A 227ª camisa de futebol do nosso site vem de Portugal, presente da amiga Elisama que agora vive por lá, em Alverca do Ribatejo.
O time que defende as cores da cidade de Alverca do Ribatejo, e dono da camisa de hoje é o Futebol Clube de Alverca.
O FC Alverca foi fundado em 1º de Setembro de 1939, coincidentemente, no dia do início da Segunda Guerra Mundial. A cidade tinha ainda outros times, como o Alverca Futebol Clube (de 1922) e o Sporting Clube de Alverca (1930). Quer saber um pouco da história do FC Alverca, veja aí:
O time cresceu integrado à história de Alverca do Ribatejo.
Ate a década de 40, o time se limitava às competições não oficiais da região mas, a partir de 1942, integrou a Associação de Futebol de Santarém, e depois a Associação de Futebol de Lisboa disputando os campeonatos destes grupos.
O FC Alverca começa a conquistar títulos regionais e nacionais, com destaque para o acesso à segunda divisão em 1988. Foto do site Glórias do Passado.
Na temporada 1997/98, o FC Alverca fez uma sensacional campanha conquistando o acesso à primeira divisão!
Assim, na temporada seguinte (1998/99) debutam na primeira divisão!
Lá permaneceu até 2002, mas retornando em 2003/04 para mais uma temporada na elite do futebol português.
Depois de altos e baixos, a partir da temporada 2021/22, passou a integrar a Liga 3 e assim reiniciando sua caminhada rumo à primeira divisão. Na temporada 2024/25 retorna à Segunda Liga e na temporada seguinte, volta à Primeira Liga após 21 anos. Em 2025, Vinícius Júnior adquiriu 80% da SAD do clube.
Manda seus jogos no Complexo Desportivo FC Alverca com capacidade para 6.900 torcedores.
Antes de falar da cidade de Piracuruca, é importante mostrar um pouco do que é o Parque Nacional Sete Cidades, que tem parte dele em seu território e é uma das coisas mais legais desse país.
O lugar é lindo, cheio de surpresas e um verdadeiro museu a céu aberto.
As formações rochosas são um espetáculo natural…
Mas o parque, com toda a estrutura que foi criada para tornar possível o passeio vai além…
A vegetação deixa o ambiente com uma sensação gostosa…
O ponto alto na minha opinião são as pinturas rupestres, datadas em até 11 mil anos!!!
Os historiadores e especialistas que analisaram as pinturas, dizem que elas representam cenas da vida cotidiana, momentos de pesca, de caça, a coleta de frutos, além de apresentar animais, plantas e até figuras míticas.
O parque é considerado um dos maiores e mais importantes complexos de arte rupestre do mundo
Diversos répteis como o Calangos aí, nos acompanharam pela trilha.
Falando sobre a cidade, demos a sorte de dormir uma única noite por lá e ser exatamente na data da festa da padroeira local.
Aproveitamos a festa a noite e de manhã fomos dar um rolê pra conhecer essa ponte ferroviária muito comentada na cidade.
Falando sobre futebol, fomos registrar o Estádio Municipal Doca Ribeiro!
Pelo que consegui apurar, o Estádio Municipal Doca Ribeiro é utilizado principalmente para receber jogos de futebol amador e seleções municipais, como nos torneios da Taça Norte de Futebol Amador e o Campeonato Piracuruquense.
O Estádio Municipal Doca Ribeiro é um espaço esportivo simples, mas cheio de significado para Piracuruca e sua comunidade.
Com arquibancadas modestas e um gramado que já recebeu muitas histórias, ele é o ponto de encontro para quem ama o futebol local.
É lá que as seleções municipais e equipes amadoras se reúnem para disputar campeonatos e amistosos, sempre embalados pelo calor humano da torcida.
A estrutura do estádio, embora modesta, cumpre bem o papel de abrigar competições regionais onde o clima é de festa com as famílias ocupando as arquibancadas, vendedores circulam com seus carrinhos e a paixão pelo futebol se misturando ao sentimento de pertencimento à cidade.
O Doca Ribeiro acaba se tornando um espaço de convivência social. Os jogos, eventos comunitários, reunindo moradores de diferentes bairros e até cidades vizinhas.
É nesse espírito que o estádio se mantém vivo, resistindo ao tempo e às dificuldades, como símbolo da ligação entre esporte e identidade local.
Visitar o Estádio Municipal Doca Ribeiro é vivenciar o futebol em sua essência mais pura.
Um patrimônio que merece ser preservado e valorizado!
Sábado, 26 de julho de 2025. Manhã ensolarada de um inverno que já não sabe se decidir no quesito temperatura… Bem vindo ao Estádio Municipal Pedro Benedetti!
Em campo, dois times lutando pela classificaç˜ão para as semifinais. O Mauá FC que iniciou esta fase com duas derrotas, se recuperou ao vencer os dois jogos do Batatais, e entra confiante para o jogo.
Seu adversário, da mesma forma, vem bem nessa segunda fase com 3 vitórias nos últimos 3 jogos.
A realidade do público… uma tristeza. Uma cidade tão apaixonada pelo futebol, como é Mauá (basta ver os públicos no futebol amador) não pode aceitar um jogo importante como esse ter um público abaixo dos 100 torcedores.
Um estádio tão bonito… Não merece isso…
Ainda bem que alguns familiares dos atletas estavam por lá apoiando o time.
Aos poucos foi chegando mais um e outro torcedor, mas sem fazer diferença marcante no público…
Atendendo a galera nos comes e bebes, lá estava o Edson, o “Gaguinho” do Amendoim.
E tem sim quem acredita no time do Mauá FC como representação cultural da cidade, olha que bacana!
Olha que banner bacana em uma das salas do Estádio:
E não é que veio um pessoal de Suzano para acompanhar a partida?
Aliás, que bonitas as camisas do ECUS!
Ali, estavam também os diretores do ECUS, entre eles o William, presidente do clube!
A gente entrevistou o William algumas semanas atrás, confira aí:
Falando do jogo, o primeiro tempo foi bastante disputado, o ECUS não se intimidou por estar jogando fora de casa e foi pra cima, deixando o jogo bem animado!
Thiago Constância, o treinador do Mauá FC acompanhava tudo de perto…
O primeiro tempo terminou em 0x0
Aproveitei para bater um papo com o Tegi, presidente do Mauá FC:
A gente entrevistou o Tegi um tempo atrás, dá uma olhada como foi:
Aí estão os banheiros do estádio.
Mas se segura porque o segundo tempo vem aí!
O pessoal do ECUS contava em sair de Mauá com os 3 pontos…
Mas faltou combinar com o Mauá FC que passou a ir pra cima…
Renan Martins observava o jogo…
E colocou os reservas pra aquecer pra fazer o que for necessário pra vitória!
O jogo ficou tenso, ambos os times estavam chegando no ataque, mas faltava a última bola…
E os goleiros faziam sua parte…
Muita correria e muito bate rebate, fazendo de toda jogada uma disputa intensa…
O juiz teve que dar uma segurada nos ânimos dos jogadores…
Lá vem o ECUS pro ataque…
Mas mais uma vez não chegaram ao gol pra fazer a alegria da sua torcida…
E foi após uma sequência de escanteios que o Mauá FC encontrou o seu gol:
Tristeza para o pessoal de Suzano…
O time visitante chegou a marcar seu gol de empate mas foi invalidado pela arbitragem!
Fim de jogo: Mauá FC 1×0 ECUS, ambos os times só dependem de si para chegar à semifinal.
Se quiser ver um resumo do jogo, montamos o vídeo abaixo, divirta-se!
Segunda feira, 2 de junho de 2025. E quem disse que em plena segundona a gente não pode acompanhar uma partida de futebol? Fomos até o Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo para enfim registrar um jogo da série C do Campeonato Brasileiro de 2025.
Seja bem vindo ao Estádio Primeiro de Maio!
Em campo, dois times que tem lutado para estar no G8 e assim disputar os mata-matas que vão levar 4 equipes à série B. Apoiando o time da casa, o São Bernardo FC, estão os inabaláveis torcedores da Febre Amarela:
Ali no outro lado da bancada está ainda o pessoal da Guerreiros do Tigre e demais torcedores do time!
Do lado visitante, uma incrível presença dos torcedores de Alagoas, defendendo o time do CSA:
Uma noite fria de outono, mas que em campo se mostrou quente, principalmente para os torcedores visitantes, que logo aos 11 minutos viram o gol do São Bernardo ser anulado por impedimento e aos 19 minutos, Tiago Marques fazer 1×0 para o CSA!
A torcida do CSA fez bonito ao se fazer presente em uma partida em um estádio distante mais de 2 mil quilômetros de sua cidade natal!
Infelizmente, a torcida do São Bernardo vem passando por um momento difícil. Como disse um amigo, apenas os verdadeiros torcedores mantém-se fieis ao time, e diminuiu muito aquele clima de caldeirão que existia no Estádio e complicava a vida dos visitantes.
Talvez o clima gerado pela presença da torcida visitante tenha inspirado os jogadores do CSA e, em especial, Tiago Marques que fez a alegria da galera marcando o segundo gol dos alagoanos aos 27 minutos.
Como é que se explica o amor a um time?
Foi especial ver tantos azulinos nas arquibancadas, vindos de Maceió ou mesmo já radicados pela Grande São Paulo carregando em seus corações histórias e lembranças de desafios dessa nova realidade.
Foi mais do que futebol: a arquibancada deu lugar para reencontros, aventuras e saudade. Muitos que migraram para cá em busca de uma vida melhor puderam, por 90 minutos, se sentir de volta à infância, à cidade natal, às lembranças boas de casa. Aos que enfrentaram os 2 mil quilômetros de viagem… Foi como viver uma odisseia!
“Vai pra cima deles, Azulão”, cantavam os alagoanos:
O CSA em campo foi mais do que um time: foi o elo com as raízes, com a memória e com o coração.
Com os dois gols no placar, o CSA foi para o intervalo sabendo que o mais difícil já havia sido feito. Aproveitamos para ouvir um pouco daqueles que decidiram apoiar o time alagoano no ABC paulista.
Também fomos ouvir o pessoal da Mancha Azul, a organizada do CSA, sempre vibrante e sempre presente, ainda que a polícia militar tenha dificultado ao máximo a presença dos caras, impedindo a entrada das faixas e demais materiais.
Por outro lado, a torcida local mantinha seu apoio e acompanhava com dor o difícil momento.
Aos 20 minutos do segundo tempo, penalty para o CSA e Enzo marcou o terceiro e derradeiro gol.
Aos 26 o São Bernardo diminuiu com Felipe Azevedo que veio do banco de reservas para honrar minimamente o manto do São Bernardo!
Um pouco de pressão no final do jogo, com direito a algumas boas defesas do goleiro Gabriel Félix, mas o placar terminou nos 3×1 para os visitantes.
A preocupação da torcida do CSA agora é pensar no confronto com o Vasco pela Copa do Brasil, e quem sabe viver mais um feito histórico do time alagoano!
Parabéns aos azulinos alagoanos pela presença! Espero revê-los em breve!
Domingo, 5 de maio de 2025. Do ABC pra Guarulhos, mais uma conexão na metrópole paulistana. Em menos de uma hora estávamos na segunda maior cidade do estado. Os portões foram abertos bem em cima da hora, chegando até a criar fila na entrada do Estádio Antônio Soares de Oliveira!
Fazia algum tempo que estivemos no estádio e foi bacana voltar a ver o Estádio Antônio Soares de Oliveira, ainda muito bem cuidado, mesmo que nas cores e em alusão ao outro time da cidade que folgou na rodada.
O Estádio ainda guarda lembranças de um passado que já não parece mais existir nos dias de hoje…
Embora entrem pelo mesmo portão, a parte atrás do gol foi dedicada à torcida visitante (aliás, senti falta do pessoal da Sancaloucos, uma organizada muito presente no futebol!).
Times prontos, é hora da cerimônia de entrada!
Graças ao Fernando do Jogos Perdidos, pudemos ter os dois times perfilados antes do início da partida!
Os dois times entram em campo carregando seus sonhos de vitórias, acesso, sucesso…
E se os jogadores em campo tem o desejo da vitória, entre os reservas o sentimento não era diferente!
O AD Guarulhos vem de uma parceria – que deve se transformar em fusão nos próximos anos- com o Aster (que deixou Itaquaquecetuba) e assim conta com uma base bem interessante para o campeonato, traduzida desde o começo do jogo em certa dominância na armação das jogadas e em ataques criados.
Pra quem ainda não conhece o estádio, segue o registro do gol do lado esquerdo, onde fica o portão da entrada:
O meio campo:
E o gol da direita (onde antigamente ficava a torcida visitante):
O público até que foi aumentando após o início da partida, e foi anunciado como 197 pagantes.
Vale ressaltar que alguns dos presentes portavam camisas do Aster.
Vale ressaltar a presença da Torcida Organizada Resistência Azul.
Se o domínio técnico do AD Guarulhos não se traduziu em gols logo de cara…
…em parte foi graças ao Max, goleiro do São Carlos.
Mas o goleiro Cauê também foi bem!
A atenção crescia entre a torcida local…
E também dentro de campo!
Até que aos 10 minutos, Dieguinho faz 1×0 para o AD Guarulhos!
Pode anotar aí no placar: 1×0!
A partir daí, o jogo ficou equilibrado. Ainda que o AD Guarulhos mantivesse o domínio, o São Carlos teve várias chances de chegar ao empate, principalmente nos contra-ataques e nas jogadas de bola parada.
O AD Guarulhos também teve chances de ampliar, mas pecava na última bola…
Na arquibancada, mais um jogo em que o público decepcionou…
Lembre-se que estamos falando da segunda maior cidade do estado… E um estádio lindo, que merecia receber um público maior, mais famílias, mais crianças…
Claro que os times em campo sentem o clima… E ainda acho que a presença de mais torcida e dos tradicionais cânticos de apoio, poderiam ter colaborado para um ambiente mais legal e materializando-se até em outros resultados…
E o Estádio tem uma boa capacidade de público e uma boa estrutura…
Intervalo de jogo é hora de dar uma circulada pelo estádio e ver o que temos na lanchonete local!
Volta o segundo tempo e sem grandes novidades…
O AD Guarulhos criava boas jogadas…
… e o São Carlos continuava criando chances nos contra ataques…
A torcida local sente que a não chegada do segundo gol alimenta a esperança do time do São Carlos pelo empate…
Chances para animar a torcida não faltaram…
Mas apenas aos 47 do segundo tempo, Gustavinho fez o segundo, selando o placar final!
Dor para o time do São Carlos que vinha fazendo um jogo equilibrado no segundo tempo e até teve chances de empatar a peleja.
O São Carlos deu a saída e seguiu os poucos minutos até o apito final…
Fim de jogo e 3 pontos importantes para a classificação para a próxima fase.
Festa na bancada…
Agradeço mais uma participação na história do futebol paulista!
Sábado, 3 de maio de 2025. É dia de conhecer um novo campo de futebol: o Centro de Treinamento Rei Pelé, a casa do Santos FC e ver um time pela primeira vez: o SC Aguaí!
A Mari fez questão de registrar a presença na entrada do campo que fica no Complexo Modesto Roma.
Embora fosse um jogo válido pela categoria de base, o sub 20 de Santos e do Aguaí, trouxeram bom público ao CT!
Já estivemos por duas vezes em Aguaí e não conseguimos adentrar ao Estádio Dr Leonardo Guaranha (veja aqui como foi!), o jeito foi conhecer o time de Aguaí como visitante…
Essa galera em primeiro plano é do interior e veio acompanhar o time, enquanto o pessoal do Santos ficou do alambrado para traz:
O CT fica bem próximo da Vila Belmiro em meio a uma cidade que não para de crescer. Olha que prédio bonitão que já existe ao lado do Estádio:
Em campo um jogo que começou bastante desigual, dava pra apostar naqueles placares largos a favor do Santos.
Mas o time local demorou pra abrir o placar, só no fim do primeiro tempo.
Não que o Aguaí não tivesse criado algumas chances…
Já no segundo tempo, o Santos ampliou para 2×0. Será que a goleada vem? Pois bem, assista aos melhores momentos e veja como acabou essa história…
Muito legal estar no CT do Santos e conhecer um local tão importante para as categorias de base do Peixe e do futebol paulista em geral.
Sábado, 5 de abril de 2025. Estamos novamente em São Caetano, para mais uma decisão. Você sabia que o nome do time não é mais AD São Caetano? Eles até iam mudar de distintivo pra uma coisa nada a ver, mas aparentemente apenas tiraram o “AD”. Com a SAF implementada, o time agora se denomina São Caetano Futebol.
Se da última vez, assistimos a partida que valeu a desclassificação da Inter de Bebedouro, hoje veremos a decisão das oitavas de final entre o time local e o Nacional AC da capital!
Ingressos em mãos, vamos ao campo!
Vamos acompanhar a partida pelo lado dos visitantes.
O torcedor visitante tem o prazer de poder ver a “sala VIP do azulão”, com algumas memórias nas paredes.
Times vêm a campo com o tradicional hino da Federação.
Embora o jogo fosse com portões abertos para o torcedor local, a mudança de tempo, com frio e garoa parece ter atrapalhado e não houve aquele público capaz de transformar o Anacleto em uma panela de pressão para o adversário, mas, ao menos o estádio teve clima de decisão!
O Nacional posou pra foto…
Enquanto isso, o São Caetano era concentração pura, visto que após a derrota por 3×0 no Nicolau Alayon, o time precisava de uma partida histórica para obter a classificação.
O lado visitante, pode não ter tido um grande número de torcedores, mas quem veio ao jogo, estava confiante e veio porque ama o time, como é o caso do Reinaldo e da Xexéu, com suas faixas que deram cor às bancadas:
Presença do pessoal da Torcida Almanac também se fez presente!
E assim e montou o cenário para a partida decisiva…
Bola rolando e o São Caetano partiu para o ataque desde o primeiro momento…
Lá do outro lado, os bancos de reserva:
A marcação alta não deixou o Nacional jogar.
Bom pro goleiro do São Caetano que não teve muito trabalho durante todo o primeiro tempo…
Bom também pra torcida local que compareceu e acreditava na classificação!
Várias bandeiras decoravam o Anacleto, como uma tentativa de reforçar a relação perdida entre o time e a cidade.
O pessoal da Comando Azul também estava por lá para apoiar o Azulão em mais um milagre!
Destaque para os dizeres da pequena faixa: “Seja o que Adhemar quiser“, em alusão ao craque do início dos anos 2000:
Do lado do Nacional, embora a vantagem de 3×0 no primeiro jogo desse uma grande vantagem, a postura do time em campo deixava todos em tensão, mas o apoio também estava ali…
Mas a pressão era grande e o São Caetano parecia muito seguro indo par o ataque. E foi uma dessas descidas que fez a torcida local levantar e acompanhar a bola de pé em pé…
…até chegar em Fábio Azevedo, que aos 32 do primeiro tempo fez: São Caetano 1×0!
Festa no Anacleto Campanella!!!
E preocupação entre a turma da ferrovia:
O jogo parecia se transformar em uma corrida de gato e rato com o Nacional ainda atordoado em campo…
Mas, o Nacional acabou acertando um contra-ataque e só não chegou ao empate porque o gol que marcou estava impedido…
Termina o primeiro tempo e vem o intervalo… Hora do pessoal comprar uns quitutes com o vendedora ali na cerca…
Pra molecada é hora de se divertir…
E se a gangue local vem dar uma olhada nos amigos visitantes…
… o jovem nacionalino pareceu não se importar…
Aproveitei pra registrar o pessoal do Nacional, começando com o Cláudio da Torcida Almanac:
E depois o Reinaldo e a Xexéu:
Também deu pra dar um oi pra quem estava do outro lado da grade, abraços para o Puci, na foto abaixo, e também pro amigo de longas datas Renato Doniseti, torcedor e historiador do futebol local e também responsável pelo gigante fanzine Aviso Final!
Conversando o intervalo passou rápido e o segundo tempo começou. E o jogo voltou com um São Caetano ainda mais decidido a tirar os dois gols de diferença…
Porém, o que parecia certo, desmoronou-se e todos os sonhos de quem um dia viu seu time em final de Libertadores caíram ao ch˜ão quando Daniel Costa empatou a partida aos 19 minutos do 2º tempo…
O golpe pega forte o torcedor do São Caetano, que vinha acreditando…
E finalmente dá ao torcedor nacionalino a certeza de que a vaga para a semifinal já é uma realidade!
Mesmo que em campo o São Caetano ainda domine as ações de ataque…
O Nacional se abraça à vantagem construída na capital e joga tranquilo… Tudo fica mais fácil, até mesmo defender uma falta perigosa…
Já dá pra perguntar: “Quanto falta???”
Dá até pra ser mais ousado e arriscar um “Vamos subir, Naça!!!”
Enquanto isso, na bancada local, a temperatura interna esfria tal qual o outono lá fora…
Os visitantes sentem o momento e apimentam a provocação:
Os minutos passam e vem o que o torcedor visitante esperava: o fim de jogo e a classificação para o jogo decisivo, que vale a vaga para a série A3!
Time e torcida celebram juntos…
Fico contente de ter registrado mais uma história de decisão, e ver que o time do Nacional pode voltar à série A3.
A última homenagem foi para o treinador Tuca Guimarães que tem conseguido tirar do time uma energia e dedicação incríveis!
E pra garotada, coube a atenção especial dos atletas…
No carnaval de 2025 fomos até Presidente Prudente ver um 0x0 entre o Grêmio Prudente e o Santo André pela série A2. Para fazer a viagem ainda mais inesquecível, demos um rolê pelo norte do estado do Paraná, começando por Alvorada do Sul e logo parando em Londrina.
A fertilidade da terra roxa desde sempre atraiu as pessoas para a região onde hoje encontra-se Londrina. Fossem os povos Guarani, os Kaingang ou os Xetá, a região provavelmente sempre teve suas florestas ocupadas. Conhece os Xetá?
A aceleração da ocupação de Londrina se deu com a Companhia de Terras Norte do Paraná (subsidiária da inglesa Paraná Plantations Ltd.), que transformou as grandes propriedades em lotes menores, oferecendo aos trabalhadores a possibilidade da produção de café criando uma classe média rural.
Nos anos 50, com considerada expansão urbana em razão da produção cafeeira a população passou para 75.000 pessoas. Se tiver interesse, busque o livro “Transformações urbanas. A Londrina da década de 1950″.
A região ganhou maior atenção impulsionada pela Ferrovia São Paulo-Paraná e a estação Londrina inaugurada em 1935. Foto do site Londrina Histórica:
A década de 80 marca a retirada da ferrovia do centro, o que sobrou está no Museu Histórico de Londrina.
Uma pena que o Museu está fechado e não parece muito perto de reabrir…
Olha aí a Igreja Matriz…
Mas o grande templo que queríamos visitar era o Estádio Uady Chaiben, a “toca do tigre”.
O Estádio Uady Chaiben é a casa da Associação Portuguesa Londrinense!
O time foi fundado no dia 14 de maio de 1950, sob o nome de Associação Atlética Portuguesa de Desportos e assim em 1959, disputou seu primeiro Campeonato Paranaense, no grupo da zona norte:
Também disputa o campeonato de 1960:
E faz, em 1961, sua terceira participação no Campeonato Paranaense coroando o primeiro momento de existência do time. Olha a tabela de classificação que a Rsssf montou:
Talvez decepcionados pelas más campanhas, o time abandona o futebol profissional e passa quase 4 décadas licenciado. Apenas em 1998, o time retorna ao profissionalismo, agora sob o nome Associação Portuguesa Londrinense, disputando a Segunda Divisão estadual. Olha que vídeos incríveis deste ano:
Em 1999, é vice campeã e obtém a vaga para Primeira Divisão.
Assim, no ano 2.000, a Portuguesa joga a primeira divisão, mas cai no mesmo ano.
Em 2001, termina como vice campeã da segunda divisão, após classificar-se em 1º no seu grupo:
Este vídeo mostra os gols e melhores momentos das duas finais:
Assim, a Portuguesa Londrinense disputa a principal divisão em 2002, ano que Coritiba, Atlético, Paraná e JMalucelli só jogaram o SuperCampeonato Paranaense. Tabela do site Bola na área:
Em 2003, mais uma vez a Portuguesa Londrinense acabou rebaixada…
Em 2006, na tentativa de conseguir maior apoio da cidade, resolveu mudar de nome para: Grande Londrina Futebol Clube. Distintivo do site História do Futebol:
Mas o Londrina EC entrou na justiça contra o novo nome e a mudança acabou melando. Ainda assim, a Portuguesa conquistou o título da segunda divisão e a vaga na elite paranaense de 2007. Por incrível que pareça, esse foi seu primeiro título.
Disputa a primeira divisão em 2007 e 2008, quando é rebaixada. Entre 2012 e 2014, disputou o Campeonato Paranaense da 3ª divisão, conseguindo o acesso para a 2ª Divisão.
Em 2015 fez boa campanha, chegando às quartas finais da competição.
Em 2016 volta a disputar a Divisão de Acesso.
Em 2018 e em 2019 participou da Copa Rubro Verde, que contou a participação das outras Portuguesas do Brasil.
Em 2018 ficou na lanterna do Campeonato Paranaense da 2ª divisão caindo para a 3ª divisão.
Disputa a 3ª divisão desde então. Este é o time de 2020 do blog do rafael:
Em 2025 disputará novamente a 3ª divisão do Campeonato Paranaense. E se tudo der certo, o time volta a jogar no Estádio Uady Chaiben, também chamado de Vila Santa Terezinha. Conheça mais este estádio do Paraná:
Como deu pra ver, a arquibancada do Estádio Uady Chaiben não tem uma grande capacidade, oficialmente o estádio está liberado para pouco mais de 1.000 torcedores.
Olhando da arquibancada, este é o meio campo:
Aqui o gol da esquerda:
E o gol da direita:
Encontramos o preparado de goleiros do time com quem pudemos trocar uma ideia rápida:
Para o campo ser usado pelo profissional, acredito que precise passar por uma reforma, principalmente no gramado…
E talvez um cuidado maior com o banco de reservas…
Pra quem gosta de assistir de pé, a vantagem é que o alambrado permite você estar bem próximo do campo!
Na falta de um belo pórtico que apresente o estádio, entramos por um portão que dá acesso aos automóveis…
Agradeço sempre a oportunidade de poder viajar e conhecer estádio como este que fazem parte da história do futebol.
Vamos embora com um último rolê pela rua do estádio…
Quarta feira, 15 de janeiro de 2025. Linda tarde de sol no ABC. É hora de pegar a estrada rumo à Capivari, no interior paulista, para acompanhar a primeira rodada do Campeonato Paulista da série A2.
Os camaradas Rico e Everson foram a companhia para esse rolê! É sempre melhor ir a uma partida com os amigos!
Uma surpresa no caminho: fomos atingidos por uma tempestade ao passarmos por Jundiaí…
Mas ao chegarmos na cidade, o céu voltou a abrir, o que nos deixou aliviado porque ninguém curte ver jogo embaixo de chuva…
Nossa primeira parada em Capivari foi a antiga casa do Capivariano, o tradicionalíssimo Estádio Fernando de Mauro.
O Estádio Municipal Fernando de Marco acumulou muitas histórias ligadas ao Capivariano até 1992, quando o time passou a usar o atual estádio, e hoje é a principal casa do futebol amador da cidade.
Como estava fechado, fizemos os registros pelo lado de fora mesmo…
Mas, pelas frestas da entrada, deu pra ver como o Estádio Fernando de Marco está atualmente:
Gramado em boas condições, ambiente aparentemente limpo e bem arrumado.
Segundo os amigos de Capivari, o Estádio tem sido usado pelo time do Capivariano para treinos.
Ao lado do Estádio está a escola de samba de 1963: “Acadêmicos Turma do Brejo“.
O estádio fica no bairro da antiga Estação, o que gerou a alcunha do “Leão da Sorocabana“, passamos por lá pra registrar como estão alguns dos prédios antigos da ferrovia e parece que estão passando por obras de restauro:
Pena que não deu pra parar e registrar melhor o rio Capivari que cruza a cidade, mas pelo pouco que deu pra ver, infelizmente o rio está bastante poluído (veja aqui, o vídeo da Globo local sobre o tema).
Chegamos mais de uma hora antes da partida pra poder curtir o clima da Arena Capivari, e do seu entorno.
Já estivemos no Estádio Municipal Carlos Colnaghi por 2 vezes, em jogos bem esquisitos… O primeiro em 2011 para acompanhar um maluco Capivariano 6×4 Atibaia (veja aqui como foi e perceba a ausência das arquibancadas na outra lateral):
Depois, voltamos em 2 de março de 2012 para um não menos maluco Capivariano 0x5 Guaçuano (veja aqui como foi).
Carlos Colnaghi se transformou na Arena Capivari após as obras que ampliaram sua capacidade para 19.000 torcedores, entregues em janeiro de 2015 para a série A1 do Campeonato Paulista.
Mas, antes de adentrar à Arena, deu tempo pra encontrar o pessoal da Torcida Leões da Raia no bar ao lado do Estádio.
E se você ainda questiona o amor dos torcedores do interior pelos times da sua cidade, dá uma olhada nesse exemplo literalmente marcado na pele:
Então, vamos à partida!
Mas adivinha quem voltou? A chuva… Mas nada que desanimasse a torcida do Santo André, que havia se deslocado por quase 3 horas pra chegar em Capivari.
Acho que no fim das contas a chuva atrapalhou mais a torcida local que acabou deixando de ir pro jogo e preferiu ver de casa. Em campo, menos de 800 pagantes, no total… Que triste para uma estreia de série A2.
Pra mim, um orgulho incrível poder estar nesse estádio novamente, e pela primeira vez como Arena.
Bola rolando e fica claro que os times ainda estão se entrosando. A chuva deixa o jogo ainda menos técnico.
Mas, o Santo André vinha bem, deixando o jogo bem mano a mano. Aqui, um escanteio para o Ramalhão…
Não a toa a torcida visitante estava até feliz no começo do jogo.
Mas conforme a noite caia e o jogo seguia, o Santo André foi perdendo o pique e talvez o grande momento dessa mudança foi um gol perdido cara a cara com o goleiro do Capivariano pelo atacante Michel Douglas.
No último minuto do primeiro tempo, Carlos Eduardo acertou um chutaço e fez 1×0 para o Capivariano, para a alegria da torcida local!
O intervalo passou rápido e foi dedicado a escapar da chuva por alguns minutos. O segundo tempo começa com o Capivariano jogando melhor, dominando o jogo e vendo o Santo André se desesperar aos 16 minutos, quando Ariel foi expulso.
Nada de desânimo. Futebol é feito de vitórias e derrotas.
Que as torcidas sigam apoiando seus times, sem violência, preferencialmente.
Mesmo com um a menos faltou pouco para que Alexiel, a joia da base Ramalhina, empatasse a partida…
Quanto vale ver 3 gerações de torcedores em uma mesma foto?
Ao fim do jogo, o time do Santo André mandou o recado para a torcida: “Calma, foi apenas a primeira batalha, seguimos na luta!!” O Santo André foi ao campo com: Reynaldo; André Krobel, João Marcus (Rafael Verrone), Eduardo Grasson e Rafael Milhorim; John Everson, Dudu Figueiredo (Thomás)), Nelsinho (Bruno Camilo) e Fabricio Oya (Netto); Ariel e Michel Douglas (Alexiel). Técnico: Gilson Kleina