aqui, o gol da esquerda (de quem olha do lado oposto ao da arquibancada):

E do gol do lado direito:

Um vídeo para uma visão mais ampla do estádio e do campo, principalmente. Pena que o vento atrapalhou tanto o áudio…:

O tempo seco e a falta de pintura, deram às fotos uma aspecto um tanto quanto desértico…

Ao fundo do gol, as casas da cidade. Percebe que não existe nenhum prédio nessa direção.

Mesmo seco, o gramado está bem cortado, mostrando que tem acontecido manutencão.

O que separa o campo da torcida é um alambrado simples, estilo Rua Javari.

Assim nos despedimos desse espaço tão importante!

Apenas o urubu dos estádio permanece no tórrido ambiente do Estádio Municipal e vamos para a estrada…

Uma paradinha pra olhar o rio…

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O futebol em Rio das Pedras (SP)

24 de outubro de 2020.
É dia de conhecer mais um templo do futebol do interior de São Paulo: o Estádio Municipal Massud Coury, na cidade de Rio das Pedras!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

A cidade fica bem próxima de Piracicaba e se você perceber, ela tem uma guardiã logo na entrada…

Rio das Pedras

Uma simpática coruja que nos deu as boas vindas a este lugar tão importante para o interior de São Paulo.

Coruja em Rio das Pedras

Andar por essas bandas é reviver a história de locais por onde viviam, num primeiro momento, os povos indígenas e, na sequência, tropeiros e bandeirantes em busca de pedras preciosas e também na tentativa de escravizar os povos originários locais.
Esse é um assunto pouco falado no Brasil, que merece sempre uma lembrança, usando essa pintura de Jean-Baptiste Debret:

Jean-Baptiste Debret

Como tudo era feito na caminhada, locais para descanso eram estratégicos, e logo a casa de uma família de lavradores ficaria conhecida como “Pouso do Rio das Pedras“. Mas o tempo é o senhor da vida e tão rápido quanto os indígenas locais foram expulsos, escravizados ou exterminados, o progresso chegou materializado na Ferrovia. Nascia a Estação Rio das Pedras que segue por lá…

Rio das Pedras

A estação colaborou para a chegada de mais pessoas criando um povoado que daria origem à Freguesia do Senhor Bom Jesus de Rio das Pedras, porque além de eliminar a cultura indígena, nosso povo sempre deu um jeito de incluir a religião na história. Essa é a Paróquia Senhor Bom Jesus De Rio Das Pedras:

Rio das Pedras

A qualidade das terras trouxe a cafeicultura para a região, e com ela africanos escravizados num primeiro momento e imigrantes (principalmente italianos), a partir da proibição da escravização. O crescimento populacional fez a freguesia se tornar distrito do Município de Piracicaba, depois, elevado à Vila de Rio das Pedras, e finalmente à categoria de cidade em 19 de dezembro de 1894. O declínio do café trouxe a cana de açúcar como acultura dominante da região para atender as Usinas que ali se estabeleceram (Usina São José, Usina Nova Java e Usina Santa Helena). Claro que a Raizen já chegou por ali e dominou a produção local.

Usina Santa Helena - Raízen - Rio das Pedras

Atualmente, além das usinas, novas empresas tem se estabelecido na região, como a Hyundai. Assim, a cidade segue seu rumo ao futuro… Sem esquecer do seu passado.

Rio das Pedras

E um olhar pro passado não pode ser feito sem deixar de se lembrar do futebol local. Passaram pela cidade 5 times usando o nome “Riopedrense“. O primeiro deles a Associação Atlética Riopedrense foi fundada na década de 20.

AA Riopedreense

O time jogou diversas competições municipais e também com times da região. Encontrei essa foto na Fanpage “Rio das Pedras antiga”.
Seria do time de 1934:

AA Riopedrense

Nestas primeiras décadas de existência, jogadores como o goleiro Civolani e o zagueiro Dito Boi (nos anos 20), Lio Roncato (nos anos 30) e Luis Paris e Osvaldo Miori (nos anos 40) entraram para a história local. Esse foi o time de 1940:

AA Riopedrense

A partir de 1942 passou a disputar a 15ª região do Campeonato do Interior, até 1944. O time nunca chegou a se classificar para a segunda fase, já que essa era uma das regiões mais difíceis, visto que jogavam os times de Piracicaba, Santa Bárbara do Oeste, Capivari e Indaiatuba. Só nos anos 50 o time realizou campanhas expressivas, como o bicampeonato da “Liga de Capivari”, a “Ituana“, que era a primeira fase, regional do Campeonato do Interior, de 1953 e 1954:

AA Riopedrense - bicampeão da Ituana

Em 1954, após ser campeão da “Ituana”, foi jogar a final da região com o XI de Agosto de Tatuí e sagrou-se campeão na melhor de 3 partidas (derrota por 4×1 em Tatuí, vitória de 3×1, em Rio das Pedras e 2×0 no jogo decisivo, dia 4 de abril de 1954). Destaque para os jogadores Áureo, Rugia e Joãozinho Migriolo e Antonio Furlan. Leia mais sobre essa época no site de Luiz Barrichelo, um apaixonado pela cidade pelo time! Outra boa matéria sobre a época saiu na “Revista Nossa“, lá de Rio das Pedras mesmo.

A Riopedrense - 1954

Mas, a AA Riopedrense acabou fechando suas portas e o time a representar a cidade no futebol a partir de 24 de junho de 1968, passou a ser o Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina Sao Jorge.

Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina Sao Jorge - Rio das Pedras

Era o time formado pelo pessoal da própria Usina São Jorge, que hoje se encontra em ruínas…

Usina São Jorge

Mais do que manter o futebol ativo, o time da Usina São Jorge levou a cidade ao futebol profissional pela primeira vez na história, disputando a série A3 em 1975 e 76. O amigo Roberto (pesquisador do time do Primavera de Indaiatuba) nos enviou um belo registro do empate em 1×1 entre o São Jorge contra o Primavera de Indaiatuba, em Indaiatuba, pelo campeonato de 76:

Primavera 1x1 São Jorge - 1976

Ainda segundo as pesquisas do Roberto, o resultado do jogo de volta, em Rio das Pedras, no dia 3/10 foi um novo empate: Usina São Jorge 0 x 0 Primavera. O resultado mais desastroso foi: A.E. Laranjalense 7×1 Usina São Jorge. Assim, compunha o seu grupo:

Campeonato Paulista série A3 - 1975

Com o fim do Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina São Jorge, surge o segundo time homônimo: a Associação Atlética Riopedrense.

AA Riopedrense - Rio das Pedras

Se por um lado, os dois times homônimos não guardam nenhuma relação entre eles, a população local acabou abraçando de coração esta segunda agremiação, fundada em 7 de junho de 1977, por Antenor Soave. Iniciou sua história disputando o Torneio Alfredo Metidieri, naquele mesmo ano de 1977.

Torneio Alfredo Metidieri 1977
Torneio Alfredo Metidieri

A então “refundada” Associação Atlética Riopedrense também levou a cidade ao futebol profissional! A sua estreia aconteceu no quarto nível do futebol paulista (a atual série B) de 1977, que teve o Primavera de Indaiatuba como campeão. Aliás, obrigado ao Roberto e ao Michael por passarem os resultados:

Campeonato Paulista - 4a divisão - 1977

No ano sequinte jogou o quinto nível do Campeonato Paulista de 1978. Este campeonato era chamado de “Terceira Divisão“, mas acima dela existiam 4 outros níveis: o Campeonato Paulista de Futebol, a Divisão Intermediária, o Campeonato Paulista da Primeira Divisão e o Campeonato da Segunda Divisão. Veja como foi a boa participação na estreia do time:

Campeonato Paulista – 5a Divisão - 1978 - Grupo B – 1a fase
Campeonato Paulista – 5a Divisão - 1978 - Grupo B – 1a fase

Classificado para o octogonal decisivo (o Dracena foi eliminado), o time terminou em 3º lugar!

Campeonato Paulista - 5a divisão - 1978
Campeonato Paulista - 5a divisão - 1978

Nesse ano, a rivalidade com a Saltense foi elevada à décima potência, já que a vitória sobre eles no último jogo, quando lideravam o Grupo, deu o título ao Cruzeiro.
Olha que bela história contada por um torcedor da época:

“O primeiro jogo foi em Salto, e junto ao time, uma pequena torcida se deslocou para aquela cidade.
A torcida da Saltense, pra ajudar o time, naquele dia humilhou e maltratou o nosso time e também a nossa pequena caravana de torcedores voltamos derrotados e humilhados a Rio Das Pedras.
Jogo de volta, o troco. Sem ninguém combinar nada, a cidade se uniu em dar uma recepção melhor a que tínhamos recebido lá em Salto.
Dia do Jogo!!!!!!!!!! Horas antes do jogo, o povo de RdP já estava em peso na frente do Estádio.
E sem nenhum líder, fez um grande corredor Polonês a espera de “nossos convidados”. E eles todos chegaram, o time e mais de dez ônibus de torcedores, isso fora uma caravana de automóveis, seguramente mais de 400 pessoas.
Pois bem…..Hora do troço………. Conforme iam chegando, tinham que passar pelo corredor montado pelos Riopedrenses, e aí uma chuva de tapas e tabefes e alguns chutes no bum-bum.
Apanharam, antes, durante e depois do jogo, em que o Cacique da Ituana (a AA Riopedrense) saiu vencedor.
Terminado o jogo, os torcedores da Saltense se recusaram a sair do Estádio, pois o corredor novamente estava a sua espera, e somente com a chegada do Batalhão de Choque e do Canil da PM de Piracicaba, enfim deixaram o Campão em segurança, e lógico que com alguns pneus furados e algumas portas amassadas.
Nem o Riopedrense e nem a Saltense, se sagraram campeãs naquele ano, mais o jogo entrou para a história.
O TROCO FOI DADO.”

Em 1979, mais uma disputa da quinta divisão, classificando-se para a 3a fase!

AA Riopedrense
Campeonato Paulista - 5a divisão -1979
Campeonato Paulista - 5a divisão -1979
Campeonato Paulista - 5a divisão -1979

Chegamos a 1980 e as mudanças na estrutura do futebol paulista levam a AA Riopedrense a disputar o terceiro nível do futebol paulista.

Série A3- 1980

Em 21 de novembro, ainda foi disputado um amistoso: AA Riopedrense 1×4 Comercial (Ribeirão Preto). Jogou a A3 ainda em 1981, que teve o Cruzeiro FC como campeão. Mais uma vez as pesquisas do amigo Roberto e do Michael nos ajudaram a dividir com você, os resultados:

Campeonato Paulista - Série A3 - 1981

Em 1982, mais uma A3, com o Barra Bonita campeão. E a AA Riopedrense realizou uma boa campanha! Chegou a disputar a segunda fase do campeonato…

Campeonato Paulista - Série A3 - 1982
Campeonato Paulista - Série A3 - 1982

E em 1983, com o CAL Bariri campeão, a AA Riopedrense termina aí sua participação no futebol profissional.

Campeonato Paulista - Série A3 - 1983
Campeonato Paulista - Série A3 - 1983

Além das 2 AA Riopedrense, outros 3 times mais recentes resgatam o nome e o futebol local.
Este é o  Clube Atlético Riopedrense, fundado em 10/07/2013 e que tem jogado o amador.

Clube Atlético Riopedrense

Outro, também dedicado ao futebol amador é o Clube Riopedrense de futebol.

Clube Riopedrense de futebol

E por fim a Associação Olímpica Riopedrense:

Associação Olímpica Riopedrense

E a casa do futebol local em Rio das Pedras desde tempos antigos até hoje é o Estádio Municipal Massud Coury!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Mais uma bilheteria pra nossa conta!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

O Estádio segue muito bem cuidado, com sua bela arquibancada coberta!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Pra se ter ideia geral do campo, olhando da arquibancada, esse é o gol esquerdo:

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Aqui o meio campo, onde podemos perceber o sistema de iluminação.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

E aqui, o gol do lado direito:

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Vamos experimentar um role entrando no estádio desde a rua:

Aqui, uma visão do lado oposto, para se admirar a lindíssima arquibancada coberta!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

A visita a um estádio como esse dá uma sensação muito bacana…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Muita energia boa envolvida, muitas imaginações e imagens vêm à minha cabeça, como eu costumo dizer “saudades do que eu não vivi”.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

E ao mesmo tempo me sinto honrado em poder estar num estádio que teve tanta história no passado e que ainda tem feito a alegria de quem gosta de futebol em Rio das Pedras.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Olha os bancos de reserva ali atrás, que bacana!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Tentei registrar o estádio no maior número de ângulos possíveis pra tentar dividir com quem não conseguiria viajar até Rio das Pedras, mas que adoraria saber como é andar por ali…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Aqui, eu estou atrás do gol, e se você estivesse ali e se virasse para olhar pra traz, veria que ao fundo do estádio está o ginásio de esportes da cidae, que aliás estava em reforma.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Ali, aparentemente estão os vestiários em azul.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Enfim, só nos resta admirar a vista do Estádio Municipal Massud Coury, sonhando com alguma iniciativa meio doida de levar novamente o futebol da cidade ao profissionalismo. Quem sabe com um dos times que jogam por lá atualmente…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Vamos embora, levando no coração e na memória um pouco de tudo isso que ouvimos, que vimos e que lemos…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

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Rolê Independência & Bola! Estádio em Franca (Parte 18 de 21)

Seguimos nossa aventura pelas estradas! Depois de passar por Pirassununga, Descalvado, Santa Rita do Passa Quatro, Tambaú, Santa Rosa de Viterbo, Santa Cruz das Palmeiras, Vargem Grande do Sul, São José do Rio Pardo, Cajuru, Batatais, Orlândia, São Joaquim da Barra, Igarapava, Uberaba, Guaíra, Miguelópolis e Ituverava agora chegamos à Franca!

Franca

Conhecer a cidade e o futebol local é um desejo antigo meu.
Toda a tradição do futebol da Francana aguçou ainda mais esse desejo, por isso decidimos passar a noite na cidade (até porque se vc está acompanhando toda a saga desse rolê, vai lembrar que chegamos à Ituverava já anoitecendo).

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

A cidade respira esporte.
É muito legal ver os lambe-lambes convidando para os jogos da “feiticeira”.

Francana

E não só o futebol, o basquete local também é muito respeitado e incentivado, e tem um timaço!

Foi por causa de um jogo do Franca Basquetebol contra a equipe do Bauru (que se hospedou no mesmo hotel que a gente, lembrando uma outra viagem) que a partida entre Francana e Comercial, pela fase final de grupos, acabou sendo adiado para segunda feira… Ou seja, perdemos a partida 🙁

AA Francana

Mas, ainda existia o nosso desejo de conhecer o Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho, casa da Associação Atlética Francana.

Distintivo da AA Francana

A Associação Atlética Francana foi fundada em 12 de outubro de 1912.
O primeiro Estádio da Francanca foi o campo da Bela Vista (também chamado de Nhô Chico), que teve suas arquibancadas inauguradas em 1947 (num amistoso contra o São Paulo) e utilizado nas disputas até 1969, quando foi construído o atual Estádio Municipal Dr. José Lancha Filho.
Essa é a entrada do “Nhô Chico“:

Estádio Cel Nho Chico - Estádio Bela Vista - Francana

Aqui algumas fotos mostrando um pouco do campo no presente…

Estádio Cel Nho Chico

E no passado:

Estádio Cel Nho Chico - Estádio Bela Vista - Francana

A partir de 1948, a AA Francana passou a disputar as competições profissionais da Federação.
A Francana foi Vice-campeã da série A2 em 1969 e 2002 e Vice campeão Série A3 de 1996.
Em 1977, obteve o acesso para o Campeonato Paulista ao sagrar-se campeã da Divisão Intermediária (a A2 da época).

AA Francana 1977

Em 1982, foi rebaixada com o time abaixo:

AA Francana 1982

Disputou o Campeonato Brasileiro de 1979, sendo eliminado na primeira fase. Em 1997, chegou ao quadrangular final do Campeonato Brasileiro da Série C, terminando na 3ª colocação e perdendo o acesso à Série B do ano seguinte na última rodada.

AA Francana 1997

Em 2015, a “Veterana” foi rebaixada para a Segunda Divisão de 2016, após terminar a Série A3 na lanterna. Fomos até o Estádio Municipal Dr. José Lancha Filho, onde a Francana tem mandado seus jogos.

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

O estádio é mais conhecido por Lanchão.
E marca aí mais uma bilheteria pra nossa conta!

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca
Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

O estádio fica bem localizado e é de fácil acesso.

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

O Estádio foi inaugurado em 1969.

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

Já teve capacidade para mais de 15 mil torcedores, mas atualmente não passa de pouco mais de 10 mil pessoas.

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

Essa é a entrada principal, para a torcida local.

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

Andando ao redor do estádio, temos a….

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

Entrada dos Visitantes! Do jeito que o diabo gosta hehehehe.

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

Uma pena que não conseguimos entrar, mas tudo bem, fica para uma próxima vez para podermos acompanhar a Francana! Ao menos, ta aí um pouco do entorno do estádio:

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca
Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca
Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca
Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

Pra quem ficou na vontade de saber mais, seguem algumas imagens do Facebook Oficial da Francana, mostrando o estádio lotado, nesses últimos jogos da série B de 2018:

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca
Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca
Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

É mesmo uma torcida apaixonada! Mas, dizemos um “até logo” esperando retornar em breve.

Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho - AA Francana - Franca

Enquanto isso, vamos conhecer o outro time da cidade que já disputou o profissional, o Palmeiras Futebol Clube!

Palmeiras Futebol Clube - Franca

O Palmeiras F.C. foi fundado em 25 de dezembro de 1917 e também representou a cidade de Franca no profissionalismo, em 16 participações. Nasceu como Palestra Itália de Franca Futebol Clube logo transformou-se no “Palmeirinhas” (assim como os demais times que homenageavam a Itália, Alemanha e outros representantes do nazi fascismo na segunda guerra mundial), porém, desde 2010, voltou a se chamar oficialmente por Palestra Itália de Franca Futebol Clube.

Distintivo do palmeiras palestra italia de franca

Disputou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão em 47, 48, 49 e 1953, além da Terceira de 83 a 87 e de 91 a 1993, a Quarta de 1988 a 1990 e por fim, a Quinta Divisão em 1994. Manda seus jogos no Estádio da Rua Santos Pereira, com capacidade para cerca de 1.000 torcedores.

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

A entrada é simplesmente linda! Parece que o mundo parou nos anos 20…

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca
Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

É sempre muito bom poder estar presente em um templo do futebol como este!

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

E pra não perder o trocadilho, em frente ao estádio do Palmeiras, existem… “palmeiras” plantadas…

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca
Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Pudemos encontrar algumas fotos no site do Jogos Perdidos, como essa do time de 81:

Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Ou as do time de 84:

Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

E que tal essa do time de 87:

Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Enfim, com tantas participações nas competições oficiais, e com tantos anos de vida, o Palmeiras FC é mesmo uma potência na região, e o mais importante: segue vivo, jogando as competições amadoras.

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Vamos dar uma olhada no campo?

E nós aqui… pisando na grama do Palestra Itália de Franca!

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Ao fundo a arquibancada coberta.

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Linda, não?

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

O gol da esquerda (pra quem olha da arquibancada coberta):

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca
Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

O placar, ainda manual:

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

E se tem Palmeiras a frente do estádio, quem passa o dia sobrevoando o campo são os periquitos e maritacas.

Olha eles aí pousados em uma árvore, ao lado do campo:

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Aqui, o gol da direita (olhando da arquibancada coberta):

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca
Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca
Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Todo o estádio está repleto de detalhes, que as grandes arenas preferem ignorar…

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Aqui dá pra se ter uma ideia melhor da arquibancada coberta:

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca
Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Olha a placa oficializando a fundação do Palmeiras FC:

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Aqui o meio campo:

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Um último olhar, antes de seguir nossa viagem!

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

Não sem antes dizer um tchau pro pessoal que tava ali disputando uma partida de bocha!

Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca
Estádio da Rua Santos Pereira - Palmeiras FC - Palestra Itália - Franca

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Rolê 2018 pelo interior paulista: Lucélia (parte 10 de 27)

Pra ser camisa 10 tem que ter responsabilidade! E assim tem que ser com o nosso post número 10 desse rolê de junho / 2018!
Depois de visitar e registrar estádios em Lençóis Paulista, Agudos, Gália, Garça, Vera Cruz, Oriente, Quintana, Osvaldo Cruz e Rinópolis) e dois jogos da Bezinha (4ª divisão paulista) em Andradina e em Tupã, enfim chegamos à Lucélia!

Atualmente, pouco mais de 21 mil pessoas vivem em Lucélia.

Lucélia
Lucália
Lucélia

A cidade soube manter importante parte de sua arquitetura, tornando-a um lugar muito interessante para visitar.

Lucélia
Lucélia

E a cidade tem uma forte ligação com o futebol, afinal o futebol society, foi idealizado em Lucélia no ano de 1966, por Hamilton Di Stéfano e Paschoal Milton Lentini.
Desta idealização, surgiu o esporte que hoje é praticado em todos os Estados do Brasil.

Mas nosso objetivo era conhecer e registrar o Estádio Municipal José de Freitas Cayres.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

Mais uma bilheteria para a nossa coleção de fotos.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

Olha aí que bela arte ilustra a entrada do estádio:

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

E que tal dar uma volta lá dentro?

O Estádio Municipal José de Freitas Cayres era a casa do Lucélia Futebol Clube (brasão no site Gino Escudos).

O time foi fundado em julho de 1943, o que faz o time ser mais antigo que a própria cidade (emancipada em 1944).
O Lucélia FC já participou de 7 disputas de Campeonato Paulista entre a segunda e a quarta divisão, mandando seus jogos neste belo estádio!

Lucélia FC
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

O campo ainda possui sistema de iluminação:

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

Em 1950, o Lucélia FC se filiou à Federação Paulista de Futebol.

Em 1952, a equipe disputou a segunda divisão da época, enfrentando Linense, São Paulo de Araçatuba, Tupã, Bandeirante, Penapolense, 9 de Julho de Getulina e AA Adamantina.

A partir deste ano, muitos times vieram jogar amistosos em Lucélia para colaborar com a preparação do time, entre eles XV de Jaú, Marília, Noroeste, Ponte Preta, Palmeiras e o Corinthians do goleiro Gilmar dos Santos Neves.

Aqui, uma equipe dessa época:

Lucelia FC

Essa e outras fotos antigas você encontra no site: www.nossalucelia.com.br .

Anos depois, o time disputou duas edições da terceira divisão (1958 e 1959) e três da quarta divisão (1960, 1964 e 1965). Aqui, o time de 1962:

Lucelia FC 1962

Olha como ficava lotada a arquibancada do Municipal:

Arquibancada Lucelia FC

Aqui mais fotos atuais do estádio, da nossa visita:

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

O gol segue lá, como maior objetivo de tantos artilheiros das ruas dessa pequena cidade…

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

O estádio tem seu nome em homenagem ao primeiro presidente do Lucélia FC: Manoel de Freitas Cayres.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

A arquibancada coberta ainda aguarda o dia de reunir centenas de moradores locais gritando o nome do time da cidade!

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

O gramado sofre nessa época do ano com a seca, mas está muito bem cuidado.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

E ainda possui um lance de arquibancada na lateral do campo.

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia
Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

Antes de irmos embora, descobrimos que o time (e a cidade) do Lucélia FC tem uma grande rivalidade com o time (e a cidade) do Rinópolis FC, graças à Copa Amnap (Copa da Associação de Municípios da Alta Paulista) de 2013 (que só foi acabar em 2014).
O primeiro jogo da final, terminou 1 a 0 para Lucélia, mas não foi realizado na casa dos rinopolenses, mandantes da partida, e sim em Piacatu (SP), por um veto do Corpo de Bombeiros ao estádio do município.
Já a segunda partida seria disputada com portões fechados, pois a organização alegou que havia indícios de briga entre as torcidas. A diretoria do time rinopolense não concordou com a decisão e disse que não compareceria à partida.
E assim, esse foi o time campeão, que ganhou a final por WO:

Lucelia campeao copa amnap 2013

Hora de ir embora e seguir viagem…

Estádio Municipal José de Freitas Cayres - Lucélia

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O Estádio “Dr. Adhemar Pereira de Barros em São Manuel

São Manuel

Seguimos na estrada… Desta vez a cidade visitada foi São Manuel!

São Manuel

Pra quem conhece um pouco o interior de São Paulo, a cidade fica próxima a Botucatu, cerca de 270 km da capital.

São Manuel

Ruas ainda pacatas, características de cidades do interior, por onde circulam os quase 50 mil habitantes.
Estão aí, a tradicional igreja e o coreto da praça!

São Manuel
São Manuel

Nossa missão era de conhecer e registrar o Estádio “Dr. Adhemar Pereira de Barros”, onde a Associação Atlética Sãomanoelense mandava seus jogos.

Distintivo da AA Sãomanuelense

A Associação Athletica Sãomanoelense foi fundada em 21 de junho de 1919.
No site O Debate regional encontrei a imagem abaixo, do início dos anos 20, numa época em que nem arquibancadas ainda existiam por lá.

Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros - Associação Atlética Sãomanoelense - São Manuel

Em 1921, recebeu o time do EC Sorocabano não só para um jogo, mas para uma vivência na cidade:

Em 1922, houve um amistoso com o Santos:

Já em 1923, passou a disputar o Campeonato do Interior!

CAmpeonato do Interior 1923
CAmpeonato do Interior 1923

E também encontrei essa matéria do jornal “A Cigarra” de 1924 sobre um amistoso com o SC Corinthians.

Disputou novamente o Campeonato do Interior em 1942, com o EC Bandeirante, também de São Manuel.

Campeonato do interior em 1925

Em 43 e 44 mais uma vez a região teve a Ferroviária de Botucatu como campeã.

Campeonato do interior em 1943

Em 45, o campeão do setor foi a Botucatuense e em 47, o Noroeste.
O time dessa época (foto do site Tempodebola)

AA Sãomanuelense - setor 26

Aqui, notícias sobre o Campeonato de 1948:

Em 1957 rolou até um amistoso com o Palmeiras:

Seus anos de glórias foram a década de 60. Logo em 1961, um amistoso contra o São Paulo.

Depois, a AA Sãomanoelense foi campeã, em 1968, da quarta divisão.

AA Sãomanuelense

Dá pra ver as suas tradicionais cores (vermelho e preto) na foto abaixo, do time dos anos 80 (também do site Tempo de Bola):

AA Sãomanuelense

Aqui, o time de 1990:

Mas, o tempo do futebol profissional se foi e o Estádio “Dr. Adhemar Pereira de Barros acabou ficando para o futebol amador, mas ainda muito bem conservado.

Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros - Associação Atlética Sãomanoelense - São Manuel

O Estádio recebeu 12 participações no Campeonato Paulista de Futebol.

Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros - Associação Atlética Sãomanoelense - São Manuel

Infelizmente o clube não resistiu às mudanças do futebol e principalmente aos altos custos e acabou licenciando-se da Federação Paulista, deixando ainda mais órfã a região (que já possuiu clubes em Botucatu, Lençóis Paulista, Avaré, entre outras cidades).

A atual capacidade do estádio não passa de 2.000 torcedores, e mesmo sabendo que para disputar o profissional, seriam necessárias obras de expansão, esse tema vive sendo discutido entre os boleiros da cidade.

Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros - Associação Atlética Sãomanoelense - São Manuel
Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros - Associação Atlética Sãomanoelense - São Manuel

Falando em boleiros da cidade, taí uma parte deles que ainda frequentam o estádio (que tem um bar anexado, onde rola a tradicional sinuca).

AA Sãomanuelense

Um último olhar sob a arquitetura antiga da cidade, e como o sol se vai… Nós também vamos…

São Manuel

Obrigado, futebol!

São Manuel

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Estádios do Noroeste Paulista – Parte 10: Santa Fé do Sul

Brasão da Estância Turística de Santa Fé do Sul

Sim, a estrada é longa, mas não tão deserta… Depois de tantas horas dirigindo, chegamos a uma das últimas cidades do estado de São Paulo na direção Noroeste, sentido Mato Grosso do Sul: falamos de Santa Fé do Sul, uma estância turística que é tão bacana e surpreendente quanto longe, estávamos a mais de 650 km de casa!

Santa Fé do Sul

A cidade possui uma população de pouco mais de 30 mil habitantes, que vivem bem por suas ruas largas, várias praças temáticas e monumentos que contam sua história e cultura em plena rua.

Santa Fé do Sul
Santa Fé do Sul

Pelo que pudemos ler, trata-se de uma cidade de clima quente, com sol na maior parte do ano, aumentando ainda mais a ideia de qualidade de vida e sossego do interior.

Santa Fé do Sul

Você pode passear pelo parque das Águas Claras, Mata dos Macacos, museu a céu aberto ou se divertir entre um barzinho e outro.

Estádio Municipal Evandro de Paula - Santa Fé do Sul

Ah, e claro, tem a igreja da cidade!

Santa Fé do Sul

Nosso objetivo era conhecer o estádio onde o time local mandava seus jogos: o Santa Fé F.C.:

Santa Fé Futebol Clube

O Santa Fé Futebol Clube atualmente está licenciado do futebol profissional, mas desde sua fundação, em 8 de março de 1966, até sua última participação (na 4a divisão de 1994) foram 15 participações no Campeonato Paulista de Futebol.
A partir de 1969, o time passou a disputar o futebol profissional disputando a série A3, com o time abaixo:

Ainda disputaria a A3 em 1970, 80, 81 e de 1988 a 1991. E no meio dessa aventura, ainda conseguiu disputar a série A2 de 1982 a 87. Em 1982 fez uma campanha histórica, chegando muito perto do acesso! Em um campeonato com uma fórmula bem maluca, jogou o primeiro turno em duas fases, onde o Santa Fé FC não se classificou para a decisão do turno:

Santa Fé FC - Campeonato Paulista - segunda divisão - 1982
Santa Fé FC - Campeonato Paulista - segunda divisão - 1982

O campeão do primeiro turno foi o AE Araçatuba. E o segundo turno também foi em duas fases:

Santa Fé FC - Campeonato Paulista - segunda divisão - 1982
Santa Fé FC - Campeonato Paulista - segunda divisão - 1982

A boa campanha fez com que o Santa Fé FC disputasse a decisão do turno com o Dracena

Série A2 - 1982

Passando pelo Dracena o Santa Fé FC conquistou o direito de disputar a decisão do grupo com o vencedor do primeiro turno (o Araçatuba). O vencedor iria para um quadrangular final de onde sairia o acesso à primeira divisão, mas infelizmente não deu pro time do Santa Fé

Santa Fé FC - 1982

Por fim, nos anos 90, o time aventurou-se com um novo distintivo e ainda jogou uma edição da 4a divisão paulista, em 94:

Em 2021, surge um novo Santa Fé FC na cidade e desde então passa a disputar as competições da categoria de base da Federação Paulista e até mesmo a receber a Copinha.

Recentemente, entrevistamos a atual gestão do time:

Esse é o time sub20 de 2025:

Nesse tempo todo, mandou seus jogos no Estádio Municipal Evandro de Paula, que infelizmente não tem mais uma identificação visual que o caracterize…

Estádio Municipal Evandro de Paula - Santa Fé do Sul

Mas, o estádio segue vivo, firme e forte, vamos conhecê-lo melhor?

Suas arquibancadas têm capacidade para cerca de 3.500 torcedores.

Estádio Municipal Evandro de Paula - Santa Fé do Sul

O gramado está muito bem cuidado, para a alegria dos times amadores que utilizam o campo.

Estádio Municipal Evandro de Paula - Santa Fé do Sul

A arquibancada é sempre uma imagem mágica… E merece estar aberta e, preferencialmente, cheia!

Estádio Municipal Evandro de Paula - Santa Fé do Sul
Estádio Municipal Evandro de Paula - Santa Fé do Sul

Ficamos orgulhosos em poder vivenciar alguns minutos nesse local que já gerou tanta energia e alegria para a população local.

Estádio Municipal Evandro de Paula - Santa Fé do Sul
Estádio Municipal Evandro de Paula - Santa Fé do Sul

Que as portas sigam abertas para os times, as torcidas….

Estádio Municipal Evandro de Paula - Santa Fé do Sul

E que as estradas também estejam prontas pra nós e sempre nos tragam novas amizades, experiências e permita dividir a felicidade que encontramos com aqueles que conhecemos!

ESTRADA

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Taubaté, campeão da A3 de 2015: um título à moda antiga

Final

Mais um final de semana de aventuras no mundo do futebol. Dessa vez, pegamos a Ayrton Senna / Dutra e fomos até Taubaté.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense

Nossa missão: acompanhar a final da série A3, entre o time local e o Votuporanguense, no tradicionalíssimo Estádio Joaquim de Morais Filho, o “Joaquinzão”.

Estádio em Taubaté

Mesmo tendo perdido o primeiro jogo, em Votuporanga por 3×0, alguns amigos da torcida local disseram que a cidade estava confiante na reversão desse placar.
Eu e a Mari acreditamos e pra poder aproveitar o rolê, fomos um dia antes pra Taubaté, pra sentir o clima da final.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense

Ainda no sábado, demos um pulo no Joaquinzão para comprar nossos ingressos!

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense

O time tinha acabado de treinar e deu pra bater um papo com alguns jogadores. Encontramos também diversos torcedores do Taubaté que foram até lá pra apoiar o time, ou mesmo pra pegar autógrafos do time que poderia entrar pra história!

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense

Vale lembrar alguns dados do Estádio Joaquinzão: atualmente sua capacidade é de 9.600 torcedores, diferente dos mais de 20 mil lugares disponibilizados desde sua fundação, em 1967.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense

Antes dele, o Taubaté mandava seus jogos no Estádio Praça Monsenhor Silva Barros, “O Campo do Bosque”.
E para a construção do novo campo, em 1958 houve uma grande campanha de arrecadação de tijolos.
A partida de estreia foi contra o São Paulo que venceu o time local por 2 a 1.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Atualmente,o time do Taubaté vem superando as dificuldades e se posicionando cada vez mais como o time da cidade, lutando contra a massificação dos jovens que cada dia mais se deixam levar pela mídia e notoriedade dos times da capital.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense

O recorde de público do estádio aconteceu no jogo contra o Corinthians, em 11 de junho de 1980: 21.272 torcedores, e embora a realidade atual seja diferente, o público esperado para o jogo é um dos maiores dos últimos anos.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Mas…
Antes do jogo, fizemos o tradicional rolê pela cidade, conhecendo um pouco dos lugares tradicionais da cidade, de restaurante até a antiga estação de trem, sem deixar de conhecer a Feira da barganha, em frente o Mercado Municipal, nos domingos pela manhã (deu pra ir antes do jogo)…

Taubaté
Taubaté

A boa surpresa foi que ficamos no mesmo hotel que o time do Votuporanguense, o que nos permitiu vivenciar um pouco da sensação de disputar uma final, quase como parte do grupo.

Votuporanguense

Além disso, tivemos a sorte de conhecer o Émerson, que coordena o VotuNews, portal muito bacana que leva à Internet as informações sobre a cidade de Votuporanga, em especial o esporte.

Votu News

O time do Votuporanguense chegou confiante graças ao placar elástico no jogo de ida, mas em momento algum, percebemos qualquer sentimento de “já ganhou”.
Ao contrário, sabiam da dificuldade que seria enfrentar o Taubaté no Joaquinzão.

Votuporanguense

Eu e a Mari demos uma volta pela região e após muitas atividades, o sábado foi chegando ao fim.
Chegamos ao hotel, prontos pra descansar pro dia seguinte. Por volta das 23hs quando começamos a pegar no sono… Uma surpresinha… Um barulho ensurdecedor praticamente na nossa janela do hotel…

Rojão

Na mesma hora, percebemos como seria aquela noite. E assim foi até as 6 horas da manhã. De hora em hora os rojões despertavam aqueles que tentavam dormir e têm o sono mais leve.
No dia seguinte, levantamos cedo, pra aproveitar o momento do café da manhã com os atletas do Votuporanguense e não se ouvia outra coisa entre eles, e também entre os demais hóspedes do hotel: a noite do sábado fora um “mini Iraque”. Aparentemente os jogadores levaram numa boa, mas alguns hóspedes estavam mesmo bravos com todo o barulho gerado pela torcida do Taubaté.

Votuporanguense
Votuporanguense

Confesso que achei engraçada aquela situação, afinal, em tempos de “futebol moderno” onde qualquer coisa é considerada radicalismo, o pessoal de Taubaté soube aproveitar uma oportunidade, sem ofender ou agredir ninguém.
Saímos cedo pra conhecer a feira da barganha e quando voltamos estranhamos a presença do ônibus dos jogadores ainda no hotel.
Ficamos sabendo que além dos rojões, a torcida local furou (ou murchou) alguns pneus do ônibus, atrasando a saída do time e obrigando o Votuporanguense a utilizar o ônibus dos torcedores para levar os atletas ao estádio.

Ônibus do Votuporanguense

É mole???
Pra quem acha que as boas histórias do futebol morreram, aí está mais uma que pode acompanhar os torcedores por alguns anos.
Bom, mas vamos ao jogo, que é pra isso que estivemos em Taubaté!

A torcida local pareceu ignorar a forte garoa que molhou a cidade desde a noite do sábado e colocou quase 6 mil torcedores no Joaquinzão.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Público formado por torcedores organizados, mas também muitas famílias e torcedores comuns.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Deu orgulho de poder fazer parte dessa história, mesmo não sendo torcedor de nenhum dos dois times.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)
Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Aliás, olhando lá para o outro lado, dava pra ver que a torcida visitante também compareceu em um bom número, principalmente se considerarmos a distância entre as duas cidades.

Torcida do Votuporanguense
Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Outro ponto que vale a pena citar é que não vimos nenhum tipo de incidente entre torcedores e olha que demos umas duas voltas em torno do estádio pra sentir o clima do jogo.
Sem dúvida, a chuva reduziu em boa parte o número de torcedores presentes, com certeza em um dia sem tanta água caindo, teríamos quase 10 mil pessoas no campo.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense

Que fique registrado: choveu durante os 90 minutos.
E isso prejudicou o público, mas também a qualidade do gramado e consequentemente o nível do jogo.
Só que o time do Taubaté decidiu passar por cima de tudo isso.
Das poças, do frio, do jogo truncado…
E foi pra cima do Votuporanguense.
Resultado? Escanteio batido e Lelo marca.
Taubaté 1×0, em menos de 10 minutos.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

E pra quem achava que era só um “aperto inicial” o Burrão seguiu no pique e logo aos 15 minutos, marcou o segundo gol.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)
Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Os rojões teriam conseguido efeito?
O forte time do Votuporanguense sucumbiria ainda no primeiro tempo, por uma noite mal dormida?
O torcedor local tinha certeza disso, mas…
O primeiro tempo acabou em 2×0, mesmo, sob aplausos da torcida local.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

O intervalo foi ótimo para nos permitir conhecer pessoalmente o pessoal da Comando 1914, com quem já trocávamos mensagens na Internet.

comando 1914

Fica aqui um grande abraço ao Ronaldo e todo mundo que fez uma linda festa na arquibancada, não somente na final, mas em cada jogo do Taubaté.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)
Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

O 2º tempo começou, a chuva não deu trégua, e o time visitante apertou a marcação, mostrando que não entregaria um terceiro gol facilmente.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

A torcida local seguia em seu transe quase hipnótico de apoio ao time, torcendo como se estivessem em campo, jogando junto.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Que fique claro, o Taubaté não é uma exceção entre os times do interior paulista. Acometido por dificuldades financeiras (não é fácil manter um time pagando em dia, na série A3) a diretoria conseguiu reunir a Prefeitura, as empresas locais e só assim o envolvimento entre cidade e futebol voltou a se acender.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Por volta dos 25 minutos, decidi dar uma volta pelo estádio e foi incrível perceber que não havia um único torcedor do Taubaté que parecia ter desistido do título.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Dava pra ver nos olhares, nos abraços, nos gritos e na própria postura de cada torcedor o sentimento de dedicação e amor ao time da cidade.
O estádio estava feliz, pela conquista do acesso, mas queria mais.
Entre tosses e espirros, os ensopados, pré-gripados torcedores queriam o título.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

O grito de campeão estava preso e sufocado, por anos de convivência com os demais cidadãos que abriram mão do time da cidade para torcer pelos times da capital. Eram 6 mil pessoas que queriam gritar aos sãopaulinos, corinthianos, palmerenses e santistas nascidos na cidade um “ACORDEM, SOMOS CAMPEÕES, O TIME DA NOSSA CIDADE!!!”

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Sem desmerecer, ao mesmo tempo, o excelente time e torcida da Votuporanguense. Pra nós, que assistíamos a essa verdadeira ópera como meros espectadores (Se é que era mesmo possível) doía ver o esforço de um time jovem e tão correto caindo em solo molhado.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Mas ainda não havia nada perdido, para nenhum dos times.
Afinal, os 2×0 dava o título ao time visitante.
Passava dos 30 minutos, mais água ainda e o placar igual.
Senhores, senhoras e crianças sofriam nas arquibancadas tanto ou mais do que os atletas em campo.
Havia um sentimento de estafa emocional, lágrimas sendo preparadas para o choro, de tristeza ou felicidade.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

O gramado chorava da sua maneira.
As chuteiras não perdoaram, arranharam, machucaram, fizeram o sangrar terra viva, mas esse foi o sacrifício feito pelo Joaquinzão para fazer parte dessa história. Times, torcidas, jornalistas, o campo, uniformes, as traves, a bola, cada pedaço de pano molhado amarrado na arquibancada.
Todos sofriam por igual.
Sério, parecia que em algum momento algo iria explodir e não eram os rojões da noite anterior.
Foi aí que algo aconteceu.
Em meio a tudo isso, um apito longo feito por um maquinista avisava…
Se o trem não para, por que o Burrão iria??

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)
Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Não sei se foi combinado ou não, mas o estádio começou a gritar o tradicional “EU ACREDITO”, e antes que alguém desmaiasse de tensão ou dor…
Veio o fato que todos (os torcedores locais) aguardavam.
Gol.
Do Taubaté.
E a explosão veio.
De felicidade, de raiva, de amor, de orgulho…

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

O time da cidade estava presente de corpo e alma.
Abraçad@s, vizinh@s, amig@s, namorad@s, pais e filhos, av@s….
Há tempos não víamos lágrimas tão reais e intensas em torno de uma partida.
46 do segundo tempo.
Outro gol.
Já não há o anormal.
A certeza do título já é uma realidade.
A felicidade em cada gota de chuva já pode ser ouvida dentro e for a do estádio.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

Mais fogos de artifício.
Esses vêm de longe.
Houve quem preferisse acompanhar o jogo pela TV ou pela rádio e agora amaldiçoava o fato de perder essa festa queimando o céu.
Eu a Mari saímos quietinhos.
Contentes por poder vivenciar tudo isso tão de perto.
Por ver os amigos do Taubaté levantarem a taça e mais uma vez colocar o nome do time na história.

Taubaté campeao 2015

Ao mesmo tempo, um pouco tristes por saber que o pessoal que havia tomado café da manhã conosco, há poucas horas, voltaria pra casa sem o troféu.
Nos tranquilizamos pensando que o acesso seria um presente grande o suficiente para acalmar a cidade.
Rapidamente estávamos no hotel, tomamos um banho quente pra tentar fugir da gripe e em pouco menos de uma hora estávamos deixando a cidade.

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

SalvarAPOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Final A3 2015: Taubaté x Votuporanguense (Estádio Joaquinzão - Taubaté)

O futebol profissional em Hortolândia: SEV Hortolândia x Paulínia

Manhã quente de outono de 2014. Depois de tantos posts falando do frio europeu, enfim, de volta à nossa realidade, nem por isso menos divertida. Estamos em frente ao Estádio Municipal José Francisco Breda, em Hortolândia para mais uma partida da série B 2014, a quarta divisão paulista e ao mesmo tempo registrar a casa do futebol na cidade.

Hortolândia

Ingressos a R$ 10 (meia a R$ 5).

DSC00123

Em campo, SEV Hortolândia e Paulínia FC, duas equipes que lutam para fugir da charmosa, mas complicada competição, que reúne quase 40 times em busca do acesso à A3.

sev x paulinia

A Sociedade Esportiva Votuporanga surgiu em 10 de maio de 2001, na cidade homônima por meio da família Pitarelli e em 2002 foi disputar a Série B3 (na época a sexta divisão do Campeonato Paulista, que já não existe mais) e chegou à Série A3.

Em 2005 uma péssima campanha levaria o time ao descenso, mas como a Inter de Bebedouro desistiu da competição, conseguiu manter-se na A3. No ano seguinte, o futebol se transferiu para Hortolândia. Nascia o Social Esportiva Vitória.

Em 2007, viriam parcerias com o Sport e com o Cruzeiro, para a disputa do Campeonato Paulista da série A3 e da Copa Energil C.

Em 2008, o time júnior do SEV jogou a Copa São Paulo de Futebol Júnior, pela primeira vez e tendo a cidade de Hortolândia como uma das sedes, o time sub-20 foi convidado pela University of the Southern Caribbean, para um torneio internacional em Trinidad e Tobago, do qual o time sagrou-se campeão!

Infelizmente naquele ano o time acabou rebaixado para a Série B, de onde se licenciou em 2011, voltando em 2013, onde o encontramos nesta partida contra o Paulínia.

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O Estádio Municipal José Francisco Breda tem capacidade para 10 mil pessoas e estava bem ajeitadinho, só faltou um cuidado maior com o placar, já bem apagado.

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Não consegui um bom ângulo para fotografar, mas um dos jogadores do Paulínia usava uma máscara de proteção, que dava um visual bem diferente!

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Os vestiários ficam ali ao fundo, bem atrás do gol, embaixo as árvores.

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Atrás do outro gol, um lance de arquibancada não utilizado, mas capaz de abrigar 4 mil torcedores.

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E pra quem gosta de pressionar o juiz ou o bandeira, olha como é próximo o campo da arquibancada.

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A torcia local agradece…

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Vamos dar uma olhada melhor:

Consegui chegar ao fundo do gol, no intervalo, para um olhar por outro ângulo.

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Embora em pequeno número, a torcida local estava brava, segundo eles, o juiz deixou de marcar vários lances favoráveis ao SEV.

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A bronca aumentou quando no final do primeiro tempo, o time visitante abriu o placar.

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O SEV Hortolândia chegou à cidade como Sociedade Esportiva Votuporanga e recentemente adotou como nome Social Esportiva Vitória, buscando uma maior proximidade com a população local.

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Olhando um pouco do outro lado, pode-se entender melhor como o Tico Breda pode receber até 10 mil torcedores.

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Na hora do intervalo, uma ação simples, mas que sempre dá ótimos resultados e agrada a todos: o torcedor adentrou ao campo para bater penaltys no goleiro juvenil do time do SEV
Durante o intervalo muita gente deixa o estádio para ir ao bar, do outro lado da rua. Coisas que você só vê na 4a divisão…

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No segundo tempo, dei um pulo na arquibancada dos visitantes, onde encontrei o amigo Richard, torcedor do Paulínia.

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Eu estava na torcida visitante quando o Paulínia aumentou a vantagem par 2×0.

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O lobo está ferido.
Em sua própria toca, o SEV Hortolândia ainda levou o terceiro gol.

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Vitória dos visitantes…

paulinia fc

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Estádios do Oeste Paulista: 14- Rancharia (SP)

Ah, que rolê incrível! Pra quem acha que o futebol de verdade neste ano de 2013 é a Copa das Confederações, recomendo uma voltinha pelo interior paulista.

Rancharia

É muita história, muitos times e muitos estádios. Saímos de Regente Feijó e fomos para Rancharia!

Rancharia

Rancharia é uma cidade com pouco mais de 30 mil habitantes.

Rancharia

A cidade foi fundada em 1916 e está a pouco mais de 520 km de São Paulo.

Rancharia

Rancharia tem na produção agropecuária e no Algodão suas principais atividades econômicas, e como toda boa cidade do interior, tem uma igreja ali no centro!

Igreja - Rancharia

Eu não imaginava, mas Rancharia é o 6º maior município do estado de São Paulo, e tem como motivo de orgulho o Estádio Francisco Franco, na Rua Adhemar de Barros, 750, onde a A.A. Ranchariense mandava seus jogos!

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

Você pode estar se perguntando por que eu estava olhando para o lado. A resposta está aí embaixo: um novo amigo do blog, ainda que em forte momento alcoólico, fez questão de sair na foto!

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

Outro amigo foi a Mari que fez!

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

Vamos dar uma olhada na parte interna do estádio!

O Estádio Francisco Franco tem capacidade para mais de 4.600 pessoas.

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

O futebol em Rancharia teve seu auge nos anos 40, quando surgem a A.A. Ranchariense e a A.A. Matarazzo, para disputar o Campeonato do Interior da Federação Paulista.

AA Matarazzo - Rancharia
AA MAtarazzo - Rancharia

O time do Ranchariense só foi se profissionalizar em 1978 .

AA Ranchariense

Olha aqui a campanha da Ranchariense na 5a divisão de 1979:

Campeonato Paulista - 5a divisão - 1979
Campeonato Paulista - 5a divisão - 1979
Campeonato Paulista - 5a divisão - 1979

Aqui, uma outra bela campanha do time, dessa vez, pela Terceira Divisão de 1985:

Terceira Divisão 1985
Terceira divisao 1985 - grupo laranja

Olha aí que presente do amigo e leitor do blog Fabio Teixeira: fotos de 1988, contra a Chavantense:

Ranchariense

Rancharia tem mesmo uma relação bem apaixonada com o futebol!

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

O gramado está em perfeitas condições!

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

Belas arquibancadas que viram desde 1978 a equipe da Ranchariense representar a cidade no Campeonato Paulista de Futebol.

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia
Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

No momento da nossa visita, um rachão com cara de peneira entre uma molecada da cidade rolava no campo.

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

O Estádio está em obra na arquibancada atrás do gol.

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

A arquibancada é aquelas de cimento, old school.

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

Junto do estádio tem uma pequena estrutura com algumas salas.

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

Homenagem ao pessoal do Juventus!

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

E dá lhe a molecada jogando!

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

Uma visão de dentro do campo.

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

Aí está um time que eu gostaria muito de ver jogar…

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

Mais uma vez, ficamos orgulhosos de poder entrar em um estádio que está na história o futebol brasileiro.

Estádio Francisco Franco - A.A. Ranchariense - Rancharia

E aqui o time de 2007:

Hora de voltar a estrada!

Rancharia

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