
A 58ª Camisa de Futebol pertence ao Radium Futebol Clube.

A camisa acima eu comprei por R$ 50 dentro do próprio estádio, no intervalo da partida em que o time venceu por 3×0 o Sumaré, no dia 14 de junho (naquela mesma viagem eu ainda consegui a camisa da Guaxupé).
Já a camisa abaixo veio de presente do Léo Vieira, responsável pelo documentário que saiu lá em 2026 sobre o Radium.

Assiste aí o documentário:
Mococa é uma cidade bem próxima do sul de Minas, e ainda consegue manter uma cara de cidade de interior, bem mais tranquila que a correria que estou acostumado aqui no ABC ou em São Paulo.

O Radium FC é bem conhecido, mas confesso que briga de igual para igual com os deliciosos doces de leite para saber qual o “bem” mais importante da cidade.

No meu caso, Mococa é também a terra de um pessoal punk que era bem gente fina, quem sabe esse post chega até eles. Eu nunca mais tive noticias. Só lembro do nome de um deles, o “Joey“. (E pensar que anos depois, em 2022 fui reencontrar o Joey num jogo do União São João, confira aqui!!)

Mas falando do time, por que um time com esse nome tão diferente?
A resposta é simples, esse foi o jeito que os fundadores arrumaram para homenagear o elemento químico descoberto pela cientista francesa Marie Curie, que pressupunha força, potência e energia.
O Radium foi fundado em 1º de maio de 1919, e times fundados nessa data (dia do trabalhador), sempre possuem forte ligação operária, e provavelmente anarquista.
Manda seus jogos no Estádio Olímpico São Sebastião, com capacidade para aproximadamente 7 mil torcedores.


Curta o clima do estádio em dia de jogo:
Destaque para a lojinha do time, dentro do estádio:

Em 2009 o clube comemora 90 anos de existência, por isso existe uma série de produtos comemorando o feito, de camisas à cervejas e tiveram direito até à cobertura da mídia:
O time é bem acompanhado pelos moradores da cidade, tem até uma organizada, a Fúria Verde, nascida em 2008, em uma roda de bar em Mococa.

Disputa torneios profissionais desde 1949, o time daquele ano:

Teve seu auge no início dos anos 50, quando conquistou o Campeonato Paulista do Interior e a Série A2 em 1950 e disputando em 1951 e 1952 a primeira divisão.
Olha aí o time de 1952:

Após ficar o ano de 1953 sem competir profissionalmente, voltou em 1954 no então Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A2), competição que disputou até 1957.
Aqui, matéria de uma goleada de 1955:

Veja o time de 1957:

Olha essas matérias da Gazeta de 1957:





No ano seguinte, mais um período longe dos torneios profissionais, com o retorno em 1961 na Terceira Divisão Estadual.
De 1962 até 1976 o clube esteve mais uma vez longe dos campeonatos profissionais, voltando na “Terceirona” de 1977, divisão que permaneceu até 1979, quando ao lado do Amparo e do Lemense conseguiu o acesso à Segunda Divisão de 1980.
Ainda neste ano, realizou o primeiro amistoso internacional da história contra a Seleção da Arábia Saudita. Venceram por 4 a 1 . Essa imagem é de 78:

Time de 1979:

Em 1988 o clube de Mococa foi rebaixado e disputou por dois anos o Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A3).
Em 1990 novamente obteve o direito de subir uma divisão e chegar à Série Intermediária, competição que disputou por quatro temporadas.
Em 1994 disputou o Campeonato Paulista B1A, equivalente à quarta divisão do futebol estadual, e continuou nesta competição até 1996. Nas temporadas de 1997 e 1998 esteve ausente do profissionalismo e no ano seguinte, em 1999, disputou a Série B1B.
Do ano 2000 até 2003 participou do Campeonato Paulista da Série B2 e neste meio tempo, entre 2001 e 2003, esteve presente em três edições da Copa São Paulo de Juniores, sendo eliminado na primeira fase de todas.
Em 2005 passou a competir na Segunda Divisão Estadual.
Seu mascote é o Periquito e é também chamado de “Verdão da Mogiana”.

Estivemos no Estádio São Sebastião acompanhando Radium FC x Sumaré, e o Radium venceu por 2×0.

Um momento histórico, vista que atualmente (2023), o Radium está licenciado e seu estádio completamente abandonado.
O placar não conseguiu acompanhar os gols…

Também, menos de um minuto e o Radium saiu na frente…
Para quem acha que rock e futebol não combinam, ainda mais no interior, se liga nas chamadas que os caras fizeram pros jogos desse ano, beeeeem roqueira!:
E a galera tem comparecido!

A vista das arquibancadas revela um horizonte ainda típico do interior, com muito verde, árvores e montanhas…
Vendo isso eu me pergunto até quando eu aguento viver no meio de tanto prédio e poluição…

Logo, o Radium ampliou para 2×0 para a alegria da sua torcida!
Mas teve ataque do Sumaré também…
Curta mais um alguns lances de jogo, que recuperei somente em 2023 e que, sabendo da atual situação do estádio São Sebastião, vale a pena ser relembrado:
Estou tentando conseguir o livro “Radium, o verdão da Mogiana“, para conseguir mais informações, mas por hora, quem quiser saber mais, acesse o site oficial do time é www.radiumfc.com.br
Existe também um blog muito legal falando sobre o time:www.radiumfc.blogspot.com/
Pra finalizar, que tal um rolê embaixo do bandeirão da torcida??



















































A maioria das pessoas acha que o futebol é apenas um esporte popular o suficiente para garantir às agremiações futebolísticas (os “times”) mais do que fãs, torcedores.
Pessoas que por um motivo ou outro escolhem um time e o defenderão eternamente perante o mundo.
Eu também vivencio isso, mas acredito numa visão um pouco diferente.
Acho que o futebol tem uma complexidade maior, que envolve várias áreas da sociedade.
Tem relação com a saúde e lazer? Tem. (Que legal!)
Com política? Tem (xi…).
E com amizade? Tem também.
Assim como tem a ver com inimizade e violência. Ou seja, nem herói, nem vilão.
O futebol está paralelo aos conceitos de certo ou errado. É uma espécie de divindade que explica o mundo por si só.
Mas essa explicação não está explícita a qualquer mortal. Na verdade ninguém até hoje conseguiu chegar a ela.
Para descobrir essa verdade máxima, iniciei uma missão, com base numa lenda antiga que nasceu na China do século 3 antes de nossa era, na época da dinastia de Han, quando o “pré futebol” era chamado de TSUH KUH..
Foi escrita em um livro militar secreto, de maneira subliminar, onde era descrito um exercício que daria origem ao futebol, e chegou ao Brasil somente na década de 40 junto de um mestre de Kung fu e dizia:
“A verdade sobre os poderes do Tsuh Kuh somente fará sentido quando não 11, ou 100, mas 1.000 mantos de clãs diferentes forem reunidos sem guerras e sem competição. Somente pelo amor ao Tsuh Kuh“
E é assim que inicio essa missão de reunir 1.000 camisetas de times de futebol em busca de tal conhecimento.
Caso queira colaborar, deixe um comentário com seus dados que entro em contato.
Abraços e boa sorte!