Em novembro de 2025, resolvi celebrar meu aniversário reunindo a família na pacata cidade de Águas de Santa Bárbara, mas, como o interior é cosmopolita, aproveitei para revisitar a cidade de Óleo e conhecer Manduri, onde aproveitei para registrar mais um estádio.
Já estive em Águas de Santa Bárbara há muitas décadas, mas não lembrava da cidade… Possivelmente está região foi ocupada pelos povos tupis e kaingang que se beneficiavam do ambiente gerado pelo rio Pardo. Olha que cenário lindo!
A chegada dos europeus fez ser fundada a vila de São Domingos, às margens do Rio Pardo, em 1868. O nome da vila acabaria alterado para Santa Bárbara do Rio Pardo em homenagem à Santa Bárbara e o local foi elevado à categoria de cidade em 1876. Em 1978, o nome foi alterado para Águas de Santa Bárbara para reforçar a sua fama como estância hidromineral.
Infelizmente, o futebol em Águas de Santa Bárbara tem pouca história. A cidade nunca teve um time profissional e nem mesmo uma equipe que marcou época nas disputas amadoras da região. Atualmente existe uma certa movimentação em torno da fomentação do time do Águas de Santa Bárbara FC, mas não existe nenhuma ação concreta, como a disputa de um campeonato ou filiação em alguma liga ou federação.
Fomos visitar o Estádio Municipal de Águas de Santa Bárbara, e ele reforça o momento atual (isso em 2025) do futebol da cidade.
Ainda não há arquibancadas, apenas a estrutura que se vê abaixo.
Pior que durante nossa visita caiu uma chuva, deixando o visual ainda menos animador.
Como se pode ver, o campo ainda não tem um sistema de drenagem muito eficiente.
Mas, tudo pode mudar. Aqui, o meio campo, onde pode ser construída uma arquibancada na lateral.
Aqui, o gol da direita. E também existe espaço ao fundo do gol para novas estruturas, caso necessárias.
Aqui, o gol da esquerda, lá atrás passa uma rua de acesso, onde você pode ver o valente Mobi branco.
Enfim… Ficamos na torcida por dias melhores do futebol local!
É… Tudo muda. Tudo segue se transformando com o tempo. Tem coisas tradicionais que deixam de existir e também coisas novas que nascem. Em 2012, estivemos por Porto Ferreira para conhecer e registrar o Estádio Municipal da Vila Famosa (veja aqui como foi), também chamado de Vila Formosa.
Na época, o Estádio era a casa da Sociedade Esportiva Palmeirinha, um time que atuava na série B do Campeonato Paulista.
Em 2016, o time disputa seu último Campeonato Paulista pela série B, e no ano seguinte, voltamos a passar pelo estádio, para uma nova visita (veja aqui como foi).
Em 2023, chegou a notícia que o Estádio fora abandonado e estaria prestes a ser demolido. Torcendo para ser apenas um boato, no feriado da consciência negra de 2025 passei por Porto Ferreira e, para a tristeza de todo apaixonado por futebol, confirmei a notícia…
Me pergunto se pra quem mora na cidade realmente fez sentido essa demolição para se ter um…. “nada” no lugar… Ok, provavelmente algo será construído nos próximos meses ou anos, mas ainda assim, dói ver essa imagem, não?
A cidade é referência na produção e comércio de cerâmicas, e não é difícil pensar que algo nesse sentido pode tomar esse espaço, ou quem sabe um novo espaço para o esporte municipal?
E pensar que, assim como as cerâmicas, o time fez parte do dia-a-dia da cidade por tantos anos…
Olha que linda a foto do Marcier Martins quando goleiro do time (do acervo Marcier Martins):
É um time com muita história…
E com uma torcida bastante apaixonada!
No início da carreira, o goleiro Aranha teve uma passagem no gol do Palmeirinha!
E o que dizer de 1967, quando o time sagrou-se campeão da terceira divisão.
Muitos fizeram história com essa camisa…
Assim, com a demolição do Estádio e o fim do Palmeirinha, a cidade parecia fadada a não ter mais um time de futebol nas competições da Federação Paulista. Mas, no dia 26 de abril de 2022, uma família da cidade decidiu criar o Porto Foot Ball Ltda, o primeiro clube-empresa de Porto Ferreira.
Se você quer saber um pouco mais sobre o time, batemos um papo com o presidente do clube, confira:
O time nasce com a missão de juntar a cidade, e por isso soma o preto e branco do antigo Porto Ferreira FC e o verde do Palmeirinha, além disso, passou a mandar seus jogos no tradicional Estádio Ferreirão…
E é aqui que o futuro se une ao passado já que o Estádio Ferreirão foi a casa do Porto Ferreira FC, primeiro time da cidade a participar de competições da Federação Paulista, fundado em 1912.
Em 1916, seu primeiro campo (1 no mapa abaixo) deu lugar ao Jardim Público que é a atual praça Cornélio Procópio, obrigando-o a se mudar para onde hoje está o Hospital Dona Balbina (2 no mapa abaixo), de lá, mudou-se em 1923 para a área onde hoje está o clube social (3 no mapa abaixo) e permaneceu por lá até 1968, quando finalmente mudou para a atual área do Estádio (4 no mapa abaixo).
Em 1925, disputou dois amistosos com o Clube Atlético Paulistano, recém-chegado de excursão pela Europa, vencendo ambas (3×0 e 2×0). Em 1926, o Clube Atlético Paulistano novamente visita Porto Ferreira e dessa vez apenas uma partida: um empate em 0x0. Nesse mesmo ano, o Porto Ferreira FC filiou-se na Liga dos amadores de Futebol e segundo o livro “Os esquecidos”, estreia no Campeonato do Interior na Região C.
No ano seguinte disputa a Zona da Paulista:
Em 1952, foi Campeão amador do setor 9.
E se mostramos lá em cima um desfile com a bandeira do Palmeirinha, o Porto Ferreira FC também teve seu momento…
O alvinegro de Porto Ferreira foi o primeiro time a conquistar o coração da população…
E que demais esse uniforme, hein?
Dessa forma, fomos conhecer o Estádio Ferreirão, que teve sua inauguração oficial em 25 de julho de 1982, como indica a placa abaixo:
Então, venha conosco para um rolê por este verdadeiro elo entre o passado e o futuro!
Olha que bem estruturado é o estádio em se falando de arquibancada. Temos estes degraus em torno da lateral de entrada e também atrás do gol esquerdo:
Sempre gosto de comparar com outros times que estão disputando a série B do Campeonato Paulista para pensar se um estádio teria condições de abrigar o futebol profissional novamente, e no caso do Ferreirão, acredito que com algumas poucas melhorias teríamos condições de ver o Porto Foot Ball alçando voos mais altos!
Além das atuais arquibancadas, existe espaço do outro lado do campo para eventuais novas estruturas, como se vê nesta foto do meio campo!
Ali ao lado direito, também temos parte da arquibancada quase até o gol.
Aqui, o já supra citado gol do lado esquerdo.
Uma pena só ter o registro do time que este ano foi finalista da Série B do Campeonato Paulista Sub 20 no Estádio de Paulínia.
Ainda estamos devendo acompanhar um jogo por aqui… Era pra gente ter vindo na final, vencida pelo Paulinense, mas ano que vem teremos o time na Série A do sub 20 e quem sabe podemos enfim registrar um jogo.
Em julho de 2025 tivemos a oportunidade de viajar até o Piauí e foi incrível.
Visitamos várias cidades e aprendemos muito com cada pessoa que conversamos. Obrigado por isso, futebol… Tudo começou na capital do estado: Teresina!
Única capital nordestina fora do litoral, Teresina tem sua realidade ambientada por 2 importantes rios: o Poty (esse abaixo) e o Parnaíba.
Fomos apresentados ao abacaxi temperado (alguém já conhecia de outro lugar?) que é a metade de um abacaxi servido na casca mesmo, coberta com pimenta, sal e leite condensado.
Além disso, só posso dizer que Cajuína é vida.
Essa é a Ponte Estaiada do Sesquicentenário Mestre João Isidoro França, um marco para celebrar os 150 anos da cidade, inaugurada em 2010. Mas não rola mais visitas à parte superior (a vista deve ser linda).
Abaixo da ponte, uma rica cena esportiva e cultural com uma das faixas de trânsito fechada aos carros para que a população possa aproveitar.
É muito difícil tentar resumir uma cidade tão linda e tão importante como Teresina em um mero post… O que posso fazer é enumerar alguns pontos como a Central de Artesanato Mestre Dezinho.
Um suco de Tamarindo combina bem com tanta arte.
Além da grande riqueza artística e artesanal, o espaço guarda uma parte triste da nossa história como país: ainda há no local um porão que foi utilizado como sala de tortura, durante o período da Ditadura Militar.
Também fomos até o mercado central pra sentir um pouco da vibe do centro da cidade. E adoramos!
Esse é o nosso país. E é bom ver um montão de frutas, verduras e legumes produzidos no nosso próprio território e que poderiam gerar um Brasil ainda mais igual e com menos fome.
Nossa passagem por Teresina foi uma aula viva sobre o Brasil que muitos ainda não conhecem. A arquitetura, a culinária, o sotaque, os mercados e a força do povo piauiense.
Cada conversa que tivemos, cada sorriso que recebemos e cada rua que caminhamos foi uma confirmação de que viajar é também um ato de escuta e aprendizado.
E tem também uma série de produtos ligados à cultura nordestina que também tem que ser visto como motivo de orgulho para o piauiense e para o brasileiro em geral.
A literatura de cordel sobrevive!!
Ali bem próximo do mercado está o outro rio tão importante: o Parnaíba. A outra margem já é área do Maranhão (cidade de Timón).
O primeiro Estádio que fomos registrar nesse rolê foi o Governador Alberto Tavares Silva, o “Albertão“. E olha a fachada que te recebe logo na chegada!
Arquitetura muito bonita e moderna pra um estádio que em 2023 completou 50 anos!
O pessoal que trabalha lá no estádio foi bastante receptivo e permitiu que a gente desse uma volta na parte interna para registrar o chamado “Gigante da Redenção“.
Para quem acha que o futebol do Piauí não tem representatividade, se liga nesse mapa dos times só de Teresina:
Esse busto do Governador Alberto Tavares Silva está na parte interna do estádio.
Tem até uma foto dele batendo um penalty na inauguração do estádio.
Então é hora de finalmente conhecer mais este templo do futebol, o mais importante do estado do Piauí! Vem com a gente!
O estádio tem capacidade para 44.200 torcedores, mas atualmente a Federação tem liberado apenas metade desse número.
Mas é bonito demais não?
Aí eu te pergunto… Aí no seu estado é “cadeira cativa” ou “cadeira perpétua” que se fala?
Essa marquise imponente chama a atenção…
Tem uma história pesadona do dia da inauguração do estádio (26 de agosto de 1973), quando jogavam o Tiradentes local contra o Fluminense do RJ. Uma histeria coletiva causada por alguém que gritou que o estádio estava cedendo tirou a vida de ao menos 5 torcedores, além de ferir quase uma centena de pessoas. É triste. Sempre penso na família e nos amigos que ficaram e realmente é uma situação muito difícil…
Espero que as muitas tardes de alegria que o futebol proporcionou neste lugar tenha ajudado a diminuir essa “bad vibe” que marcou a estreia.
Aí está o astro rei do nosso futebol: o gol!
Uma pena não ter conseguido assistir nenhum jogo nessa arquibancada…
Mas só de estar presente ali já foi uma experiência incrível!! Estar ali dentro do Albertão foi como entrar num território sagrado. Mesmo vazio, o estádio pulsa. Dava pra ouvir o eco dos nossos passos nas arquibancadas ressoando como se carregasse vozes antigas, gritos de gol, vaias, aplausos… É fechar os olhos e ouvir a torcida cantando (será que tomei muita cajuína??)
O concreto envelhecido, os assentos gastos, as curvas da marquise, os bancos de reserva… tudo conta uma história. É como se o estádio estivesse dormindo, à espera do próximo domingo, do próximo hino, do próximo gol. E mesmo assim, sem jogo, ele já nos entrega um espetáculo.
A cada passo, tentava imaginar como seria ver um jogo ali de verdade. A bateria das torcidas, a tensão de uma cobrança de falta, a alegria de um gol aos 46 do segundo tempo…
É sempre legal pensar que um monte de gente viveu momentos inesquecíveis nesse lugar, pais com filhos, amigos de infância, jogadores que realizaram sonhos.
Vamos embora? Antes, parei no meio da arquibancada, respirei fundo e só agradeci. Por estar ali. Por poder ver com meus olhos algo que tantas vezes só vemos pela televisão ou em registros antigos. Foi um encontro com o futebol em seu estado mais puro: concreto, sol, silêncio, memória. E foi lindo. Muito obrigado, Albertão.
Fizemos esse montão de foto pra pelo menos guardar bastante lembrança desse momento incrível!
Ao sair do Albertão, carregávamos um misto de respeito e admiração por tudo que ele representa para o futebol do Piauí. Não é apenas um estádio: é um palco onde milhares de histórias se cruzaram, de gols incríveis a momentos difíceis como aquele da inauguração, que marcou tantas vidas.
Nos próximos posts vamos mostrar outras 3 aventuras boleiras em Teresina e depois estádios de outras cidades piauienses que nos acolheram com o mesmo carinho: Altos, Piripiri, Piracuruca, Luis Correia, Parnaíba, Buriti dos Lopes e Campo Maior.
Seguimos com nossa missão de documentar estádios, clubes, histórias, cores, rostos e realidades que não cabem nos grandes centros e que merecem ser lembradas com o mesmo entusiasmo. Porque o futebol está em todo canto, e a cultura que o envolve é sempre maior do que o próprio jogo.
Ah, fizemos 7 vídeos sobre o rolê misturando música, fotos e vídeos dos estádios visitados, confira o primeiro deles que mostra um pouco mais do Estádio Albertão:
Já voltando para o estado de São Paulo, decidimos dar uma parada em Cornélio Procópio para conhecer e registrar o Estádio Municipal Ubirajara Medeiros.
Infelizmente o Estádio estava fechado e como estávamos com muita fome decidimos achar algum lugar pra comer ali perto, e assim conhecemos o Som Joaquim!
Comida bem gostosa…
E sagú de sobremesa…
O que deu novo ânimo para tentar adentrar ao Estádio Ubirajara Medeiros!
O Estádio Municipal Ubirajara Medeiros tem capacidade para aproximadamente 6 mil torcedores e é conhecido como “Campo da vila”.
O Estádio foi inaugurado em 15 de fevereiro de 1970 com o jogo Santos FC 3×1 Seleção Amadora de Cornélio Procópio. O futebol na cidade teve 3 importantes times, começando pelo Esporte Clube Comercial, o “Leão do norte”.
O Esporte Clube Comercial foi fundado em 14 de março de 1943 e antes da fundação deste estádio, mandava seus jogos no Estádio José de Andrade Vieira, mais conhecido como Campo Comercial, que ficava na esquina da Av Getúlio Vargas com a Av Xv de Novembro. Este estádio acabou tendo sua área vendida em 1969.
Jogando lá, em 1958, o Comercial foi campeão invicto do Campeonato Paranaense de Profissionais da Zona Norte.
Mas o grande feito do clube foi ter se tornado campeão Paranaense em 1961, num ano em que a primeira fase do Campeonato Paranaense ocorreu dividida em três campeonatos: Sul, Norte Velho e Norte Novo.
O time ainda teve participações na primeira divisão entre 1992 e 95, depois manteve-se em atividades até 2005 quando licenciou-se. Em um dos momentos de ausência, surgiu um outro time na cidade: o EC 9 de julho!
O 9 de julho foi fundado em 10 de dezembro de 1974 por Laurindo Myamoto, José Lagana entre outras pessoas. Já no ano seguinte à sua fundação, em 1975, o time foi campeã da Segunda Divisão Paranaense, ainda que o Campeonato tenha sido disputado apenas por 3 equipes (completaram a disputa o Arapongas Esporte Clube e o Marumby de Futebol).
Em 1977, o 9 de Julho contratou o ex-jogador do Santos, Coutinho para ser seu treinador, chamando muita atenção da mídia. O EC 9 de Julho disputou a Elite do Futebol do Paraná, em seis oportunidades: 1976, 1977, 1978, 1979, 1990 e 1991.
A última participação do clube na elite paranaense deu-se no ano de 1991. Fase 1:
Fase 2
Fase final
Time de 91:
Naquele ano houve uma primeira mudança no escudo do time…
Depois, numa tentativa de angariar mais torcedores mudou seu nome para Club Athletico Cornélio Procópio:
E depois voltou seu nome, mas manteve seu antigo escudo.
Além destes dois times, o Estádio Ubirajara Medeiros também foi utilizado pelo PSTC Procopense no Campeonato Paranaense, na Serie D e na Copa do Brasil.
E, após o nosso almoço, animado pela deliciosa refeição, percebi dando uma volta ao redor do estádio que havia uma outra entrada pelos fundos do estádio. Chamei por alguém para que me acompanhassem na visita, mas ninguém atendeu. Como o Estádio é público e estava aberto…
Demos uma voltinha para conhecê-lo melhor!
Sempre emocionante registrar as arquibancadas de um estádio que serve de marco cultural para a cidade.
Céu bonito… Cidade ao fundo… Coqueiros tremulando ao vendo… E o meio campo do Estádio Ubirajara Medeiros!
O gol da direita já tem ao seu fundo o início da verticalização da cidade…
O da esquerda ainda permanece mais roots!
Sempre interessante quando as árvores estão integradas ao Estádio:
A arquibancada tem uma boa parte dela coberta, e sua construção parece bem cuidada.
O gramado também parece estar recebendo cuidados até os dias de hoje.
É um belo estádio… Merece um time, para que a torcida ocupe seu lugar e transforme cimento em sonhos!
Hora de se despedir de mais um espaço incrível e ficarmos na torcida para que em breve um novo time esteja utilizando esse complexo esportivo.
No feriado de Corpus Christi de 2023, tivemos a oportunidade de acompanhar uma partida do EC Santo André em São João del Rei contra o time do Athletic Club.
Claro que aproveitamos para registrar o Estádio Joaquim Portugal e você encontra maiores detalhes no post que fizemos só sobre isso (veja aqui):
Mas a história do futebol em São João Del Rei é muito rica e acabamos indo atrás de maiores detalhes de outros times da cidade.
No segundo post sobre o futebol em São João del Rei, falamos sobre o Estádio João Lombardi, a casa do Minas FC (confira aqui o post)
No terceiro post sobre o futebol em São João del Rei, falamos sobre o Estádio Paulo Campos, a casa do Social FC e do Figuerense EC (confira aqui o post)
Nesse quarto e último post vamos falar sobre o América Recreativo e Futebol, time fundado em 14 de abril de 1939 e o seu incrível Estádio Ely Araújo.
O América Recreativo e Futebol foi fundado por apaixonados pelo futebol, entre eles João Veríssimo da Silva, pai de Telê Santana e um apaixonado pelo América da capital mineira (provavelmente o nome é uma homenagem). Em 1948, o próprio Telê jogou pelo time de São João del Rei!
O AméricaRF participou de diversas competições amadoras envolvendo os times da região, até que em 1967 se profissionalizou e disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão, terminando em 3º lugar no seu grupo.
Em 1968, nova disputa e dessa vez a 7ª colocação.
Em 1969, foi criada mais uma divisão no Campeonato Mineiro, e assim, o América RF passou a jogar a Terceira Divisão, mas apenas 2 equipes toparam participar no grupo: o próprio América e o Athletic, que venceu os dois jogos: 2×0 e 2×1 e fez a final com o Nacional de Muriaé.
O time se licenciou e só voltou a uma competição oficial em 2006, disputando o Campeonato Mineiro Feminino da 1ª Divisão em 2006, ficando na 3ª colocação do seu grupo e depois disputando o Campeonato Mineiro Feminino regional.
Atualmente está de volta às disputas amadoras:
E por isso fomos até o Estádio Ely Araújo, registrar o local onde o América vem escrevendo sua história.
O Estádio fica na Avenida Leite de Castro, e atrás dele passa um braço do Rio das Mortes. Essa é a entrada do Estádio, bem singela, eu diria, mas é um graaaande corredor até chegar no estádio (veja no mapa abaixo que vai entender).
Há uma pequena placa indicando o nome do Estádio: Ely Araújo!
Uma placa menor indica que em 99 houve a inauguração de uma parte das arquibancadas.
Entrando por esse corredor chegamos ao Estádio. Vamos dar uma olhada:
O distintivo do América está presente em várias as paredes do clube! Aliás, tem um lindo ginásio, mas acabei não fotografando 🙁
O futebol e a religiosidade sempre andaram meio juntos… E no caso do América e do Estádio Ely Araújo não é diferente: olha o pequeno altar que existe na entrada do campo:
Chegando ao campo, olha que bacana… O time veterano do América está se preparando para um amistoso! Só não entendi porque o uniforme do time agora é verde 🙁
E olha que louca a arquibancada coberta, logo do lado da entrada do Estádio:
Do outro lado, também existe um outro lance de arquibancadas cobertas:
Vamos curtir um pouco do clima do pré jogo:
E olha aí o time posando para a foto:
E pra finalizar, o nosso tradicional registro do gol do lado direito:
Aqui, o gol do lado esquerdo:
E aqui, o meio campo:
Foram apenas 2 dias pela cidade de São João del Rei , mas deu pra ter ideia da importância e da grandeza do futebol local para a cidade!
Como o nome indica, a cidade tem sua história ligada ao cultivo do café. Lembra que no post anterior (sobre Pirajuí) citamos que aquela cidade fora uma das maiores produtoras mundiais? Pois bem, Cafelândia era uma vila de Pirajuí e se desenvolveu graças ao viciante pó preto. Somente em 1926 foi criado o município de Cafelândia, desmembrado-se de Pirajuí.
Porém, a crise do café obrigou a procura por outras culturas (como a cana de açúcar) e pela pecuária como atividade econômica. Atualmente, Cafelândia conta ainda com um distrito industrial com empresas de pequeno e médio porte. Mas mantém sua cara de cidade tranquila…
A cidade também possui uma importante Feira de Artesanato, a Cafeartes, que antes da pandemia, acontecia no feriado de 7 de setembro (ou seja, se estivesse tudo ok, nós teríamos conhecido o evento…)… Só nos restou conhecer a igreja local.
Mas o ponto chave dessa visita à Cafelândia era registrar o Estádio Santa Izabel, uma das casas do futebol na cidade!
Eu digo uma das casas, porque este foi um dos campos utilizados pelo Glória FC, mas ele não é o único estádio da cidade, e nem o Glória foi o único time de Cafelândia.
Aliás, o Estádio Santa Izabel foi o terceiro campo do Glória. Vamos dar uma olhada lá dentro!
O Estádio Santa Izabel possui uma arquibancada coberta maravilhosa, com uma capacidade para quase mil torcedores! Na arquibancada, mesmo um pouco apagado ainda há também o nome do Glória FC, que ocupou o estádio por um bom tempo e que parece aos poucos voltar à ativa.
Aqui o gol do lado esquerdo:
Ao lado do gol ficam os vestiários do estádio.
O gol do lado direito:
E aqui no meio campo a visão de sua magnífica arquibancada coberta!
Uma placa indica que o estádio foi reconstruído em 1994:
Mas mesmo reformado, não perdeu seu ar de interior, cheio de frondosas árvores espalhadas pelo seu entorno.
E também manteve seu ar bucólico… Já que fica numa área pouco habitada da cidade, com muita natureza ao seu redor…
O gramado segue sendo bem cuidado.
É ou não é um verdadeiro monumento ao futebol?
Esse post teve grande corporação do pessoal de Cafelândia, em especial Wanderley Colmati e Paulo Odenio Pacheco (autor do livro Cafelândia − Histórias e Estórias).
Como ele mesmo me disse, para falar da história do futebol em Cafelândia, precisamos contar sobre os 3 times que disputaram o futebol profissional, começando pelo mais antigo, fundado ainda na época da “vila”: o Cafelândia FC!
O Cafelândia FC, também chamado de “alviverde” foi fundado em 26 de abril de 1923, representando a parte baixa da cidade (a cidade tem mesmo uma parte mais alta e uma baixa, e… um time para cada!). Seu estádio fica na Av. Duque de Caxias, 552 e por isso é conhecido como o “Estádio Duque de Caxias“. Esse Estádio também seria utilizado pela Associação Cafelandense de Esportes.
E aqui algumas fotos que fizemos em 2025 no Estádio Duque de Caxias:
O Estádio segue desafiando os tempos modernos e mantém suas arquibancadas e o campo, hoje dedicado ao futebol amador.
Algumas partes do gramado com aquelas pragas tão tradicionais nos campos…
Esse é o gol da direita:
O meio campo com sua linda arquibancada coberta:
E o gol da esquerda, onde a sigla do time aparece no morro.
Sua cobertura tem uma construção diferente e dá um visual bem legal!
Logo o Cafelândia FC filiou-se à Federação Paulista de Futebol e passou a disputar os campeonatos amadores até 1954, quando decidiu ingressar no profissionalismo disputando a Terceira Divisão do Campeonato Paulista de 1955, com uma fraca campanha, terminando seu grupo na última colocação com apenas um empate.
O Cafelândia FC jogou ainda a Terceira Divisão de 1956 e 57, fazendo novamente campanhas fracas, levando-o a se licenciar do profissionalismo e voltar aos campeonatos amadores.
Nesse mesmo ano, em 1966, o time retornou ao profissional, desta vez jogando a Quarta Divisão, mas só permaneceu na disputa por dois anos, licenciando-se novamente ao final de 1967, mesmo tendo feito nesse seu último ano de história a sua melhor campanha.
Aqui, uma outra linda imagem do time:
Porém, nem só de café se faz o futebol da cidade. Em 26 de setembro de 1926, quando a vila tornou-se cidade, surgiu o Glória FC, para a glória da parte alta da cidade.
Como a parte baixa da cidade já possuía seu time de futebol (o (Cafelândia FC), e existia grande rivalidade entre as duas partes da cidade, a parte alta não podia ficar atrás no futebol e assim surgia o alvipreto de Cafelândia, o Glória FC!.
O primeiro campo do Glória F.C. ficava na área onde está a Escola Kennedy e a Praça S.C.J.
Dali, o campo do Glória foi transferido para a Vila Operária, onde hoje está a Escola Presidente Afonso Pena e próximo ao atual Estádio Municipal. Nesse campo, o Glória ), onde disputou vários amistoso com times da região como o Clube Atlético Linense.
O Glória FC foi o primeiro time do interior paulista a jogar no Estádio do Pacaembu, em 1941, contra um combinado formado pelo Corinthians e o então Palestra Itália. E com tamanha força, viu sua torcida aumentar a cada dia, mas em 1945, novamente teve que mudar de campo, indo para um terreno desmembrado da Fazenda ”Santa Isabel” (daí o nome do atual campo que mostramos lá no começo!).
A inauguração do Estádio Santa Izabel coincidiu com a disputa do Campeonato Amador do Interior e a partir de 1946. Esse é o time de 1946:
Esse é o Glória FC de 1947, campeão da 30a região do amador do estado:
Esse foi o grupo:
O time passou uma grande série de jogos sem perder para o rival local (Cafelândia F. C.), de 1945 até 1957, quando no seu próprio campo, perdeu essa invencibilidade por 3 a 2.
No amador, o Glória FC sagrou-se campeão do seu setor muitas outras vezes!
Olha aqui, o campeão do setor de 1963:
A partir de 1955, o Glória FC decidiu participar do Campeonato Paulista da Terceira Divisão, entretanto em seu primeiro ano, o time desistiu da competição e só participou em 1956, com campanha mediana, assim como 1957, porém em 1958 classificou-se para a fase final do campeonato.
Na segunda fase, o time acabou perdendo a classificação para o triangular final para o time do Nevense!
Em 1966, o time voltou para uma última participação no profissionalismo, novamente na Terceira Divisão, mas acabou se despedindo do profissionalismo com uma campanha fraca, o que não apaga sua força como equipe demonstrada até ali!
Recentemente, o patrimônio do Glória FC chegou a ficar abandonado até que um empresário assumiu a presidência na tentativa de reativar o clube.
Mas toda essa rivalidade na cidade acabou quando Cafelândia F.C. e o Glória FC perceberam que talvez poderiam se unir e criar uma nova potência para o futebol: assim, em 17 de março de 1968 surgia a Associação Cafelandense de Esportes que disputou 17 edições do Campeonato Paulista entre a 3a e a 4a divisão, até se licenciar da Federação Paulista em 1984.
Com apoio do então prefeito municipal, Jayme de Lima (ex-jogador do Glória FC), o ACE estreou no profissionalismo, em 1968, na Quarta Divisão fazendo uma campanha sem grandes resultados.
Disputou ainda a Quarta Divisão em 1977, fazendo uma boa campanha, e em 78 e 79, com campanhas ruins. Essa foi a primeira fase:
E essa a segunda fase, de onde o Cafelandense não conseguiu passar:
Mas o ACE também jogou a Terceira Divisão de 1970 a 76 e de 1980 a 84, quando abandonou o futebol profissional. O time de 1972 fez uma grande campanha se classificando para a segunda fase:
Na segunda fase acabou em 6o lugar, 3 pontos atrás do segundo colocado, o Rio Claro:
Em 1973, uma campanha linda! Na primeira fase classificou-se em segundo lugar, atrás da Penapolense:
Na segunda fase liderou o grupo desclassificando o poderoso Mogi Mirim!
E ainda saiu invicto da final, com dois empates e uma dolorosa derrota nos penaltys para o Independente de Limeira… Aliás, naquele ano não houve acesso e ambos os times permaneceram na Terceira Divisão.
Esse foi o time do vice campeonato de 1973:
Aqui, o time de 1975:
Aqui, o amigo Benê de Marília, no time da Cafelandense!
Com o fim do profissionalismo, em 84, logo se desfez a antiga fusão entre Glória FC e Cafelândia FC (em 88), mas mantendo a Associação Cafelandense de Esportes. Em 1990 foi realizada uma reunião com a finalidade de ressuscitar o Glória FC.
A Cafelandense permaneceu voltou a disputar uma competição amadora em 1990, participando do Campeonato Amador da Região de Bauru – Setor 68, tendo conquistado o título da região em 1992, 94 e 96. Esse foi o time de 1990:
Em 2016 retornou às suas atividades participando da 1ª Taça Paulista, Grupo Especial, Sub-18, organizada pela Liga de Futebol Paulista.
Que cidade, que história… Espero que em breve possamos ouvir falar novamente no futebol de Cafelândia!
A viagem rumo a Berlin começou com um imprevisto… Graças a um atraso do avião que nos levou à Barcelona, perdemos nossa conexão para Berlin e tivemos que passar a noite na capital Catalã. E já que eu não visitei nenhum estádio desta vez, vou apresentar um que visitamos ano passado e até o momento não havia postado aqui, o Estádio Nou Sardenya.
É mais um estádio pra quebrar a ideia de que em Barcelona só existe o poderoso Barça, e seu rival Espanyol. Lembrando que já mostramos aqui o estádio e o time do Sant Andreu (veja aqui como foi).
O Estádio fica no bairro da Gracià na esquina da rua Sardenya com a Ronda del Guinardó.
Demos a sorte de poder acompanhar um treino dos caras!
O Club Esportivo Europa nasceu em 1907, e é um dos fundadores da Liga Espanhola de Futebol, tendo vencido a Copa da Espanha em 1923.
O legal é que o Estádio é no meio do bairro. Olha o que tem de prédio do lado…
O treino começa igual aqui… Vamos correr, rapaziada! Mas repara como as arquibancadas estão bacaninhas. É que embora o time seja antigo, o Estádio é dos anos 90 e nele cabem cerca de 7 mil torcedores.
Não sei se dá pra reparar, mas a grama é artificial! E dizem que está será uma tendência muito utilizada no Brasil.
Deve ser bacana ver jogo ali, atrás do goleiro rival…
Alguém ficou de castigo, tendo que treinar sozinho hehehehe
Mais um belo estádio visitado de perto, com muito respeito e orgulho.
Porém, Barcelona tem ainda um outro estádio, além dos 4 já mostrados aqui.
Trata-se do Estádio Olímpico Luís Companys, também conhecido como Estádio Olímpico de Montjuic, construído para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929, e reconstruído em 1989 para os Jogos Olímpicos de Verão de 1992.
Vamos dar uma olhada:
Confesso que não me agradam os estádios que não atendem ao time (ou times) da cidade, parece-me que eles acabam sendo estádios sem alma… E depois que o Espanyol construiu seu estádio, este ficou apenas para a seleção.
Ainda que sejam muito bonitos e bem arranjados, sinto falta da energia que só o dia a dia de um clube pode oferecer.
O próprio nome já é “espinhento” para mim, já que Luís Companys Jover era um político da cidade.
O estádio tem capacidade para 56 000 torcedores.
O estilo é dos grandes. Arquibancadas espaçosas e distantes do campo.
Equipamentos de tecnologia de ponta, iluminação e cadeiras individuais.
E tem até um ar mais “artístico e cultural” que dificilmente encontramos em outros campos.
De Barcelona rumamos a Berlin, mas aí já é assunto para o próximo post…
Dando sequência ao nosso rolê boleiro pelo oeste paulista de junho de 2013, saímos de Marília e fomos conhecer a cidade de Lins e um pouco da história do futebol local, e registrar o Estádio Gilberto Siqueira Lopes, o “Gilbertão“.
E lá vai a Mari conhecer outra bilheteria!
Demos a sorte de conseguir pegar o final do jogo, válido pelo sub 17 entre o C.A. Linense e o Santacruzense (3×0), e assim conhecer o lado de dentro do estádio.
Se você nunca esteve no Gilbertão e quer ter uma ideia geral dele, veja o vídeo abaixo, lembrando que ele é de 2013 e o Estádio deve ter passado por transformações até o momento em que você está lendo isso, possivelmente 10 anos ou mais depois…
Dividindo um pouco da história deste Estádio, sua inauguração ocorreu em 1962, com o jogo Linense 2×4 Botafogo. A iluminação foi “presente” do então governador Dr. Adhemar de Barros, bastante influente na região.
Inicialmente, o estádio tinha capacidade para 11.000 torcedores.
Em 2009, aumentou sua capacidade para 15.000 torcedores e com o acesso do time à primeira divisão foi ampliada temporariamente a mais de 20 mil torcedores, graças a estas arquibancadas tubulares:
Como dissemos, deu até pra fotografar um pouco do jogo entre os jovens do Linense!
E como sempre, a torcida do Linense estava lá, presente! A estimativa é de que existam mais de 50 mil torcedores e/ou simpatizantes do Linense, na cidade.
O “Gilbertão” chegou a receber mais de 13 mil torcedores no Paulistão de 2013, contra o Corinthians, lotando as dependências do estádio!
Confesso que tenho muita simpatia pelo time do Linense!
O Linense não tem do que reclamar da fase atual. E pelo visto, o segredo vem de dentro de casa!
Que as arquibancadas sigam cheias, elas merecem!
Da nossa parte, fica um sentimento de orgulho de não só ter conhecido o tradicional estádio do interior, mas também ter visto um pouco de uma partida oficial do Linense, ainda que da equipe sub-17.
Porém, a história do futebol em Lins vai além (ou ao menos ia) do que o Estádio Gilberto Siqueira Lopes. Antes dele, vieram o Estádio Municipal dos Eucaliptos, o primeiro lugar onde o Linense jogou, até 1952 quando o time sagra-se campeão da 2ª divisão e a Federação faz uma série de exigências para a disputa da 1ª divisão do ano seguinte.
Assim, em apenas 60 dias, é construído um novo estádio, o “Estádio Roberto Gomes Pedrosa“, também chamado de “Gigantão de Madeira“, pelo fato de suas arquibancadas serem todas feitas de madeira.
O Gigantão de Madeira foi utilizado até 1959, quando foi demolido e seu terreno loteado. Atualmente, em seu lugar foi construído uma unidade do Amigão Supermercados. E se não podemos voltar no tempo para conhecer o Gigantão, ao menos pisamos no mesmo solo…
Pra quem quer conhecer o lugar, o endereço está na placa:
É triste, mas é real… Cada vez mais supermercados e igrejas tomam conta de áreas antes ocupadas pelos Estádios…
Conseguimos ouvir um depoimento de um senhor que participou dessa história, olha que bacana:
Aproveitei para comprar umas coisas e tenho uma ótima dica gastronômica: a melhor água de coco “industrializada” que já tomamos! Normalmente água de coco em garrafa ou lata são horríveis, mas essa da Amambi parece que saiu do coco, mesmo!
Colorir as ideias… Acho que essa é uma excelente resposta para quando te perguntarem por que viajar.
Vamos contar hoje um pouco sobre a cidade e o futebol da bela Aracaju!
Pra quem acha que viajar para o Nordeste se resume a conhecer Salvador, Natal e Maceió, vale a pena conhecer outros destinos e entre eles, eu recomendo Aracaju!
Aracaju tem praia, mas não depende só delas para ser um passeio bacana. Tem várias opções de diversão, como por exemplo o Oceanário da cidade!
Para quem curte punk rock e demais vertentes suburbanas do punk, a dica é a loja Freedom, que fica pertinho do Centro de Artesanatos.
O dono da loja é o Sílvio, vocal do Karne Krua, tradicional banda punk, com quem eu trocava cartas nos anos 90, antes da Internet e na época que eu escrevia não um blog, mas um fanzine, o Choque!
Como toda boa cidade, tem um mercadão que precisa ser visitado (a foto que abre o post foi tirada na rua, em frente ao Mercado). Tem frutas deliciosas e uma loja que vende camisas de futebol (réplicas) com ótimos preços. O Mercadão fica em frente o rio Sergipe.
Mas, não há como negar, a cidade tem praias! Não são azuis como as concorrentes da região, porque há muitos rios na cidade que correm par o mar. Pra quem olha a natureza com outros olhos, a cidade é um paraíso!
Aracaju é uma cidade planejada, construída mesmo. Boa parte do litoral foi aterrado e tem detalhes diferentes, como as lagoas na praia do Atalaia, que ficam há menos de 500 metros do mar.
O futebol local, embora seja pouco divulgado e valorizado, é bem diversificado.
O estado de Sergipe possui duas divisões profissionais e diversas competições amadoras. O site da Federação Sergipana de Futebol é www.infonet.com.br/fsf.
Os principais clubes do estado são o Confiança, o Sergipe e o Itabaiana, além de contar com dois clubes de nomes bastante familiares: River Plate (de Carmópolis) e Boca Juniores (de Estância).
O principal Estádio da cidade de Aracaju é o Estádio Estadual Lourival Baptista, o Batistão. Fomos até lá dar uma olhada nele!
O Estádio foi inaugurado em 1969 e por ser estadual, recebe jogos de diversos clubes sergipanos e até amistosos da Seleção Brasileira.
Deu pra perceber que o estádio recebe muita atenção do governo.
Conseguimos adentrar ao campo pra ter uma visão completa de mais esse templo do futebol!
Ainda sonho com o dia em que o futebol local será valorizada, independente de onde seja.
Foi inaugurado em 1969, com um público de 45.058 pessoas, num jogo que reuniu times da Federação Sergipana de Desportos/FSD e a Seleção Brasileira de Futebol.
Um olhar “panorâmico”pelo Estádio…
O Governo de Sergipe prometeu ampliar o Batistão para 40.000 pessoas. A Mari decidiu esperar no banco de reservas…
Olha a cor do céu… Jogar ali no sol, não deve ser fácil…
Até o gramado parece sofrer com o sol intenso…
Um estádio grande e muito bonito, que merece um time bacana!
Mais uma vez ficamos orgulhosos em conhecer um templo do futebol, o Estádio Estadual Lourival Baptista.
Curiosidade: o Estádio abriga uma série de Federações esportivas, entre elas… a de Luta de Braço!
Aqui, uma das entradas do estádio.
Hora de voltar para a cidade e encontrar cajús gigantes pelas ruas…
Pra terminar, mais cores, desta vez nos sucos pela cidade…
Assim como o bairro “La Boca” deu nascimento aos dois “gigantes” de Buenos Aires (Boca e River – lembrando que o River mudou de bairro, anos depois), o bairro de Avellaneda abriga outras duas grandes forças do futebol argentino, Racing e Independiente. Nessa viagem, além de assistir a um jogo de cada time, passeamos pelo bairro e visitamos os dois estádio, a começar pelo Estádio “Libertadores de América”, de los rojos (Independiente):
O Estádio ainda está passando por uma grande reforma e por isso tem uma cara meio sinistra. Como não era dia de jogo, também estava tudo meio parado por lá.
O Estádio era chamado de “La Doble Visera” (pelo seu formato), e foi inaugurado em 4 de março de 1928.
Em outubro de 2009, foi reinugurado, após a primeira série de obras, num jogo contra o Colón de Santa Fé, vencido pelos “Diablos Rojos” por 3×2.
Foto no dia do jogo (2009)
Devido às obras, não conseguimos autorização para entrar no estádio, então tivemos que nos contentar com fotos externas.
Fica registrado mais um estádio na nossa coleção!
Dias depois iríamos assistir a uma partida de los Diablos, fora de casa, contra o Velez.
Ficamos um pouco tristes por não poder adentrar ao estádio num dia de jogo ou mesmo treinamento, mas ao menos já deu pra sentir um pouco da casa do Independiente.
É engraçado visitar o Estádio em dias assim, nem parece que tem jogo mesmo…
Tava uma tarde meio sem graça, de garoa cair na vidraça, céu branco…. Faltavam cores, torcedores, mas já deu certa alegria de poder ver, ali ao fundo, as arquibancadas.
Enfim, ficamos um pouco desanimados por não entrar, mas já nos animamos ao perceber que o Estádio do Racing “Presidente Juan Domingo Perón“, ou “El Cilindro” ficava a poucas quadras dali. Caminhamos um pouco e chegamos na entrada do estacionamento do Estádio. Logo de cara já veio a decepção de novo, o cara disse que dificilmente conseguiríamos entrar no estádio…
O negócio então foi aproveitar e fotografar o lado e fora do Estádio, de todos os ângulos possíveis.
Claro, e registrar nossa passagem por mais um estádio!
O Racing parecia ter um cuidado maior com a imagem do Estádio (talvez por não estar em reformas).
O estádio lembra um pouco o Olímpico, do Grêmio.
Mas o mais legal dos dois estádios dá pra ver dessa foto, olha como são literalmente colados os estádios do dois maiores rivais Racing e Independiente:
Já tinha valido a pena, fizemos umas fotos legais, andamos pelo entorno, estivemos ali pertinho…
Mas quando preparávamos para ir embora, “El pibe” Gui, conseguiu falar com um pessoal que havia contatado daqui do Brasil. E aí…
Uma vez lá dentro, pudemos tirar mais fotos e aproveitar aquele local sagrado só para a gente…
Vale fazer pose…
E mais pose…
E posar de gangue…
O rolê era esse mesmo… Andar, olhar, fotografar, respirar o ar del Cilindro…
Olhando pelo chão, encontrei um panfleto de uma campanha para escolher o que iria escrito na camisa do Racing este ano, a frase escolhida foi “Racing, dueño de una passion” (mais informações sobre a promoção em: http://corazonacademico.com.ar/index.php?pagina=1 )
E olhando pela net achei essa foto, que mostra uma visão aérea de la cancha…
O Estádio é bem grande…
E dá pra ver que também é bem próximo do campo, né? O mais loco é que é quase na mesma altura…
Vamos adentrar e bater uma bola???
O Gui fez uma reportagem com o pessoal que cuida do departamento de torcedores.
Ah, veja como ficou o vídeo do Gui, ao som do Ataque 77:
Pra nós, esse rolê foi muito mais que uma viagem, foi uma vivência próxima entre 4 apaixonados pelo futebol e uma overdose de partidas, estádios, novos amigos… Futebol pra nós é isso… É abrir as mentes, romper as amarras, e os arames farpados (vale??)…
Finalizamos com a Mari levantando a camisa do Cosmopolitano em plena cancha de Racing:
Assim deixamos Avellaneda e nos preparamos para mais uma aventura, publicada a seguir…